segunda-feira, 15 de julho de 2019 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Casaca virada

Postado em 14 de maio de 2019

Ao tempo em que assina exonerações no colegiado, o prefeito Elói Mariano Rocha (PSD), de Tijucas, vem cedendo cabos eleitorais para a oposição. Pelo menos é o que mostram a ex-secretária de Ação Social, Rosely Steil – que passou a integrar o grupo de conversação online “Muda Tijucas” e criticar sistematicamente a administração municipal –, e o ex-diretor de Trânsito e Transportes do município, Alvino Aurélio Müller – que, segundo um passarinho verde, seria, atualmente, o mais novo aliado do MDB na Capital do Vale.

Rosely foi substituída por Bianca Bibiani Machado em novembro de 2017 por, de acordo com informações extraoficiais, “dificuldade de impor liderança à equipe”; e, da mesma maneira surpreendente que foi anunciada no início do governo, deixou o cargo. Müller, por sua vez, era um dos mais elogiados servidores do alto escalão municipal até o pedido de demissão, em março, por “problemas particulares”. Pois, então?!

Conversas vazadas

Postado em 7 de março de 2019

Era de se esperar que o prefeito de São João Batista, Daniel Netto Cândido (PSD), que propôs e efetivou uma oxigenação integral no governo do município – com exonerações, recontratações e a audaciosa despolitização do paço –, fosse enfrentar represálias de ex-servidores.

No início da semana, conversas vazadas de uma ex-funcionária foram publicadas no Facebook. Magoada com a demissão, ela, nas mensagens, confirmava o ressentimento e fazia conjecturas sobre a intimidade do chefe do Executivo.

Certamente porque sabia o que viria, Cândido vem se mantendo sereno, convicto de que acertou, e ignorando qualquer provocação. Vida – e gestão – que segue.

Implosão administrativa

Postado em 17 de dezembro de 2018

Os secretários municipais e cargos de confiança da prefeitura de São João Batista já estão limpando as gavetas. Todos, sem exceção; do político ao técnico, do mais distante ao mais próximo do prefeito Daniel Netto Cândido (PSD) vão receber a carta de exoneração. A medida foi anunciada na tarde de quinta-feira (13) e inicia um processo de reorganização da estrutura pública do município.

Alguns, em princípio, voltarão ao trabalho em 7 de janeiro. Outros, não. As primeiras informações são de que ninguém sabe, ao certo, se deve começar a distribuir currículos na praça ou aguardar o chamado do paço. E o clima de angústia nos corredores só aumenta. Os relatórios de produção de cada pasta, de cada comissionado, estão na mesa do chefe do Executivo municipal e serão determinantes para as recontratações.

Oito: Uma gestão contestada

Postado em 20 de outubro de 2016

Sitiado por secretários recorrentes, servidores plácidos e afeitos em cargos de confiança, o prefeito Valério Tomazi (PMDB) iniciou a gestão 2013-2016 sem inspirar grandes expectativas na população da Capital do Vale. Com oito anos de casa, compreende-se que o staff e subordinados mais próximos estivessem fatigados, com entusiasmo debilitado. A história recente revela que os acertos continuaram sem melhorias significativas ou, em alguns casos, desapareceram , e a grande maioria dos erros jamais recebeu conserto. O time, na melhor das hipóteses, zelava pelo que era basal, e, intrinsecamente, pelos proventos legítimos do fim do mês.

Todavia, o chefe do Executivo pôs algumas obras de relevância no currículo. Os asfaltamentos no Timbé, no Pernambuco, em Areias e na Rua 13 de Novembro entram nessa conta ainda que o antecessor, Elmis Mannrich (PMDB), que detém grande prestígio no Governo Estadual, pregasse durante a campanha de Tomazi, em 2012, que essas benfeitorias estavam garantidas e encaminhadas para a gestão vindoura. Outra das heranças da administração passada, porém, trouxe um ônus imensurável ao atual governo. O importante esgoto sanitário, assinado pela contestada Cosatel Construções, Saneamento e Energia Ltda., se transformou no principal achaque do último quadriênio. A aprovação popular despencou, e um caos interno se instaurou. Não havia quem controlasse, fiscalizasse ou enfrentasse a construtora, que praticamente devastou a cidade com expressa anuência da prefeitura; embora a Câmara de Vereadores propusesse, seguidas vezes todas sem sucesso –, audiências públicas dadas às cobranças de maior empenho e qualidade no serviço da terceirizada.

