sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Dose dupla

Postado em 24 de outubro de 2016
Foto: Divulgação

Filho do ex-prefeito Uilson Sgrott, o dentista e empresário Maickon Sgott comemorou, juntamente com o ex-vereador, policial rodoviário federal aposentado e vice-prefeito eleito Adalto Gomes, sábado (22), mais um degrau na escalada da vida.

Sgrott chegou à sua 35ª primavera, enquanto Gomes celebrou seus 51 bem vividos anos. A festa, dupla e para muitos convidados, aconteceu na casa de recreio do empresário Geremias Teles Silva, à beira-rio, num dos belos recantos da Praça, em Tijucas.

Oito: Uma gestão contestada

Postado em 20 de outubro de 2016

Sitiado por secretários recorrentes, servidores plácidos e afeitos em cargos de confiança, o prefeito Valério Tomazi (PMDB) iniciou a gestão 2013-2016 sem inspirar grandes expectativas na população da Capital do Vale. Com oito anos de casa, compreende-se que o staff e subordinados mais próximos estivessem fatigados, com entusiasmo debilitado. A história recente revela que os acertos continuaram sem melhorias significativas ou, em alguns casos, desapareceram , e a grande maioria dos erros jamais recebeu conserto. O time, na melhor das hipóteses, zelava pelo que era basal, e, intrinsecamente, pelos proventos legítimos do fim do mês.

Todavia, o chefe do Executivo pôs algumas obras de relevância no currículo. Os asfaltamentos no Timbé, no Pernambuco, em Areias e na Rua 13 de Novembro entram nessa conta ainda que o antecessor, Elmis Mannrich (PMDB), que detém grande prestígio no Governo Estadual, pregasse durante a campanha de Tomazi, em 2012, que essas benfeitorias estavam garantidas e encaminhadas para a gestão vindoura. Outra das heranças da administração passada, porém, trouxe um ônus imensurável ao atual governo. O importante esgoto sanitário, assinado pela contestada Cosatel Construções, Saneamento e Energia Ltda., se transformou no principal achaque do último quadriênio. A aprovação popular despencou, e um caos interno se instaurou. Não havia quem controlasse, fiscalizasse ou enfrentasse a construtora, que praticamente devastou a cidade com expressa anuência da prefeitura; embora a Câmara de Vereadores propusesse, seguidas vezes todas sem sucesso –, audiências públicas dadas às cobranças de maior empenho e qualidade no serviço da terceirizada.

As chuvas e a Cosatel continuaram castigando Tijucas, a cabeceira da histórica e imprescindível Ponte Bulcão Viana desabou, e, em paralelo, o PMDB começava a se desmantelar. O fantasma da pré-convenção de 2012 ainda assombrava, e uma lista de reclamações de partidários ignorados e preteridos aumentava consideravelmente. Os periquitos descontentes passaram a clamar pelo retorno de Mannrich; e o ex-prefeito, a partir de então, recebia incentivos diversos nos bares e eventos sociais da cidade. Em meados de 2015, a disputa interna por espaços e o possível boicote ao projeto de reeleição de Valério Tomazi já era uma constante no seio do partido; mas este é um assunto para os próximos capítulos.

A condução política, administrativa e de pessoal na gestão 2013-2016 não agradou aos peemedebistas em geral. Tanto que muitos dos próprios partidários elegem a atual administração como a pior da história de Tijucas, título que atribuíam orgulhosamente à gestão do cola-branca Uilson Sgrott (2001-2004). Outro dos motivos da revolta foi o cancelamento de eventos populares de grande repercussão, promovidos pela municipalidade, em nome da recessão e das dificuldades econômicas. Iniciativas como o Réveillon Popular e o Carnaval Popular – O Povo na Folia, criados e vangloriados nas gestões de Elmis Mannrich, que reuniam milhares de pessoas nas regiões centrais da cidade, foram tolhidos do calendário municipal de festividades no mandato atual.

Além disso, Tomazi puniu, recentemente, o partido com a alegação de saúde nas finanças da prefeitura. Depois da pré-convenção do PMDB, em abril, em que o prefeito perdeu o direito de concorrer à reeleição, 11 servidores comissionados da estrutura municipal receberam a exoneração. Todos, a propósito, eleitores de Mannrich naquela fatídica disputa interna.

A gestão contestada, conturbada, somada à mais nova ruptura no partido, tiveram papel determinante nas eleições municipais deste ano  e serviu para que a oposição sustentasse a tese de que “mudar faz bem”. A prefeitura era 15, mas também votou 55; consequências drásticas da querela interna entre o prefeito e seu antecessor. Tomazi, que não conseguiu satisfazer como político e administrador, contribuiu generosamente para o resultado das urnas. E Mannrich, que construiu e depois derrubou, também tem sua parcela nessa conta. Os números mostraram: as razões eram duas, e contra os dois.

Obras e Educação

Postado em 19 de outubro de 2016

Ser uma figura meramente ilustrativa no próximo governo de Tijucas não está nos planos do vice-prefeito eleito Adalto Gomes (PT). Sóbrio e bem articulado, ele pretende participar ativamente da administração municipal. E, de acordo com informações de bastidores, estaria bastante propenso ao comando da Secretaria de Obras, Transportes e Serviços Públicos do município.

