quinta-feira, 7 de maio de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Praia maior

Postado em 7 de maio de 2026
Foto: Divulgação

O governador Jorginho Mello (PL) esteve em Itapema ontem para entregar pessoalmente a LAI (Licença Ambiental de Instalação) para a obra de alimentação artificial da praia de Meia Praia. O documento foi concedido pelo IMA (Instituto do Meio Ambiente) e prevê quatro meses de obras que devem trazer, além de proteção costeira, a qualificação urbana do litoral catarinense.

A intervenção prevê o alargamento da faixa de areia ao longo de aproximadamente 4.750 metros de extensão, com a utilização de cerca de 416 mil metros cúbicos de sedimentos. A obra resultará em um acréscimo médio de 20 metros na largura da praia, ampliando a área disponível para uso público e reforçando a proteção da orla.

A alimentação artificial da praia é considerada uma medida fundamental para enfrentar o avanço do mar e os processos erosivos que historicamente afetam a região. A iniciativa, segundo estudos técnicos, amplia a proteção costeira, aumenta a resiliência da orla frente a eventos climáticos e contribui para equilibrar a pressão urbana sobre o ecossistema litorâneo.

O investimento total é de aproximadamente R$ 60 milhões, dividido entre o município — com R$ 30 milhões em recursos próprios — e o governo estadual, com aporte confirmado durante o ato. A obra, idealizada na gestão de Nilza Simas (PL) e assumida no mandato do atual prefeito, Carlos Alexandre “Xepa” de Souza Ribeiro (PL), deve iniciar em agosto.

O dilema de Chiodini no MDB

Postado em 30 de abril de 2026
Foto: Divulgação

No dia seguinte a um encontro que reuniu lideranças do MDB favoráveis a uma aliança com o governador Jorginho Mello, o presidente do partido, Carlos Chiodini, publicou uma carta aos emedebistas.

O texto é, antes de tudo, um gesto político raro: expor publicamente uma crise interna sem eufemismos. Ao reconhecer o “apequenamento” do MDB em Santa Catarina, Chiodini rompe com o silêncio estratégico que costuma ocultar fragilidades. Há mérito nisso: o debate é colocado no centro — a sobrevivência e o futuro do partido.

O diagnóstico é consistente. Os resultados eleitorais recentes indicam perda de protagonismo, espaço institucional e identidade política. Essa crise, porém, não é nova. Tem raízes na dificuldade histórica de reconstruir uma liderança unificadora após a morte de Luiz Henrique da Silveira, que funcionava como eixo de coesão. Sua ausência abriu um vácuo nunca plenamente preenchido, alimentando disputas internas e fragmentação.

A carta ganha densidade, mas também levanta dúvidas. Ao denunciar a crise, Chiodini se posiciona como possível agente da reconstrução. Surge então a questão central: reconhecer o problema é suficiente para liderar a solução?

Sua trajetória e lealdade têm peso, mas reunificar o MDB exige mais: articulação ampla, autoridade reconhecida e capacidade de impor um projeto coletivo acima de interesses individuais. O próprio texto revela um partido dividido, com decisões isoladas.

Há, ainda, um risco: ao criticar alianças e movimentos internos, o diagnóstico pode ser correto, mas sem se transformar em convergência prática tende a aprofundar divisões. Em partidos heterogêneos, a linha entre liderança firme e isolamento é tênue.

No fim, a carta explicita a encruzilhada: retomar protagonismo ou aceitar a irrelevância. A dúvida que permanece é se o próprio Chiodini reúne as condições políticas necessárias para cumprir esse papel, ou se sua manifestação, apesar de corajosa, será apenas mais um capítulo no longo processo de crise do MDB catarinense.

MDB pró-governo

Postado em 28 de abril de 2026
Foto: Sol Urrutia/Portal Upiara

Cinquenta e quatro prefeitos dos 70 eleitos, e 25 dos 59 vice-prefeitos do MDB, mais deputados estaduais, um federal, suplentes do partido e a senadora Ivete Appel da Silveira (MDB-SC) se reuniram com o governador Jorginho Mello (PL) em Florianópolis. A mobilização mostrou, sobretudo, o aprofundamento da divisão interna da legenda e fortaleceu a ala que defende o realinhamento ao governo.

O evento foi organizado pelo prefeito de Quilombo, Jakson Castelli (MDB), e contou com as presenças do deputado estadual Jerry Comper (MDB), que mantém ampla rede de apoio no Vale do Rio Tijucas, e do primeiro suplente do partido, Emerson Stein (MDB), de Porto Belo.

Os convidados, todos emedebistas, foram recepcionados no Hotel Magestic e, em seguida, gravaram mensagens de apoio ao projeto de reeleição de Jorginho.

CONTRAPONTO

Ciente do ocorrido, o ex-governador Eduardo Pinho Moreira, liderança capital do MDB, disse ao portal Upiara que o movimento faz parte do jogo político e que muitos correligionários compareceram ao encontro por compromissos e relações institucionais com o governo.

