domingo, 13 de setembro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Namoro político

Postado em 20 de julho de 2026
Foto: Reprodução/Instagram

Menos de duas semanas no comando do município foram suficientes para que o prefeito em exercício de Governador Celso Ramos, Aldir Dourival Rosa (MDB), revelasse suas prioridades. Entre os primeiros atos da gestão interina, ele nomeou a namorada de um vereador correligionário em cargo de alto escalão na prefeitura.

Di, como ficou conhecido popularmente, substituiu automaticamente o titular Marcos Henrique da Silva (PL), afastado no dia 7 por suspeita de envolvimento na Operação Pão e Circo, que Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), Ministério Público e Polícia Civil deflagraram em 19 municípios catarinenses – Governador Celos Ramos entre eles. Embora a comunidade esperasse um período pautado por cautela, a estreia do interino foi, no mínimo, emblemática.

Com a portaria 636/2026, Amanda Cristina de Andrade, moradora de São José e companheira do vereador Diego “Mainha” Correia (MDB), passou a comandar a Diretoria de Apoio das Atividades da Pecuária na administração gancheira. E a escolha, naturalmente, tem leitura política.

BASTIDORES

O Blog apurou que a Câmara Municipal pretende instaurar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para minuciar o suposto esquema de fraudes em licitações para shows na prefeitura de Governador Celso Ramos. E que, para tanto, precisaria do acordo de, em regra geral, um terço dos vereadores.

Oposicionistas entendem o ato do prefeito interino como manobra política para que, com a base prestigiada, a proposta seja barrada no Legislativo.

Muro baixo

Postado em 15 de julho de 2026
Foto: PMSJB/Divulgação

Defensor contumaz do ex-prefeito Daniel Netto Cândido (PSD), o ex-secretário municipal e ex-vereador Edésio Pedrinho Tomasi virou a casaca. Dias atrás, foi confirmado na secretaria-adjunta de Infraestrutura, no governo de Juliano Peixer (UNIÃO), em São João Batista.

O movimento, entretanto, foi cercado de bastidores. Desde que perdeu a cadeira que ocupava na Câmara Municipal, nas eleições de 2024, Tomasi vinha acusando Cândido e sua fiel escudeira, a professora Rúbia Alice Tamanini Duarte, de terem se dedicado mais à campanha de Matheus Gonçalves (PSD), que foi eleito – e que, já no início da legislatura, surpreendentemente, assumiu a liderança do governo de Peixer no parlamento.

Pouco tempo depois do pleito, inclusive, o ex-vereador pediu desfiliação do PSD. Nas internas do partido, o ato foi compreendido como um aceno aos rivais. E do outro lado das trincheiras, no que se prova, a mensagem foi assimilada.

Os contatos iniciais com a prefeitura sugeriam que Tomasi fosse nomeado secretário de Educação, mesma função que exerceu, com reconhecido sucesso, na gestão de Cândido. A resistência de setores do PP, partido da aliança governista, contudo, foi determinante para o desacordo. O comando progressista interveio e barrou o “amigo do Daniel” no primeiro escalão.

Sobrou, portanto, para Tomasi, uma secretaria-adjunta. Embora fontes do Blog ligadas ao ex-vereador garantam que o cargo, modesto diante da pedida, seja, inicialmente, trampolim para “coisas maiores” ao longo da gestão. Mesmo assim, o PP precisou ser convencido – com intermediação meticulosa do chefe de gabinete Orivan Jarbas Orsi, que ingressou no governo recentemente para, especialmente, conciliar a motinada política no paço batistense.

Nomeação e tradição

Postado em 2 de fevereiro de 2026
Foto: Arquivo/Banda Folk San Vigili

O músico Érico Augusto Masera Marchi inicia hoje na direção do departamento de Cultura do município de Nova Trento. A nomeação foi publicada sexta-feira (30) no Diário Oficial, sob a portaria 286/2026.

No currículo do diretor estaria a dissidência da centenária Banda Musical Padre Sabbatini e a fundação, em 2025, por consequência desse desacordo, da Associação Cultural San Vigili – com uma banda, da qual Masera Marchi atua como maestro.

A escolha acendeu, na comunidade, a discussão entre conservadorismo e manutenção do patrimônio histórico do município, e o espaço para as reformas nas tradições locais. E para alguns mostrou, a propósito, de que lado dessa disputa o prefeito Maxiliano de Oliveira (PL) estaria.

Gestão apartidária

Postado em 21 de janeiro de 2026
Foto: Arquivo pessoal

O convite chegou, e foi aceito. A nomeação da suplente de vereadora Consuelo Azevedo (MDB) em cargo de confiança no governo de Tijucas estaria por detalhes. O destino seria a Secretaria Municipal de Ação Social, na coordenação de um núcleo de atenção aos grupos de terceira idade.