As chuvas e a Cosatel continuaram castigando Tijucas, a cabeceira da histórica e imprescindível Ponte Bulcão Viana desabou, e, em paralelo, o PMDB começava a se desmantelar. O fantasma da pré-convenção de 2012 ainda assombrava, e uma lista de reclamações de partidários ignorados e preteridos aumentava consideravelmente. Os periquitos descontentes passaram a clamar pelo retorno de Mannrich; e o ex-prefeito, a partir de então, recebia incentivos diversos nos bares e eventos sociais da cidade. Em meados de 2015, a disputa interna por espaços e o possível boicote ao projeto de reeleição de Valério Tomazi já era uma constante no seio do partido; mas este é um assunto para os próximos capítulos.

A condução política, administrativa e de pessoal na gestão 2013-2016 não agradou aos peemedebistas em geral. Tanto que muitos dos próprios partidários elegem a atual administração como a pior da história de Tijucas, título que atribuíam orgulhosamente à gestão do cola-branca Uilson Sgrott (2001-2004). Outro dos motivos da revolta foi o cancelamento de eventos populares de grande repercussão, promovidos pela municipalidade, em nome da recessão e das dificuldades econômicas. Iniciativas como o Réveillon Popular e o Carnaval Popular – O Povo na Folia, criados e vangloriados nas gestões de Elmis Mannrich, que reuniam milhares de pessoas nas regiões centrais da cidade, foram tolhidos do calendário municipal de festividades no mandato atual.

Além disso, Tomazi puniu, recentemente, o partido com a alegação de saúde nas finanças da prefeitura. Depois da pré-convenção do PMDB, em abril, em que o prefeito perdeu o direito de concorrer à reeleição, 11 servidores comissionados da estrutura municipal receberam a exoneração. Todos, a propósito, eleitores de Mannrich naquela fatídica disputa interna.

A gestão contestada, conturbada, somada à mais nova ruptura no partido, tiveram papel determinante nas eleições municipais deste ano  e serviu para que a oposição sustentasse a tese de que “mudar faz bem”. A prefeitura era 15, mas também votou 55; consequências drásticas da querela interna entre o prefeito e seu antecessor. Tomazi, que não conseguiu satisfazer como político e administrador, contribuiu generosamente para o resultado das urnas. E Mannrich, que construiu e depois derrubou, também tem sua parcela nessa conta. Os números mostraram: as razões eram duas, e contra os dois.

Já são 11, quase 12

Postado em 21 de maio de 2016

Ontem no fim da tarde, quando a semana parecia terminar tranquila no paço municipal, três cartas de dispensa foram assinadas pelo prefeito Valério Tomazi (PMDB) e reacenderam a fogueira que já ardia tímida em restos de lenha chamuscada.

Além do ex-secretário Nelso Vicentini, foram exonerados também os comissionados Vilson Pedro Felipe, o Biriba, e Alexandre Steil, ambos lotados na Secretaria de Obras, Transportes e Serviços Públicos de Tijucas.

O chefe do Executivo municipal segue cumprindo os avisos que distribuiu às vésperas da pré-convenção, mas em doses homeopáticas. Além dos cortes, ele também promove o terror; e permite que a angústia e a incerteza continuem sendo o clima típico da época em cada canto da estrutura pública municipal.

Passarinho transparente, que até o momento não errou nada sobre esse assunto, diz que a professora Giane Fernandes, atual diretora da EEB Santa Terezinha, é a próxima na lista de dispensas. Um comunicado, inclusive, já teria sido direcionado à educadora.

Corda bamba

Postado em 12 de maio de 2016

Embora as especulações acerca das demissões de cargos comissionados sigam à toda nos corredores do paço, o prefeito Valério Tomazi (PMDB) parece ter desacelerado o bonde. Há indícios de pressão dos caciques do PMDB estadual, sobretudo do vice-governador Eduardo Pinho Moreira, que teria intervido na questão.

Ontem, em entrevista à Rádio Vale, Tomazi afirmou que “mais cortes estão programados”. No entanto, se puser em prática esse planejamento, o prefeito de Tijucas pode ser, em breve, um ex-militante do PMDB. Não por opção, mas por exclusão. A ameaça existe.