Moreira, que defende a aliança ao plano de João Rodrigues (PSD), alertou, ainda, que “a história do MDB precisa ser respeitada” e acrescentou um fator prático: “vai passar o prazo dos convênios, e aí o jogo vira”.

Firme e forte

Postado em 27 de abril de 2026
Foto: Arquivo pessoal

Na seara local, quase ninguém entende porque o engenheiro agrônomo Thiago Vinícius Leal, candidato do MDB a prefeito de Canelinha em 2024, continua empregado no governo estadual. Foi alçado ao cargo por intermédio do presidente estadual do partido, Carlos Chiodini – que rompeu com o governador Jorginho Mello (PL), deixou o comando da Secretaria de Estado da Agricultura em janeiro e passou a circular com João Rodrigues (PSD) –, mas, diferentemente de outros emedebistas na estrutura do Estado, permanece ativo na folha.

Leal, que cumpre expediente na gerência de Projetos da Agricultura estadual com remuneração bruta na casa dos R$ 13,9 mil, foi admitido em março de 2025, quando Chiodini ainda era secretário e o MDB apoiava a proposta de reeleição de Jorginho. Relações que, a propósito, foram desfeitas.

Nas rodas de especulação, conjetura-se que o canelinhense seja muito competente no que faz, a ponto de assumir status de indispensabilidade, ou que, nesse meio tempo, tenha construído relações no governo que o mantenham no cargo independentemente da ruptura política entre MDB e PL.

O novo mapa da Alesc após a janela

Postado em 15 de abril de 2026
Foto: Agência AL/Divulgação

O cenário político de Santa Catarina, depois do fechamento da janela partidária, mostra um governo com uma rede de apoio muito ampla na Assembleia Legislativa. O governador Jorginho Mello (PL) conseguiu não apenas ampliar a base, como também organizar alianças de maneira bem pragmática, o que deve facilitar a aprovação de pautas e reduzir o espaço para oposição.

O PL se consolidou como o principal partido nesse arranjo, com 14 deputados, e funciona no Legislativo como o núcleo de sustentação do governo. Além disso, partidos como REPUBLICANOS e NOVO também participam da base e ajudam a dar mais consistência política e ideológica ao projeto de reeleição de Jorginho.

Um ponto interessante é a posição do MDB, que conseguiu manter suas seis cadeiras na Alesc, e que apesar do discurso de independência, depois de ser “chutado” pelo governador, na prática tem mostrado proximidade ao governo em muitas votações. Lideranças como Antídio Lunelli, Jerry Comper e Fernando Krelling frequentemente adotam posições alinhadas ao Executivo, o que acaba ampliando a maioria governista.

Com isso, o PSD e os partidos de esquerda acabam ficando isolados na Assembleia. Mesmo mantendo suas bancadas, têm pouca capacidade de barrar projetos. Ao mesmo tempo, legendas menores, como PODEMOS e PRD, perderam espaço, o que também contribuiu para um cenário mais favorável ao governo.

No geral, Jorginho entra na fase final do mandato com um parlamento bastante alinhado ao Executivo. O principal desafio daqui para frente pode não ser lidar com a oposição, mas sim administrar uma base tão grande e diversa. Com muitos aliados disputando espaço, existe o risco de conflitos internos, especialmente na definição das candidaturas para as eleições que se aproximam.

Juventude conservadora

Postado em 14 de abril de 2026
Foto: Luan Lucas/Blog do Léo Nunes

Cerca de 200 lideranças locais e de outras searas catarinenses participaram, sábado (11), em São João Batista, do encontro estadual do PL Jovem. A reunião, com presença destacada do quarto filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), vereador Jair Renan Bolsonaro (PL), foi realizada no condomínio Mirantes Dell’Antonio, do empresário Felipe Lemos, que comanda o partido no município.

Da região, participaram o prefeito de Nova Trento, Maxiliano de Oliveira (PL), os vereadores Renato Laurindo Júnior (PL) e Mario Antônio Garcia Teixeira (PL), de Tijucas e São João Batista respectivamente, e o deputado estadual Carlos Humberto Metzner Silva (PL), de Balneário Camboriú.

Entre palestras, recados de ordem de lideranças nacionais da legenda – como os irmãos de Jair Renan, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente da República, e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) –, o encontro serviu, sobretudo, para reaproximar as bases e intensificar a proposta da direita catarinense em torno da reeleição do governador Jorginho Mello (PL) e da conquista de mais espaço na Assembleia Legislativa, Câmara Federal e Senado.

