sábado, 5 de setembro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Ficha em branco

Postado em 19 de março de 2026
Foto: Divulgação

Aberta a janela partidária, o deputado estadual Emerson Stein (MDB) recebeu uma proposta sedutora: filiar-se ao PL e representar o partido na Costa Esmeralda e no Vale do Rio Tijucas. O convite partiu do governador Jorginho Mello (PL), que gostaria de seguir contando com o portobelense no seu rol de apoiadores.

A possibilidade de mudança decorre do cenário de incertezas no MDB catarinense. A legenda defendida por Stein se divide entre manter o alinhamento ao governo – e, consequentemente, ao plano de reeleição de Jorginho – e apostar em projeto independente. Indefinição que, da parte dele, nuca foi considerada.

O ex-prefeito de Porto Belo, que comandou a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e conquistou espaço na Assembleia Legislativa porque a Infraestrutura estadual foi cedida ao MDB, vem colocando a gratidão ao governador na prateleira mais alta. Aos seus, ele garante que seria pró-Jorginho em qualquer situação nestas eleições.

Consultado pelo Blog, Stein confirmou o convite para se filiar ao PL, mas explicou que “a proposta precisa ser avaliada com cautela”. Enquanto isso, as negociações seguem à toda nos bastidores da política barriga-verde.

Dignidade e poder: o dilema do MDB

Postado em 12 de março de 2026
Foto: MDB-SC/Divulgação

Considerando o forte fisiologismo político impregnado no MDB catarinense, os eventos regionais indicam que o partido pode lançar candidatura própria na disputa pelo governo do estado. A emancipação torna-se uma solução adequada na medida em que restabelece parte da dignidade partidária, após os emedebistas terem sido escorraçados da chapa do governador Jorginho Mello (PL).

Ao mesmo tempo, permite que o partido valorize seu apoio em um eventual segundo turno, quando poderá optar por aquele que apresentar maiores chances de vitória e, assim, voltar a ocupar espaços no futuro governo — reforçando sua já consagrada habilidade de orbitar o poder.

Nesse momento de tantas imprecisões no MDB catarinense, a única certeza é que um projeto independente nasce sem a viabilidade necessária para a vitória. Diante deste cenário, a maior dúvida é a de quem, dentro do grupo, estaria disposto a partir para o sacrifício e servir como boi de piranha.

O partido busca uma aproximação com o ex-governador e ex-senador Raimundo Colombo, que é cortejado a migrar para as fileiras do Manda Brasa e encabeçar a disputa pelo Executivo estadual, já que dentro do MDB, ao que parece, ninguém estaria disposto ao harakiri político.

Contudo, a saída de Colombo do PSD traria prejuízo direto ao projeto de João Rodrigues (PSD) na toada em que potencializaria a reeleição de Jorginho, o que pode apontar para um eventual “jogo de compadres” entre emedebistas e liberais.

O atual governador, inclusive, já mandou recado tanto para o MDB quanto para o PP: “melhor continuar no governo do que apostar em uma aventura”.

Sem uma liderança forte e amplamente reconhecida, sentar-se à mesa de quem estiver no poder parece ser a estratégia mais racional de sobrevivência — ainda que, para isso, seja necessário engolir o que resta do orgulho partidário.

Encontro liberal

Postado em 6 de março de 2026
Foto: Divulgação

Membros executivos do PL catarinense estiveram ontem em São João Batista, no Mirante Dell’Antonio, para uma vistoria ao local. Eles pretendem promover, em 11 abril, uma reunião de grandes proporções para correligionários do Vale do Rio Tijucas e querem a Capital Catarinense do Calçado como palco.

A escolha do espaço não foi por acaso. O proprietário, empresário Felipe Lemos, assina como presidente do PL no município e atua informalmente na estruturação regional da legenda. Nas redes sociais, ele registrou a visita da comitiva liberal e destacou o encontro com o vereador Jair Renan Bolsonaro, quarto filho do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, e com o coordenador do partido Heleno Orlandino Martins Júnior.

De acordo com a organização, a data foi conciliada com a agenda do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente da República, que estaria em território barriga-verde e poderia participar do evento. As presenças dos postulantes do PL ao Senado, Carlos Bolsonaro e Caroline De Toni, estão confirmadas.

Ancoragem

Postado em 5 de março de 2026
Foto: Divulgação

As aspirações do deputado estadual Carlos Humberto Metzner Silva sobre a permanência no PL sem a sombra do ex-prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira, foram confirmadas ontem. Ele conseguiu tudo o que queria: o controle do partido do município e, consequentemente, vaga assegurada para tentar a reeleição ao parlamento entre os liberais.