A designação, que ainda não foi oficializada, caiu como bomba no MDB tijuquense, que perde mais uma combatente para os situacionistas. Antes, o prefeito Maickon Campos Sgrott (PL) havia conquistado o préstimo do vereador Flávio Henrique Souza (MDB) na Câmara Municipal, o que já era, no diretório emedebista, tratado como calamidade.

Souza, a propósito, teria atuado fortemente – juntamente com o deputado estadual Emerson Stein (MDB) – para que Consuelo recebesse o chamado da administração municipal.

ANTES, CONTUDO

A aproximação da suplente de vereadora com os governistas vem de algum tempo. Na campanha de 2024, ela já havia conversado com o PP, partido que Campos Sgrott representou na concorrência majoritária.

A proposta era a de que Consuelo se transferisse para as fileiras progressistas com a promessa de que, mesmo não eleita ao parlamento, participasse da gestão. A relação familiar com o MDB, entretanto, foi o principal empecilho.

COALIZÃO

O prefeito, que conseguiu manter a aliança entre PP, PSD e UNIÃO BRASIL ativa, e aniquilou a oposição do PL no município – ao se filiar e integrar o partido à gestão –, passa agora, de caso pensado ou não, a amealhar emedebistas.

As parcerias com Emerson Stein e com o presidente estadual do MDB, Carlos Chiodini, mais a cedência da prefeitura ao vereador Cláudio Eduardo de Souza (MDB) em julho, por 16 dias, foram as primeiras mostras.

Consuelo abre um novo capítulo. Porque os precedentes ainda estavam frescos.

Datas coincidentes

Postado em 15 de janeiro de 2026
Foto: Karina Oliveira/Reprodução

Em entrevista exclusiva ao Blog, o recém-nomeado secretário de Segurança Pública do município de Tijucas, Murilo Mello, deu detalhes sobre seu ingresso na gestão tijuquense. Sobrinho do governador Jorginho Mello, presidente do PL estadual, ele rechaçou a ideia de que a contratação tenha sido motivada por um ajuste político entre o prefeito Maickon Campos Sgrott (PL) e o tio.

De acordo com o secretário, “foi uma coincidência” ter sido nomeado dias depois de Campos Sgrott ter trocado o PP, partido em que se elegeu em 2024, pelo PL. “Eu já poderia ter entrado antes, e só não aconteceu porque estava concluindo minha pós-graduação em Gestão Pública, em Florianópolis”, conta Murilo, que afirma ter sido convidado pelo chefe do Executivo municipal meses atrás, antes da mudança de partido.

Filho da empresária Filomena Mello, presidente do PL local e irmã do governador, e do saudoso médico Polydoro Manoel Sofia, o chefe da Segurança Pública municipal faz questão de evidenciar as raízes da família em Tijucas. Murilo diz, ainda, que se sente preparado para o desafio, que pretende trabalhar em integração com as forças de segurança, como as polícias Civil e Militar, e valorizar os agentes do quadro da prefeitura.

 

De quatro, duas

Postado em 13 de janeiro de 2026
Foto: Pyerre Cabral/PMT

Sobre os anúncios de ontem, entre surpresas e obviedades, especulam-se as faltas. Em cerimônia discreta, o prefeito Maickon Campos Sgrott (PL) deu poderes aos secretários de Segurança Pública, Murilo Mello, e Planejamento, Jordan Campos Laus, e nomeou o advogado Mateus Della Giustina Guinzani na Procuradoria Geral do município. Os comandos das recém-criadas secretarias municipais de Meio Ambiente e Casa Civil, entretanto, seguem indefinidos – mas apenas por detalhes.

Conforme antecipado no Blog, o engenheiro Tiago Manenti Martins, ex-diretor geral da Câmara Municipal e especialista em Aquicultura e Recursos Hídricos, estaria assegurado na gestão do Meio Ambiente, e dependente apenas de questões legais e de cunho pessoal.

Para a Casa Civil, a preferência de Campos Sgrott recairia inteiramente sobre o vereador Maurício Poli (UNIÃO), com quem tem relação estreita e de absoluta confiança. Entre as qualidades elencadas para o posto – e que o prefeito acreditaria serem características do parlamentar –, a liderança e a capacidade de articulação teriam pendido a balança.

Resultado prático

Postado em 12 de janeiro de 2026
Foto: Divulgação

A parceria entre o prefeito Maickon Campos Sgrott e o PL, oficializada na filiação do mandatário tijuquense ao partido na semana passada, foi escancarada. A nomeação de um sobrinho do governador Jorginho Mello no primeiro escalão da administração municipal era a garantia que faltava. Não falta mais.

