sábado, 16 de maio de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Continuidade

Postado em 6 de abril de 2026
Foto: MDB-SC/Divulgação

Ex-prefeito de Porto Belo, ex-secretário de Estado do Meio Ambiente e Economia Verde, e agora suplente de deputado estadual, Emerson Stein optou por permanecer no MDB. Estava entre a mudança para um partido da base do governador Jorginho Mello – PL, PODEMOS ou REPUBLICANOS – e se manter na legenda onde milita desde 2015, e havia estipulado o fim da janela partidária como dead line para a decisão. Na sexta-feira (3), ele comunicou nas redes sociais que seguiria nas fileiras emedebistas.

O principal entrave na relação de Stein com o MDB era a opção do partido por abdicar do projeto situacionista e acompanhar a oposição, com liderança do ex-prefeito de Chapecó e pré-candidato a governador João Rodrigues (PSD). Condição que, ocasionalmente, teria sido resolvida na reunião da bancada emedebista, no meio da semana.

No comunicado, entretanto, o portobelense não reafirma o compromisso com Jorginho e nem se coloca no grupo de apoio à proposta pessedista. Conjunção que, internamente, ainda estaria em discussão.

Montagem de equipe

Postado em 11 de março de 2026
Foto: Divulgação

Não tem mais volta. O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), marcou para dia 21 o ato de renúncia do Executivo municipal e, consequentemente, a liberdade para, caso decida, concorrer ao governo estadual nestas eleições. E o que muita gente via apenas como balão de ensaio nunca esteve no campo das dúvidas para pessedistas da região, como o ex-prefeito Daniel Netto Cândido, de São João Batista, e o ex-vice-prefeito Sérgio Fernandes Cardoso, de Tijucas.

Cândido e Coisa Querida, a propósito, receberam, de pronto, uma convocação: coordenar a campanha de Rodrigues no Vale do Rio Tijucas. A proposta, ainda embrionária, deve ser melhor assimilada nos próximos encontros entre eles.

A desincompatibilização é fato; a candidatura ao cargo máximo de Santa Catarina, não. O prefeito de Chapecó pode, inclusive, tentar o retorno ao Congresso Nacional – condição que tem sido compreendida como mais viável entre correligionários e apoiadores.

No caso do batistense, o “sim” foi imediato. A relação pessoal com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Júlio Garcia (PSD), principal entusiasta do projeto de João Rodrigues na seara barriga-verde, pesou.

Cardoso, por sua vez, ainda quer aguardar o detalhamento do plano. O vínculo com Gelson Merisio (SOLIDARIEDADE), que estaria cotado para a disputa do governo e a quem rende gratidão desde os tempos de Sebrae, seria um dificultador – apesar da amizade e do contato direto com Rodrigues.

Articulação

Postado em 10 de março de 2026
Foto: Divulgação

Nato de Major Gercino, no Vale do Rio Tijucas, o deputado estadual Altair Silva (PP) não esquece que no Oeste catarinense, onde se fez nos negócios e na política, as chances de reeleição ao Legislativo barriga-verde aumentam bastante. Sábado (7), como faz cá, ele reuniu lideranças do PP em Chapecó para discutir o cenário eleitoral e as perspectivas do partido para o pleito que se aproxima.

A articulação do majorense na sua principal cabala política tem uma razão paralela: a pré-candidatura do assessor André Callai (PP) a deputado federal. Na região – e onde mais for possível –, Silva espera casar os votos com o jornalista, seu chefe de gabinete na Alesc. Nestes encontros, o mantra de que “o PP de Santa Catarina precisa voltar a ser representado na Câmara Federal” tem sido repetido com frequência.

Assim como no Oeste, o parlamentar vem atuando como bastião do PP no Vale, apoiado no discurso de que o partido deve trabalhar por conquistas conjuntas. Nas eleições de 2024, o plano regional foi bem-sucedido, com progressistas na cabeça ou aliados em quatro das cinco coligações vitoriosas.

