terça-feira, 3 de março de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

O desafio de Amin em Canelinha

Postado em 26 de fevereiro de 2026
Foto: Senado Federal/Divulgação

Dono de um currículo invejável na política, o senador Esperidião Amin Helou Filho (PP-SC) pode enfrentar, em 2026, uma das eleições mais difíceis de sua trajetória. Embora inicialmente contasse com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o catarinense, ao que tudo indica, ficará fora da chapa do governador Jorginho Mello (PL), que terá — se nada mudar até lá — o ainda prefeito de Joinville, Adriano Silva (NOVO), como candidato a vice-governador, e a deputada federal Caroline De Toni (PL) e o ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), como postulantes ao Senado. No entanto, a briga por espaço não é o único problema.

Com quase 60 anos de vida pública, poucos catarinenses vivos podem dizer que nunca votaram em Esperidião Amin. Vejamos:

Canelinha, no Vale do Rio Tijucas, sempre entregou boas votações ao senador. Segundo números do TRE-SC (Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina), entre 1990 e 2022, o progressista recebeu 16.491 votos. Um número extraordinário para um município que chegou, em 2024, a pouco mais de 10,4 mil eleitores.

O retrospecto, em 2026, pode mudar. Recentemente, na Câmara de Vereadores, dois parlamentares canelinhenses criticaram publicamente o senador, embora admitissem que votaram nele em diferentes eleições. O presidente do Legislativo, Jackson Miguel Machado (PL), chegou a usar o trocadilho: “Amin (a mim) não engana mais”.

Os autores das reclamações afirmam que são mal recebidos, tanto pelo senador quanto por sua equipe, durante visitas a Brasília. Criticam, ainda, a distribuição de recursos, direcionada quase exclusivamente a quem esteja filiado ao PP. “Sempre foi bem votado em Canelinha; deveria mandar recursos para o município, e não para o partido”, pontuam.

Voltemos aos números. Em 2022, quando Esperidião Amin concorreu ao Senado, recebeu 2.341 sufrágios canelinhenses, algo superior a 21% dos votos válidos daquele pleito.

De volta ao parlamento canelinhense, o experiente vereador Eloir João Reis (PSD), o Lico, saiu em defesa de Amin após as críticas. “Sempre fui bem recebido e serei novamente quando for a Brasília neste ano. Foi o melhor governador que Santa Catarina já teve”, frisou o ex-prefeito.

OLHO NO VAR

A declaração não agradou muito. Isso porque os colas-brancas mais atentos e magoados não esquecem que Lico, em 2006, então prefeito de Canelinha, declarou timidamente apoio ao projeto de reeleição de Luiz Henrique da Silveira, do arquirrival PMDB (hoje MDB), justamente contra Esperidião Amin, em um movimento até hoje não esclarecido. “Luiz Henrique sempre me atendeu bem”, justifica.

E O AMIN?

Se Amin repetirá as boas votações na Terra das Cerâmicas no pleito que se avizinha, só o tempo dirá. Mas, ao que tudo indica, o cenário pode não ser tão favorável quanto o de outrora. Veremos.

Apostas e discórdia

Postado em 3 de novembro de 2025
Foto: Blog Léo Nunes

O prefeito Diogo Francisco Alves Maciel (PL) não escondeu o descontentamento com vereadores da própria base que decidiram votar contra um projeto de lei de sua autoria, proposta que destinaria 75% dos recursos de uma loteria à Fundação Hospitalar Municipal. O texto acabou rejeitado pelo Legislativo.

O modelo previa que 25% da arrecadação líquida fosse repassada à Secretaria de Educação, Cultura, Esportes e Juventude, e a maior parte, 75%, diretamente ao hospital, para financiar exames, cirurgias e a contratação de novos profissionais. Durante a tramitação, o vereador Jackson Miguel Machado (PL) tentou alterar o destino dos recursos, com divisão igual para saúde, educação, cultura e turismo, esportes e obras públicas. Mas a tentativa naufragou junto com o projeto original.

O que mais chamou atenção foi a divisão dentro da base governista. Três vereadores – Eloir João Reis (PSD), Janaira Reis (PSD) e Leandro Mafra (PL) – votaram contra a proposta, alegando razões de cunho moral e familiar, contrários à vinculação de políticas públicas à atividade de apostas.

