quarta-feira, 14 de janeiro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

O cisma azul

Postado em 24 de outubro de 2025
Fotos: Divulgação

Tão habituado a marchar sob a mesma bandeira, o PL catarinense vive agora um racha que promete ecoar no Vale do Rio Tijucas. No centro da disputa está o nome da deputada federal Caroline De Toni (PL-SC) — até pouco tempo unanimidade entre prefeitos da região como escolha natural para o Senado — e o governador Jorginho Mello (PL), que decidiu antecipar o jogo e declarar preferência por outro nome na corrida de 2026.

Entre a cruz e a espada, as lideranças do Vale precisarão de mais que prudência. Será preciso cálculo político e sangue frio. Como o Blog já havia adiantado, nomes como Maickon Campos Sgrott (PP), de Tijucas, Diogo Francisco Alves Maciel (PL), de Canelinha, Joel Orlando Lucinda (MDB) e o vice Ailto Neckel de Souza (PL), de Porto Belo, Carlos Alexandre “Xepa” de Souza Ribeiro (PL), de Itapema, e Alexandre da Silva (PSD), de Bombinhas, alinharam-se à parlamentar. Todos, até aqui, seguem firmes na defesa de Carol.

Mas o tabuleiro virou quando Jorginho anunciou publicamente apoio a Carlos Bolsonaro (PL) para o Senado, em dobradinha com Esperidião Amin (PP). A reação de De Toni foi imediata e pública. Em entrevista a uma rádio de Xanxerê, ela declarou que será candidata ao Senado mesmo que precise deixar o PL. A deputada revelou que o governador, pessoalmente, havia lhe prometido a vaga olhando em seus olhos e na sua casa.

O enredo ganhou mais tempero quando Carlos Bolsonaro compartilhou, em suas redes, um vídeo de apoio à própria De Toni, declarando que ambos pretendem “quebrar algumas barreiras juntos”. A mensagem, ainda que ambígua, colocou mais uma brasa no fogo já aceso entre a base do governador e a ala fiel à deputada.

Enquanto o embate se desenrola em escala estadual, os prefeitos da região ficam em sinuca de bico. A quem seguir? Ao governador, que distribui as chaves do cofre estadual, ou à deputada que conquistou o eleitorado com discurso ideológico e lealdade à família Bolsonaro?

A resposta, por enquanto, está no campo das apostas.

Leia mais sobre a polêmica: 

Água no chopp

Quem é o pai?

Postado em 22 de outubro de 2025
Fotos: Divulgação

Em São João Batista, a municipalização da Escola de Educação Básica Professor Patrício Teixeira Brasil virou uma disputa de paternidade. De um lado, o prefeito Juliano Peixer (UNIÃO) garante que a ideia nasceu no Governo do Estado. Do outro, os documentos — assinados por ele próprio — contam uma história diferente.

Nos papéis, a origem é clara. Um ofício de 15 de janeiro de 2025, redigido com o timbre da Prefeitura e endereçado ao então secretário de Educação Aristides Cimadon, manifesta “interesse na municipalização” e agradece a “disponibilidade do Governo do Estado em solidificar a contribuição com o Município”. O texto vai além da cortesia burocrática e lista contrapartidas — obras, reformas, ônibus escolares e até playgrounds — e mostra que o assunto já era pauta desde o verão, quando o tema ainda não tinha estourado no debate público.

O gesto, mais político que administrativo, deixa evidente que Peixer queria a escola sob controle municipal e o próprio ofício reconhece que “mostra-se temerário fazê-lo neste momento”, sinal de que havia vontade, mas não estrutura. Outro documento, sem data, reforça o interesse e coloca o Município “à disposição para dar andamento aos trâmites legais”.

Tudo isso desmoronou a versão divulgada em setembro, quando a Prefeitura publicou nota tentando reescrever o roteiro — dizendo que o Governo do Estado “tomou a iniciativa” e que o Município apenas “avançou nas tratativas”. A operação narrativa visava deslocar o protagonismo, e com ele a responsabilidade política, para Florianópolis.

Reunião em setembro tratou dos trâmites da municipalização e foi realizada no gabinete.

Mas o diabo mora nos detalhes como diz a expressão popular. A cronologia é implacável e os registros de janeiro mostram que o pedido partiu da Prefeitura, e não do Estado.

E como se não bastasse, um relatório técnico da própria administração municipal jogou mais gasolina no incêndio: 56,5% das escolas de São João Batista estão em nível crítico de maturidade (0% a 39%) e 43,5% em nível limitado (40% a 59%). Nenhuma unidade chegou sequer ao nível moderado.

Em resumo, o que começou como uma tentativa de dividir responsabilidades acabou deixando pais furiosos, e aliados do governador Jorginho Mello (PL) irritadiços.

Nada contesta o que está em papel timbrado. Todo o resto, por enquanto, é revisão de narrativa.