Casaca virada

Postado em 11 de novembro de 2025
Foto: Divulgação

Coordenador informal do PL no Vale do Rio Tijucas – por proximidade geográfica com a sua Balneário Camboriú –, o deputado estadual Carlos Humberto Metzner Silva vai deixar de cumprir essa tarefa. Pelo menos, em função do mesmo grupo.

O ex-vice-prefeito da Dubai Brasileira, que não conseguiu convencer o governador Jorginho Mello a intervir no conflito com o PL balneocamboriuense, decidiu deixar o partido. E o destino estaria traçado.

Nesta noite, Metzner Silva janta com o colega de parlamento Júlio Garcia (PSD), que comanda a mesa diretora da Assembleia Legislativa, e com o presidente do PSD catarinense, Eron Giordani, para, em suma, selar a migração.

O movimento mexe sensivelmente no tabuleiro local, que deve passar, a partir da janela de março, a ter um soldado a mais – e com relações muito estreitas na região – na retaguarda do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que pretende desafiar Jorginho nas urnas em 2026.

Protocolo e política

Postado em 8 de setembro de 2025
Foto: PMT/Divulgação

O ex-prefeito de São João Batista e atual coordenador de Serviços Gerais da Assembleia Legislativa, Daniel Netto Cândido (PSD), voltou a circular pela região. Desta vez, em Tijucas, ao lado da ex-deputada estadual e hoje secretária-geral da Alesc, Marlene Fengler (PSD).

O roteiro, que misturou pautas institucionais e políticas, incluiu passagem pelo gabinete do prefeito Maickon Campos Sgrott (PP) e uma aparição estratégica nos microfones da Rádio Vale.

No encontro na prefeitura, também marcaram presença o vice-prefeito Rudnei de Amorim e o vereador Paulo César “Frango” Pereira, ambos do PSD, o que reforçou a linha de intimidade partidária. E na entrevista, Cândido e Marlene destacaram o trabalho da Alesc no apoio direto às Câmaras de Vereadores e na formação política via Escola do Legislativo.

O batistense, a propósito, integra a equipe que trabalha na articulação da candidatura do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), ao cargo de governador – assunto discrepante da gestão de Tijucas, que defende a reeleição de Jorginho Mello (PL) – e já admitiu que poderia se candidatar a deputado estadual ou mesmo à Câmara Federal em 2026.

Logo ali

Postado em 6 de dezembro de 2024
Foto: Luan Lucas | LINHA DE FRENTE

O prefeito Eloi Mariano Rocha (PSD), de Tijucas, não descarta voltar às urnas. O mandatário se despede da chefia do Executivo municipal em pouco mais de 20 dias e pretende descansar a partir de janeiro, mas intimamente nutre o desejo de participar de um “projeto sólido”, em 2026.

Durante entrevista ao programa LINHA DE FRENTE, ontem (5), Mariano Rocha revelou que uma candidatura ao parlamento catarinense estaria no radar e que passará a estudar a possibilidade em fevereiro, após um período sabático.

Lideranças peessedistas no Estado, segundo o próprio mandatário, já teriam sinalizado positivamente ao projeto. A candidatura, entretanto, dependeria de fatores que o tijuquense considera fundamentais.

“Que seja um projeto firme com o partido. Dependeria do nosso candidato ao Governo do Estado, que tem tudo pra ser o João Rodrigues [prefeito de Chapecó]. A gente não para e politicamente ainda tenho muito a contribuir. Por isso não descarto a possibilidade. Vejo grandes chances. É a vontade do prefeito, das lideranças do Estado e do Vale”, disse Mariano Rocha.

SOBE LÁ, SOBE AQUI

Para concorrer a uma das cadeiras da Assembleia Legislativa, o alcaide teria, em tese, que torcer por uma mudança de patamar da deputada estadual Ana Paula da Silva (PODE), a Paulinha, com quem nutre relação muito próxima.

