segunda-feira, 21 de outubro de 2019 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Beira-Rio garantida

Postado em 3 de outubro de 2019

O governador Carlos Moisés da Silva (PSL) vem a Tijucas amanhã para oficializar a destinação de R$ 8,23 milhões ao município. O recurso deve garantir o asfaltamento da Avenida Beira-Rio — entre a Ponte Sobre o Rio Tijucas, na divisa dos bairros Centro e Praça, e a Ponte Sobre o Rio Oliveira, no acesso à SC-410, no Joáia. A obra ainda não foi licitada, mas, se houver necessidade, o município deve assumir a contrapartida.

Inicialmente, a recepção ao chefe do Executivo estadual estava prevista para o gabinete do prefeito Elói Mariano Rocha (PSD), em cerimonial interno, na prefeitura. Mas, por conta da repercussão e, inclusive, porque autoridades diversas solicitaram participação, o evento foi transferido para o Anfiteatro Leda Regina de Souza, às 9h, com portas abertas à comunidade.

Moisés compreendeu e considerou que a Beira-Rio é um importante corredor entre a BR-101 e o Vale do Rio Tijucas, e que não seria justo o município arcar com todas as despesas da obra.

As negociações, segundo a comunicação oficial, foram conduzidas por Mariano Rocha e governo estadual, com participação decisiva do secretário de Administração e Finanças, Rosenildo de Amorim, em seguidas incursões à Casa Civil.

Vai e vem

Postado em 5 de agosto de 2019

A pré-disposição seria do governo estadual, com anuência — e incentivo — do governador Carlos Moisés da Silva: o PSL tem que participar da gestão de Tijucas e seguir em aliança a Elói Mariano Rocha (PSD) para a concorrência municipal de 2020. O prefeito comprou a ideia e vem bancando internamente essa conjuntura.

Houve convites, inclusive, para que Mariano Rocha concorresse à reeleição no partido do governador. Mas essa hipótese já foi descartada; e o mandatário tijuquense articula, agora, diretamente com a cúpula peesselista e apoiadores locais, o ingresso do PSL no projeto político dos colas-brancas, com vistas nas eleições de 2020.

Alvo de cobiça, intrigas e polêmicas na Capital do Vale, a legenda do presidente Jair Bolsonaro está a cargo do psicólogo e ex-bombeiro militar Gerson Henrique Marcelino até 30 de setembro, mas, vencido o prazo, pode mudar de mãos novamente. A proposta dos governistas, discutida entre si e com a regência estadual, a princípio, não contemplaria o atual comando do partido no município.

Gestão e política

Postado em 5 de agosto de 2019

Desde 2017, quando assumiu o Executivo municipal, o prefeito Emerson Stein (MDB), de Porto Belo, monitora a cena eleitoral da Capital Catarinense dos Transatlânticos e articula conjunturas para o pleito de 2020.

Uma vez por ano, o mandatário portobelense contrata um instituto de pesquisas para medir a aceitação do governo municipal — para encaminhar o projeto de reeleição e, sobretudo, para exigir melhor desempenho dos comandados nos setores que porventura estejam deficitários. Na mais recente, os indicadores, segundo ele, chegaram à casa dos 75% de aprovação.

PROGRESSO POLÍTICO

Stein comemora, ainda, a convenção com o PP, do ex-vice-prefeito Giovani Voltolini — que esteve com Evaldo Guerreiro (PT) na gestão passada, entre 2013 e 2016. O prefeito tomou a frente das conversas com os progressistas, articulou o acordo e ampliou a estrutura política dos governistas; e, obviamente, aumentou as chances de sucesso na próxima concorrência municipal.

Removedor de manchas

Postado em 23 de julho de 2019

Muitos emedebistas ainda não entendem por que o ex-prefeito Elmis Mannrich (MDB) se envolveu na articulação em favor do sucessor, Valério Tomazi (MDB) — a quem acusam de “trair o partido” e atribuem o fracasso nas eleições de 2016 —, que entrou na malha do Tribunal de Contas do Estado e foi salvo, quinta-feira (18), pela Câmara Municipal.

A quem insiste em perguntar, Mannrich explica que “não seria bom para o partido ter um ex-prefeito com as contas rejeitadas” e que essa mácula, por enquanto, “ficaria apenas com os adversários (leia-se Uilson Sgrott (DEM), que governou o município entre 2001 e 2004)”.

Articulação vitoriosa

Postado em 22 de julho de 2019

Por nove a três, o ex-prefeito Valério Tomazi (MDB) conseguiu os votos necessários na Câmara, quinta-feira (18), para escapar da malha do TCE (Tribunal de Contas do Estado) – que recomendou a rejeição das contas do município em 2016 – e das ações repressivas da Justiça Eleitoral.

Tomazi e o ex-vice-prefeito Ailton Fernandes (PSD) estiveram na platéia e acompanharam o julgamento, voto a voto. O clima de tensão, no entanto, não contrariou as previsões. A articulação venceu, e o placar arquitetado nos bastidores se confirmou.

PELA TANGENTE

Último a votar, o presidente do Legislativo, vereador Vilson Natálio Silvino (PP), encontrou um jeito de contentar gregos e troianos. Com o perdão a Tomazi já garantido pelos colegas, restou, apenas, se abster. Nem sim, nem não.

