segunda-feira, 23 de março de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Encontro liberal

Postado em 6 de março de 2026
Foto: Divulgação

Membros executivos do PL catarinense estiveram ontem em São João Batista, no Mirante Dell’Antonio, para uma vistoria ao local. Eles pretendem promover, em 11 abril, uma reunião de grandes proporções para correligionários do Vale do Rio Tijucas e querem a Capital Catarinense do Calçado como palco.

A escolha do espaço não foi por acaso. O proprietário, empresário Felipe Lemos, assina como presidente do PL no município e atua informalmente na estruturação regional da legenda. Nas redes sociais, ele registrou a visita da comitiva liberal e destacou o encontro com o vereador Jair Renan Bolsonaro, quarto filho do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, e com o coordenador do partido Heleno Orlandino Martins Júnior.

De acordo com a organização, a data foi conciliada com a agenda do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente da República, que estaria em território barriga-verde e poderia participar do evento. As presenças dos postulantes do PL ao Senado, Carlos Bolsonaro e Caroline De Toni, estão confirmadas.

Ancoragem

Postado em 5 de março de 2026
Foto: Divulgação

As aspirações do deputado estadual Carlos Humberto Metzner Silva sobre a permanência no PL sem a sombra do ex-prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira, foram confirmadas ontem. Ele conseguiu tudo o que queria: o controle do partido do município e, consequentemente, vaga assegurada para tentar a reeleição ao parlamento entre os liberais.

Oliveira, por sua vez, conforme noticiado anteriormente no Blog, migrou para o REPUBLICANOS. A manobra tem as digitais do governador Jorginho Mello (PL), que manteve o ex-mandatário balneocamboriuense sob seu guarda-chuva político e, de quebra, contentou Carlos Humberto, que estava de malas prontas para o PSD.

Com a mudança, o deputado estadual passa a comandar, de fato e de direito, o PL em Balneário Camboriú, antes designado ao rival. A costura tem, sobretudo, aval da executiva nacional, evidenciada na escolha do vereador Jair Renan Bolsonaro, o quarto filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, para a vice-presidência do diretório local.

SC e o cabresto eleitoral 2.0

Postado em 27 de fevereiro de 2026
Foto: Divulgação

O PL confirmou na última quarta-feira (25) as candidaturas de Caroline De Toni e Carlos Bolsonaro na disputa pelas vagas catarinenses ao Senado nas eleições de outubro, baixando a fervura, ao menos por enquanto, em torno da formação da chapa com Jorginho Mello.

A política brasileira já viveu sob a tutela do chamado “voto de cabresto”, onde a elite política, simbolizada pelos coronéis, impunha em quem as pessoas deveriam votar.

Santa Catarina parece viver uma nova fase desse mesmo voto de cabresto. Uma forma mais dissimulada, que começou com uma indicação imposta pelos coronéis (ou seriam capitães?), e que agora segue sob a sombra da candidatura daquela que, até aqui, aparece como a preferida dos barrigas-verdes.

Pode ter cartinha. Pode ter entrevista coletiva. Pode ter contrato com firma reconhecida em cartório. Mas uma coisa é certa: a candidatura de Carol ao Senado dependerá diretamente do desempenho de Carlos Bolsonaro nas pesquisas de opinião até as convenções partidárias em agosto.

Ela terá que trabalhar em conjunto — grudadinha — com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro para fazer com que os votos dele aumentem ou, no mínimo, ultrapassem a votação dela.

Caso contrário, se a candidatura de Carlos não decolar ou estiver ameaçada por outro nome, como Esperidião Amin (PP) ou Décio Lima (PT), por exemplo, uma coisa é certa: detonam De Toni – com o perdão do trocadilho – e anunciam qualquer outro candidato.

O objetivo central parece ser claro: concentrar os votos do PL no ex-vereador carioca e garantir sua eleição ao Senado por Santa Catarina. Ainda que isso signifique sacrificar uma aliada no caminho.

Resumindo: o apoio do catarinense a Carlos Bolsonaro será no cabresto. Quem quiser Carol De Toni como candidata terá de apoiar Carlos Bolsonaro — sem qualquer tipo de críticas públicas, sem dissensos estratégicos, sem ruídos. Porque, se ele cair nas pesquisas, quem cai é ela.

