sábado, 14 de março de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Dignidade e poder: o dilema do MDB

Postado em 12 de março de 2026
Foto: MDB-SC/Divulgação

Considerando o forte fisiologismo político impregnado no MDB catarinense, os eventos regionais indicam que o partido pode lançar candidatura própria na disputa pelo governo do estado. A emancipação torna-se uma solução adequada na medida em que restabelece parte da dignidade partidária, após os emedebistas terem sido escorraçados da chapa do governador Jorginho Mello (PL).

Ao mesmo tempo, permite que o partido valorize seu apoio em um eventual segundo turno, quando poderá optar por aquele que apresentar maiores chances de vitória e, assim, voltar a ocupar espaços no futuro governo — reforçando sua já consagrada habilidade de orbitar o poder.

Nesse momento de tantas imprecisões no MDB catarinense, a única certeza é que um projeto independente nasce sem a viabilidade necessária para a vitória. Diante deste cenário, a maior dúvida é a de quem, dentro do grupo, estaria disposto a partir para o sacrifício e servir como boi de piranha.

O partido busca uma aproximação com o ex-governador e ex-senador Raimundo Colombo, que é cortejado a migrar para as fileiras do Manda Brasa e encabeçar a disputa pelo Executivo estadual, já que dentro do MDB, ao que parece, ninguém estaria disposto ao harakiri político.

Contudo, a saída de Colombo do PSD traria prejuízo direto ao projeto de João Rodrigues (PSD) na toada em que potencializaria a reeleição de Jorginho, o que pode apontar para um eventual “jogo de compadres” entre emedebistas e liberais.

O atual governador, inclusive, já mandou recado tanto para o MDB quanto para o PP: “melhor continuar no governo do que apostar em uma aventura”.

Sem uma liderança forte e amplamente reconhecida, sentar-se à mesa de quem estiver no poder parece ser a estratégia mais racional de sobrevivência — ainda que, para isso, seja necessário engolir o que resta do orgulho partidário.

SC e o cabresto eleitoral 2.0

Postado em 27 de fevereiro de 2026
Foto: Divulgação

O PL confirmou na última quarta-feira (25) as candidaturas de Caroline De Toni e Carlos Bolsonaro na disputa pelas vagas catarinenses ao Senado nas eleições de outubro, baixando a fervura, ao menos por enquanto, em torno da formação da chapa com Jorginho Mello.

A política brasileira já viveu sob a tutela do chamado “voto de cabresto”, onde a elite política, simbolizada pelos coronéis, impunha em quem as pessoas deveriam votar.

Santa Catarina parece viver uma nova fase desse mesmo voto de cabresto. Uma forma mais dissimulada, que começou com uma indicação imposta pelos coronéis (ou seriam capitães?), e que agora segue sob a sombra da candidatura daquela que, até aqui, aparece como a preferida dos barrigas-verdes.

Pode ter cartinha. Pode ter entrevista coletiva. Pode ter contrato com firma reconhecida em cartório. Mas uma coisa é certa: a candidatura de Carol ao Senado dependerá diretamente do desempenho de Carlos Bolsonaro nas pesquisas de opinião até as convenções partidárias em agosto.

Ela terá que trabalhar em conjunto — grudadinha — com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro para fazer com que os votos dele aumentem ou, no mínimo, ultrapassem a votação dela.

Caso contrário, se a candidatura de Carlos não decolar ou estiver ameaçada por outro nome, como Esperidião Amin (PP) ou Décio Lima (PT), por exemplo, uma coisa é certa: detonam De Toni – com o perdão do trocadilho – e anunciam qualquer outro candidato.

O objetivo central parece ser claro: concentrar os votos do PL no ex-vereador carioca e garantir sua eleição ao Senado por Santa Catarina. Ainda que isso signifique sacrificar uma aliada no caminho.

Resumindo: o apoio do catarinense a Carlos Bolsonaro será no cabresto. Quem quiser Carol De Toni como candidata terá de apoiar Carlos Bolsonaro — sem qualquer tipo de críticas públicas, sem dissensos estratégicos, sem ruídos. Porque, se ele cair nas pesquisas, quem cai é ela.

Bloco criado

Postado em 1 de dezembro de 2025
Fotos: Divulgação

Não tem nada a ver com separatismo, mas o nome até soa provocador: nasceu o Bloco Sul do Leite. A articulação, liderada pelo deputado Altair Silva (PP), atravessou divisas e uniu Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná em defesa dos produtores que sustentam o campo e, por tabela, boa parte da economia regional.