A resposta do prefeito veio em tom firme. Em entrevista ao Linha de Frente, Maciel classificou as justificativas como “demagogia e hipocrisia”, lembrando que a regulamentação das apostas é uma prerrogativa federal, e que a rejeição do projeto não impede o funcionamento das casas de apostas no município.

Nos bastidores, o saldo de tudo foi um grande desconforto.

Assista a entrevista:

Nova página

Postado em 16 de maio de 2025
Foto: Luan Lucas | Linha de Frente

O ano legislativo sequer chegou à metade e o vereador Eloir João Reis (PSD), o Lico, de Canelinha, já mudou o plano de findar a vitoriosa carreira política ao término do mandato na Câmara, em dezembro de 2028.

Durante entrevista ao programa LINHA DE FRENTE, ontem (15), Reis revelou que recebeu um “puxão de orelha” de apoiadores após sugerir a candidatura da própria irmã, a servidora pública aposentada Vera Lúcia Reis, ao parlamento canelinhense, como uma espécie de sucessão política.

A bronca provocou uma nova reflexão e o ex-prefeito passou a reconsiderar a ideia. “Disse e assumo, mas a comunidade e os eleitores dizem que não posso sair. Querem que eu seja candidato. Não estou morto. Já repensei e digo aos desavisados que não abandonarei a política e tomem cuidado, porque talvez posso não ser candidato a vereador, mas a outro cargo”, bradou.

Lico pontuou, inclusive, que agiu “no calor da emoção” durante a primeira sessão ordinária da atual legislatura, em fevereiro, quando revelou a intenção. “Me perdi. Me empolguei, foi no calor da emoção. Ninguém me disse nada. Eu disse e está dito. Mas é o povo que pediu”, reforçou.

MÁGOAS PASSADAS

Dono do mais pomposo currículo político entre os vereadores canelinhenses, o peessedista ficou fora do sistema de rodízio da presidência do Legislativo, organizado e implementado por outros cinco integrantes da bancada governista.

Embora quisesse comandar o parlamento e tivesse cobrado “respeito” dos colegas, o ex-prefeito e ex-vice-prefeito não foi contemplado no acordo. No entanto, Lico garante que manterá a postura de apoio ao governo de Diogo Francisco Alves Maciel (PL).

“Não vou negar que queria ser presidente um ano. Eles tinham a maioria pra compor sem o meu voto e tudo bem. Sou amigo e estou lá para ajudar. Eu fiquei triste, mas sei respeitar. Apoio tudo o que for necessário. Se tiver que votar contra e chamar a atenção da municipalidade, eu chamo, porque não tenho rabo preso com ninguém”, declarou.

Luto: Ivam “Zinho” Pereira

Postado em 3 de maio de 2025
Foto: Arquivo Pessoal

Morreu hoje, aos 65 anos, o ex-vice-prefeito Ivam Pereira, conhecido popularmente por Zinho, de Canelinha.

No comunicado da prefeitura, que decretou luto oficial, ele foi descrito como “homem íntegro e de compromisso com a vida pública”.

Ao lado de Moacir Montibeler, governou o município entre 2001 e 2004 – ano em que concorreu ao Executivo municipal contra Eloir João Reis, mas sem sucesso. Zinho foi, ainda, vereador por duas legislaturas: entre 1993 e 2000, período em que, inclusive, presidiu a Câmara Municipal por um ano.

Ele deixa esposa, três filhos e cinco netos. A sede do Legislativo canelinhense foi estabelecida como local do velório, mas informações sobre a celebração de despedida e sepultamento ainda não foram divulgadas.

Deslize

Postado em 10 de fevereiro de 2025
Foto: TV do Legislativo

O experiente vereador Eloir João Reis (PSD), o Lico, de Canelinha, pode ter se complicado durante a primeira sessão ordinária da legislatura, terça-feira passada (4), ao indicar publicamente a candidatura da própria irmã nas eleições de 2028, em uma espécie de linha sucessória no parlamento.

