quinta-feira, 27 de novembro de 2025 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Reação imediata

Postado em 24 de novembro de 2025
Fotos: Divulgação

A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, confirmada no sábado (22), acendeu o estopim político em Santa Catarina. Em poucas horas, deputados, prefeitos, vereadores e pré-candidatos da região foram às redes sociais para se manifestar, dando o tom de indignação e solidariedade.

O deputado Altair Silva (PP) afirmou que o país atravessa “um momento de tensão institucional” e defendeu que decisões dessa magnitude devem ser “transparentes e imparciais”. O parlamentar ressaltou que Bolsonaro “representa milhões de brasileiros” e precisa de um julgamento “justo e equilibrado”.

Já o deputado Emerson Stein (MDB) classificou a prisão como “um erro histórico”. Segundo ele, o processo é “frágil e questionável” e compromete a segurança jurídica do país. “Não se trata de disputa partidária, e sim de democracia e liberdade”, pontuou.

O prefeito de Itapema, Alexandre Xepa (PL), também reagiu com dureza. Disse que a prisão é “inadmissível” e lembrou que Bolsonaro “enfrentou perseguições, mas nunca deixou de lutar pelo Brasil”. No cenário estadual, o governador Jorginho Mello (PL) saiu em defesa do aliado, afirmando que Bolsonaro “não teve julgamento justo” e que a prisão representa “mais um golpe contra seus direitos”. Ele reforçou que o ex-presidente continua sendo “o principal nome da oposição no país”.

A ex-prefeita de Itapema, Nilza Simas (PL), também manifestou solidariedade à família Bolsonaro, desejando “força e serenidade” e afirmando confiar que “a justiça será feita com equilíbrio”.

Ajunte de tropas

Postado em 21 de novembro de 2025
Foto: Divulgação

A proeminência eleitoral do prefeito de Biguaçu, Salmir da Silva (REPUBLICANOS), que venceu o pleito de 2024 com mais de 70% dos votos biguaçuenses, inspirou a reunião do REPUBLICANOS de Tijucas nesta semana. Com o presidente municipal do partido, Alberto Carlos “Tito” Dolorini, e a noiva, Josieli Pacheco, coordenadora do Mulheres Republicanas local, como anfitriões, o encontro pautou as eleições do ano que vem em Santa Catarina e a participação do núcleo tijucano na concorrência estadual.

O objetivo é que o desempenho da comissão do REPUBLICANOS de Tijucas como captadora de votos, principalmente para o governador e pré-candidato à reeleição Jorginho Mello (PL), sirva como termômetro para o posicionamento do partido no tabuleiro das articulações em 2028, no município.

A assembleia foi enxertada, ainda, pelo vereador José Vicente “Zezinho” de Souza e Silva (PL) – em demonstração clara de alinhamento entre as duas legendas – e pelo secretário parlamentar Leonardo Santhiago, que representou o presidente estadual do REPUBLICANOS e deputado federal Jorge Goetten.

COMPROMISSO
Por emparelhamento com Goetten, a quem deve servir como cabo eleitoral em 2026, o ex-vice-prefeito de Canelinha, Edson Orsi, vem participando dos encontros do REPUBLICANOS na região.

Ainda que não esteja, por enquanto, filiado ao partido, as conversas sobre a assinatura da ficha estariam bastante adiantadas.

ALVO DEFINIDO
Durante a reunião, estabeleceu-se também que, para os planos do grupo, a instalação de um núcleo do REPUBLICANOS em Nova Trento, carente de representação do partido, seria tratada como prioridade.

Tito, que fez o mesmo trabalho com o PL na região, e participou efetivamente da construção do plano neotrentino dos liberais, foi designado a cumprir essa tarefa.

Palanque impossível

Postado em 19 de novembro de 2025
Foto: Arquivo

A costura estadual aponta para MDB e PL dividindo o mesmo palanque em 2026, com os emedebistas ocupando a vaga de vice na chapa de Jorginho Mello. Mas, longe da capital, a matemática partidária não se replica com a mesma facilidade. Em cidades como Canelinha e Nova Trento, onde prefeitos são aliados diretos do governador, a aliança não deve alterar a geografia local.