Filho da empresária Filomena Mello, que assumiu recentemente a presidência do PL em Tijucas, Murilo Mello deve ser anunciado hoje, juntamente com outros nomes, secretário municipal de Segurança Pública.

Discreto, sem registros de atividades em redes sociais e nem currículo aberto, o primeiro secretário de Segurança Pública da história de Tijucas tem a oportunidade de mostrar, de agora em diante, que foi uma escolha acertada independentemente das convenções partidárias ou das relações familiares.12

OS DEMAIS

Para a pasta de Meio Ambiente, Campos Sgrott deve nomear o engenheiro Tiago Manenti Martins, especialista em Aquicultura e Recursos Hídricos, que foi diretor geral da Câmara Municipal durante a presidência do então vereador Rudnei de Amorim (PSD), atual vice-prefeito, em 2024.

A dúvida paira, ainda, no comando da Casa Civil municipal. As apostas recaem todas sobre o vereador Maurício Poli (UNIÃO), que deve assumir um cargo no Executivo e abrir espaço para o suplente José Roberto “Betinho” Giacomossi (UNIÃO) no parlamento, mas podem haver surpresas.

Os anúncios foram agendados para hoje.

Passagem relâmpago

Postado em 3 de outubro de 2025
Foto: Arquivo Pessoal

Durou menos que um suspiro a passagem de Fernando Steil pela Secretaria Adjunta da Educação. Nomeado na quinta-feira (02), pediu exoneração já na sexta (03), após a repercussão negativa cair como avalanche. Oficialmente, Steil alegou “motivos pessoais” em nota, mas nos corredores a leitura é outra: a pressão foi grande demais.

Desde a publicação no diário oficial, o nome do ex-diretor do Samae provocou reações duras. Professores, vereadores e setores da comunidade não aceitaram bem a escolha. Ao portal VipSocial, o prefeito Maickon Campos Sgrott (PP) confirmou que não restou alternativa a não ser atender ao pedido.

Steil seria o braço direito de Sheila Dias na Educação. Antes disso, comandou o Samae em duas oportunidades — uma no governo do ex-prefeito Elói Mariano Rocha (PSD) e, mais recentemente, no início da gestão de Sgrott, até junho, quando passou o bastão ao engenheiro Tiago Suckow da Silva Camargo Guimarães.

Por enquanto, pelo menos, não há sinal de que Steil ganhe outro cargo na administração. Fica tudo em stand by.

Sobre a nomeação:

Da água aos livros

Destino certo

Postado em 22 de setembro de 2025
Foto: Divulgação

Foi confirmada na semana passada – conforme antecipado no Blog – a nomeação da turismóloga Zenelise Drodowski no primeiro escalão da Amfri (Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí). A agora ex-presidente da Fumtur (Fundação Municipal de Turismo) de Porto Belo assumiu a direção do Citmar (Consórcio Intermunicipal de Turismo Costa Verde & Mar), cargo estratégico para a articulação regional.

Por enquanto, Zene ainda divide atenções entre os últimos compromissos na Capital Catarinense dos Transatlânticos e a adaptação ao novo posto.

No Citmar, que integra os municípios de Bombinhas, Porto Belo, Itapema, Balneário Camboriú, Camboriú, Itajaí, Ilhota, Navegantes, Penha e Balneário Piçarras, ela teria a missão de promover a região, dar suporte técnico às prefeituras e executar projetos conjuntos. Na prática, uma função de peso para quem sabe transitar como ninguém entre o turismo e a política locais.

Inimigos próximos

Postado em 21 de julho de 2025
Foto: Luan Lucas/LDF

As arrelias entre o prefeito Juliano Peixer (UNIÃO) e seu principal concorrente nas eleições de 2024, o ex-prefeito Daniel Netto Cândido (PSD), não eram, necessariamente, aquelas da campanha. Porque tem sido no time do rival que o mandatário batistense vem buscando esteio para funções estratégicas da gestão quando mais precisa.

Não bastasse ter escolhido o vereador Matheus Gonçalves (PSD) – eleito na base de Cândido – para a liderança do governo na Câmara, o chefe do Executivo teria considerado, agora, nomear outro parlamentar pessedista, Edesio Pedrinho Tomasi, este ainda mais próximo do ex-prefeito, para o comando da Secretaria Municipal de Educação.

De acordo com fontes do Blog, o plano teria sido abortado por conta da rejeição ao nome de Tomasi na base aliada. Lideranças do PP, inclusive, teriam ironizado a intenção de Peixer: “então já chama a Rúbia (Tamanini, ex-secretária municipal de Educação e braço direito de Cândido) de uma vez”.

PLANO B

Entre a cruz e a espada, o prefeito viria ponderando o convite ao professor Alício Schiestel (foto), da Unifebe, de Brusque, que tem familiares residentes no interior de São João Batista.