sexta-feira, 19 de junho de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Honra ao mérito

Postado em 17 de junho de 2026
Fotos: Divulgação

O médico e ex-prefeito Gilberto Gonçalves Cândido, que governou São João Batista entre 1993 e 1996, foi homenageado hoje na Assembleia Legislativa. A proposição foi do presidente Júlio Garcia (PSD) e reconhece, antes da trajetória na vida pública, seus 50 anos dedicados à medicina.

Neste mês, Dr. Gilberto completa meio século de atuação profissional, tornando-se, ao longo desse tempo, referência na região. Entre os maiores feitos, estariam os mais de 8 mil partos realizados e as passagens marcantes por hospitais e postos de saúde em todo o Vale do Rio Tijucas. História de “um médico com ‘M’ maiúsculo”, segundo o proponente da honraria, ou um “sacerdócio”, de acordo com a secretária-geral da Alesc, Marlene Fengler.

No campo político, além da prefeitura, viu, ainda, o filho, Daniel Netto Cândido (PSD), governar São João Batista por dois mandatos consecutivos, entre 2013 e 2020, e alcançar a suplência do parlamento catarinense na eleição passada.

Pacto gravado

Postado em 10 de junho de 2026
Foto: Arquivo pessoal

Vazaram mensagens de áudio do prefeito Juliano Peixer (UNIÃO), de São João Batista, supostamente para o ex-vereador Heriberto Eurides de Souza, sugerindo “um blocão com o 44 e o PSD do Daniel (Netto Cândido, ex-prefeito e adversário direto nas eleições de 2024)” e o isolamento do PP, aliado na atual conjuntura. As gravações se espalharam rapidamente entre oposicionistas e, obviamente, nos grupos de apoiadores, os mais preocupados.

No recado, Peixer articula uma coalizão e propõe a Betinho “pegar o PL” – hoje sob o comando do empresário Felipe Lemos, também rival na eleição passada – e “deixar o MDB e o PP um de cada lado”, com a expectativa de atrair o apoio dos emedebistas.

Embora o material tenha surgido recentemente, interlocutores da base garantem que as conversas sejam antigas. Na argumentação dos situacionistas, as mensagens teriam sido trocadas ainda no período de formação das alianças, com vistas no pleito de 2024, e não refletiriam o contexto atual.

Para a oposição, independentemente das divergências temporais, o diálogo evidencia, mais uma vez, o impasse entre Peixer e o comando do PP – condição que, inclusive, tumultuou o ambiente político da prefeitura no início da gestão. A frase “do tipo que estão fazendo, é pra aleijar nós”, presente no áudio, corrobora a questão. Ouça:

De fora para dentro

Postado em 9 de junho de 2026
Foto: PMC/Divulgação

O prefeito de Canelinha, Diogo Francisco Alves Maciel (PL), enjeitou o bairrismo no que vem chamando de “processo de reorganização administrativa”. Para as recompostas Secretaria de Administração e Finanças e Diretoria de Compras e Licitações foi buscar experiência – e comprovada competência – em vez de proximidade política e familiaridade local.

Na principal pasta do governo, antes ocupada por Édio Carlos Pereira, o mandatário canelinhense nomeou Ledir Crispim Sardo, a Leda, que se destacou nas gestões de Daniel Netto Cândido (PSD) e Pedro Alfredo Ramos (MDB), em São João Batista, de 2013 a 2024.

E em Compras e Licitações, apresentou Berenice Gonçalves, a Berê, que fez carreira na prefeitura de Tijucas, sempre nesse cargo, e conhece o departamento como ninguém.

Duas mulheres que, cidadania canelinhense à parte, trazem currículo e bagagem. E, se Alves Maciel acerta ou erra nas escolhas, os índices de aprovação popular – e o recorde estabelecido nas eleições de 2024 – talvez sejam o termômetro.

Conquista territorial

Postado em 2 de junho de 2026
Foto: Divulgação

Com a desistência do prefeito Diogo Francisco Alves Maciel, de Canelinha, da disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa nestas eleições, o PL catarinense passou a considerar que o Vale do Rio Tijucas deva ter um candidato a deputado estadual. E tem feito investidas, principalmente em São João Batista, para preencher essa lacuna.

Nos últimos dias, o empresário Felipe Lemos, presidente do partido na Capital Catarinense do Calçado, tem sido recorrentemente assediado por interlocutores do governador Jorginho Mello. A ideia do voto local tem sido uma constante na cúpula do PL estadual.

Para o convite ao batistense, a executiva do partido teria observado o desempenho de um conterrâneo de Lemos nas eleições de 2022. Os 20.110 votos de Daniel Netto Cândido (então no PODEMOS) poderiam, na conta de estrategistas liberais, ser mantidos na região e realocados no projeto de reeleição do governador e na bancada do partido na Alesc.

O empresário, entretanto, depois de seguidas reuniões com a executiva do PL em Santa Catarina na semana passada, decidiu declinar. Aos mais próximos, Lemos tem revelado que uma candidatura a deputado estadual sem o planejamento adequado poderia afetar negativamente o projeto de 2028, quando pretende concorrer novamente à prefeitura de São João Batista.