Na Terra de Santa Paulina, por exemplo, uma declaração do ex-prefeito Tiago Dalsasso (MDB) tem dado o que falar. Em entrevista à Rádio Clube de São João Batista, o emedebista foi taxativo. Se for obrigado a dividir palanque com o prefeito Maxiliano de Oliveira (PL), prefere entregar o cargo que ocupa no gabinete do deputado licenciado e secretário de Estado, Jerry Comper, a quem serve como assessor externo.

A fala expôs a impossibilidade de eventual união MDB–PL no município. Para Dalsasso, a equação não fecha – e ele não esteve disposto a suavizar o tom. Disse que não compartilharia palco político “nem sob ameaça de exoneração”.

E foi além. Relembrou o pleito de 2022, mirando diretamente no rival. Contou que na eleição passada, Max era funcionário do governo Carlos Moisés da Silva (então no REPUBLICANOS) e não teria saído de casa para pedir um voto em favor do candidato à reeleição. “Eu pedi. Agora é a vez dele pedir”. No mesmo palanque, jamais.

Alianças estaduais são uma coisa; carregar bandeira no interior, outra completamente diferente.

Ponte e postagens

Postado em 17 de novembro de 2025

O velho ditado de que “pontes unem” não parece valer para Itapema e Porto Belo. Pelo contrário, o projeto da travessia entre os dois municípios voltou a ser tema de controvérsias entre políticos, desta vez em vídeos com direito a ironia, provocações e tréplica.

De um lado, o vereador André de Oliveira (NOVO). Do outro, a ex-prefeita Nilza Simas (PL) – hoje em cargo de chefia na gestão do governador Jorginho Mello (PL). O embate se deu nas redes sociais. E o tema da discórdia foi a famosa ponte da 306, anunciada há mais de três anos e ainda envolta em terreno movediço, literalmente.

Oliveira iniciou a rodada com um vídeo crítico, afirmando que o terreno do lado de Porto Belo, por onde passaria a avenida de ligação, é privado e sem desapropriação. Segundo o vereador, o Ministério Público já foi acionado e o impasse pode se arrastar por até dez anos, custando cerca de R$ 40 milhões adicionais aos cofres públicos.

A resposta da ex-mandatária veio poucos dias depois, com o mesmo tom e um vídeo próprio. Nilza defendeu que sua gestão agiu com “seriedade e transparência” e garantiu que a construção respeitou a legislação de Porto Belo. Segundo ela, o projeto fazia parte da Avenida da Inovação – termo técnico que André rebatizou de “Avenida da Enrolação” – e estava amparado por um termo de cooperação técnica entre os dois municípios. Itapema ficaria responsável pela ponte; Porto Belo, pela pavimentação da avenida.

Mas, como toda boa disputa digital, o episódio não acabou aí. O parlamentar, fiel ao estilo provocador, voltou às redes para a tréplica: “Deixei a mulher nervosinha”, disse em segundo post.

Como se diz no jargão, quem não sabe brincar, não desce pro play.

Saída estratégica

Postado em 13 de novembro de 2025
Foto: Divulgação

O ciclo de Emerson Stein (MDB) no primeiro escalão do governo Jorginho Mello (PL) chega ao fim, e o movimento é de retorno à Assembleia Legislativa. Após oito meses à frente da Secretaria de Meio Ambiente e Economia Verde, o ex-prefeito de Porto Belo prepara o retorno ao parlamento, mirando as eleições de 2026.

A saída do secretariado está prevista para a próxima semana e faz parte de uma estratégia de reposicionamento. O período no governo estadual foi calculado e, segundo aliados, bem aproveitado. Stein usou o cargo para expandir articulações regionais, reforçar sua base e estreitar laços com lideranças municipais que devem pesar nas urnas.

A interlocutores o emedebista tem dito que o retorno é necessário para “ficar mais perto das bases”, sobretudo em Porto Belo e região da Costa Esmeralda, onde construiu capital político.

A substituição no comando da Secretaria deve permanecer sob indicação do MDB, que segue afinado com o governador. A relação, aliás, se estreitou desde que o partido passou a ocupar espaço no governo liberal, consolidando uma aliança que pode se transformar em chapa majoritária – com o MDB pleiteando a vice de Jorginho Mello (PL) em 2026.