O desafio de Amin em Canelinha

Postado em 26 de fevereiro de 2026
Foto: Senado Federal/Divulgação

Dono de um currículo invejável na política, o senador Esperidião Amin Helou Filho (PP-SC) pode enfrentar, em 2026, uma das eleições mais difíceis de sua trajetória. Embora inicialmente contasse com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o catarinense, ao que tudo indica, ficará fora da chapa do governador Jorginho Mello (PL), que terá — se nada mudar até lá — o ainda prefeito de Joinville, Adriano Silva (NOVO), como candidato a vice-governador, e a deputada federal Caroline De Toni (PL) e o ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), como postulantes ao Senado. No entanto, a briga por espaço não é o único problema.

Com quase 60 anos de vida pública, poucos catarinenses vivos podem dizer que nunca votaram em Esperidião Amin. Vejamos:

Canelinha, no Vale do Rio Tijucas, sempre entregou boas votações ao senador. Segundo números do TRE-SC (Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina), entre 1990 e 2022, o progressista recebeu 16.491 votos. Um número extraordinário para um município que chegou, em 2024, a pouco mais de 10,4 mil eleitores.

O retrospecto, em 2026, pode mudar. Recentemente, na Câmara de Vereadores, dois parlamentares canelinhenses criticaram publicamente o senador, embora admitissem que votaram nele em diferentes eleições. O presidente do Legislativo, Jackson Miguel Machado (PL), chegou a usar o trocadilho: “Amin (a mim) não engana mais”.

Os autores das reclamações afirmam que são mal recebidos, tanto pelo senador quanto por sua equipe, durante visitas a Brasília. Criticam, ainda, a distribuição de recursos, direcionada quase exclusivamente a quem esteja filiado ao PP. “Sempre foi bem votado em Canelinha; deveria mandar recursos para o município, e não para o partido”, pontuam.

Voltemos aos números. Em 2022, quando Esperidião Amin concorreu ao Senado, recebeu 2.341 sufrágios canelinhenses, algo superior a 21% dos votos válidos daquele pleito.

De volta ao parlamento canelinhense, o experiente vereador Eloir João Reis (PSD), o Lico, saiu em defesa de Amin após as críticas. “Sempre fui bem recebido e serei novamente quando for a Brasília neste ano. Foi o melhor governador que Santa Catarina já teve”, frisou o ex-prefeito.

OLHO NO VAR

A declaração não agradou muito. Isso porque os colas-brancas mais atentos e magoados não esquecem que Lico, em 2006, então prefeito de Canelinha, declarou timidamente apoio ao projeto de reeleição de Luiz Henrique da Silveira, do arquirrival PMDB (hoje MDB), justamente contra Esperidião Amin, em um movimento até hoje não esclarecido. “Luiz Henrique sempre me atendeu bem”, justifica.

E O AMIN?

Se Amin repetirá as boas votações na Terra das Cerâmicas no pleito que se avizinha, só o tempo dirá. Mas, ao que tudo indica, o cenário pode não ser tão favorável quanto o de outrora. Veremos.

Carnaval e civismo: o erro do palanque

Postado em 20 de fevereiro de 2026
Foto: Riotur.Rio

Em Biografia do Abismo, o cientista político Felipe Nunes descreve como o Brasil atravessa um processo de extrapolação da polarização política. Ele o define como “calcificação política”: condição em que a divisão ideológica transborda as urnas, instala-se nas mais diversas esferas da sociedade e passa a gerar rupturas sociais profundas.

Os sinais estão por toda parte. A política já contaminou símbolos nacionais, marcas de consumo e até manifestações culturais. O desfile da escola Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reacendeu o debate sobre os limites entre expressão artística e palanque político.

Levar a idolatria a figuras políticas para o Carnaval é um erro. Independentemente de eventual tipificação eleitoral, o culto à personalidade é sintoma de uma sociedade que ainda carece de maturidade política. Trata-se da crença perigosa em figuras messiânicas, capazes de solucionar problemas complexos sob uma aura de sacralidade, ignorando as imperfeições inerentes à condição humana.

Populismo e egocentrismo são traços transversais à esquerda e à direita brasileiras. Seus líderes contemporâneos apreciam ser reverenciados como figuras acima de qualquer imperfeição terrena, não como mandatários temporários, mas como líderes infalíveis.

