sábado, 13 de junho de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

O dilema de Chiodini no MDB

Postado em 30 de abril de 2026
Foto: Divulgação

No dia seguinte a um encontro que reuniu lideranças do MDB favoráveis a uma aliança com o governador Jorginho Mello, o presidente do partido, Carlos Chiodini, publicou uma carta aos emedebistas.

O texto é, antes de tudo, um gesto político raro: expor publicamente uma crise interna sem eufemismos. Ao reconhecer o “apequenamento” do MDB em Santa Catarina, Chiodini rompe com o silêncio estratégico que costuma ocultar fragilidades. Há mérito nisso: o debate é colocado no centro — a sobrevivência e o futuro do partido.

O diagnóstico é consistente. Os resultados eleitorais recentes indicam perda de protagonismo, espaço institucional e identidade política. Essa crise, porém, não é nova. Tem raízes na dificuldade histórica de reconstruir uma liderança unificadora após a morte de Luiz Henrique da Silveira, que funcionava como eixo de coesão. Sua ausência abriu um vácuo nunca plenamente preenchido, alimentando disputas internas e fragmentação.

A carta ganha densidade, mas também levanta dúvidas. Ao denunciar a crise, Chiodini se posiciona como possível agente da reconstrução. Surge então a questão central: reconhecer o problema é suficiente para liderar a solução?

Sua trajetória e lealdade têm peso, mas reunificar o MDB exige mais: articulação ampla, autoridade reconhecida e capacidade de impor um projeto coletivo acima de interesses individuais. O próprio texto revela um partido dividido, com decisões isoladas.

Há, ainda, um risco: ao criticar alianças e movimentos internos, o diagnóstico pode ser correto, mas sem se transformar em convergência prática tende a aprofundar divisões. Em partidos heterogêneos, a linha entre liderança firme e isolamento é tênue.

No fim, a carta explicita a encruzilhada: retomar protagonismo ou aceitar a irrelevância. A dúvida que permanece é se o próprio Chiodini reúne as condições políticas necessárias para cumprir esse papel, ou se sua manifestação, apesar de corajosa, será apenas mais um capítulo no longo processo de crise do MDB catarinense.

Sem velinha

Postado em 12 de junho de 2024
Foto: TV Câmara

Os tradicionais festejos de aniversário de Tijucas, que completa 164 anos de emancipação político-administrativa nesta quinta-feira (13), serão modestos se comparados aos anteriores. Isso porque, dias atrás, a administração municipal anunciou o cancelamento das atividades.

A justificativa para a decisão foi a crise vivida pelo Rio Grande do Sul, devastado por uma das maiores catástrofes climáticas já registradas no país. Em solidariedade com o povo gaúcho, o município optou por organizar um ponto para arrecadação de donativos e não promover outros eventos públicos.

A narrativa não agradou a todos. O vereador Erivelto “Danone” Leal dos Santos (PL), por exemplo, tratou do cancelamento como uma “desculpa” e afirmou que a explicação era “cômica”.

“Achei a ação legal e importante, apesar de estarmos atrasados. Mas chega a ser cômico. Deixar passar em branco o que tanto defendem, que é a cultura do município. Mais valia dizer que não querem gastar dinheiro. Era melhor, muito mais válido. Era o que deviam ter feito”, pontuou.

Temporal

Postado em 8 de dezembro de 2022

O clima esquentou mais uma vez entre o prefeito Pedro Alfredo Ramos (MDB) e o antecessor, Daniel Netto Cândido (PODE), em São João Batista. A contenda da vez envolve publicações em redes sociais, recados de lado a lado e a participação de ambos na crise que o município atravessa em razão das enchentes dos últimos dias.

A externada gratidão de Cândido ao deputado federal Darci de Matos (PSD-SC) incomodou Pedroca, que gravou um vídeo para pedir ao ex-prefeito que respeitasse o trabalho da coordenadora de Defesa Civil do município, Fernanda Duarte Brasil, e do secretário de Infraestrutura, Gélio de Oliveira, na contenção do problema. “Estou quase te oferecendo a cadeira de volta. Só não faço, porque sei como peguei a prefeitura”, alfinetou o prefeito no fim da gravação.

A resposta não tardou. Publicamente, nas redes sociais, o ex-mandatário tratou o ato por “politicagem” e acusou o sucessor de administrar a adversidade “de helicóptero”, “ilhado na prefeitura”, antes de dizer que se colocou à disposição para ajudar desde o primeiro momento. “O que vocês querem é que eu fique de braços cruzados, para depois dizerem que não fiz nada”, devolveu. Pois, então?!

Parada obrigatória

Postado em 13 de janeiro de 2022

A nova onda de infecções por coronavírus — a partir da variante omicron — continua fazendo estragos no serviço público municipal de Tijucas. Além do estratosférico aumento de demanda nas unidades sanitárias e das filas intermináveis principalmente no Posto de Saúde 24 Horas, no Centro, para atendimento a pacientes com sintomas respiratórios e suspeita de Covid, e, consequentemente, da crise no sistema de Saúde do município, o problema, agora, afeta diretamente a estrutura administrativa.

Ontem, o Posto de Identificação, responsável pela confecção de carteiras de identidade no município, interrompeu o serviço em razão de casos positivos e suspeitos de Covid entre os servidores do setor, e cancelou os agendamentos dos próximos dias. De acordo com a prefeitura, a suspensão fica mantida até que toda a equipe esteja apta a voltar ao trabalho.

