quinta-feira, 17 de setembro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Sem quórum

Postado em 24 de julho de 2026
Foto: Reprodução

A passagem do pré-candidato a governador João Rodrigues (PSD), ontem, pelo Vale do Rio Tijucas, serviu para mostrar que partidos são apenas números e que, em política, autonomia e mandato não se juntam. Embora represente quatro legendas, apenas lideranças do MDB, que não integram os governos locais, e algumas outras pontuais, de oposição nos municípios do roteiro, participaram dos encontros com o ex-prefeito de Chapecó.

Figuras que poderiam simbolizar a força da aliança, como o prefeito em exercício de Tijucas, Rudnei de Amorim (PSD), o vice-prefeito de Canelinha, Antonio Carlos Machado Junior (PSD), o prefeito de São João Batista, Juliano Peixer (UNIÃO) e o vice, Mateus Galliani (PP), e o vice-prefeito de Nova Trento, Laerci Girola (PP), preferiram se abster. Muitos destes – ou todos –, aliás, vêm manifestando, discretamente, apoio ao projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL). Porque precisam ou porque, antes de serem mandatários, não se mandam.

Ao que tudo indica, se Rodrigues depender dos correligionários da região para chegar à Casa D’Agronômica, vai precisar de muito mais que visitas cordiais e discursos de unidade.

Plano regional

Postado em 23 de julho de 2026
Foto: Divulgação

O pré-candidato a governador João Rodrigues (PSD) cumpre roteiro, hoje, no Vale do Rio Tijucas. Com o companheiro de chapa Carlos Chiodini (MDB) mais os postulantes do grupo ao Senado, Esperidião Amin (PP) e Antídio Lunelli (MDB), ele tem agendas em Tijucas, Canelinha, São João Batista e Nova Trento.

Com esse itinerário, o ex-prefeito de Chapecó chega, nesta semana, a 100 municípios catarinenses visitados na pré-campanha. Ontem, ele esteve, com a mesma turma, em Itapema; e amanhã termina o plano regional em Balneário Camboriú.

O destaque, no Vale, deve ser a passagem por São João Batista, hoje, às 19h30, na Sociedade Recreativa 19 de Julho, com palanque montado e convite à comunidade. As honras, em casa, são do ex-prefeito Daniel Netto Cândido (PSD), que vai coordenar a campanha de Rodrigues na região.

Melancias no caminhão

Postado em 15 de julho de 2026
Imagem gerada em IA

Faltam menos de 30 dias para as convenções, e as melancias vão se acomodando no caminhão. As pré-candidaturas viáveis seguem, e as demais recuam.

Nacionalmente, a chapa Lula (PT) e Alckmin (PSB) permanece intocada. Nesse caso, vale a máxima de que “em time que está ganhando não se mexe”.

À direita, Flávio Bolsonaro (PL) ainda não fechou vice. A crise com a madrasta, Michelle Bolsonaro, faz pressão por uma mulher na chapa. A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) tem sido cotada, e aparece como opção mais dócil e subserviente.

Renan Santos (MISSÃO) definiu o tenente-coronel Aroldo Medina (MISSÃO) como vice. Caiado (PSD) fechou com Kassab (PSD) – em chapa puro-sangue que expôs a dificuldade de articulação depois do rompimento com a federação União Progressista (UNIÃO-PP). E a candidatura de Zema (NOVO) ainda aguarda a definição do vice e busca apoio para ser percebida como viável.

DISPUTA ESTADUAL

Em Santa Catarina, o tabuleiro está desenhado. Jorginho Mello (PL) busca a reeleição com Adriano Silva (NOVO), o que se pode considerar uma evolução frente à chapa pura de 2022.

João Rodrigues (PSD) lidera a oposição com Carlos Chiodini (MDB) de vice.

À esquerda, Gelson Merisio (PSB) tem Angela Albino (PDT) na chapa – o PT fica fora, mas compondo na corrida ao Senado.

Na prática, as convenções decidem quem fica no caminhão. Depois delas, não cabem mais melancias. As dúvidas parecem estar na disputa pelas vagas ao Senado, mas isso fica para uma próxima coluna.

Missão Brasília

Postado em 13 de julho de 2026
Foto: Divulgação

O vereador Teodoro Marcelo Adão (MDB), de São João Batista, vai mesmo concorrer a uma cadeira na Câmara Federal nestas eleições. A postulação, que era presumidamente balão de ensaio nas dinâmicas iniciais do partido, evoluiu no planejamento emedebista e já foi confirmada.

Principal voz de oposição na Câmara, Adão cumpre o segundo mandato consecutivo no parlamento municipal. A mudança de status foi propiciada nas eleições de 2024, quando ele se reelegeu ao Legislativo com a maior votação do pleito: 936 votos – mais que o dobro dos 415 obtidos na estreia, quatro anos antes.

