quinta-feira, 2 de abril de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Chegadas e partidas

Postado em 31 de março de 2026
Foto: Arquivo

O deputado estadual Jerry Comper (MDB) deixou o comando da Secretaria de Estado da Infraestrutura ontem, e voltou a ocupar a titularidade na Assembleia Legislativa. Com isso, o portobelense Emerson Stein (MDB), que cumpria o mandato na suplência, perdeu a cadeira.

Stein, aliás, ainda faz entregas de recursos na região nesta semana. Mas, a partir de agora, dedica-se integralmente ao ensejo da pré-campanha enquanto discute a relação com o partido. Ele participa da ala emedebista que apoia a reeleição do governador Jorginho Mello (PL) e pode, a qualquer momento, assinar filiação a outra legenda. PL, PODEMOS e REPUBLICANOS são as alternativas.

Comper, por sua vez, comunicou hoje nas redes sociais sua permanência no MDB. Mas, assim como o ex-prefeito de Porto Belo, o agora ex-secretário de Estado prefere a aliança com Jorginho. Eles, juntamente com Fernando Krelling e Valdir Cobalchini, discordam da decisão do presidente Carlos Chiodini – de integrar o projeto de João Rodrigues (PSD) –, que consideram uma “manifestação isolada”, e querem que o partido faça uma consulta nas bases.

Dividir para enfraquecer

Postado em 27 de março de 2026
Foto: Divulgação

Grandes estrategistas da história como Sun Tzu, Júlio César e Nicolau Maquiavel tinham em seu repertório de artimanhas o uso do método “dividir para enfraquecer”. E esse parece ser o plano adotado pelo governador Jorginho Mello (PL) para neutralizar possíveis adversários nas eleições de 2026.

O encerramento da janela partidária, na próxima semana, dará maior clareza sobre o quanto essa proposta foi — ou não — bem-sucedida. Mas até aqui, os sinais são favoráveis ao chefe do Executivo catarinense.

O “chega pra lá” dado no MDB — que sonhava ocupar a vaga de vice-governador — rachou o partido. Parte da bancada já declara apoio a Jorginho, como Jerry Comper e Emerson Stein, ainda que oficialmente possam integrar a chapa de João Rodrigues (PSD).

O convite a Adriano Silva (NOVO) para ser vice retirou o prefeito de Joinville de uma eventual candidatura ao governo do estado e fez cessar as críticas do presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro, que teve de engolir alguns sapos para manter o NOVO unido.

O UNIÃO BRASIL, federado ao PROGRESSISTAS, também assiste parte de sua bancada migrar para a órbita de Jorginho, enquanto seu presidente, Fabio Schiochet, senta à mesa com João Rodrigues para negociar uma aliança.

O PP parece ser a sigla mais abalada pelas investidas do governador. O senador e pré-candidato Esperidião Amin chegou ao ponto de derrubar a executiva estadual e assumir pessoalmente a presidência do partido em Santa Catarina — com aval do presidente nacional
Ciro Nogueira —, em resposta ao movimento de uma ala que declarou apoio à reeleição de Jorginho.

No PSD, partido de João Rodrigues — que deve disputar com Jorginho tanto o título de maior nome bolsonarista de Santa Catarina quanto o cargo de governador —, a estratégia do divide e conquista levou o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, a partir para o ataque contra a legenda que o projetou politicamente.

Diante de tantas fraturas partidárias, resta saber como os próprios membros do PL e seus satélites — REPUBLICANOS e PODEMOS — se comportarão com a chegada de uma variedade enorme de novas lideranças disputando atenção e espaço junto ao governador em ano eleitoral.

Prazo esticado

Postado em 2 de março de 2026
Foto: Arquivo/Divulgação

O programado retorno do secretário de Estado da Infraestrutura, Jerry Comper (MDB), para a Assembleia Legislativa, que culminaria na retomada da cadeira que o suplente Emerson Stein (MDB) ocupa no parlamento catarinense, foi adiado. O trâmite seria concluído hoje, mas o deputado estadual licenciado, ao que parece, ainda tem metas a atingir no governo.

Nas projeções refeitas, Comper deve, agora, voltar para a Alesc apenas no fim do mês. Os novos prazos serão debatidos, contudo, na reunião da bancada emedebista, amanhã. Enquanto isso, o ex-prefeito de Porto Belo segue no Legislativo catarinense.

Stein, entretanto, poderia continuar como deputado estadual mesmo se o titular da cadeira que ocupa atualmente regressasse. Ele tem um acordo com o partido para permanecer no posto por mais quatro meses, na vaga do colega Tiago Zilli (MDB), que se licenciaria voluntariamente. Proposta que deve ser confirmada nos próximos momentos, quando a bancada se reunir.

