domingo, 20 de setembro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Candidato de fato

Postado em 5 de agosto de 2026

Filiado ao MDB, mas na base de apoio do projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL), o suplente de deputado estadual Emerson Stein, de Porto Belo, teve sua candidatura ao parlamento catarinense homologada sábado (1º), na convenção estadual do partido. Ele acredita que, agora, com experiências acumuladas no Legislativo e no governo, entre outros fatores regionais, esteja credenciado à titularidade na Alesc.

A lacuna aberta com a candidatura da deputada estadual Ana Paula da Silva (PODE), de Bombinhas, à Câmara Federal nestas eleições seria um dos elementos que poderiam potencializar a campanha do portobelense. Stein e Paulinha dividiram, em 2022, o eleitorado da Costa Esmeralda e, desta vez, não concorrem diretamente.

Com mais de R$ 60 milhões investidos em 30 municípios catarinenses, entre emendas parlamentares e verbas da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Economia Verde, o ex-prefeito de Porto Belo tem apostado na estadualização do trabalho como catalisador de votos. Ele espera ampliar significativamente a votação conquistada no pleito anterior, quando foi escolhido por 25.063 eleitores.

SENADO À PARTE

Ainda que atrelado à proposta governista, Stein declarou apoio ao colega de parlamento, correligionário e candidato a senador Antídio Lunelli (MDB).

Ruptura ideológica

Postado em 4 de agosto de 2026
Foto: Reprodução/Instagram

A advogada Jadna Matias da Silva, de Bombinhas, finalmente revelou os motivos pelos quais declinou da candidatura a deputada federal nestas eleições. A decisão foi tomada semanas antes da convenção do NOVO, mas as razões da desistência, desde então, eram incógnitas.

Sábado (1º), no entanto, assim que os correligionários foram alinhados, ela resolveu se explicar. E as especulações foram confirmadas. A dissidência entre a bombinense e a direção do partido em Santa Catarina foi a causa basal.

O estopim do conflito teria sido o desconvite ao candidato a presidente da República do NOVO, Romeu Zema, para o encontro estadual do partido, no início de julho. A regência novista em Santa Catarina entendeu que as críticas que ele fez ao suposto envolvimento de Flávio Bolsonaro (PL) com o banqueiro Daniel Vorcaro poderiam tumultuar a aliança local com o PL e melindrar a presença do governador Jorginho Mello (PL) no evento. Jadna, diante do imbróglio, posicionou-se firmemente contra o comando da legenda – do qual, inclusive, era membro, como coordenadora regional na Grande Florianópolis.

Nas redes sociais, a advogada justificou o abandono da candidatura. “Recusei dispensar meu presidente Romeu Zema da campanha em Santa Catarina. Recusei subir em palanque ao lado de figuras que não condizem com os valores que sempre defendi”, publicou.

O texto, além de ratificar o motivo – a defesa circunstancial de Zema –, expõe, de modo sutil, as fissuras acarretadas na gestão estadual do partido. “Sigo no NOVO, alinhada ao diretório nacional e na direção que acredito, sem atalhos que levem ao caminho oposto”, sublinhou Jadna, indicando o rompimento com o núcleo catarinense.

Partidos à parte

Postado em 3 de agosto de 2026
Foto: Reprodução

Entendeu-se, sábado (1º), na convenção do PL catarinense, porque o vice-prefeito de Tijucas, Rudnei de Amorim (PSD), não participou dos encontros com João Rodrigues (PSD), dias atrás, na região. O adjunto tijuquense, legendas à parte, estava inteiramente envolvido com o projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL), e apenas confirmou essa disposição no fim de semana.

Houve estranhamento, evidentemente, que Amorim houvesse declinado da agenda com o candidato a governador do PSD no Vale do Rio Tijucas e, mais ainda, que, como prefeito em exercício, rejeitasse, apesar dos pedidos de correligionários, uma recepção a Rodrigues na prefeitura. Aos solicitantes, ele teria alegado que “ficaria ruim” abrir o paço tijuquense para o ex-prefeito de Chapecó.

O posicionamento preventivo tem porquê. Como diria o saudoso ex-prefeito Nilton de Brito, “vice não berra, apenas geme”, e, obviamente, o titular da cadeira, Maickon Campos Sgrott (PL), torceria o nariz se houvesse tapete vermelho para o principal adversário de Jorginho na corrida à Casa D’Agronômica. Soma-se ao rogo político-institucional, ainda, o apoio incondicional ao plano da deputada estadual Ana Paula da Silva (PODE), de Bombinhas, candidata à Câmara Federal na aliança do atual governador.