O aumento do capital politico e, sobretudo, as relações na cúpula do MDB catarinense – como, especialmente, com o presidente Carlos Chiodini, pré-candidato a vice-governador em chapa com João Rodrigues (PSD) –, foram preponderantes para que o projeto do batistense fosse admitido.

Ânimo renovado

Postado em 2 de julho de 2026
Foto: Reprodução/Instagram

O ex-prefeito de São João Batista, Daniel Netto Cândido (PSD), foi submetido a uma cirurgia de emergência. Depois de sentir fortes dores abdominais, terça-feira (30), ele foi imediatamente internado para a retirada de um apêndice.

Nas redes sociais, Cândido tranquilizou amigos e apoiadores. “Felizmente, a cirurgia foi um sucesso, deu tudo certo e já estou me recuperando bem”, publicou.

O batistense, suplente de deputado estadual e supervisor de Serviços Gerais na Assembleia Legislativa, deve, nestas eleições, coordenar a campanha de João Rodrigues (PSD) para o governo do Estado no Vale do Rio Tijucas. Agora, a propósito, com a saúde revigorada.

Senado à parte

Postado em 24 de junho de 2026
Foto: Fernanda Mieko/Divulgação

Embora participem de alas diferentes no MDB, a parceria entre o suplente de deputado estadual Emerson Stein e o pré-candidato do partido ao Senado, Antídio Lunelli, foi reconfigurada. O portobelense anunciou publicamente apoio ao correligionário, independentemente das dissenções sobre o governo.

Ainda que Lunelli componha a chapa de João Rodrigues (PSD) e Stein defenda a proposta de reeleição do governador Jorginho Mello (PL), o partidarismo, nesse caso, falou ais alto. O jaraguaense consolidou, recentemente, o time de postulantes na eleição majoritária em favor do pessedista, com Esperidão Amin (PP) também ao Senado e Carlos Chiodini (MDB) como pré-candidato a vice-governador.

O ex-prefeito de Porto Belo, a propósito, não foi o único da claque pró-Jorginho a fechar questão com Lunelli. O titular da cadeira ocupada por Stein na Alesc em dois anos de legislatura, Jerry Comper, fez o mesmo movimento.

Lunelli embaralha a corrida ao Senado

Postado em 11 de junho de 2026
Foto: Agência AL/Divulgação

Numa semana marcada pela divulgação de pesquisas eleitorais sobre a disputa pelo Senado em Santa Catarina, o jogo ganha um novo player. O deputado estadual Antídio Lunelli (MDB) aceitou o convite para concorrer ao Senado em 2026, e o lançamento da sua pré-candidatura deve ocorrer em breve.

A entrada de Lunelli coloca mais um nome na lista de direitistas na disputa pelas duas vagas de senadores catarinenses. Com os dois pés na canoa de João Rodrigues (PSD), o ex-prefeito de Jaraguá do Sul surge como uma alternativa para os eleitores de direita que não digeriram bem a pré-candidatura do ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), e que buscam alguém com “sangue novo” para representar Santa Catarina no Senado.

Nesse cenário, a pré-candidatura de Lunelli tende a embaralhar ainda mais a disputa pela segunda vaga ao Senado — já que a primeira, ao que tudo indica, deve ficar com um candidato da direita. Sua candidatura poderá atrair votos tanto dos eleitores que rejeitam Carlos quanto daqueles que enxergam Esperidião Amin (PP) como um político desgastado pelo tempo.

Quem também deve ter recebido com satisfação a pré-candidatura de Antídio Lunelli é Décio Lima, pré-candidato do PT ao Senado. Afinal, quanto maior o número de candidaturas no campo da direita, maior tende ser a fragmentação desse eleitorado, ampliando as chances de a esquerda conquistar uma das duas vagas em disputa.

Convocação

Postado em 27 de maio de 2026
Foto: Divulgação

Ex-vice-prefeito de Tijucas, o engenheiro Sérgio Fernandes Cardoso (PSD) vai coordenar a campanha do amigo e pré-candidato a governador Gelson Merisio (PSB) na região. Ontem, reuniu apoiadores sob a tutela da tijuquense Ilse Gallotti para apresentar o plano de trabalho e traçar metas.

Coisa Querida, como ficou popularmente conhecido, decidiu colocar a gratidão acima do ajuste partidário. Apesar da estreita relação com o correligionário João Rodrigues (PSD), foi por Merisio que chegou ao Sebrae, onde fez carreira como gerente regional e diretor administrativo financeiro. “Me ajudou quando mais precisei. Tenho o dever de retribuir”, justificou o ex-vice-prefeito durante o encontro.