No plenário da Câmara de Vereadores, Lico reforçou a intenção de não concorrer novamente a cargos eletivos na Cidade das Cerâmicas – tema que já havia sido especulado pelo Blog no ano passado, na nota Última Dança -, e sugeriu que seus eleitores votariam em sua representante.

“Eu não serei candidato. Mas a minha irmã, Vera Lúcia Reis, uma agente dos Correios que trabalhou muito por Canelinha, cuida do grupo de terceira idade, essa sim vai ser o patamar desse vereador. Ela vai representar este município. Tenho certeza que quem vota neste vereador vai votar e votar sempre”, bradou nos microfones.

Segundo especialistas consultados pelo Blog, a fala do ex-prefeito e ex-vice-prefeito canelinhense pode ser caracterizada como uso impróprio da posição e/ou abuso de poder político, já que a legislação eleitoral veda a utilização do cargo público para promoção de candidaturas. Pois então…

Vai que cola

Postado em 2 de janeiro de 2025
Foto: Arquivo Pessoal

O experimentado Eloir João Reis (PSD), de Canelinha, empossado ontem (1º) para a sua terceira legislatura como vereador, pode não permanecer por muito tempo no parlamento canelinhense.

Isso porque o ex-prefeito, ex-vice-prefeito e ex-presidente do Legislativo tem dito aos mais próximos que gostaria de administrar o Hospital Municipal. Para isso, dependeria de uma nomeação para a direção da unidade, por parte do prefeito Diogo Francisco Alves Maciel (PL).

O desejo, que antes era íntimo, tornou-se público durante a cerimônia de posse dos eleitos na Cidade das Cerâmicas. Lico, em seu momento de fala livre, disse que restam “duas honrarias” para receber no município e fez lobby por elas.

“Fui prefeito, vice-prefeito, vereador três vezes, presidente da Câmara, secretário de Saúde… Faltam duas coisas: A medalha do Jachowicz [Medalha de Mérito Prefeito Arthur Adolfo Jachowicz, concedida pelo Legislativo] e dirigir o nosso Hospital”, pontuou.

Descontente

Postado em 25 de novembro de 2024
Foto: Arquivo Pessoal

O experiente vereador reeleito de Canelinha, Eloir João Reis (PSD), o Lico, não digeriu bem o tratado de divisão da presidência do Legislativo arquitetado por cinco parlamentares eleitos na base governista, da qual também fazia parte. Pelo contrário.

Ao ouvir a proposta e descobrir que não seria contemplado no projeto, dias atrás, o ex-prefeito e ex-vice-prefeito – conhecido pelo perfil moderado -, elevou o tom com os correligionários. Reis argumentava que sua “história política” tinha que ser “respeitada” e que, por isso, deveria presidir a Casa do Povo por pelo menos um ano.

O grupo, que já somava o número de votos necessários para a vitória na eleição interna, não desistiu da ideia e manteve o acordo. Alguns, inclusive, lembraram o atual presidente do parlamento canelinhense que, no passado, apoiaram seus projetos políticos, com trabalhos, votos e até aportes financeiros para as campanhas.

CONTRA-ATAQUE

Especula-se que, desde a fatídica reunião, Lico estaria buscando apoio na trincheira oposicionista da próxima legislatura. Com os três votos da ala somados ao próprio sufrágio, o ex-prefeito dependeria apenas de um dissidente da aliança governista para alcançar novamente o posto.

As primeiras sondagens, a propósito, já teriam acontecido, mas as respostas, segundo apurado pelo Blog, foram negativas.

Última dança

Postado em 14 de outubro de 2024
Foto: TV Câmara

Após mais de 30 anos de vida pública, o vereador reeleito por Canelinha e presidente do Legislativo municipal, Eloir João Reis (PSD), o popular Lico, já sabe a data em que encerrará a trajetória política: 31 de dezembro de 2028.

O ex-prefeito concorreu a cargos eletivos em oito das últimas nove eleições, ausentando-se das urnas somente em 2008, ano em que concluiu o período no comando do Executivo canelinhense e decidiu não tentar a reeleição.