Continuidade

Postado em 6 de abril de 2026
Foto: MDB-SC/Divulgação

Ex-prefeito de Porto Belo, ex-secretário de Estado do Meio Ambiente e Economia Verde, e agora suplente de deputado estadual, Emerson Stein optou por permanecer no MDB. Estava entre a mudança para um partido da base do governador Jorginho Mello – PL, PODEMOS ou REPUBLICANOS – e se manter na legenda onde milita desde 2015, e havia estipulado o fim da janela partidária como dead line para a decisão. Na sexta-feira (3), ele comunicou nas redes sociais que seguiria nas fileiras emedebistas.

O principal entrave na relação de Stein com o MDB era a opção do partido por abdicar do projeto situacionista e acompanhar a oposição, com liderança do ex-prefeito de Chapecó e pré-candidato a governador João Rodrigues (PSD). Condição que, ocasionalmente, teria sido resolvida na reunião da bancada emedebista, no meio da semana.

No comunicado, entretanto, o portobelense não reafirma o compromisso com Jorginho e nem se coloca no grupo de apoio à proposta pessedista. Conjunção que, internamente, ainda estaria em discussão.

Amigo do inimigo

Postado em 1 de abril de 2026
Foto: Arquivo/Divulgação

A chamada Turma do Ferro Velho – como ficou conhecida uma das alas do PL de Tijucas, com liderança do vereador José Vicente “Zezinho” de Souza e Silva e seu irmão, o empresário Osnildo “Dinho” de Souza e Silva – vem administrando uma frustração. A filiação do deputado estadual Nilso Berlanda, a quem sempre defenderam, ao PSD, encorpando a campanha de João Rodrigues, foi engolida a seco no grupo.

Presidente do REPUBLICANOS e braço do PL no município, o empresário Alberto Carlos “Tito” Dolorini, voz de comando do núcleo, diz, desconcertado, com exclusividade ao Blog, que o movimento de Berlanda foi uma “infelicidade”, mas garante que o compromisso com o curitibanense segue inabalado. “Como deputado, para nós, ele foi nota mil. Muitas das emendas que conseguimos para o município vieram dele. Trabalharemos por ele”, sustenta.

As outras frentes da Turma do Ferro Velho são, obviamente, os projetos de reeleição do governador Jorginho Mello (PL) e do deputado federal Jorge Goetten (REPUBLICANOS-SC), e a chapa liberal ao Senado, com Carlos Bolsonaro e Caroline De Toni.

Chegadas e partidas

Postado em 31 de março de 2026
Foto: Arquivo

O deputado estadual Jerry Comper (MDB) deixou o comando da Secretaria de Estado da Infraestrutura ontem, e voltou a ocupar a titularidade na Assembleia Legislativa. Com isso, o portobelense Emerson Stein (MDB), que cumpria o mandato na suplência, perdeu a cadeira.

Stein, aliás, ainda faz entregas de recursos na região nesta semana. Mas, a partir de agora, dedica-se integralmente ao ensejo da pré-campanha enquanto discute a relação com o partido. Ele participa da ala emedebista que apoia a reeleição do governador Jorginho Mello (PL) e pode, a qualquer momento, assinar filiação a outra legenda. PL, PODEMOS e REPUBLICANOS são as alternativas.

Comper, por sua vez, comunicou hoje nas redes sociais sua permanência no MDB. Mas, assim como o ex-prefeito de Porto Belo, o agora ex-secretário de Estado prefere a aliança com Jorginho. Eles, juntamente com Fernando Krelling e Valdir Cobalchini, discordam da decisão do presidente Carlos Chiodini – de integrar o projeto de João Rodrigues (PSD) –, que consideram uma “manifestação isolada”, e querem que o partido faça uma consulta nas bases.

Ficha assinada

Postado em 30 de março de 2026
Foto: Divulgação

O prefeito de Florianópolis, Topázio Silveira Neto, tal qual previsto, filiou-se ao PODEMOS na sexta-feira (27). A condução do cerimonial foi da deputada estadual Ana Paula da Silva, de Bombinhas, presidente do partido em Santa Catarina, que celebrou a chegada do mandatário florianopolitano: “a partir de agora essa é a sua casa, para agora e para sempre”.

O evento contou com a participação do governador Jorginho Mello (PL), que reforçou o peso do ato na cena política estadual. “Não tenho dúvidas de que o PODEMOS será um dos grandes partidos de Santa Catarina”, discursou.

As presenças do chefe do Executivo catarinense e do prefeito de Joinville e pré-candidato a vice-governador Adriano Silva (NOVO) no encontro podemista evidenciam o posicionamento da legenda – e de Paulinha – nas eleições que se aproximam.

E O EMERSON?

Na lista de apresentações, encabeçada por Topázio, especulou-se que poderia surgir o nome do deputado estadual Emerson Stein (MDB), de Porto Belo, que tem conversado com Paulinha sobre a mudança de legenda.

O portobelense, entretanto, deve definir seu futuro apenas no sábado (4), quando a janela partidária se fecha. Entre as opções na mesa, além do PODEMOS, estão o PL e o REPUBLICANOS.

A permanência de Stein no MDB estaria, neste momento, praticamente descartada.