Rota estratégica

Postado em 22 de outubro de 2025
Fotos: Divulgação

O Partido Liberal segue percorrendo Santa Catarina com seu projeto Rota 22, uma espécie de caravana política que combina discurso participativo com pragmatismo eleitoral.  Na terça-feira (21), o projeto aportou em Florianópolis, reunindo lideranças de várias regiões — entre elas, o presidente do PL de São João Batista e ex-candidato a prefeito, Felipe Lemos, acompanhado de suplentes, membros da executiva e familiares. De Tijucas, marcou presença o presidente local da sigla, Fernando Fagundes.

O Rota 22 aposta em uma narrativa moderna, mesclando tecnologia e política. Um aplicativo interativo permite ao público acessar dados sobre investimentos do governo Jair Bolsonaro em cada cidade e enviar sugestões, gesto simbólico que pretende traduzir “participação popular” em linguagem digital. Mas, no fundo, o movimento parece mirar mais no fortalecimento da base partidária e na reafirmação do protagonismo de Jorginho Mello e do PL no cenário estadual.

As oficinas regionais seguem o roteiro de debates, dados socioeconômicos e discursos de integração, criando uma ambiência de “planejamento coletivo” que ecoa o slogan de proximidade com o cidadão. Já na próxima sexta (31) haverá seminário com a presença do governador Jorginho Mello e deputados federais e estaduais do PL no Hotel Golden São José.

Nos bastidores, lideranças do Vale articulam para que uma edição do evento chegue à região. A leitura é de que o Rota 22, além de ser um fórum de ideias, funciona como ensaio estratégico para reposicionar o PL nas disputas municipais e solidificar alianças locais.

Água no chopp

Postado em 21 de outubro de 2025
Fotos: Divulgação

Ao que tudo indica, o movimento articulado por prefeitos da região em torno da deputada federal Caroline De Toni (PL-SC) — capitaneado por nomes como Maickon Campos Sgrott (PP) de Tijucas, Diogo Alves Maciel (PL) de Canelinha, Joel Orlando Lucinda (MDB) e seu vice Ailto Neckel de Souza (PL), de Porto Belo, além de Alexandre da Silva (PSD), de Bombinhas — deve perder fôlego antes mesmo de decolar.

O motivo? O governador Jorginho Mello (PL) jogou um balde de água fria na articulação ao confirmar que o nome para o Senado em sua chapa de reeleição será Carlos Bolsonaro (PL). Sem meias palavras, o chefe do Executivo estadual destacou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro lidera todas as pesquisas internas e, portanto, é “candidato natural” ao cargo.

Apesar de não poupar elogios a De Toni, que vinha sendo a aposta preferida dos prefeitos locais, Jorginho foi categórico: o segundo espaço da majoritária ficará com o senador Esperidião Amin (PP-SC). E ainda trouxe um novo ingrediente à disputa. O posto de vice, segundo ele, será destinado ao MDB, numa composição que reforça o pragmatismo político do governador e amplia o arco de alianças.

Nos bastidores, a fala de Jorginho caiu como uma ducha gelada entre os apoiadores de Carol. Irritados com o veto velado à candidatura da deputada, aliados teriam ventilado a possibilidade de sua migração para o NOVO, com eventual apoio à candidatura de João Rodrigues (PSD), caso o PL mantenha as portas fechadas. A própria parlamentar, em declarações recentes, admitiu que não descarta a mudança para garantir espaço na disputa.

Com o cenário cada vez mais desenhado, restará aos prefeitos da região, especialmente os do PL, aguardar o desenrolar e, talvez, contentarem-se com o que vier da cúpula estadual. A política, afinal, também é um jogo de hierarquias e tempos e, por ora, o poder está nas mãos de Jorginho.

Saiba mais sobre o apoio dos prefeitos da região:

Desagravo

Registro de peso

Postado em 17 de outubro de 2025
Foto: Divulgação

O prefeito de Tijucas, Maickon Campos Sgrott (PP), protagonizou um registro simbólico nesta quinta-feira (16), durante o lançamento de um empreendimento de luxo na serra catarinense. Ao lado da primeira-dama Lilian Poli Sgrott, o chefe do Executivo tijuquense dividiu holofotes com o governador Jorginho Mello (PL), cena que reforça o entrosamento político entre ambos.

O evento, que reuniu nomes de peso da música nacional, teve apresentações de Rick & Renner e Alexandre Pires, artistas que, junto com César Menotti & Fabiano, também figuram entre os investidores do novo projeto.

Desde o início do mandato, Sgrott e Jorginho têm cultivado uma relação de proximidade, marcada por gestos públicos e agendas compartilhadas. O governador esteve em Tijucas durante as cheias de janeiro e fevereiro, e tem atuado diretamente para destravar obras estratégicas, como a dragagem da Boca da Barra e os molhes da foz do Rio Tijucas.

Nos bastidores, o alinhamento crescente desperta especulações. Sgrott pode estar pavimentando o caminho para migrar ao PL, sigla do governador. O próprio prefeito, em conversas recentes, não descartou a possibilidade.

O registro está feito.

Bem na foto

Postado em 10 de outubro de 2025
Fotos: Arquivo Pessoal

Foi durante a Fenarreco, em Brusque, que o casal tijuquense Alberto Carlos “Tito” Dolorini e Josiéli Pacheco acabou literalmente bem na foto. Entre brindes e conversas de bastidores, os dois circularam entre lideranças políticas e posaram ao lado do governador Jorginho Mello (PL), em um encontro que teve clima de confraternização — mas também de articulação.