Silvino não contrariou a colega e tutora Elizabete Mianes da Silva (PSD), que pedia insistentemente clemência ao ex-prefeito; e nem o Conselho – formado por apoiadores do governo municipal –, que queria a validação do entendimento do TCE.

BANDEIRA E RAZÃO

Única emedebista a votar contra a absolvição de Tomazi, a vereadora Fernanda Melo Bayer cumpriu a promessa, neste caso, de ser justa com o que acredita, independente das convicções partidárias.

Serviu ao MDB apenas como anfitriã, quando recebeu os correligionários e o ex-prefeito para tratar do assunto, no escritório de advocacia que mantém na cidade, e na hora agá – certa ou errada, pontos de vista à parte – decidiu com a consciência.

Gangorra

Postado em 9 de julho de 2019

O jogo está virando. O livramento do ex-prefeito Valério Tomazi (MDB) das censuras do Tribunal de Contas e sanções da Justiça Eleitoral, que parecia ajustado na Câmara Municipal, já não é mais tão certo. O abarcamento do também ex-prefeito Elmis Mannrich (MDB) nas articulações provocou fissuras; e o prefeito Elói Mariano Rocha (PSD), embora nutra estima e gratidão ao antecessor, lavou as mãos e liberou os vereadores governistas para decidir como quiserem.

Neste momento, Tomazi está na corda bamba. O presidente Vilson Natálio Silvino (PP), mais os colegas Ecio Helio de Melo (PP) e Rudnei de Amorim (DEM) passaram a fazer coro com Juarez Soares (CIDA) pelo “voto técnico” – que acompanha a recomendação do TCE, pela rejeição das contas de 2016 do Executivo municipal. É o limite para o ex-prefeito. Se perder outro vereador, a vaca vai para o brejo.

IMPASSE

Nas entranhas do MDB, a vereadora Fernanda Melo Bayer não esconde a insatisfação de ter que absolver Tomazi. Por si, diz aos mais próximos, ela daria o quinto – e letífero – voto pela rejeição; para ser justa com o que acredita e para contrariar a colega Elizabete Mianes da Silva (PSD), que enreda o perdão ao ex-prefeito nas coxias do Legislativo.

O partido, inclusive, estaria propondo que a vereadora pedisse afastamento temporário do cargo, para que o suplente imediato Oscar Luiz Lopes – ou o próximo, Lauri Cardoso – assumisse o posto e votasse favoravelmente ao ex-mandatário tijuquense.

Sem retrovisor

Postado em 5 de julho de 2019

Alguns surpresos e outros indignados. Assim estão os emedebistas com a notícia, ora interna, nas searas do partido, de que o ex-prefeito Elmis Mannrich (MDB) estaria articulando, entre vereadores oposicionistas, o livramento do sucessor Valério Tomazi (MDB) das garras do Tribunal de Contas e das sanções da Justiça Eleitoral.

Questionado por confrades periquitos, Mannrich tem dito apenas – parafraseando o padrinho e finado ex-governador Luiz Henrique da Silveira – que “não se pode fazer política olhando no retrovisor”.

Em tempo: desde a pré-convenção do MDB tijuquense em abril de 2016, quando duelaram internamente pelo direito de representar o partido nas eleições municipais daquele ano, Tomazi e Mannrich não se falam, sequer se cumprimentam. Os emedebistas locais atribuem ao ex-prefeito engenheiro, inclusive, a derrota no último pleito majoritário, em que ele, supostamente, teria apoiado a campanha de Elói Mariano Rocha (PSD) contra o correligionário.

Desarticulação

Postado em 18 de dezembro de 2018

Os caciques do MDB local muito pouco fizeram para reconquistar a gestão da Câmara Municipal de Tijucas em 2019. O presidente do diretório municipal, vereador Fernando Fagundes, contribuiu apenas com o voto no correligionário Esaú Bayer (MDB) durante a eleição interna do Legislativo; e nada mais.

Nem mesmo o líder benemérito do partido, ex-prefeito Elmis Mannrich (MDB), sempre à frente das articulações, foi intenso nos bastidores do processo. Esteve uma única vez na sala da presidência, dias antes da concorrência, com o pretenso candidato à reeleição Juarez Soares (PPS) e a bancada oposicionista para tramar uma possível reviravolta no jogo, mas sem resultados.

Quem decidiu a partida, a propósito, foi Odirlei Resini (MDB), afilhado – de batismo – de Mannrich e eleito na sombra do ex-prefeito em 2016. Ou seja, nem mesmo um garantido foi, de fato, garantido. Pois, então?!

Candidato

Postado em 22 de dezembro de 2016

Ainda que os próximos vereadores de oposição em Tijucas – que são sete, e formarão a maioria na casa – tenham se organizado para manter a presidência da Câmara pelos quatro anos legislativos, os situacionistas preparam um contragolpe.

Eleito pela primeira vez ao parlamento municipal, o agente penitenciário Juarez Soares (PPS) conquistou o aval dos colegas pró-governo para concorrer no pleito interno, e vem costurando, veladamente, a tomada da mesa diretora em 2017. Se convencer um opositor, leva.