Especula-se, ainda, que a gerência da pasta de Educação também esteja praticamente definida. A professora Ivania Lemos Freitas, que goza de muito prestígio com o prefeito eleito Elói Mariano Rocha (PSD), tem grandes chances de voltar ao cargo que ocupou por alguns meses na gestão de Uilson Sgrott, em 2004.

Um: O rompimento com o PT

Postado em 4 de outubro de 2016

Da série “Os 15 motivos”  onde o blog, num trabalho de pesquisa, memória e coleta exclusiva, pretende fundamentar os equívocos capitais do PMDB de Tijucas, desde a retomada do poder, que culminaram na acabrunhante derrota de domingo (2) , segue o primeiro capítulo:

Vereador por três legislaturas consecutivas, o advogado Elmis Mannrich (PMDB), ainda que não fosse unanimidade nas bases do partido, conquistou a prefeitura em 2004, numa virada extraordinária sobre Uilson Sgrott (PFL), que concorria à reeleição e ostentava favoritismo absoluto. Fragilizado e dividido, o PMDB passava por sérias divergências internas e sofria com a falta de crédito e apoio econômico. O candidato a vice-prefeito na chapa, advogado Roberto Vailati (PT), trouxe, além da militância petista que começava a se fortalecer em Tijucas pela popularidade incontestável do presidente da República à época, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os primeiros indícios de aporte financeiro à campanha. Outros reforços de caixa foram conquistados no decorrer da caminhada pela atuação ora temerária do advogado Marcio Rosa, que presidia o partido no município e assumiu todos os riscos. Às 17h do dia 3 de outubro daquele ano, a cidade ficou verde.

Mannrich iniciou o governo na primeira manhã de 2005 com grandes expectativas. E não decepcionou. Comparado ao antecessor, que teve gestão contestada inclusive pelos correligionários, o prefeito do PMDB não tardou a cair nas graças dos munícipes com ações animadoras e obras públicas de grande aprovação popular. Os recursos federais passaram a ser presentes e frequentes em Tijucas, e reza a lenda que Vailati, o vice-prefeito, tenha méritos significativos nesse processo.

Tudo caminhou às mil maravilhas até a metade do mandato. Com expressiva aceitação entre os tijuquenses, o prefeito e o então procurador geral do município, Marcio Rosa, decidiram e convenceram a cúpula do partido que descumpririam o compromisso firmado com o vice-prefeito dois anos antes de que Vailati seria o candidato a prefeito em 2008 com Mannrich como vice , e que caminhariam para a reeleição com ou sem o PT. Havia, inclusive, um documento assinado pelas lideranças dos dois partidos, que, no fim das contas, de nada valeu. O adjunto anunciou o rompimento com o PMDB, contou a perfídia aos jornais, e todos os petistas, um a um, foram deixando os cargos que ocupavam na administração municipal.

Desde então, Mannrich e o PMDB deram à luz um inimigo mortal. Roberto Vailati e o PT começavam, naquele momento, uma força-tarefa para arrancar os periquitos do poder. Domingo (2 de outubro de 2016), uma década depois, eles finalmente conseguiram.

Lágrimas a mais

Postado em 3 de outubro de 2016

Tristes coincidências à parte, há que se registrar o falecimento, no dia em que o PMDB sofreu um dos seus maiores reveses em Tijucas, do ex-prefeito Rubens Barreto, um dos fundadores do partido no município. Binho, como era conhecido popularmente, governou a Capital do Vale entre 1989 e 1992, e, desde então, nunca mais concorreu novamente a cargos eletivos. Sua última incursão na vida pública deu-se no governo de Uilson Sgrott (DEM), entre 2001 e 2004, quando assumiu a superintendência da FME (Fundação Municipal de Esportes).

Dentista de longa carreira fui um dos seus pacientes, inclusive –, ele estava com 68 anos. Bastante debilitado, despediu-se da vida ontem, em Florianópolis, onde estava internado há algum tempo.

Entra e sai

Postado em 10 de junho de 2016

Não se sabe por quê e nem para quê, mas as recentes presenças no primeiro gabinete do paço municipal têm aguçado a curiosidade dos viventes da prefeitura de Tijucas.

Em momentos diferentes, o prefeito Valério Tomazi (PMDB) já recebeu, nestes últimos dias, as visitas dos ex-prefeitos Uilson Sgrott (DEM) e Nilton de Brito (PP), além do ex-vice-prefeito Roberto Vailati (PT); todos líderes de oposição ferrenhos.

Os assuntos podem ser os mais variados, mas, pelo momento, também pode ser aquele que passa pela cabeça de 11 entre 10 tijuquenses.

Lágrima

Postado em 10 de maio de 2016

Era o “homem dos suspensórios” – jamais aparecia em público sem o acessório que virou marca registrada. Estrategista político (participou ativamente das eleições de Uilson Sgrott em Tijucas, em 2000, e de Daniel Netto Cândido em São João Batista, em 2012), Simeão Laércio Ramos era comunicador por vocação, fundou alguns jornais na região e atualmente comandava a Diretoria de Controle Interno do município de São João Batista.

Hoje, por volta das 17h, aos 71 anos, não resistiu a uma parada cardíaca. Deixa mulher, três filhos e a comunicação local, além da política, em parte órfãs. Sua atuação destacada nesses dois segmentos da sociedade é, agora, um ponto na nossa história.