A bandeira é comum aos estados que querem proibir a reidratação do leite em pó. Um tema técnico, mas com impacto direto na sobrevivência dos produtores do Sul, que sofrem com a concorrência desleal e a pressão dos importados. Altair, presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa, levou a pauta a Passo Fundo (RS), em um debate promovido pelo deputado Paparico Bacchi (PL). O encontro reuniu lideranças do setor e consolidou o pacto regional.

Durante sua fala, o catarinense lembrou que o Decreto 9.013/2017 permite a reconstituição do leite em pó apenas em situações emergenciais de desabastecimento, mediante autorização do Ministério da Agricultura (Mapa) – o que, na prática, tem sido desrespeitado.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou da discussão e denunciou práticas de dumping no setor, além de apresentar uma linha do tempo da sua atuação junto ao Ministério do Desenvolvimento e Comércio (MDIC), alertando para o desequilíbrio do mercado nacional.

Altair anunciou ainda que o Grupo de Trabalho criado após a audiência pública realizada na Alesc em novembro já tem encontro marcado com o ministro Carlos Fávaro, em Brasília, no próximo dia 3, para pressionar por medidas concretas de proteção à cadeia produtiva.

O bloco está formado e promete barulho.

Crise do leite

Postado em 13 de novembro de 2025
Fotos: Divulgação

Há gestos que falam mais alto que discursos, e o deputado Altair Silva (PP) entendeu isso perfeitamente. Antes mesmo de a audiência pública que discutiu a crise que atinge a cadeia produtiva do leite começar, ele já estava de mangas arregaçadas, no pátio da Assembleia Legislativa, distribuindo leite e conversando com produtores rurais. O ato simbólico, repetido centenas de vezes ao longo da manhã, virou imagem do dia e síntese do tema: a valorização da cadeia leiteira catarinense.

O evento, realizado na noite desta quarta (12), lotou o auditório da Alesc com mais de 700 pessoas – produtores, cooperativistas, técnicos, lideranças políticas e autoridades estaduais e federais. A audiência foi convocada pelo próprio Altair, que preside a Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural, e é hoje uma das principais vozes do agronegócio no Parlamento catarinense.

No plenário, o discurso consensual foi de que o setor atravessa uma crise grave. A combinação de custos altos, queda no preço pago ao produtor e falta de políticas estruturais ameaça a sobrevivência de mais de 20 mil famílias no estado.

Ao fim, um encaminhamento prático. A criação de um Grupo de Trabalho para consolidar propostas e pressionar o governo federal por soluções emergenciais e estruturantes.

Agricultura em vitrine

Postado em 11 de novembro de 2025
Foto: Alesc

Altair Silva (PP) voltou a colocar o setor que representa sob os holofotes. Na noite desta segunda-feira (10), a Assembleia Legislativa promoveu uma sessão especial para celebrar os 50 anos da Embrapa Suínos e Aves, referência nacional sediada em Concórdia. A homenagem exaltou meio século de pesquisa, tecnologia e inovação que ajudaram a transformar Santa Catarina em potência na suinocultura e avicultura.

A iniciativa partiu do próprio Altair, presidente da Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural da Alesc, que fez questão de frisar o impacto da instituição no agronegócio catarinense.

Segundo o parlamentar, o salto produtivo do estado passa diretamente pelo trabalho técnico e científico da Embrapa, que, ao lado de cooperativas e agroindústrias, pavimentou o caminho para que as carnes catarinenses se tornassem protagonistas na balança comercial brasileira.

“É uma homenagem justa pelo que a Embrapa representa nesses 50 anos”, resumiu.

Segurança e valores

Postado em 6 de novembro de 2025
Foto: Divulgação

Poucos temas evidenciam tanto o fosso ideológico entre direita e esquerda quanto a segurança pública. E uma publicação recente do secretário de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde, Emerson Stein (MDB), deixou a posição clareada.

Em tom firme, Stein criticou uma mobilização contra a polícia convocada pela ex-senadora Ideli Salvatti (PT) e defendeu a legitimidade da ação policial que enfrentou o crime organizado em Santa Catarina. No texto, o secretário foi direto: “Não podemos transformar uma operação contra criminosos em ataque à população.”

Segundo ele, há uma tentativa de “inverter valores”, ao atacar a polícia que atua contra criminosos armados. Stein reforçou apoio às forças de segurança e afirmou estar “ao lado de quem trabalha e quer viver em paz”, destacando que a segurança pública “não é inimiga do povo” e que a verdade não deve ser distorcida por conveniência política.