Outros nomes na região, de um ex-vereador, de uma pastora evangélica e de um ex-servidor em cargo de confiança no governo de Jair Bolsonaro, continuam sendo avaliados no PL catarinense para o preenchimento da vaga.

Buraco social

Postado em 30 de março de 2026
Foto: PMSJB/Arquivo

A comunicação impulsiva e desorientada parece ser o calcanhar de Aquiles das últimas gestões do município de São João Batista. Se o ex-prefeito Pedro Alfredo Ramos (MDB) melindrava correligionários e abastecia a lista de pilhérias dos rivais com mensagens de áudio desmedidas, as publicações do atual, Juliano Peixer (UNIÃO), nas redes sociais, seguem o mesmo ritmo.

Na incursão mais recente, o mandatário batistense decidiu responder, de próprio punho, a crítica de uma moradora sobre um buraco na rua em que “caberia um carro” e, no mínimo, escolheu mal as palavras. “Amanhã vou aí ver esse seu buraco que cabe um carro”, escreveu Peixer na réplica.

A situação se agravou quando o cônjuge da reclamante entrou na conversa. “Não entendi o comentário, senhor prefeito. O buraco é da rua, e não da minha esposa”, publicou. Desde então, capturas de tela com o atrito, desconcertante e caricato, vêm sendo disseminadas nos grupos de conversação online da cidade.

REINCIDÊNCIA

Esta pode ter sido a segunda patacoada de Peixer nas plataformas digitais em poucos dias. Em outra postagem, o chefe do Executivo da Capital Catarinense do Calçado teria usado o mantra do ex-prefeito Daniel Netto Cândido (PSD), seu principal oponente nas eleições de 2024, “olhando para frente, fazendo o que é certo e melhorando a vida das pessoas”, como se fosse de sua autoria. De acordo com fontes do Blog, a publicação foi removida cerca de 10 minutos depois de ir ao ar.

Apoiadores do prefeito, no entanto, garantem que a postagem nunca existiu e que foi criada em inteligência artificial por adversários – embora os indícios de realismo sejam bem convincentes.

Montagem de equipe

Postado em 11 de março de 2026
Foto: Divulgação

Não tem mais volta. O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), marcou para dia 21 o ato de renúncia do Executivo municipal e, consequentemente, a liberdade para, caso decida, concorrer ao governo estadual nestas eleições. E o que muita gente via apenas como balão de ensaio nunca esteve no campo das dúvidas para pessedistas da região, como o ex-prefeito Daniel Netto Cândido, de São João Batista, e o ex-vice-prefeito Sérgio Fernandes Cardoso, de Tijucas.

Cândido e Coisa Querida, a propósito, receberam, de pronto, uma convocação: coordenar a campanha de Rodrigues no Vale do Rio Tijucas. A proposta, ainda embrionária, deve ser melhor assimilada nos próximos encontros entre eles.

A desincompatibilização é fato; a candidatura ao cargo máximo de Santa Catarina, não. O prefeito de Chapecó pode, inclusive, tentar o retorno ao Congresso Nacional – condição que tem sido compreendida como mais viável entre correligionários e apoiadores.

No caso do batistense, o “sim” foi imediato. A relação pessoal com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Júlio Garcia (PSD), principal entusiasta do projeto de João Rodrigues na seara barriga-verde, pesou.

Cardoso, por sua vez, ainda quer aguardar o detalhamento do plano. O vínculo com Gelson Merisio (SOLIDARIEDADE), que estaria cotado para a disputa do governo e a quem rende gratidão desde os tempos de Sebrae, seria um dificultador – apesar da amizade e do contato direto com Rodrigues.

Comparação

Postado em 28 de janeiro de 2026
Foto: Rádio Clube

Em entrevista ao programa Na Boca do Povo, da Rádio Clube de São João Batista, o vereador Teodoro Marcelo Adão (MDB) fez um paralelo interessante. Disse que o imbróglio entre PL e MDB na esfera estadual tem muitas semelhanças com a frustrada aliança de PP e PL nas eleições municipais de 2024 na Capital Catarinense do Calçado.

“O Felipe Lemos (presidente do PL batistense) estava sentado com o PP até os 45 do segundo tempo. E quando chegou no fim, o que deu?”, indagou, antes de dizer que o liberal recebeu um “pé na bunda” dos ex-aliados.

Na sequência, sobraram alfinetes com a intervenção do radialista Jonatam Cordeiro, que apresenta a atração e foi candidato a vice-prefeito em chapa com Daniel Netto Cândido (PSD) no mesmo pleito. “O Felipe tem a marca da sola do sapato do PP?”, perguntou o comunicador, para resposta imediata de Adão: “Tem!”.

Passados 15 meses das eleições municipais em São João Batista, algumas feridas, ao que parece, permanecem abertas.