“Temos o projeto da Paulinha. Uma querida, minha ex-aluna. Um respeito muito grande que ela tem pelo prefeito Eloi, mas ela almeja ir a deputada federal ou também a vice-governadora. Não sei. Essa construção é que está sujeito, a gente não para”, explicou.

Reforço estadual

Postado em 29 de julho de 2024
Foto: Divulgação

Lideranças estaduais do PSD estiveram em Porto Belo, ontem, para reafirmar o apoio à pré-candidatura a prefeito do vereador Magno Muñoz. A reunião foi organizada pela executiva local do partido, com vistas no processo eleitoral de outubro.

Estiveram presentes na audiência o presidente do partido em Santa Catarina, Eron Giordani, o deputado federal Ismael dos Santos, e os prefeitos de Chapecó, João Rodrigues, e de Bombinhas, Paulo Henrique Dalago Muller.

CONJUNTURA

O plano A dos peessedistas portobelenses era construir uma conjuntura com o UNIÃO BRASIL, que apresentava o também vereador Diogo dos Santos como pré-candidato. Entretanto, Santos anunciou a desistência da participação no pleito e o partido deverá acompanhar o projeto de reeleição do prefeito Joel Orlando Lucinda.

Sem o UNIÃO, o PSD não descarta a possibilidade de disputar as eleições em chapa pura e ainda avalia os nomes disponíveis para a composição da chapa. O martelo deve ser batido nos próximos dias.

Projeto Sgrott

Postado em 17 de maio de 2024
Foto: Luan Lucas

Cinco ou seis conversas em um intervalo de 30 dias foram determinantes para que o prefeito Eloi Mariano Rocha (PSD), de Tijucas, convencesse o vereador Maickon Campos Sgrott (PP) a colocar novamente o seu nome à disposição para representar o grupo governista no projeto de sucessão.

Algumas delas, aliás, contaram com a relevante participação do pai do parlamentar, o ex-prefeito Uilson Sgrott. Apesar da insistência de Mariano Rocha, a aceitação não foi tão simples. Naquele momento, a empresa TCA Transportes, administrada pelos Sgrott, demandava a atenção total dos dois gestores.

A condição mudou após a contratação de um novo servidor, que conseguiu suprir as necessidades e permitiu o retorno de Maickon ao cenário. “Fomos reavaliando e pontuei pra ele que nosso retorno dependia da substituição do Maickon na empresa”, revelou o vereador, em entrevista ao programa LINHA DE FRENTE.

“Pedi duas semanas para entrar no processo de negociação e contratação. Depois do aperto de mãos com a pessoa que está me substituindo, eu fui ao gabinete, conversei com o prefeito e, se não fosse ele, eu não estaria como pré-candidato hoje. O pedido dele foi: ‘Maickon, precisamos da sua ajuda e do seu nome’. Era sim ou não. Simples assim”, completou.

RELAÇÃO SAUDÁVEL

Embora sejam adversários dentro da trincheira governista, Sgrott garante que nutre uma relação de “extrema parceria, saudável e de respeito” com os outros dois pré-candidatos do movimento à prefeitura, Sérgio “Coisa Querida” Cardoso e Rudnei de Amorim, ambos do PSD.

O parlamentar, entretanto, defende a escolha do “melhor nome”. “Tenho certeza que o grupo de situação vai escolher o melhor nome, para que se tenha maior chance de êxito. Precisamos fazer com que a situação tenha o melhor time para levarmos o grupo a administrar o município por mais quatro anos. Se não escolher bem esse nome, pode ocorrer a alternância”, opinou.

INTERVENÇÃO ESTADUAL

A especulada interferência de lideranças estaduais do PSD, como o deputado estadual Júlio Garcia e o prefeito de Chapecó, João Rodrigues – que teriam preferências óbvias para que o candidato seja do partido do prefeito Eloi Mariano Rocha -, seria, na avaliação de Sgrott, uma atitude “abrupta” e “autoritária”.