O roteiro não é inédito. Em 2022, durante as celebrações do bicentenário da Independência, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) utilizou o 7 de Setembro como plataforma política. Posteriormente, foi declarado inelegível pelo TSE por abuso de poder político. O precedente jurídico reforça que símbolos nacionais e eventos públicos não podem ser instrumentalizados eleitoralmente.

O ponto central não é Lula ou Bolsonaro. O Brasil não precisa de um salvador da pátria. Precisa de projeto. Precisa de planejamento de Estado, estabilidade institucional e maturidade democrática.

É imperativo evitar que a calcificação política atue como catalisadora de uma ruptura social irreversível. O Carnaval carioca ofereceu uma resposta técnica e simbólica ao mundo político: ao rebaixar a Acadêmicos de Niterói para o grupo de acesso, sinalizou que a folia — espaço
de crítica e liberdade — não deve ser confundida com palanque de adoração.

Retomada ideológica

Postado em 10 de setembro de 2025
Foto: Reprodução

Um ano depois de concorrer à prefeitura de São João Batista, o empresário Felipe Lemos (PL) voltou a ocupar os palanques da cidade. Mas, desta vez, em outro cenário. Ele participou da manifestação “Reaja Brasil”, realizada no domingo (7), Dia da Independência.

O ato, que reuniu apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro na Capital Catarinense do Calçado, repetiu os mantras que têm mobilizado a base: pedidos de anistia aos acusados pelos episódios de 8 de janeiro, duras críticas ao Supremo Tribunal Federal e ataques ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Não foi um movimento isolado. Por todo o território catarinense, manifestações semelhantes ocorreram em diferentes praças.

CÁ E LÁ

Nas populosas Balneário Camboriú e Florianópolis, o palco teve ainda mais peso com a presença de Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, que se movimenta nos bastidores em busca da candidatura ao Senado por Santa Catarina.

A ideia, no entanto, não tem agradado a maior parte das lideranças conservadoras do Estado, que defendem a legitimação da deputada federal Caroline De Toni (PL-SC) na vaga do partido.

Apoio ao capitão

Postado em 3 de setembro de 2025
Fotos: Arquivos pessoais

Enquanto o STF (Supremo Tribunal Federal) julga Jair Bolsonaro, o termômetro político ferve nas redes sociais da região. Mandatários e lideranças locais, especialmente filiados ao PL ou ligados a movimentos de direita, correram para registrar publicamente seu apoio ao ex-presidente.

O prefeito de Itapema, Carlos Alexandre “Xepa” de Souza Ribeiro (PL) se posicionou em vídeo e resumiu o sentimento da tropa: “Hoje não se julga apenas um homem, mas milhões de brasileiros que acreditam em valores como família, liberdade e pátria”. E arrematou, com mensagem direta de apoio: “Força, capitão!”.


Em São João Batista, o empresário Felipe Lemos (PL), candidato a prefeito em 2024, foi taxativo ao afirmar que o julgamento representa “uma das maiores perseguições políticas da história mundial”. E finaliza dizendo que “a Justiça é cega, mas a justiça divina jamais irá falhar”.


Na vizinha Tijucas, o presidente do PL municipal, Fernando Fagundes, ex-vereador e candidato a vice-prefeito na eleição passada, também engrossou o coro. Compartilhou uma mensagem da deputada federal Caroline De Toni (PL-SC), repetindo a narrativa de que Bolsonaro não responde por crimes, mas por “amar o Brasil”. A postagem foi replicada por seu companheiro de chapa, Thiago Peixoto dos Anjos, segundo colocado na corrida majoritária de 2024 na Capital do Vale, e, desde então, o movimento vem se espalhando em efeito dominó.

Desagravo

Postado em 2 de setembro de 2025
Fotos: Reprodução

A confraternização Granfpolis (Associação dos Municípios da Grande Florianópolis), em Governador Celso Ramos, na sexta-feira (29), terminou em protesto político. Em coro – e até em vídeo –, prefeitos da região deixaram claro que não querem o vereador Carlos Bolsonaro (PL), do Rio de Janeiro, como candidato ao Senado por Santa Catarina. O nome defendido por eles é o da deputada federal Caroline De Toni (PL-SC).