Nos bastidores, Stein sai do governo com saldo político positivo. Ganha musculatura estadual e manteve o nome aquecido.

Casaca virada

Postado em 11 de novembro de 2025
Foto: Divulgação

Coordenador informal do PL no Vale do Rio Tijucas – por proximidade geográfica com a sua Balneário Camboriú –, o deputado estadual Carlos Humberto Metzner Silva vai deixar de cumprir essa tarefa. Pelo menos, em função do mesmo grupo.

O ex-vice-prefeito da Dubai Brasileira, que não conseguiu convencer o governador Jorginho Mello a intervir no conflito com o PL balneocamboriuense, decidiu deixar o partido. E o destino estaria traçado.

Nesta noite, Metzner Silva janta com o colega de parlamento Júlio Garcia (PSD), que comanda a mesa diretora da Assembleia Legislativa, e com o presidente do PSD catarinense, Eron Giordani, para, em suma, selar a migração.

O movimento mexe sensivelmente no tabuleiro local, que deve passar, a partir da janela de março, a ter um soldado a mais – e com relações muito estreitas na região – na retaguarda do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que pretende desafiar Jorginho nas urnas em 2026.

Pautas populares

Postado em 10 de novembro de 2025
Foto: Reprodução

Em Santa Catarina, certos temas viraram fetiche e quando um prefeito abraça, o vizinho corre para não ficar para trás. Internação involuntária é o caso mais recente. Mas em Bombinhas, o prefeito Alexandre da Silva (PSD) decidiu ir além, surfando na onda de Jorginho Mello (PL) e sua lei que pune o uso de drogas em espaços públicos. Aliás, a governança do “ordem e cuidado” virou mantra.

Na prática, o pacote enviado ao Legislativo mira duas frentes. A primeira visa proibir o consumo de bebidas alcoólicas em praças, parques e áreas públicas – salvo quando houver evento autorizado. O discurso é familiar. Preservar espaços de lazer, garantir segurança às famílias, evitar cenas desconfortáveis e “bagunça”.

A segunda iniciativa trata da internação voluntária ou involuntária de pessoas em situação de rua com dependência química. O município fala em acolhimento, tratamento humanizado e suporte técnico para reabilitação. A justificativa repousa no argumento da vulnerabilidade extrema. Há casos, diz a gestão, em que o indivíduo “não consegue mais se dominar” e precisa de intervenção especializada.

Os anúncios foram feitos ao lado da secretária de Assistência Social, Carla Lazzarin, que destacou o trabalho diário das equipes de abordagem social. São pautas sensíveis, polarizadoras – e politicamente sedutora.

Alinhamento

Postado em 10 de novembro de 2025
Fotos: Divulgação

Foi instalada oficialmente, na semana passada, a Secretaria Municipal de Pesca e Aquicultura em Tijucas, tendo Ezequiel de Amorim como titular da nova pasta. Nenhuma surpresa. A criação do órgão já havia sido aprovada pela Câmara de Vereadores em setembro, e desde então era sabido que Amorim ocuparia o cargo.

O que realmente chamou atenção, porém, foi uma deferência especial publicada na página oficial do prefeito Maickon Campos Sgrott (PP), que fez questão de mencionar “sete vereadores da base governista”. Essa é a verdadeira novidade. Até então, o que se via eram apenas rumores, aproximações estratégicas e gestos de simpatia entre vereadores de diferentes partidos e o núcleo do governo.

Além da base tradicional – composta por PROGRESSISTAS, UNIÃO e PSD – surgem nomes do MDB e do PL, partidos que, oficialmente, integram a oposição. Nada que espante. Esses parlamentares já vinham sinalizando, há tempos, suas preferências por estar alinhados ao Executivo.

Os nomes listados como parte da “base governista” são: Nadir Olindina Amorim (PSD), Ecio Helio de Melo (PL), Flavio Henrique Souza (MDB), Mauricio Poli (UNIÃO), Maria Edésia da Silva Vargas (PP), Paulo Cesar Pereira (PSD) e Julio Cesar Bucoski (PP).