“Agir dessa maneira seria um erro. Colocar determinado nome a qualquer custo pode quebrar o vaso e não conseguir mais colar. Um partido não chega sozinho. Em 2020, o PSD fez chapa pura, mas teve o apoio do PP e do PSB. Se não for o 55, o grupo tem que olhar como um todo. Se não entendermos que a calculadora está somando, algo pode acontecer e prejudicar o resultado do pleito”, explicou.

Até segunda ordem

Postado em 13 de maio de 2024
Foto: Léo Nunes

Se existe, de fato, uma opção deliberada do prefeito Eloi Mariano Rocha (PSD) pelo vereador Maickon Campos Sgrott (PP) na indicação do representante governista para o pleito de outubro, as evidências têm sido evitadas. Pelo menos o vice-prefeito Sérgio “Coisa Querida” Cardoso (PSD) e o vereador Rudnei de Amorim (PSD), os outros dois pretendentes à candidatura, ignoram os sinais e seguem de prontidão.

Na populosa Feijoada do Betinho, sábado (11), na Joáia, o quarteto se fez em duplas. Enquanto o chefe do Executivo percorreu o salão, de mesa em mesa, com o parlamentar progressista a tiracolo, Cardoso e Amorim estiveram sempre mais próximos um do outro. Mas confraternizaram entre si, conversaram, riram, e não deram mostras de que poderia haver alguma dissidência.

Mariano Rocha tem adotado como rotina a perigosa – mas conveniente – estratégia de alimentar esperanças nos três, embora os acenos sejam claramente mais expansivos na direção de Sgrott. Entretanto, as amofinações causadas na seara peessedista, principalmente entre figuras destacadas, como o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, e o deputado estadual Júlio Garcia, teriam freado o ímpeto do mandatário tijuquense. O perfil remansoso, de “paz e amor”, que Coisa Querida e o presidente da Câmara Municipal têm em comum, também contribui para que os dissabores do processo sejam velados, sem fissuras públicas, até que as cartas finalmente sejam postas na mesa.

Movimento liberal

Postado em 24 de abril de 2024
Foto: Arquivo Pessoal

Embora tenha dito publicamente que ficaria sem partido até o fim das eleições municipais de outubro, a prefeita Nilza Simas, de Itapema, assinou ontem, com aval do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, a ficha de filiação ao PL.

A mandatária, desde janeiro, já flertava com a legenda. Mas, antes, deixou o PSD – partido que integrou durante os mais de sete anos de gestão -, após divergências com lideranças do partido, mais precisamente, com o deputado estadual, Júlio Garcia, e o prefeito de Chapecó, João Rodrigues.

O último, aliás, teria, em uma reunião informal, anunciado o construtor Clóvis da Rocha Júnior, filho do ex-prefeito Clóvis da Rocha, como pré-candidato peessedista à sucessão. Entretanto, Nilza sempre garantiu que o candidato teria que pertencer ao grupo que administra a cidade atualmente.

Além disso, a prefeita defendia que os candidatos a prefeito e vice deveriam ser quem estivesse em primeiro e em segundo, respectivamente, nas pesquisas de intenção de voto. O que daria, aliás, vantagens para o vereador Carlos Alexandre “Xepa” de Souza Ribeiro (PL) e para o secretário de Sáude, Alexandre Furtado Kons dos Santos (UNIÃO).

Com a desavença, a mandatária deixou o partido e passou, em incursões públicas, a dizer que aguardaria o resultado das eleições para definir o futuro. Entretanto, ontem, em um jantar na vizinha Balneário Camboriú, confirmou a ida para as fileiras liberalistas. O movimento, a propósito, tem vistas nas eleições gerais de 2026, já que a itapemense pretende concorrer a uma cadeira no parlamento catarinense.