quinta-feira, 3 de abril de 2025 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Sonho cristalino

Postado em 2 de dezembro de 2016
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Uma das bandeiras do próximo governo de Tijucas, desde a campanha eleitoral, é a transparência nos gastos públicos. O prefeito eleito Elói Mariano Rocha (PSD) liderou uma comitiva que esteve recentemente em Timbó – município com avaliação máxima no ranking da transparência no Estado – para conhecer os procedimentos e, em princípio, reproduzir os acertos durante a gestão.

De acordo com o Ministério Público Federal, responsável pelo Ranking Nacional da Transparência, a Capital do Vale ocupa, hoje, a 123ª posição entre os 295 municípios de Santa Catarina nesse quesito. Se quiserem alcançar a excelência, portanto, Mariano Rocha e equipe têm muito trabalho pela frente.

Seis: O projeto Valério

Postado em 14 de outubro de 2016
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

A aprovação de Elmis Mannrich (PMDB) já não era a mesma em 2012. As comparações com o glorioso primeiro mandato, quando os níveis de aceitação popular ultrapassavam a impressionante marca de 70%, eram inevitáveis. Tijucas queria mais do mesmo, mas a resposta ficou aquém das expectativas. O importante asfaltamento da Avenida Bayer Filho, que começou no fim do quadriênio inicial, não teve sequência; e a ponte do Porto do Itinga, que caiu com as fortes chuvas de 2011, chegou a receber uma irônica festa de aniversário de desabamento um ano depois. Além disso, as discussões que se iniciavam sobre as obras do esgoto sanitário e a malquista  mas necessária  estação de tratamento de resíduos desgastavam, em doses homeopáticas, a imagem do governo municipal. Mesmo assim, o prefeito ainda contava com expressiva popularidade, relações sólidas no Estado e em Brasília, e gordura para transferir ao afilhado na sucessão municipal, o então vereador Valério Tomazi (PMDB).

O candidato da situação, porém, não estava pronto. Muito pelo contrário, aliás. A coordenação de campanha era temerosa quanto à desenvoltura de Tomazi, a dificuldade de se expressar com clareza e de conquistar naturalmente o eleitorado. Mannrich, entretanto, topou um novo desafio: comprovar sua supremacia política e eleger o sucessor mesmo diante desses obstáculos. Era o compromisso com Paulo Bornhausen, relatado com detalhes no episódio “Quatro: O partido em duas frentes“, e, naquela feita, repetido diante do espelho. Oposicionistas mais severos chegavam a afirmar que o então prefeito havia assumido essa necessidade porque temia que adversários vasculhassem as gavetas da prefeitura no ano seguinte, mas essa é uma discussão para balcões de botequim ou para o Ministério Público. A verdade é que o representante do governo na corrida eleitoral de 2012 precisou ser lapidado; inclusive com orientações de postura, de oratória e, mais intimamente, de imagem pessoal.

Somava-se às imperfeições do postulante situacionista à prefeitura, a ruptura no seio do PMDB também evidenciada no quarto capítulo da série. Mais próximos do presidente Marcio Rosa não acompanhariam Tomazi, a não ser que fossem convencidos por algumas sedutoras cifras. E foram. Tanto que, mesmo diante de uma eleição teoricamente fácil o candidato de oposição, Adalto Gomes (PT), não representava uma ameaça consistente , aquela campanha se alocou no ranking das mais caras da história de Tijucas, com mais de R$ 1 milhão despendidos em favor da dupla Valério & Ailton. De acordo com gente ligada ao processo, os recursos para o custeio das despesas vieram de inúmeras fontes, sobretudo das reservas pessoais do próprio candidato a vice-prefeito da época, empresário Ailton Fernandes (PSD), que, desconfiado, sempre perguntava: “Pra que mais dinheiro? A eleição está a perigo?”.

Pelos números finais daquele 7 de outubro, Fernandes tinha alguma razão em questionar. O adversário, que começou desacreditado, surpreendeu e assustou. Tomazi manteve as dificuldades, na campanha e nos quatro anos seguintes. Não ostentava grande popularidade, e pouco melhorou ou, quem sabe, até retrocedeu nesse quesito. Não era um político brilhante, e continua no mesmo patamar. Mas serviu para o projeto pessoal de Mannrich e do PMDB; e, porque favoreceu também quis ser favorecido com a oportunidade de concorrer à reeleição neste ano. Não conseguiu, foi tolhido numa erosiva pré-convenção, e fez oposição velada. Fechou as portas da prefeitura para o tutor, ora candidato na sua vez; e atrapalhou o quanto pode. A conta das escolhas de outrora chegou há 12 dias. E veio alta, baseada em, pelo menos, “15 motivos” cruciais. A série, no blog, vem contando essa história.

Limpeza consciente

Postado em 6 de setembro de 2016
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Estudantes da Univali (Universidade do Vale do Itajaí), além de voluntários de todos os segmentos da sociedade, reúnem-se no próximo dia 17 para limpar encostas de rios, praias e praças de Balneário Camboriú, Camboriú, Itajaí, Itapema, Porto Belo, Penha e Tijucas.

A expectativa é que cerca de 400 pessoas participem da atividade conhecida como “Univali Limpando o Mundo”. Desde 2006, a universidade, por meio do Laboratório de Gestão e Valoração de Resíduos do Curso de Engenharia Ambiental e Sanitária, mantém este projeto.