Vale destacar que a situação do Partido Liberal é, no mínimo, ambígua. Enquanto uma ala da sigla mantém postura declaradamente oposicionista, outra se mostra abertamente governista – e com direito a cadeira no primeiro escalão, já que Erivelto Leal dos Santos comanda a Fundação Municipal de Esportes. Além disso, o próprio Sgrott mantém laços próximos com o governador Jorginho Mello e outras lideranças liberalistas no estado, o que alimenta rumores de uma eventual migração partidária. A conferir.

Do lado do MDB, a executiva municipal não aprova esse alinhamento de parte da bancada com o governo. O vereador Flavio Henrique Souza teve sua expulsão das fileiras emedebistas aprovada.

MAIORIA

E o que tudo isso representa? Em termos práticos, significa que o governo conta agora com sete dos 13 votos possíveis no Legislativo – maioria simples suficiente para aprovar quase todas as pautas de interesse do Executivo. Para deliberações que exigem quórum qualificado de dois terços (2/3), como uma eventual cassação de mandato, seriam necessários nove votos. Ou seja, faltam apenas dois para que Maickon Sgrott alcance a chamada “maioria absoluta”.

Nesse cenário, o prefeito de Tijucas está muito próximo de conquistar o que todo governante almeja: um legislativo afinado, previsível e, em grande medida, sob controle.

Nova ambulância

Postado em 7 de novembro de 2025
Foto: Divulgação

A boa notícia da sexta (7) chegou equipada para atendimentos de emergência e transporte de pacientes em Tijucas. Uma nova ambulância foi oficialmente entregue ao município pelas mãos do deputado e atual secretário de Estado do Meio Ambiente e Economia Verde, Emerson Stein (MDB). Ele fez questão de vir pessoalmente formalizar o repasse.

O equipamento, articulado ainda no tempo de Stein na Assembleia, atendeu demanda do presidente da Câmara, Cláudio Eduardo de Souza (MDB). Presentes na cerimônia o prefeito Maickon Campos Sgrott (PP), secretária Margareth Cadore, vereadores Flávio Souza (MDB) e Paulo César Pereira (PSD), além de outras figuras do circuito político local.

Stein destacou que a entrega é fruto de articulação conjunta e reforça o compromisso com o fortalecimento do atendimento público em saúde. E, como manda o roteiro político, não esqueceu de citar o governador Jorginho Mello (PL), agradecendo o apoio para tornar possível a aquisição.

Passo medido

Postado em 6 de novembro de 2025
Fotos: Arquivo

Quem esperava ver Diogo Francisco Alves Maciel (PL) embarcar de cabeça na turbulência que sacode o PL catarinense entre Caroline De Toni e Carlos Bolsonaro na disputa pelo Senado, pode tirar o cavalinho da chuva. O prefeito de Canelinha segue pelo caminho do pragmatismo com cautela e silêncio. E há uma conta quase matemática nessa postura.

A novela interna ganhou novos capítulos nos últimos dias, com a deputada Ana Caroline Campagnolo vestindo a camisa de Carol e criticando a possível candidatura do filho do ex-presidente por Santa Catarina, questionando a importação de nomes de fora do estado. Argumento conhecido, barulho grande, ânimos à flor da pele.

Mas, longe dos holofotes e das brigas ideológicas, Maciel segue no compasso de espera. Ele, assim como outros prefeitos da região, já havia respaldado o nome de De Toni – porém agora observa o jogo com atenção redobrada. Não pretende subir o tom, nem criar desconforto com Jorginho Mello. Ao contrário: garante que, quando chegar a hora, distribuirá o “santinho” com os nomes indicados pelo governador, seja qual for a escalação.

Há, contudo, um ponto sensível no cálculo. Maciel demonstra preferência para que De Toni deixe a corrida à Câmara Federal. Não por discordância política, mas por lógica eleitoral. Sem ela na disputa, o campo de votos se abre e fortalece personagens que orbitam mais perto de sua estratégia – como Zé Trovão –, distante da sombra de uma candidata competitiva no mesmo nicho.

Paciência, leitura de cenário e passos contados. Pragmatismo não faz barulho, mas costuma ser fundamental para a sobrevivência política.