Mandato expandido

Postado em 19 de fevereiro de 2026
Foto: Divulgação

Reviravolta na formação do MDB na Assembleia Legislativa: o deputado estadual Emerson Stein, que deixaria o parlamento catarinense em 2 de março, no retorno do titular Jerry Comper à cadeira, pode permanecer por mais quatro meses no cargo.

As conversas estariam adiantadas com Tiago Zilli (MDB), que se licenciaria voluntariamente do Legislativo. Stein, primeiro suplente do partido, seguiria na Alesc e apenas mudaria de gabinete, uma vez que a estrutura que ocupa atualmente pertence, por direito, a Comper, e seria retomada.

Concluídos os trâmites, o modelo de atuação do portobelense, que previa dedicação integral ao trabalho de articulação eleitoral nos próximos meses, sofreria leves alterações. Inclusive no gabinete local, em Porto Belo, que continuaria de portas abertas até junho.

Danos mínimos

Postado em 17 de fevereiro de 2026
Foto: Agência AL

Fator que impacta diretamente os planos do portobelense Emerson Stein (MDB) nestas eleições, o retorno do secretário de Estado da Infraestrutura, Jerry Comper (MDB), para a Alesc tem data definida: 2 de março. O prazo foi decidido em reunião da bancada do MDB, semanas atrás, seguindo orientação da executiva do partido, que se desligou do governo de Jorginho Mello (PL).

Os danos, aliás, são quase nulos para Stein. Na programação original, março seria, de fato, o dead line para a entrega da cadeira ao titular, que já pretendia passar um período no parlamento – mesmo que os emedebistas mantivessem a aliança com o governador.

Assim que deixar o Legislativo estadual, o ex-prefeito de Porto Belo deve se dedicar integralmente ao trabalho de campo, com visitas a lideranças, articulação política e apresentação de resultados. Stein, que se dividiu entre a Assembleia e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente nestes três anos, sempre deixou claro que seu objetivo era uma das 40 vagas ao parlamento catarinense em 2026. Desta vez, sem os percalços da suplência.

Para tanto, precisa, pelo menos, manter a supremacia eleitoral na região, quando foi o mais votado na soma dos oito municípios do Vale do Rio Tijucas e da Costa Esmeralda, com 16.525 indicações. A conferir.

Dose dupla

Postado em 10 de fevereiro de 2026
Fotos: Klyp Digital/Divulgação

A claque política esteve em peso – sem trocadilhos na expressão – na festa de aniversário que o ex-vereador Fernando “Do Gordo” Fagundes e o empresário Davi “Galo Velho” Melo Filho promoveram conjuntamente domingo (8), na Marina Pub & Grill, em Tijucas. Das mais variadas significâncias e adjacências, de vereadores a deputados e secretários de Estado, o meandro basilar dos anfitriões esteve muito bem representado no evento.

Figuras como o deputado estadual Carlos Humberto Metzner Silva (PSD) e o secretário de Estado da Infraestrutura, Jerry Comper (MDB), chamaram atenção. Mas houve, obviamente, abraços e afagos para os prefeitos de Itapema e Nova Trento, Carlos Alexandre “Xepa” de Souza Ribeiro (PL) e Maxiliano de Oliveira (PL), e para autoridades de outrora, como o ex-prefeito Elmis Mannrich (MDB) e o ex-vice-prefeito Sérgio “Coisa Querida” Fernandes Cardoso (PSD), ambos tijuquenses.

A comemoração contou com grande público, formado essencialmente por gente das relações pessoais dos aniversariantes, e marcou as respectivas 43 e 71 primaveras de Fernando do Gordo e Galo Velho – que vêm celebrando a data em dupla nos anos recentes e, conforme anunciaram, pretendem que seja assim por mais algumas décadas.

Caso indefinido

Postado em 29 de janeiro de 2026
Foto: Divulgação

O secretário de Estado da Infraestrutura, deputado estadual licenciado Jerry Comper (MDB), ainda não acatou a orientação do partido, de se exonerar da função que exerce no governo de Jorginho Mello (PL). “Foi uma orientação, e não uma exigência do MDB”, explica uma fonte ligada a ele.

A indefinição beneficia diretamente o portobelense Emerson Stein (MDB), que ocupa a cadeira de Comper na Assembleia Legislativa.

A permanência do secretário no cargo, no entanto, pode ter um prazo definido na próxima terça-feira (3), em reunião dos parlamentares emedebistas. O encontro foi marcado, justamente, para que se chegue a uma solução. Explica a mesma fonte que “a Secretaria de Estado da Infraestrutura foi oferecida à bancada, e, por isso, os deputados tomam a decisão”.

Mas a vontade de Comper, a propósito, não seria um definidor. De acordo com a fonte do Blog, “ele é ‘de partido’, e vai seguir o que for decidido por seus pares”.