O apoio de Cardoso ao xaxiense tem sido constante, desde os anos 2000, nas campanhas ao parlamento catarinense e, mais recentemente, em 2018, na disputa do governo estadual.

Falta sentida

Postado em 15 de maio de 2026
Foto: Arquivo pessoal

Não se deixou de perceber a ausência do vice-prefeito de Canelinha, Antonio Carlos Machado Junior, da lista de principais lideranças do PSD na região, na recepção ao pré-candidato a governador do partido, João Rodrigues, quarta-feira (13), em Tijucas. Embora tenha sido um dos primeiros a defender a postulação do ex-prefeito de Chapecó ao Executivo estadual, o adjunto canelinhense decidiu reconsiderar.

O recuo, obviamente, foi estratégico. E tem fundamento no bloco político a que Machado Junior pertence no município. O vice-prefeito depende da base, com liderança do prefeito Diogo Francisco Alves Maciel (PL) – ativo estrutural do projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL) no Vale do Rio Tijucas – para ser o representante consensual do grupo no pleito municipal de 2028.

Ao Blog, questionado, Machado Junior disse que, embora nutra “enorme carinho” por Rodrigues, “a sequência do trabalho de Jorginho é fundamental”. O adjunto acrescentou, entretanto, que segue alinhado a outras pré-candidaturas do PSD, como a de Napoleão Bernardes para a Assembleia Legislativa e a de Júlio Garcia para a Câmara Federal, e que esse seria “independente de questões políticas, um reconhecimento a quem reconhece Canelinha”.

MIGRAÇÃO

Nos bastidores, ventilou-se, porém, que a falta de Machado Junior ao evento estivesse relacionada a um ajuste partidário com o PL, e que, inclusive, o vice-prefeito de Canelinha pudesse se filiar ao partido do governador Jorginho Mello no futuro próximo.

“Existem conversas, sim, e, se entendermos que o melhor para Canelinha seja essa mudança, assim faremos. Temos um grande articulador, que é o prefeito Diogo, e confio muito nele”, revelou, ao Blog, o vice-prefeito.

Inimigos íntimos

Postado em 14 de maio de 2026
Foto: Léo Nunes

De todos os inusitismos do alinhamento entre PSD, MDB e PP – que reveste a pré-campanha de João Rodrigues (PSD) ao governo estadual – as junções de figuras heterogêneas, historicamente divergentes nos municípios, têm chamado atenção. E ontem, em Tijucas, as excentricidades foram elevadas ao primeiro nível.

Nunca se imaginou que os ex-prefeitos Elmis Mannrich (MDB) e Eloi Mariano Rocha (PSD) pudessem, em qualquer cenário, frequentar o mesmo palanque. Era impossível, para qualquer militante ou observador curioso, romper o passado, de embates acirrados e acusações severas, com tamanha facilidade. Mas eles tiraram de letra – com espasmos isolados de constrangimento, a bem da verdade.

A iniciativa, de acordo com relatores da linha do tempo, teria sido de Mariano Rocha, que telefonou para Mannrich nas vésperas do encontro e pediu para “reunir a liderança do MDB” na recepção. Durante o evento, os rivais estiveram quase sempre juntos. O incômodo do emedebista, entretanto, era nítido.

O embaraço foi habilidosamente desfeito por Rodrigues, que, ao posicionar os ex-prefeitos na dianteira do palco, ficou entre eles e disse que era “para não dar briga”. As risadas dos presentes suavizaram o clima, que ganhou ainda mais cordialidade nos aplausos dos colas-brancas ao manifesto ardoroso de Mannrich em favor da reeleição de Esperidião Amin (PP) ao Senado. Pois então!

NA HISTÓRIA

Embora pareça estranho, a mistura entre agremiações – e líderes – desconformes em Tijucas teve outros capítulos. O próprio MDB, com Valério Tomazi, venceu uma eleição, em 2012, aliado ao PSD, com representação do candidato a vice-prefeito Ailton Fernandes. A diferença, na ocasião, foi que os colas-brancas não acompanharam a proposta e se uniram a Adalto Gomes (PT) na trincheira rival.

Em condição muito semelhante à atual, o advogado Marcio Rosa, presidente do MDB tijuquense em 2010, chegou a coordenar a campanha de Raimundo Colombo (no extinto DEM) ao governo estadual na região. Naquela feita, parte da liderança historicamente rival se uniu, embora outra parcela dos colas-brancas, de militância mais conservadora, houvesse acompanhado a candidatura de Ângela Amin (PP) e recusado a tríplice-aliança instruída por Luiz Henrique da Silveira (MDB).


No registro histórico, réquiem a personagens icônicos e inspiradores da política catarinense, como Luiz Henrique da Silveira, e local, a exemplo dos citados Adalto Gomes e Marcio Rosa, que, ainda que tenham partido, continuam nas nossas melhores referências