Herança

Postado em 22 de agosto de 2016
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Suplente parlamentar e novamente candidato à Câmara Municipal, o auditor fiscal do Tribunal de Contas do Estado e professor universitário Marcelo Henrique Pereira (PSDB) – que tem renda mensal cinco vezes maior que o subsídio do vereador em Tijucas – parece inclinado a ser a nova pedra no sapato da classe no Legislativo local.

Avisou aos pares que, se eleito, fará de um tudo para que os vencimentos da vereança sejam equiparados aos salários dos servidores municipais da Saúde e da Educação, e que os vereadores recebam por produtividade; ou seja, por horas trabalhadas e por presenças nas sessões.

Lialda Lemos (PSDB), que ganhou status de ovelha negra da família quando denunciou os colegas por fraudes em cobranças de diárias de cursos inexistentes no Paraná, não concorre à reeleição; mas os tucanos, pelo jeito, deixaram uma herança na porta da Câmara. Pois, então?!

Promessa é dívida

Postado em 27 de julho de 2016
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
Foto: Divulgação

Pré-candidato a vereador em Tijucas, o auditor fiscal do Tribunal de Contas do Estado e professor universitário Marcelo Henrique Pereira (PSDB) entrou de cabeça numa das principais demandas de Terra Nova, Campo Novo e Oliveira: a esperada pavimentação das estradas que levam àquelas localidades.

Entusiasta do projeto, Bernadete Stulp fez o postulante à Câmara prometer empenho na causa – se eleito, evidentemente –, antes de recebê-lo em casa, no Oliveira, hoje pela manhã.

Lá e cá

Postado em 17 de maio de 2016
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Ocupante do cargo mais destacado do PSD em Tijucas, o vice-prefeito Ailton Fernandes ainda é uma incógnita. Nem seus pares sabem das suas intenções. Na última reunião do grupo, para a formação do diretório municipal, ele se fez presente. Foi a primeira vez que se reuniu com os correligionários desde que o partido assumiu postura independente do governo no município.

Há quem defenda a integração do adjunto ao movimento, e também quem manifeste contrariedade. Fernandes, no recente encontro do PSD local, se pôs à disposição do partido; mas, legenda à parte, continua sendo governo até 31 de dezembro.

Ney 2016

Postado em 3 de maio de 2016
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

De acordo com o adágio popular, um é pouco, dois é bom e três é demais. E quatro, então?! Talvez o suplente de vereador Sidney Machado (PTB) explique melhor; especialmente depois da reunião desta sexta-feira (6) com o prefeito Valério Tomazi (PMDB). Na pasta, estará um pedido oficial de apoio para seu projeto de candidatura nas eleições majoritárias deste ano, assentado num punhado de partidos pequenos.

O plano de campanha ainda é desconhecido; mas uma intenção, pelo menos, ficará escancarada neste primeiro momento: o açoite público ao ex-prefeito e pré-candidato do PMDB, Elmis Mannrich. Pois, então?!

Motociclismo órfão

Postado em 25 de abril de 2016
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Canelinha, que era a Cidade das Cerâmicas até uma crise sem precedentes atingir o setor e provocar a falência de inúmeras empresas do gênero, pode perder também outro título importante: o de Terra do MotoCross. A recente e sentida morte do empresário Sérgio Jachowicz, um dos maiores incentivadores do esporte e administrador máximo do Motódromo Arthur Jachowicz, talvez tenha iniciado a derrocada do motociclismo canelinhense.

Pior de tudo é que a Câmara Municipal acaba de aprovar uma modificação no Plano Diretor do município para que o terreno do Moto Clube de Canelinha, no bairro Areião, possa ser desmembrado e eventualmente loteado. A classe, aliás, fica mais entristecida pelo envolvimento de vereadores que se intitulavam defensores do motociclismo nesse lamentável jogo de interesses escusos.

Útil e agradável

Postado em 12 de abril de 2016
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

O secretário de Saúde de Tijucas, de fato, é o dentista Roberto José Souza Zytkuewisz; mas a suplente de vereadora Marilú Duarte Carvalho (PMDB) voltou a dar as cartas no departamento desde que o comando mudou, no início da semana passada.

Era o que ela precisava para dar sequência à sua projetada retomada da vereança. Lú da Saúde, como se autodenominou nas eleições proporcionais de 2008 e 2012, deve ser mais uma a compor a nominata do PMDB no pleito que se avizinha.

Frustração

Postado em 5 de abril de 2016
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

O vereador Eduardo Furtado (PSB) está soltando fogo pelas ventas. Tudo porque seu principal correligionário, ex-vereador Zulmar Simas (PSB), aceitou o convite do prefeito Antônio da Silva (PP) e assumiu a Secretaria de Obras e Serviços Urbanos de Canelinha no lugar de Francisco Honorato Cardoso Filho, o Chico (PSD), que voltou à vereança com vistas na reeleição.

Furtado ansiava ter seus combatentes a postos para confrontar o prefeito e alcançar, na pressão, apoio para seu projeto de candidatura na concorrência majoritária deste ano. Agora, com Simas no governo, enredado nos planos do alcaide, o que já era difícil ficou praticamente impossível para o presidente da Câmara.