Oliveira, por sua vez, conforme noticiado anteriormente no Blog, migrou para o REPUBLICANOS. A manobra tem as digitais do governador Jorginho Mello (PL), que manteve o ex-mandatário balneocamboriuense sob seu guarda-chuva político e, de quebra, contentou Carlos Humberto, que estava de malas prontas para o PSD.

Com a mudança, o deputado estadual passa a comandar, de fato e de direito, o PL em Balneário Camboriú, antes designado ao rival. A costura tem, sobretudo, aval da executiva nacional, evidenciada na escolha do vereador Jair Renan Bolsonaro, o quarto filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, para a vice-presidência do diretório local.

Guarda-chuva

Postado em 4 de março de 2026
Foto: TopElegance

O prefeito Maickon Campos Sgrott, que recentemente deixou o PP e se filiou ao PL, vem cumprindo com rigor a promessa de sustentação do partido onde foi eleito em 2024. A vereadora Maria Edésia da Silva Vargas (PP), que assumiu a Secretaria Municipal de Assistência Social, Habitação e Direitos Humanos anteontem, e o suplente Vilson José Porcíncula (PP), automaticamente alçado ao parlamento tijuquense, que o digam.

O prestígio ao PP, a propósito, contou, ainda, semanas atrás, com a nomeação da professora Fernanda Estela Rocha (PP), segunda suplente de vereadora do partido, na secretaria adjunta de Educação.

Assim que passou a ser especulado no PL, Campos Sgrott garantiu aos correligionários que, caso migrasse para a legenda do governador Jorginho Mello, não abandonaria o PP. O partido, setorizado no Desenvolvimento Econômico municipal, sob liderança da secretária Loisiane dos Santos, tem, agora, outra pasta no seu rol institucional, e mais uma secretaria adjunta. Internamente, os dirigentes progressistas vêm demostrando contentamento com as contemplações.

SC e o cabresto eleitoral 2.0

Postado em 27 de fevereiro de 2026
Foto: Divulgação

O PL confirmou na última quarta-feira (25) as candidaturas de Caroline De Toni e Carlos Bolsonaro na disputa pelas vagas catarinenses ao Senado nas eleições de outubro, baixando a fervura, ao menos por enquanto, em torno da formação da chapa com Jorginho Mello.

A política brasileira já viveu sob a tutela do chamado “voto de cabresto”, onde a elite política, simbolizada pelos coronéis, impunha em quem as pessoas deveriam votar.

Santa Catarina parece viver uma nova fase desse mesmo voto de cabresto. Uma forma mais dissimulada, que começou com uma indicação imposta pelos coronéis (ou seriam capitães?), e que agora segue sob a sombra da candidatura daquela que, até aqui, aparece como a preferida dos barrigas-verdes.

Pode ter cartinha. Pode ter entrevista coletiva. Pode ter contrato com firma reconhecida em cartório. Mas uma coisa é certa: a candidatura de Carol ao Senado dependerá diretamente do desempenho de Carlos Bolsonaro nas pesquisas de opinião até as convenções partidárias em agosto.

Ela terá que trabalhar em conjunto — grudadinha — com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro para fazer com que os votos dele aumentem ou, no mínimo, ultrapassem a votação dela.

Caso contrário, se a candidatura de Carlos não decolar ou estiver ameaçada por outro nome, como Esperidião Amin (PP) ou Décio Lima (PT), por exemplo, uma coisa é certa: detonam De Toni – com o perdão do trocadilho – e anunciam qualquer outro candidato.

O objetivo central parece ser claro: concentrar os votos do PL no ex-vereador carioca e garantir sua eleição ao Senado por Santa Catarina. Ainda que isso signifique sacrificar uma aliada no caminho.

Resumindo: o apoio do catarinense a Carlos Bolsonaro será no cabresto. Quem quiser Carol De Toni como candidata terá de apoiar Carlos Bolsonaro — sem qualquer tipo de críticas públicas, sem dissensos estratégicos, sem ruídos. Porque, se ele cair nas pesquisas, quem cai é ela.

Orgulho suprapartidário

Postado em 27 de fevereiro de 2026
Foto: Arquivo pessoal

Chateada, conforme se definiu, a vereadora Maria Edésia da Silva Vargas (PP) usou a tribuna do Legislativo tijuquense para responder publicamente as críticas dos colegas Esaú Bayer (PL) e Renato Laurindo Júnior (PL) sobre sua relação com lideranças do PT em Santa Catarina. “Tenho orgulho da minha história”, pontuou, antes de dizer que “sempre deixou rastros de amizade por onde passou”, em referência clara ao período em que esteve filiada ao PT e ao vínculo que manteve com figuras basais do partido.