Em tempo: em 2024, a Câmara de Joinville revogou o título de Cidadã Honorária concedido a Ideli, após declarações da ex-senadora de que Santa Catarina seria “um estado lindo, mas o que mais tem células neonazistas em funcionamento no país”.

Proteção aos produtores

Postado em 27 de outubro de 2025
Foto: Alesc

Há movimentos na política que soam simples, mas revelam uma estratégia de maior alcance. O Projeto de Lei apresentado pelo deputado Altair Silva (PP), de Major Gercino, é um desses gestos, técnico na forma, político no conteúdo. A proposta, que proíbe a reconstituição de leite em pó importado para venda como leite fluido em Santa Catarina, surge em defesa da cadeia produtiva em Santa Catarina.

O texto, em tramitação na Assembleia Legislativa, estabelece multas que podem chegar a R$ 1 milhão, além da apreensão do produto e da suspensão do registro sanitário de empresas infratoras. As penalidades serão aplicadas a pessoas jurídicas e graduadas conforme a gravidade, a reincidência e a capacidade econômica do infrator.

Para o parlamentar proponente, a iniciativa é uma tentativa de resgatar a sustentabilidade do campo. “Estamos buscando formas de auxiliar nossos agricultores, que passam por um momento delicado, uma vez que o custo de produção supera o valor de venda”, justificou Silva.

O projeto também prevê que os valores arrecadados com as multas sejam destinados ao FDR (Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural), canalizando recursos para programas de incentivo à agricultura familiar e à cadeia produtiva do leite.

É uma resposta prática à política de subsistência que ainda marca parte do interior catarinense.

Preto no branco

Postado em 18 de dezembro de 2024
Foto: Agência AL

O portobelense Emerson Stein (MDB), deputado estadual em primeiro mandato, tocou na ferida. Apresentou proposta na Assembleia Legislativa para que as contratações de empréstimos por aposentados, pensionistas e beneficiários de prestação continuada em Santa Catarina sejam apenas autorizadas a partir de meios físicos ou digitais, com assinatura do solicitante e apresentação de documentos.

O projeto 344/2023, em suma, cria uma nova legislação no Estado que proíbe os telemarketings ativos de instituições financeiras, correspondentes bancários e sociedades de arrendamento mercantil com o intuito de convencer especificamente esse público, que a matéria julga “vulnerável”, a contrair empréstimos ou financiamentos por abusos ou práticas comerciais agressivas. O texto foi aprovado na sessão de ontem da Alesc.

Para o parlamentar proponente, a nova lei representa um avanço importante na defesa dos direitos dos consumidores catarinenses, especialmente aqueles que dependem de benefícios previdenciários. “Com esta legislação, garantimos que aposentados, pensionistas e beneficiários do BPC possam tomar decisões financeiras mais seguras e informadas, sem a pressão de ofertas agressivas por telefone”, comentou Stein.

Debate importante

Postado em 13 de novembro de 2024
Foto: Divulgação

Porto Belo sediará, amanhã (14), o 2º Simpósio da Frente Parlamentar em Apoio ao Turismo Marítimo de Cruzeiros do município. O evento foi idealizado pelo deputado estadual Emerson Stein (MDB), para debater os resultados do setor nas temporadas 2023 e 2024.

Além disso, o encontro – que contará com a presença de autoridades, empresários e profissionais da área -, servirá para traçar estratégias de fortalecimento do turismo marítimo em Santa Catarina.

O simpósio terá, ainda, palestras associadas ao tema. Entre elas, estão confirmadas as apresentações do presidente da ABCM (Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos), Marco Ferraz, e do secretário de Estado do Turismo, Evandro Neiva.

História rica

Postado em 1 de novembro de 2024
Foto: Agência AL

A Paróquia Senhor Bom Jesus dos Aflitos, de Porto Belo, recebeu uma homenagem da Assembleia Legislativa de Santa Catarina pelos 200 anos de história. A cerimônia, realizada ontem (31), foi proposta pelo deputado estadual portobelense, Emerson Stein.

A Igreja foi erguida em 1814 e inaugurada 10 anos depois, antes da emancipação política do município. A construção de alvenaria é a segunda mais antiga de Porto Belo e, para muitos pesquisadores e especialistas, a arquitetura colonial do prédio reflete a história da região.

“Não é apenas um reconhecimento, mas uma celebração do valor cultural e espiritual que a Paróquia representa para a identidade da nossa comunidade”, disse o parlamentar, durante as homenagens.