Ressentimento

Postado em 28 de novembro de 2025
Foto: Olho Vivo Can

Fiel à metáfora bíblica, Tiago Dalsasso (MDB) voltou a dizer que “não se assenta na mesa dos escarnecedores” – ou, em tradução política, que não sobe no mesmo palanque em que o prefeito de Nova Trento, Maxiliano de Oliveira (PL), estiver. A afirmação, feita em entrevista ao Olho Vivo Can na semana passada, veio acompanhada de outra convicção: a de que sua derrota nas urnas, em 2024, deve ser creditada à “onda de fake news que se espalhou contra sua gestão e sua imagem durante o período eleitoral”.

As declarações não são novidade. Dalsasso já havia dado sinais dessa leitura em outras conversas, mas agora o tom é de fechamento de ciclo – mais calmo, porém ainda ressentido. Um ano e um mês depois do pleito, o ex-mandatário neotrentino trabalha ao lado do deputado estadual licenciado e secretário de Estado da Infraestrutura, Jerry Comper (MDB), enquanto a gestão do sucessor enfrenta sucessivas polêmicas.

Relembrando 2024, ele descreveu o cenário de bastidor de uma campanha marcada por vídeos, montagens e textos manipulados, que, acredita, abalou sua credibilidade e confundiu o eleitorado. O ex-prefeito perdeu por 216 votos de diferença: uma derrota considerada “técnica”, que, em sua avaliação, teria outro desfecho “se o debate fosse limpo”. E citou como exemplo as acusações falsas de desvio de recursos públicos – da construção de um centro educacional à taxa de iluminação –, e destacou o papel de uma CPI aberta a 15 dias da eleição, que teria servido apenas como ferramenta de desgaste. “Foi político, foi desonesto”.

Mesmo assim, Dalsasso fez a mea-culpa. Reconheceu falhas na comunicação e admitiu que a demora da Justiça em reagir às calúnias contribuiu para o resultado adverso. Um ponto em defesa do judiciário: segundo fonte do Blog no fórum, 2024 bateu recorde de ações sobre fake news, e só agora os resultados estão chegando. É o caso dos processos impetrados por Daniel Netto Cândido (PSD), ex-prefeito de São João Batista, que já venceu, tardiamente, dois deles.

A lição de 2024, embora amarga, foi devidamente aprendida.

Slogan clonado

Postado em 15 de novembro de 2025
Foto: Arquivo

Nem sempre a inspiração vem do zero. No caso em questão, bastou um Ctrl + C e Ctrl + V. O prefeito de Nova Trento, Maxiliano de Oliveira (PL), resolveu beber na mesma fonte do vizinho Daniel Netto Cândido (PSD) e acabou reproduzindo, palavra por palavra, o slogan que marcou a gestão do ex-prefeito batistense: “olhar para frente, fazer o que é certo e melhorar a vida das pessoas”.

A coincidência – ou melhor, a cópia – ganhou as redes sociais depois que um vídeo institucional do mandatário neotrentino começou a circular, culminando exatamente na frase que ficou associada à marca política de Cândido. Nos bastidores, o episódio virou piada pronta nos grupos de política regional, especialmente entre aliados do ex-prefeito de São João Batista, agora chefe de departamento na Assembleia Legislativa, que ainda mantém o bordão como símbolo de sua trajetória pública.

E MAIS

Enquanto o discurso se repete, os problemas na gestão de Max se acumulam. Desde o início do mandato, o chefe do Executivo da Terra de Santa Paulina vem enfrentando uma sequência de turbulências com trocas de secretários, notas oficiais tentando apagar incêndios administrativos, e crises pontuais na saúde e educação.

Na semana passada, o município precisou assumir o pagamento de funcionários do hospital que eram contratados por uma terceirizada e, quase simultaneamente, enfrentou falta de professores no pré-escolar de uma unidade municipal.

No fim, sobra o bordão – que continua sendo, de fato e de direito, de Daniel.

Política e narrativas

Postado em 12 de novembro de 2025
Foto: Rádio Clube

Política se sustenta em enredos, e quem domina a narrativa, domina o jogo. Mas, segundo o ex-prefeito de São João Batista e suplente de deputado estadual, Daniel Netto Cândido (PSD), os discursos criados contra sua gestão de oito anos “estão desmoronando com o tempo”.

Em entrevista à Rádio Clube nesta terça (11), Cândido afirmou que as críticas feitas ao seu governo, especialmente em relação à gestão do Hospital Monsenhor José Locks, “caíram por terra”, já que a atual administração mantém a mesma empresa e o mesmo modelo de gestão. “O hospital continua o mesmo. Vai se tentar mudar o uniforme, mas municipalizar, não vai”, provocou.

O ex-prefeito aproveitou para cutucar a atual base política, lembrando que seus sucessores, Pedro Alfredo Ramos (MDB) e Juliano Peixer (UNIÃO), não enfrentaram oposição na Câmara de Vereadores, ao contrário dele, que define o período como “uma guerra”.

Daniel lançou ainda um desafio direto ao grupo governista. Se realmente acreditam que determinadas políticas estavam erradas, por que não as revogam agora? Citou como exemplo o programa dos monitores, duramente criticado por adversários durante seu mandato, mas mantido pela atual gestão.

O que o ex-prefeito expõe é o abismo entre o palanque e o gabinete – porque uma coisa é o discurso embalado pela campanha, e outra, bem distante, é o cotidiano das decisões reais.