Na carreira, Lico acumula cinco candidaturas ao Legislativo, com sucesso em três delas. Já nas disputas majoritárias foram duas tentativas como prefeito, com retrospecto de uma vitória e uma derrota, além de um êxito como candidato a vice-prefeito de Antônio da Silva (PP), em 2012.

Dias atrás, na primeira sessão ordinária de Câmara de Vereadores após as eleições de 2024, o presidente comunicou a decisão. “Terei uma pessoa pra me substituir daqui quatro anos. Sei o momento de parar”, revelou Lico nos microfones do plenário.

Papo reto

Postado em 22 de abril de 2024
Foto: TV Câmara

A experiente vereadora Neli Ferreira Trindade (MDB), de Canelinha, não aprovou as recentes mudanças de partidos dos colegas de parlamento – permitidas e justificadas pela janela de filiações, fechada no início do mês -, e aproveitou a sessão da Câmara de Vereadores para alfinetar quem optou pela troca.

Neli parabenizou os colegas de bancada, Thiago Vinícius Leal, Deivid Leal e Francisco Honorato Cardoso Filho, todos do MDB, e a ela própria, por seguirem filiados ao Manda Brasa, mesmo que houvessem sondagens para que o quarteto integrasse um novo grupo.

“Quero olhar pra vocês e dizer parabéns. Hoje se troca de partido como de roupa. É uma loucura. Mas, nós honramos e ficamos onde o povo nos elegeu. Troca-se de partido, de cor, de número e nós ficamos. Fomos bastante assediados, mas nos honramos. O MDB permanece firme e forte”, bradou a parlamentar.

ESTRANHAMENTO

Chama a atenção, entretanto, que a mais relevante mudança tenha sido a do vereador Robinson Carvalho Lima, que deixou o Progressistas e migrou para o UNIÃO BRASIL, visando a construção de um único bloco oposicionista.

O Blog, dias atrás, revelou a intenção do UNIÃO em conquistar a adesão do MDB e, consequentemente, de sua militância, ao projeto. A crítica pública de uma das mais notáveis lideranças da legenda pode significar que as conversas, ao menos até aqui, não tiveram resultado.

CONFIRMAÇÃO

A live Conexão Política – Vale do Rio Tijucas e Costa Esmeralda, da última terça-feira (16), revelou que o presidente do MDB canelinhense, o suplente de vereador Adair da Conceição Lopes Filho, havia confirmado, antes do fechamento da janela, que dificilmente algum vereador deixaria a legenda, mas que o grupo poderia aderir ao movimento oposicionista. “Podemos ir com eles, mas não os nossos sair pra ir pra eles”, resumiu, com simplicidade peculiar.

EM TEMPO: Citado pela vereadora, Francisco Honorato Cardoso Filho, o Chico, também deixou o MDB no passado. Em 2012, elegeu-se vereador pelo PSD – que integrava a base do governo Antônio da Silva -, e, em 2016, foi candidato a vice-prefeito vencido, em chapa encabeçada pelo então cola-branca Eloir João Reis. Quatro anos mais tarde, porém, Chico retornou às origens e disputou as eleições novamente pelo MDB.

Sem lanche 

Postado em 14 de dezembro de 2023
Foto: Reprodução/ TV Câmara

O canelinhense que for à Câmara de Vereadores para acompanhar as sessões do Legislativo precisa sair de casa de estômago cheio. Ou então, preparar previamente um lanche. É o que sugere o presidente da parlamento municipal, vereador Eloir João Reis (PSD).

Lico revelou, na última terça-feira (12), que foi interpelado por um cidadão sobre a ausência de alimentos na mesa de café do plenário. “Que Câmara é essa que não tem uma bolacha?”, teria questionado, em tom de deboche, diretamente ao ex-prefeito.

O parlamentar, que é conhecido e até se orgulha de ser econômico, sobretudo no trato do dinheiro público, fez questão de dar uma resposta pública ao sujeito. “Quem quiser, traga de casa, traga uma marmita. Comigo não tem comilança nesta casa”, bradou.

Aliás, nem mesmo os demais vereadores estão livres da proposta. “Quando um vereador traz um deputado nesta casa, cada um de nós vai ao mercado. Se quiser dar uma bolacha, ou um suco, o vereador vai lá, compra e traz”, complementa.