O manifesto, que já circula entre lideranças políticas, mostra chefes do Executivo unidos no “grito de guerra”. Entre eles, o tijuquense Maickon Campos Sgrott (PP), o canelinhense Diogo Francisco Alves Maciel (PL) e seu vice Antonio Carlos Machado Junior (PSD), além do neotrentino Maxiliano de Oliveira (PL) e o majorense Rodrigo dos Santos (PP).

Nos discursos que acompanharam o registro, a linha foi a mesma. A região não aceita “alguém de fora” ocupando o espaço político catarinense. Do Vale do Rio Tijucas, apenas Juliano Peixer (UNIÃO), de São João Batista, não aparece no vídeo.

A movimentação ganha contornos de recado direto à cúpula do PL. Isso porque, dias antes, o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, havia defendido uma dobradinha formada por Esperidião Amin (PP-SC) e Carlos Bolsonaro para a corrida ao Senado.

A reação dos prefeitos foi imediata e barulhenta.

DE PONTA A PONTA

Se na Grande Florianópolis o recado já havia sido dado, no Vale do Itajaí e Costa Esmeralda o discurso foi o mesmo. O segundo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não é bem-vindo na disputa pelo Senado em Santa Catarina. Prefeitos da Amfri (Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí) se reuniram mais tarde, em Balneário Camboriú, e reafirmaram apoio a Caroline De Toni como nome legítimo do Estado para a vaga.

Na mesa do jantar estavam Carlos Alexandre “Xepa” de Souza Ribeiro (PL), de Itapema, Joel Orlando Lucinda (MDB) e seu vice Ailto Neckel de Souza (PL), de Porto Belo, Alexandre da Silva (PSD), de Bombinhas, e mais uma vez Diogo Francisco Alves Maciel, de Canelinha, e Maickon Campos Sgrott, de Tijucas.

Em tempo: Sgrott e Maciel, que já haviam participado anteriormente do encontro da Granfpolis, reforçaram a linha de resistência a Carlos Bolsonaro. O evento, que reuniu representantes do PL, MDB, PSD e PP, escancarou a costura política regional.

Clara inclinação

Postado em 26 de agosto de 2025
Foto: Divulgação

Não foram apenas os corretores de imóveis que lotaram o auditório para ouvir o sempre polêmico comentarista político Caio Copolla em Itapema, ontem. Chamou atenção, na plateia e no radar político da região, a presença do prefeito de Tijucas, Maickon Campos Sgrott (PP) – gesto que nunca pode ser considerado simples coincidência.

Famoso por suas aparições inflamadas na CNN Brasil, na Jovem Pan e Rede Bandeirantes, Copolla carrega um discurso muito afinado com a direita brasileira. Enunciado que ecoa na defesa ideológica do progressista Campos Sgrott, que ensaia movimento de passagem ao PL de Jair Bolsonaro e, principalmente, do governador Jorginho Mello.

O evento foi promovido pelo Creci/SC (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Santa Catarina) em alusão ao primeiro aniversário da Aciesc (Associação de Corretores e imobiliárias de Santa Catarina), e recheado de formalidades e homenagens. Mas o que rendeu nos bastidores, inclusive com pose para as fotos, foi mesmo a controversa disputa política nacional e seus desenlaces locais.

Direita reunida

Postado em 1 de agosto de 2025
Foto: Reprodução

Itapema encampa forte mobilização, neste domingo (3), nas manifestações em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e, consequentemente, contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Chamado de “Reage Brasil”, o movimento inicia às 9h30 no popular Trevo das Peixarias, no Canto da Praia. O ato tem sido divulgado como apartidário, mas as convocações foram direcionadas especialmente a “cidadãos de direita”, conforme anúncio nas redes sociais.

Na liderança do evento estão os vereadores André de Oliveira (NOVO) e João Vitor de Souza (PL), mais o presidente do PL itapemense Rodrigo Santos, o Rodrigão, e a secretária municipal de Turismo, Patrícia Molin Marin, que preside o PL Mulher na cidade.

A concentração, inicialmente prevista para a Praça da Paz, foi transferida para que não conflitasse com o Arraiá Solidário, que a prefeitura promove no local.