Saúde versus economia

Postado em 10 de março de 2021

A prorrogação do lockdown em Santa Catarina foi confirmada, mas sem anuência do prefeito de Bombinhas, Paulo Henrique Dalago Müller (DEM). O mandatário bombinense não se omitiu e despejou uma carga generosa de insatisfação na mesa do governador Carlos Moisés da Silva (PSL), hoje pela manhã, em videoconferência sobre o tema. “Estamos em um colapso na Saúde, mas, sem dúvidas, entramos em um colapso econômico. O comércio em geral, que investiu em todos os protocolos sanitários, está pagando o preço e nós estamos virando as costas para ele”, pontuou.

Mesmo posicionamento tiveram os prefeitos de Criciúma, Clésio Salvaro (PSDB), e de Chapecó, João Rodrigues (PSD). Mas o governo decidiu manter as medidas restritivas para o enfrentamento da pandemia da Covid-19 no Estado. Um novo decreto com as regras vigentes para os próximos dias deve ser publicado ainda hoje.

Nas redes sociais, logo em seguida, Dalago Müller acrescentou que “precisamos trabalhar na conscientização e na fiscalização, mas não podemos agravar ainda mais a crise financeira que veio com a Covid“.

Corte geral

Postado em 3 de junho de 2020

O vereador Heriberto Eurides de Souza (CIDA), acompanhado do advogado Gustavo Grimm, protocolou hoje, na Câmara Municipal de São João Batista, uma proposta de redução salarial de 30% para os cargos de prefeito, vice-prefeito e secretários até 31 de dezembro.

Para a justificativa, Souza usou a crise econômica provocada na pandemia Covid-19 no Brasil e, especialmente, na Capital Catarinense do Calçado — que já contabiliza mais de 2,5 mil demissões na indústria. Ele também apresentou uma indicação para diminuir a remuneração dos servidores comissionados e em funções gratificadas.

Crise e superação

Postado em 24 de abril de 2020
Foto: Divulgação

A instabilidade econômica acarretada na pandemia Covid-19, entre tantas mazelas sociais, serviu para que o setor privado de Tijucas mostrasse poder de superação na crise. O empresário e corretor imobiliário Gabriel Furtado garante que, mesmo neste momento de apreensão, a cidade “continua no radar das grandes empresas”. Para ele, os custos de locação e a localização privilegiada do município, além da qualidade de vida proporcionada aos colaboradores e a oferta de emprego são atrativos para a instalação de novos empreendimentos na Capital do Vale.

Furtado destaca, ainda, que no setor imobiliário “Tijucas tem o melhor valor por metro quadrado da região” e conta com apoio do poder público, que, segundo ele, “sempre recebe de braços abertos quem vem investir na cidade”. Por fim, o empresário pontua que “precisamos olhar para frente, com otimismo, e enfrentar os desafios desse período”.

Retorno presencial

Postado em 21 de abril de 2020

O deputado federal Daniel Freitas (PSL-SC), coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, vem a São João Batista nesta quinta-feira (23) para nova reunião com o prefeito Daniel Netto Cândido (PSL), representantes da indústria calçadista e do Conselho de Desenvolvimento Econômico local. Desta vez, o encontro é presencial, na sede do Poder Legislativo do município, às 19h — diferentemente do anterior, há duas semanas, por videoconferência.

Quarto maior fabricante de calçados do país, São João Batista sente os efeitos da instabilidade econômica mundial. A pandemia afetou diretamente o setor, que já contabiliza 2,4 mil demissões na cidade e compromete, sobretudo, o desenvolvimento regional. Por intermédio do prefeito, Freitas traz, ainda, durante a importante visita, R$ 400 mil em emenda parlamentar para a Saúde batistense.

Gigantes

Postado em 23 de julho de 2019

Os empresários Cesar Gomes JuniorJosé Evaldo KochMarco Aurelio Sedrez, do Grupo PortobelloRede Koch de SupermercadosMosarte Revestimentos Especiais respectivamente, protagonizam o Encontro de Gigantes proposto por Acit (Associação Comercial e Industrial de Tijucas) e CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) no dia 8 de agosto, às 19h, no Anfiteatro Leda Regina de Souza.

O evento, com mediação do jornalista Mário Motta, âncora do Jornal do Almoço, da NSC, integra as comemorações dos 25 anos da Acit e deve abordar, entre outros temas, aspectos relativos ao cenário econômico do país, possíveis soluções para as dificuldades, caminhos para o desenvolvimento da região e estratégias de posicionamento para as empresas diante da crise.

Os ingressos custam R$ 30. A campanha “Aos Olhos do Lucas” e o Lar Santa Maria da Paz ficam com todo o lucro do Encontro de Gigantes, que tem apoio da prefeitura de Tijucas, do Sebrae e da Transpocred.

Momento impróprio

Postado em 29 de maio de 2018

Em tempos de crise, precisamos apertar os cintos. Certo? Com a palavra a Câmara Municipal de Tijucas, que levou à discussão do plenário, quinta-feira (24), em meio à greve dos caminhoneiros, o projeto de lei 03/2018, que dispõe sobre, pasmem!, um paradoxal aumento nos vencimentos dos servidores efetivos da Casa.

Além dos 5% de reajuste anunciados pelo prefeito Elói Mariano Rocha (PSD), a proposta compreende, entre outros itens – como acréscimos de 33% no vale transporte e no vale alimentação –, mais de 50% de aumento nos ordenados dos funcionários de carreira do Legislativo municipal. No exemplo que chama a atenção, o cargo de auxiliar de limpeza da Câmara, remunerado em R$ 1.295,54 mensais, passaria a custar R$ 3.593 por mês aos cofres públicos.

Os oposicionistas são contrários ao projeto; e o vereador Cláudio Tiago Izidoro (MDB) pediu vistas. O tema volta à pauta do Legislativo, em sessão extraordinária, amanhã.