Tribunal da clientela
Foto: Ilustração
Tal qual nas eleições de 2022, quando Lula (PT) venceu Jair Bolsonaro (PL) a contragosto da região – que deu ao então presidente mais de 75% dos votos –, começam a circular, principalmente em grupos de WhatsApp, aquelas controversas listas de comércios e prestadores de serviços locais supostamente ligados ao movimento de esquerda. A tabela, obviamente, sugere o boicote aos estabelecimentos e profissionais relacionados.
Mesmo antes do segundo turno das eleições, algumas listas vinham, timidamente, sendo alimentadas em grupos do aplicativo no Vale do Rio Tijucas e na Costa Esmeralda. Desde domingo (25), entretanto, os manifestos passaram a ser mais frequentes.
O assunto, inclusive, tem desencadeado ações extremas. “Certo mesmo é nem dar mais emprego para quem vota no PT. Tenho três que trabalham pra mim e amanhã vou dispensar”, disparou no WhatsApp, entre amigos, um empresário da construção civil na região.
A prática, discutível, entretanto, não tem sido uma particularidade local. Em quase todos os pontos do país, as relações de boicote em razão do posicionamento político, embora proibidas por Lei, passaram a circular e geram repercussão. Alguns comerciantes, a propósito, vêm reclamando nas redes sociais e denunciando em canais competentes.
Até o momento, no Vale ou Costa Esmeralda, nenhuma empresa ou profissional citado nas listas se manifestou publicamente.