Presidente do REPUBLICANOS em Tijucas, Tito tem reforçado presença em eventos regionais e ampliado o diálogo com figuras de peso do cenário estadual. Já Josiéli, que coordena o movimento Mulheres Republicanas, vem ganhando espaço e reconhecimento dentro da sigla.

Nos registros do evento, além do governador, aparecem o deputado Jorge Goetten, presidente estadual do REPUBLICANOS, o deputado federal Rafael Pezenti (MDB) e o estadual Carlos Humberto (PL) — uma composição que mostra como o casal transita com desenvoltura entre diferentes espectros da base governista.

Entre um chope e outro, Tito e Josiéli também aproveitaram para trocar impressões com o prefeito de Brusque, André Vechi (PL), em conversas que, segundo quem acompanhou de perto, misturaram política, planos e, claro, um pouco de descontração — afinal, ninguém é de ferro.

Prestígio em alta

Postado em 8 de outubro de 2025
Foto: Divulgação

Um gesto político e um vídeo bastaram para reforçar o prestígio de José Vicente de Souza e Silva (PL) dentro do governo municipal de Tijucas. Com autorização direta do governador Jorginho Mello (PL) e o aval do prefeito Maickon Campos Sgrott (PP), foi oficializada a obra de asfaltamento, construção de calçadas e revitalização da Rua Valentim Celso Pereira, mais conhecida como Rua da Cachaça, no bairro Nova Descoberta.

No vídeo divulgado nas redes sociais, Sgrott não poupou elogios. Disse que a obra é um sonho antigo da comunidade, mas também “do prefeito e do Zezinho”, reconhecendo publicamente o empenho do vereador: “O Zezinho já deve ter gasto sola de sapato atrás dessa emenda tão sonhada”, afirmou.

Na próxima semana, está prevista uma reunião com os moradores da região para apresentação dos detalhes técnicos e cronograma da obra.

Em tempo: Zezinho faz parte da ala do Partido Liberal mais próxima de Maickon, enquanto a outra se posiciona como oposição ao atual governo.

Alta voltagem

Postado em 6 de outubro de 2025
Foto: Reprodução

O prefeito Joel Lucinda (MDB) está com a bateria carregada e, desta vez, literalmente. Porto Belo acaba de reforçar sua frota municipal com duas ambulâncias de suporte básico, um furgão e dois veículos elétricos, novidade que coloca a cidade na rota da mobilidade sustentável.

O pacote de investimentos é fruto direto da parceria com o ex-prefeito e atual secretário de Estado do Meio Ambiente e Economia Verde, Emerson Stein (MDB), que havia destinado a emenda parlamentar quando ainda era deputado estadual.

O gesto confirma o alinhamento político entre os dois emedebistas, que seguem trocando energia, com Lucinda na ponta executiva, Stein como elo com o governo Jorginho Mello (PL).

Do alto da função estadual, Stein tem mantido Porto Belo sob sua órbita. Participa de eventos, visita obras e segue com um gabinete regional ativo na cidade.

Mandato carimbado

Postado em 29 de setembro de 2025
Foto: Agência AL/Arquivo

O secretário de Estado do Meio Ambiente e Economia Verde, Emerson Stein (MDB), comemorou muito a sanção, pela caneta do governador Jorginho Mello (PL), da Lei de proibição a telefonemas que ofereçam empréstimos consignados principalmente a idosos. A medida, que agora passa a ser regra, nasceu de um projeto do portobelense enquanto deputado estadual.

“Chega de abusos e constrangimentos. Agora nossos aposentados e pensionistas têm muito mais respeito e proteção”, disse.

DIVIDENDOS

Ter uma Lei com seu carimbo sempre resulta em bandeira a ser estendida na esfera política. Mas a movimentação não se resume à pauta administrativa.

Stein, que planeja se recandidatar ao parlamento catarinense em 2026, tem conciliado a rotina na secretaria com a articulação política. Mantém escritório em Porto Belo, circula pela região e cultiva alianças.

Um olho no presente da gestão, e outro mirando outubro do ano que vem.

Agenda rabiscada

Postado em 25 de setembro de 2025
Foto: Bruno Collaço/Agência AL

O encontro regional do MDB, marcado para sábado (27) em São João Batista, precisou ser cancelado. A reunião, que serviria como painel de apoio ao secretário de Estado da Infraestrutura e deputado estadual licenciado Jerry Comper (MDB) vinha sendo articulada por lideranças locais – entre elas, o ex-prefeito Tiago Dalsasso (MDB), de Nova Trento.

Nos bastidores, comenta-se que a decisão teve as digitais do governador Jorginho Mello (PL), que teria convocado Comper para um roteiro obrigatório em agenda estadual e deixado os emedebistas do Vale sem o protagonista do evento.

Com isso, os convites e expectativas migram para o encontro estadual do partido, em 25 de outubro, na suntuosa Balneário Camboriú.