quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Sim, se pode

Postado em 4 de junho de 2018

Quanto custa a controversa sessão solene da Câmara Municipal para os cofres públicos de Tijucas? A pergunta, clássica e recorrente, sempre deixa alguém com a pulga atrás da orelha. Justifica-se os gastos, expõe-se vantagens, fala-se de importância e tradição, mas não se cria soluções para as fissuras no caixa do município. Algo, porém, parece estar mudando.

Desta vez, a proposito, não se alugou um clube ou restaurante para a realização do evento. Os galardões – as medalha de mérito “Maria Gallotti”, “Coronel Bayer” e “Município de Tijucas”, os títulos de Cidadão Honorário e Cidadão Benemérito, e o troféu “Amigo da Comunidade” – foram entregues no Anfiteatro Leda Regina de Souza, que é patrimônio do município e serve, evidentemente, para estes fins. E a festa, com coquetel e convidados, numa casa de espetáculos da cidade, foi financiada pelos próprios vereadores, que compraram e distribuíram os convites, e garantiram o custeio do evento sem ônus ao tesouro municipal.

Rejeição massiva

Postado em 30 de maio de 2018

Em sessão extraordinária, agora à tarde, a Câmara Municipal rejeitou o projeto de lei 03/2018, que tratava do plano de carreira dos servidores efetivos do Legislativo tijuquense e, ainda, do reajuste em mais de 50% nos vencimentos da classe. Apenas três vereadores – Elói Geraldo (MDB), Fernando Fagundes (MDB) e Fabiano Morfelle (PDT) – foram favoráveis à proposta.

Ontem, assim que publicou a nota “Momento impróprio“, o Blog recebeu inúmeras críticas. Todas de funcionários do quadro efetivo da Casa do Povo.  Depois de acusarem o colunista de ser “mal-intencionado”, de servir de “marionete para a atual legislatura”, de “detonar o plano de carreira dos servidores com uma reportagem armada”, dizerem que houve “prazer em escrever mentiras a mando de vereadores” e que a “cagada” estava feita, alguns servidores da Câmara argumentaram que “o projeto foi elaborado durante 2016,
apresentado em janeiro de 2017 e arquivado” e que “não há interesse nos edis em qualificar um quadro de servidores que não se submete aos mandos e desmandos”. Vida que segue!

Momento impróprio

Postado em 29 de maio de 2018

Em tempos de crise, precisamos apertar os cintos. Certo? Com a palavra a Câmara Municipal de Tijucas, que levou à discussão do plenário, quinta-feira (24), em meio à greve dos caminhoneiros, o projeto de lei 03/2018, que dispõe sobre, pasmem!, um paradoxal aumento nos vencimentos dos servidores efetivos da Casa.

Além dos 5% de reajuste anunciados pelo prefeito Elói Mariano Rocha (PSD), a proposta compreende, entre outros itens – como acréscimos de 33% no vale transporte e no vale alimentação –, mais de 50% de aumento nos ordenados dos funcionários de carreira do Legislativo municipal. No exemplo que chama a atenção, o cargo de auxiliar de limpeza da Câmara, remunerado em R$ 1.295,54 mensais, passaria a custar R$ 3.593 por mês aos cofres públicos.

Os oposicionistas são contrários ao projeto; e o vereador Cláudio Tiago Izidoro (MDB) pediu vistas. O tema volta à pauta do Legislativo, em sessão extraordinária, amanhã.

Geladeira

Postado em 9 de maio de 2018

Criou-se uma quimera sobre a audiência da Operação Iceberg – que apura o envolvimento de vereadores e servidores da Câmara Municipal de Tijucas num esquema de recebimentos indevidos de diárias durante a legislatura 2013-2016 –, agendada para a próxima quarta-feira (16). Sirenes, algemas e desespero passam do imaginário popular aos balcões de botequim e rodas de esquina recorrentemente. Há quem preveja, ainda, o esfacelamento no colegiado do prefeito Elói Mariano Rocha (PSD) no dia seguinte ao evento. Nem tão ao inferno, senhoras e senhores.

De acordo com o advogado Marcio Rosa, que faz a defesa da maioria dos réus no processo, a audiência da próxima semana é apenas a primeira de uma série. “Serão ouvidas as testemunhas de acusação, que são os policiais e mais algumas arroladas pelo Ministério Público. Nas próximas audiências serão ouvidas as testemunhas de defesa, arroladas por nós. E depois, ainda, as testemunhas dos réus”, explica o criminalista.

Em razão do grande número de pessoas a serem ouvidas, a audiência foi marcada para o salão do Júri do Fórum Desembargador Raul Bayer Laus, em Porto Belo.

Carta na manga

Postado em 7 de maio de 2018
Foto: Divulgação

As eleições que se aproximam podem ter reflexos severos na política de Tijucas. Pré-candidato a deputado estadual, o vereador Juarez Soares (PPS) – atual presidente do Poder Legislativo tijuquense, alinhado à administração municipal – vem assumindo status de fiel da balança na sucessão da Câmara Municipal. E o MDB, que planeja retomar o comando da Casa do Povo, já percebeu que pode tirar proveito da situação.