Argumentação

Postado em 11 de maio de 2016

“Quando eu quis que vocês intercedessem por mim, para que eu pudesse exercer o meu direito de concorrer à reeleição, ninguém se manifestou”, teria sido um dos argumentos do prefeito Valério Tomazi (PMDB) na rápida conversa com o deputado federal Rogério “Peninha” Mendonça (PMDB-SC), em reunião na prefeitura de Tijucas, semana passada, para justificar as demissões em massa na relação de comissionados do município.

Peninha veio, a pedido da cúpula do PMDB local, tentar conter o ímpeto do mandatário tijuquense, que iniciou um processo de dispensas nos cargos de confiança, supostamente em retaliação ao resultado da pré-convenção do partido.

Salvação

Postado em 10 de maio de 2016

Secretária de Educação do município desde 2011, a professora Lorena de Oliveira Silva conta, de certo, com grande prestígio junto ao prefeito Valério Tomazi (PMDB). São dela os créditos pela manutenção, por enquanto, da irmã do comerciante Murilo Furtado – membro votante do diretório do PMDB de Tijucas e provável eleitor de Elmis Mannrich na pré-convenção do partido –, professora Marília Furtado Medeiros, na lista de comissionados municipais.

Na sequência das prenunciadas demissões de cargos de confiança, Marília era nome certo no rol de dispensas. O comando da pasta de Educação interveio, e o prefeito, ao que parece, acatou as argumentações.

Barbas de molho

Postado em 6 de maio de 2016

Fontes fidedignas, todas amplamente relacionadas na administração municipal de Tijucas, garantem que a próxima barca parte nos próximos momentos. Nela, segundo as bolsas de apostas, estarão as professoras Marília Furtado Medeiros – irmã do comerciante Murilo Furtado – e Síntia Lopes Silva – mulher do diretor do Sindicato dos Bancários de Brusque, Adriano Silva, o Guinho –, além dos jovens Daniel Piva Júnior – filho do ex-vereador Daniel Piva – Sérgio de Souza Ramos – filho do aposentado Aldo Manoel Ramos, popular Aldinho do Sul do Rio – e de Vilson Pedro Felipe, o Biriba, lotado na Secretaria de Obras, Transportes e Serviços Públicos, atualmente em férias.

No caso das professoras, ambas com cargos técnicos na Secretaria de Educação, somente as comissões seriam subtraídas. E elas, já que são efetivas, postas em sala de aula e, em outra conjectura, direcionadas a escolas do interior do município.

Sete, por hoje

Postado em 5 de maio de 2016

A profecia começou a ser cumprida no fim da tarde. Passava das 16h quando a secretária de Finanças do município, Rosângela de Fátima Leal da Veiga, recebeu a secretária de Administração, Michele Peixer Pereira dos Santos, que, aos prantos, comunicou a primeira demissão do dia. “Vou matar este vagabundo”, bradava pelos corredores da prefeitura, inconformada, depois do anúncio, a gestora exonerada. O blog, a propósito, antecipou essa dispensa na nota “Tesoura afiada“, de segunda-feira (2).

Quase ao mesmo tempo, Edson Dias, ex-cunhado do presidente municipal do PMDB, Elmis Mannrich, também recebeu a carta de exoneração. A partir daí, coube ao chefe do Departamento Pessoal da prefeitura, Sebastião Silva, o Tião, a tarefa de comunicar as demissões aos servidores comissionados que preferiram acompanhar o ex-prefeito nas contendas internas do partido. Responsável pela frota municipal, Carlos Alberto da Silva, o Calinho da Nita, caiu em seguida; e depois veio a demissão de Ironildo da Silva, o Biga.

Da Secretaria de Obras, Transportes e Serviços Públicos, saiu Helio Dias. Lotada na Secretaria de Educação, Karolina Kruscinski Marcolla não recebeu a carta de demissão porque está cumprindo folga, mas o ofício está assinado pelo prefeito Valério Tomazi. Por fim, Jardel da Silva também perdeu o emprego na sequência.

De acordo com fontes ligadas à administração municipal, os cortes na relação de comissionados não cessam por aqui. Há indícios de que, neste primeiro momento, os demitidos sejam 18. Na primeira levada, foram sete. E a angústia só aumenta.