Alvo involuntário

Postado em 27 de janeiro de 2026
Foto: Arquivo/Agência AL

O desembarque de emedebistas do governo de Jorginho Mello (PL), decidido ontem em reunião do diretório estadual, afeta diretamente o portobelense Emerson Stein (MDB). Com o movimento, ele se despede do Legislativo catarinense assim que o titular Jerry Comper (MDB) deixar o comando da Secretaria de Estado da Infraestrutura, conforme deliberado na assembleia.

A mudança, entretanto, não viria acompanhada de urgência. De acordo com informações de bastidor, Comper deve permanecer na gestão estadual por, pelo menos, mais alguns dias, até que os projetos em andamento da pasta sejam entregues e por uma transição equilibrada.

O retorno do secretário de Infraestrutura ao parlamento, aliás, era esperado ainda que PL e MDB seguissem em aliança. O encerramento do prazo para desincompatibilizações, no fim de março, seria o dead-line. A antecipação, no entanto, era o que não estava nos planos do grupo.

Stein, que trabalha para reconquistar o posto de deputado estadual nestas eleições, vai, agora, recalcular a rota. Ex-secretário de Estado do Meio Ambiente e Economia Verde, ele precisa, inclusive, decidir se continua prestando apoio ao governador na região ou se abraça a proposta do MDB, que prenunciou, ontem, candidatura própria ao Executivo catarinense. “Vou sempre defender o melhor para Santa Catarina”, limita-se a dizer ao Blog.

Alívio

Postado em 26 de janeiro de 2026
Foto: Arquivo

O fim do casamento entre PL e MDB na esfera estadual serviu como luva para o ex-prefeito de Nova Trento, Tiago Dalsasso (MDB). Em entrevista recente, ele proclamou que nem por uma obrigação institucional dividiria o palanque com o atual chefe do Executivo municipal, Maxiliano de Oliveira (PL).

Membro titular do diretório estadual, Dalsasso participa hoje, às 19h, da reunião para deliberar sobre a permanência de emedebistas no governo de Jorginho Mello (PL). E nem se precisa dizer, afinal, de que lado da mesa o neotrentino deve se sentar.

O secretário de Estado da Agricultura, Carlos Chiodini, presidente do MDB catarinense, já anunciou que pretende deixar o cargo. Outra peça do partido na estrutura governista, e com quem Dalsasso tem relação estreita, é o secretário de Estado da Infraestrutura, Jerry Comper, que estaria entre a cruz e a espada.

A situação ficou insustentável com a escolha, dias atrás, do prefeito de Joinville, Adriano Silva (NOVO), para a chapa de reeleição do governador. O MDB era o principal interessado na vaga, e Chiodini contava com ampla cotação.

Ressentimento

Postado em 28 de novembro de 2025
Foto: Olho Vivo Can

Fiel à metáfora bíblica, Tiago Dalsasso (MDB) voltou a dizer que “não se assenta na mesa dos escarnecedores” – ou, em tradução política, que não sobe no mesmo palanque em que o prefeito de Nova Trento, Maxiliano de Oliveira (PL), estiver. A afirmação, feita em entrevista ao Olho Vivo Can na semana passada, veio acompanhada de outra convicção: a de que sua derrota nas urnas, em 2024, deve ser creditada à “onda de fake news que se espalhou contra sua gestão e sua imagem durante o período eleitoral”.

As declarações não são novidade. Dalsasso já havia dado sinais dessa leitura em outras conversas, mas agora o tom é de fechamento de ciclo – mais calmo, porém ainda ressentido. Um ano e um mês depois do pleito, o ex-mandatário neotrentino trabalha ao lado do deputado estadual licenciado e secretário de Estado da Infraestrutura, Jerry Comper (MDB), enquanto a gestão do sucessor enfrenta sucessivas polêmicas.

Relembrando 2024, ele descreveu o cenário de bastidor de uma campanha marcada por vídeos, montagens e textos manipulados, que, acredita, abalou sua credibilidade e confundiu o eleitorado. O ex-prefeito perdeu por 216 votos de diferença: uma derrota considerada “técnica”, que, em sua avaliação, teria outro desfecho “se o debate fosse limpo”. E citou como exemplo as acusações falsas de desvio de recursos públicos – da construção de um centro educacional à taxa de iluminação –, e destacou o papel de uma CPI aberta a 15 dias da eleição, que teria servido apenas como ferramenta de desgaste. “Foi político, foi desonesto”.

Mesmo assim, Dalsasso fez a mea-culpa. Reconheceu falhas na comunicação e admitiu que a demora da Justiça em reagir às calúnias contribuiu para o resultado adverso. Um ponto em defesa do judiciário: segundo fonte do Blog no fórum, 2024 bateu recorde de ações sobre fake news, e só agora os resultados estão chegando. É o caso dos processos impetrados por Daniel Netto Cândido (PSD), ex-prefeito de São João Batista, que já venceu, tardiamente, dois deles.

A lição de 2024, embora amarga, foi devidamente aprendida.