Portanto, a pinchada do vice-prefeito, a bem da verdade, torna-se compreensível. No contexto da sobrevivência corporativa e, de outro modo, para a presumida desilusão do curador, ex-prefeito Eloi Mariano Rocha (PSD), que se colocou na linha de frente da campanha de João e que, em 2024, bateu o pé para que Rudnei estivesse ao lado de Campos Sgrott na chapa governista. Pois então…

Presença digital

Postado em 30 de julho de 2026
Foto: Reprodução

Desde que concorreu à prefeitura de Porto Belo, em 2024 – e foi vencida com a maior diferença de votos da história do município –, a advogada Rosana Schlichta (PV) nunca esteve tão ativa nas redes sociais. A assiduidade recente na comunidade virtual, entretanto, tem porquê: a agora oficializada candidatura a deputada federal nestas eleições.

As publicações, a propósito, seguem a linha ideológica do grupo que representa. Nas últimas postagens, ela rebateu ações de mandatários da direita catarinense, como o governador Jorginho Mello (PL) e a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC), e defendeu pautas como a valorização dos grupos indígenas em Santa Catarina e a sustentação da escala 5×2.

Doutora Rosana, como se identifica nas redes, fez questão, ainda, de divulgar, em letras garrafais, que “Lula apoia” sua candidatura e exibir, orgulhosa, o retrato en passant com o presidente da República (que o Blog reproduz em destaque) em Itajaí, dias atrás, para os seus 1.407 seguidores no Instagram.

Sem quórum

Postado em 24 de julho de 2026
Foto: Reprodução

A passagem do pré-candidato a governador João Rodrigues (PSD), ontem, pelo Vale do Rio Tijucas, serviu para mostrar que partidos são apenas números e que, em política, autonomia e mandato não se juntam. Embora represente quatro legendas, apenas lideranças do MDB, que não integram os governos locais, e algumas outras pontuais, de oposição nos municípios do roteiro, participaram dos encontros com o ex-prefeito de Chapecó.

Figuras que poderiam simbolizar a força da aliança, como o prefeito em exercício de Tijucas, Rudnei de Amorim (PSD), o vice-prefeito de Canelinha, Antonio Carlos Machado Junior (PSD), o prefeito de São João Batista, Juliano Peixer (UNIÃO) e o vice, Mateus Galliani (PP), e o vice-prefeito de Nova Trento, Laerci Girola (PP), preferiram se abster. Muitos destes – ou todos –, aliás, vêm manifestando, discretamente, apoio ao projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL). Porque precisam ou porque, antes de serem mandatários, não se mandam.

Ao que tudo indica, se Rodrigues depender dos correligionários da região para chegar à Casa D’Agronômica, vai precisar de muito mais que visitas cordiais e discursos de unidade.

Crise de identidade no NOVO-SC

Postado em 17 de julho de 2026
Foto: Reprodução/Instagram

A pré-candidata a deputada federal do NOVO, Jadna Matias da Silva, de Bombinhas, anunciou sua desistência do pleito. E esse movimento evidencia problemas internos no partido em Santa Catarina.

Para ela, o posicionamento do diretório estadual — que, pressionado pela aliança com o PL de Jorginho Mello, buscou se distanciar das críticas de Romeu Zema (NOVO) a Flávio Bolsonaro (PL) — tornou-se insustentável. Ao renunciar a candidatura, Jadna sinaliza uma resistência contra o que considera um desvio dos princípios fundantes da legenda.

A decisão da ex-pré-candidata ecoa a insatisfação de outros diretórios municipais, que temem que o pragmatismo eleitoral de curto prazo leve o NOVO à “cooptação programática” pelo conservadorismo tradicional. O episódio revela, ainda, a fragilidade de um partido que tenta equilibrar a fidelidade nacional com a sobrevivência em estados onde o bolsonarismo é hegemônico.

Jadna deixa a disputa, mas mantém sua filiação, buscando agora uma interlocução direta com a cúpula nacional em detrimento da estadual. Esse “racha” interno impõe ao NOVO de Santa Catarina um desafio severo: ou o partido redefine sua estratégia para unificar a base em torno de uma identidade clara, ou arrisca-se a perder quadros valiosos e a própria coerência que pautou seu surgimento no cenário político nacional.

Melancias no caminhão

Postado em 15 de julho de 2026
Imagem gerada em IA

Faltam menos de 30 dias para as convenções, e as melancias vão se acomodando no caminhão. As pré-candidaturas viáveis seguem, e as demais recuam.

Nacionalmente, a chapa Lula (PT) e Alckmin (PSB) permanece intocada. Nesse caso, vale a máxima de que “em time que está ganhando não se mexe”.

À direita, Flávio Bolsonaro (PL) ainda não fechou vice. A crise com a madrasta, Michelle Bolsonaro, faz pressão por uma mulher na chapa. A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) tem sido cotada, e aparece como opção mais dócil e subserviente.