Déda elencou, ainda, personagens cruciais no R$ 1,75 milhão que conquistou em emendas para o município nestes 14 meses de legislatura, e destacou, sem qualquer desaire, a deputada federal Ana Paula Lima (PT-SC), com quem conseguiu quase metade desse montante. Os outros citados foram o senador Esperidião Amin (PP-SC) e o deputado estadual Altair Silva (PP).

“Saio com sentimento de dever cumprido”, finalizou a parlamentar – em recado com endereço certo –, que deixa a Câmara nos próximos dias para assumir o comando da Secretaria Municipal de Assistência Social, Habitação e Direitos Humanos.

Legenda mantida

Postado em 27 de fevereiro de 2026
Foto: PMBC/Arquivo

Enraizado na região, com relações de ponta a ponta no Vale do Rio Tijucas – onde se tornou, no ensejo geográfico, tutela do PL –, o deputado estadual Carlos Humberto Metzner Silva, de Balneário Camboriú, desistiu da filiação ao PSD. Sem apoio do governador Jorginho Mello (PL) para o projeto de reeleição ao parlamento catarinense, ele tinha conversas adiantadas com lideranças pessedistas para a migração. Mas as coisas mudaram.

De acordo com informações preliminares, a convencionada filiação do ex-prefeito Fabrício de Oliveira no REPUBLICANOS, com anuência do governador, teria sido o ponto de equilíbrio. O chefe do Estado preferiu aproveitar o potencial eleitoral de Metzner Silva no litoral e encaixar seu antagonista, que anunciou pré-candidatura ao Legislativo catarinense, nas fileiras de um partido aliado.

A decisão por se manter no PL, ainda que a transferência para o PSD estivesse acertada, passaria, para Carlos Humberto, ainda, por um cabo de guerra caseiro. Ele nunca escondeu que gostaria de enfrentar Oliveira nas urnas, no mano a mano, e descobrir, na prática, quem a população balneocamboriuense prefere.

Com quem andas

Postado em 23 de fevereiro de 2026
Foto: CMT/Divulgação

As relações da vereadora Maria Edésia da Silva Vagas (PP) – que assume a Secretaria Municipal de Assistência Social de Tijucas em março – com figuras basais do PT em Santa Catarina foram postas na mesa por representantes locais do PL em tom de reprovação. Os vereadores Esaú Bayer (PL) e Renato Laurindo Júnior (PL) recorreram às redes sociais para manifestar o desagrado com o gesto do prefeito Maickon Campos Sgrott (PL).

Laurindo Júnior, inclusive, lembrou, no protesto, que pediu publicamente ao chefe do Executivo municipal que “respeitasse as diretrizes do PL”.

Déda, a propósito, foi eleita em 2016 para a Câmara Municipal filiada ao PT, que, na ocasião, compunha a aliança governista com o então vice-prefeito Adalto Gomes (PT). Cunhada do advogado e ex-vice-prefeito Roberto Carlos Vailati, expoente do movimento de esquerda no município, ela carrega, ainda, as marcas do passado. E nunca omitiu. Não raro, aparece ombreada com o casal Décio Lima e Ana Paula Lima, bastiões do petismo no estado, em publicações sociais.

Campos Sgrott, por sua vez, preferiu dar tempo ao tempo. Evitou a polêmica forjada na polarização nacional e cruzou os braços diante das críticas dos recém-amealhados correligionários. Fez como seu tutor, o governador Jorginho Mello (PL), que, nos tempos de deputado federal, para manter a paz e o equilíbrio – principalmente o emocional –, e atingir o fim esperado, deu-se bem com todos, principalmente com a líder da ocasião, presidente Dilma Rousseff (PT). Pois então…

Caso indefinido

Postado em 29 de janeiro de 2026
Foto: Divulgação

O secretário de Estado da Infraestrutura, deputado estadual licenciado Jerry Comper (MDB), ainda não acatou a orientação do partido, de se exonerar da função que exerce no governo de Jorginho Mello (PL). “Foi uma orientação, e não uma exigência do MDB”, explica uma fonte ligada a ele.

A indefinição beneficia diretamente o portobelense Emerson Stein (MDB), que ocupa a cadeira de Comper na Assembleia Legislativa.

A permanência do secretário no cargo, no entanto, pode ter um prazo definido na próxima terça-feira (3), em reunião dos parlamentares emedebistas. O encontro foi marcado, justamente, para que se chegue a uma solução. Explica a mesma fonte que “a Secretaria de Estado da Infraestrutura foi oferecida à bancada, e, por isso, os deputados tomam a decisão”.

Mas a vontade de Comper, a propósito, não seria um definidor. De acordo com a fonte do Blog, “ele é ‘de partido’, e vai seguir o que for decidido por seus pares”.