A foto, de ontem no Pirão com Linguiça da Apae, no Parque de Eventos Zé Grande, mostra o abeiramento entre Soares e os vereadores periquitos – no retrato, representados por Esaú Bayer (MDB), Fernando Fagundes (MDB) e Fernanda Melo (MDB) – que passou a ser recorrente. O presidente da Câmara busca apoios para a campanha; e os adversários estariam sinalizando positivamente para uma negociação com vistas no pleito interno do Legislativo.

Por outro lado, o prefeito Elói Mariano Rocha (PSD) estaria tentando agasalhar o vereador e súdito. O chefe do Executivo municipal, que precisa manter a maioria no parlamento, teria oferecido entre sete e oito colas-brancas, todos ligados ao governo, para prestar sustentação à campanha do pepessista.

Soares tem um trunfo: a maleabilidade. Tanto pode permanecer aliado à administração quanto engrossar o coro dos oposicionistas e entregar a presidência da Câmara para o MDB em 2019. Chegou a vez de quem puder mais, chorar menos.

Perdas e ganhos

Postado em 29 de março de 2018

Diante da suplementação financeira que a Câmara Municipal de Canelinha fez em 2017, chegou-se a supor que os vereadores canelinhenses estivessem, neste ano, dispostos à contenção de despesas. Aqueles R$ 40 mil remanejados do Executivo para o Legislativo a fim de cobrir um déficit orçamentário na Casa do Povo, pelo jeito, não sensibilizaram ninguém. Por unanimidade, nesta semana, os nove edis da Cidade das Cerâmicas aprovaram um aumento de 5,67% nos próprios salários.

De acordo com o jornalista Jonas Hames, de São João Batista, que também publicou artigo a respeito do tema, o presidente do parlamento canelinhense, Fernando de Souza (PRB), justificou que “não se trata de um ganho real. É reposição de perda inflacionária”. Mas, no fim das contas – se elas realmente fecharem em dezembro, sem necessidade de outra suplementação –, o orçamento do Legislativo, que esteve em R$ 1.080 milhão em 2017, passou para R$ 1.300 milhão neste ano. Pois, então?!

Tendência

Postado em 8 de fevereiro de 2018

Virou moda. O serviço voluntário, definitivamente, entrou na Ordem do Dia no parlamento tijuquense. O exemplo do vereador-presidente Juarez Soares (PPS), que resolveu capinar o pátio da Câmara Municipal para evitar o empenho de R$ 500 ao tesouro municipal, parece ter ramificado. A colega Maria Edésia da Silva Vargas (PT) decidiu seguir o modelo; e vestiu o chapéu, além dos óculos de sol, e partiu, ela mesma, para o plantio de flores ornamentais nos canteiros da revitalizada Avenida Hercílio Luz.

Na legenda dos indispensáveis registros nas redes sociais, a vereadora publicou que “não basta fiscalizar, é preciso pôr a mão na massa”.

PAPÉIS INVERTIDOS

As controvérsias existem, evidentemente. Há quem brinque, a propósito, que, pelo andar da carruagem, não demora para que jardineiros genuínos tomem assento no Legislativo municipal enquanto os edis cumprem expediente no sacho ou na horticultura. Pois, então?

Sem diárias

Postado em 23 de janeiro de 2018

Desde a acachapante Operação Iceberg, os presidentes do Poder Legislativo de Tijucas têm andado no fio da navalha. O atual, vereador Juarez Soares (PPS), por exemplo, garante que neste ano ninguém viaja, “nem para Floripa”.

“Se houver qualquer curso, será na própria Câmara. Quando muito, na cidade. Nada de Curitiba, Porto Alegre ou Salvador”, diz o presidente.

Toma lá, dá cá

Postado em 16 de janeiro de 2018

Personagem central da nota “Serviço voluntário“, de ontem no Blog, o servidor público Gustavo Lemos Souza rebate as declarações – e justificativas – do vereador Juarez Soares (PPS), e tenta mostrar que tem argumentos necessários para convencer que seria, sim, uma opção justa e necessária para o cargo de diretor geral da Câmara Municipal de Tijucas:

Léo, meus objetivos, com essa proposta, são, como citado na correspondência enviada ao vereador Juarez, APOIAR e INCENTIVAR a redução de custos da Câmara para que possam ser devolvidos recursos financeiros aos cofres municipais para investimentos em EDUCAÇÃO, SAÚDE e/ou SEGURANÇA, por exemplo. Desejo, com isso, CONTRIBUIR com a comunidade de Tijucas e, também, obter novos conhecimentos, crescimento pessoal e profissional.
Não se trata, Léo, em absoluto, de serviço voluntário. Se aceita a proposta, serei remunerado pelo vencimento do meu cargo efetivo, com atribuições acumuladas do cargo em comissão, com as do cargo efetivo. Fosse isso ILEGAL, como diz ser o vereador Juarez, a professora Paula (Regina da Silva, secretária municipal de Cultura) não poderia responder, sem vencimentos, pela superintendência da Fundação Municipal de Esportes.
Por ser servidor efetivo da Câmara, conheço o dia a dia e as atividades do diretor geral. Sei que não há necessidade de CONFIANÇA EXTREMA, visto que estamos falando da RES PÚBLICA, portanto, todos os atos são públicos e não há concentração de INFORMAÇÕES e PODER na direção. Atividades relacionadas à contabilidade, finanças e recursos humanos são desempenhadas pela contadora da Câmara, que é uma servidora ocupante de cargo de provimento efetivo.
Essa entrevista do vereador Juarez poderia ser usada como indicio de PERSEGUIÇÃO POLÍTICA, então? Não há que se falar em INCOMPATIBILIDADE PARTIDÁRIA na administração pública. Se falássemos disso, não haveria necessidade de MUDANÇA e quebra de paradigmas. O mundo é PLURAL. Não há CRESCIMENTO no meio de pensamentos iguais. O que faz a evolução da SOCIEDADE é a pluralidade de pensamentos. Falar em SEGUIDORES DE PARTIDO é RETRÓGRADO, coisa do passado, da VELHA POLÍTICA. Léo, eu sigo ideias e ideais.
O que o vereador Juarez vê com estranhamento, Léo, eu vejo como NOVO, como MUDANÇA, como CRESCIMENTO. No passado, ou seja, até 08/01/2018, ocupei a função de confiança de controlador interno da Câmara (e isto pode ser verificado no meu currículo, disponível na plataforma Lattes do CNPq). Recebia pela função, na forma de gratificação, R$ 1.500,00 a mais sobre meu salário. Enquanto estive a frente da Controladoria da Câmara, e pedirei vênias para relatar, desenvolvemos um trabalho inovador e realizador. Implantamos, em apenas quatro meses, muitas novidades relacionadas ao controle da gestão do Poder Legislativo de Tijucas. Naquele momento, não havia esse ideal relacionado a REDUÇÃO DE CUSTOS. O vereador Juarez apresentou essa novidade e nós abraçamos a MUDANÇA. Ou é errado mudar de opinião? Vejo que posso contribuir com a gestão da Câmara e com a comunidade de Tijucas, mantendo o salário do meu cargo efetivo.
Como dito anteriormente, ocupei a função de controlador interno da Câmara, mas a coloquei à disposição da presidência, por meio de correspondência protocolada, no dia 08/01/2018. Há de se explicar que FUNÇÃO DE CONFIANÇA é diferente de CARGO EM COMISSÃO. Jamais ocupei CARGO EM COMISSÃO na administração pública municipal, estadual ou federal, como dito pelo vereador Juarez. Assim, não posso ser EXONERADO daquilo para o qual não fui NOMEADO.
Como informado na correspondência que tiveste acesso, Léo, a Câmara de Tijucas não cumpre disposições CONSTITUCIONAIS sobre a ocupação de cargos em comissão por servidores efetivos. Nossa Câmara possui, desde meados de dezembro/2017, servidores efetivos estáveis, ou seja, que passaram pelo estágio probatório. A ocupação de cargo em comissão por servidor efetivo é regra CONSTITUCIONAL e não está sendo cumprida pela Câmara.
Aceitando minha proposta, a Câmara economizará, aproximadamente, R$ 90.000,00 em 2018. Recursos que poderão ser devolvidos aos Cofres Municipais para investimento em EDUCAÇÃO, SAÚDE e/ou SEGURANÇA. O vereador Juarez está presidente da Câmara, possui a ‘caneta’, como se diz. Não havendo o cumprimento das funções da direção geral a contento, em desacordo com os interesses da instituição dos princípios norteadores da administração pública, a substituição do diretor poderá ser feita a qualquer tempo pelo presidente da Câmara. 
Ao invés de tentar denegrir a imagem do próximo, vamos falar de reformas positivas, de cumprimento da legislação, de cumprimento das regras do estado democrático de direito. Há, atualmente, muito julgamento precipitado, Léo. A coisa mais simples é julgar! As pessoas julgam sem conhecer, julgam sem saber. As pessoas condenam por antecipação. As pessoas utilizam, provavelmente, suas próprias réguas para medir o próximo.
Atenciosamente,
Gustavo Lemos Souza

Bônus e ônus

Postado em 10 de janeiro de 2018

Presidente do Poder Legislativo de Tijucas, o vereador Juarez Soares (PPS) garante que “não estava querendo aparecer, de forma alguma” quando decidiu juntar familiares e, no fim de semana, capinar o pátio da Câmara Municipal “para economizar o custo da contratação do serviço”. Mas publicou o feito nas redes sociais, ganhou notoriedade na mídia regional, e não tem perdido a oportunidade, desde então, de conceder entrevistas a respeito do tema.

Pelo sim e pelo não, o fato repercutiu; para o bem e para o mal. Enquanto recebia cumprimentos variados pela atitude, Soares enfrentava um mesmo número de críticas. O perfil “A Voz do Interior”, no Facebook, chegou a publicar que o parlamentar “resolveu ofender a inteligência de todos os moradores de Tijucas, posando de jardineiro” e deu vazão a uma série de comentários recriminadores. Pois, então?!