Renan Santos (MISSÃO) definiu o tenente-coronel Aroldo Medina (MISSÃO) como vice. Caiado (PSD) fechou com Kassab (PSD) – em chapa puro-sangue que expôs a dificuldade de articulação depois do rompimento com a federação União Progressista (UNIÃO-PP). E a candidatura de Zema (NOVO) ainda aguarda a definição do vice e busca apoio para ser percebida como viável.

DISPUTA ESTADUAL

Em Santa Catarina, o tabuleiro está desenhado. Jorginho Mello (PL) busca a reeleição com Adriano Silva (NOVO), o que se pode considerar uma evolução frente à chapa pura de 2022.

João Rodrigues (PSD) lidera a oposição com Carlos Chiodini (MDB) de vice.

À esquerda, Gelson Merisio (PSB) tem Angela Albino (PDT) na chapa – o PT fica fora, mas compondo na corrida ao Senado.

Na prática, as convenções decidem quem fica no caminhão. Depois delas, não cabem mais melancias. As dúvidas parecem estar na disputa pelas vagas ao Senado, mas isso fica para uma próxima coluna.

Rede lançada

Postado em 8 de julho de 2026
Foto: Divulgação

O ex-secretário executivo de Aquicultura e Pesca em Santa Catarina, Tiago Frigo, esteve ontem em Porto Belo. Veio, a convite do empresário Felipe Lemos, presidente do PL de São João Batista, que tem casa de veraneio e muitos amigos na Capital Catarinense dos Transatlânticos, para uma reunião com pescadores locais. O encontro, obviamente, tem a ver com as eleições deste ano.

Frigo, natural de Florianópolis, quer, desta vez, conquistar a titularidade na Assembleia Legislativa. Nos pleitos de 2018 e 2022, alcançou a suplência e chegou, durante um período, a experimentar a legislatura. O engenheiro e advogado deixou o cargo que ocupava no governo estadual em 1º de abril, no fim do prazo de desincompatibilizações, para, mais uma vez, assumir pré-candidatura ao parlamento catarinense.

A relação com Lemos, a propósito, foi forjada no campo bolsonarista – do qual ambos participam ativamente. O ex-secretário, inclusive, foi colaborador do gabinete de transição da Presidência da República, entre 2018 e 2019, quando Jair Bolsonaro (PL) assumiu o Palácio do Planalto. E chegou com carta de referência do ex-presidente ao governo de Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina, em 2023.

Para depois do pleito

Postado em 3 de julho de 2026
Foto: Roberto Zacarias/Secom

A promessa do governador Jorginho Mello (PL) é que a discussão do plano de carreira dos praças militares em Santa Catarina seja retomada depois das eleições. Diante de controvérsias e insatisfação com pontos do projeto em construção, o governo optou por um recuo estratégico.

A decisão de voltar às negociações reflete a incerteza do Executivo sobre como o texto seria modificado durante o trâmite na Assembleia Legislativa. Com isso, a APRASC (Associação de Praças do Estado de Santa Catarina) suspendeu o envio do documento preventivo que seria direcionado aos deputados.

Agora, as pautas balizarão as novas rodadas de negociação com o governo, buscando corrigir distorções da minuta antes do envio do texto final. Nessas tratativas, três pontos lideram as exigências.

Primeiro, alterar o requisito de comportamento para promoção a 1º Sargento e Subtenente de “Excepcional” para “Bom”. Depois, que a cota de 30% das vagas do Curso de Formação de Sargentos por desempenho seja restrita aos cabos no primeiro terço do almanaque. Por fim, exige trocar “no máximo” por “no mínimo” na oferta anual de vagas do CFS (300 PMs e 100 BMs), criando um piso obrigatório que evite a estagnação funcional da tropa.

Ao adiar a pauta para a pós-eleição, o governo ganha fôlego, mas eleva a expectativa da base. O desafio agora é garantir que as negociações resultem em um texto definitivo e justo, que valorize a tropa e assegure previsibilidade à carreira militar.

Torcida ilustre

Postado em 2 de julho de 2026
Foto: Divulgação

Helicópteros precisam de “campo aberto” para a decolagem. E ontem, na visita do governador Jorginho Mello (PL) a Tijucas, essa orientação foi levada ao pé da letra.

Em uma manhã chuvosa, a excelente drenagem do Estádio Sebastião Vieira Peixoto, no coração da Capital do Vale, serviu suficientemente bem para esse fim. Jorginho embarcou com segurança no gramado e, na aeronave, segurou uma camisa do Tiradentes EC, que tem representado a cidade com louvor nas competições de base Estado afora.

O chefe do Executivo estadual veio para anunciar a LAI (Licença Ambiental de Instalação) dos molhes da Boca da Barra e o aporte de R$ 10 milhões na obra. Nos ensejos do evento, no Anfiteatro Leda Regina de Souza, foi presenteado, ainda, com outra camisa do Tiradentes, personalizada, com o número 22. Quem fez a entrega foi o ex-vereador Fernando Fagundes (PL), que integra a atual diretoria do Azulão.