quarta-feira, 21 de outubro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

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Postado em 5 de agosto de 2026
Foto: Reprodução

De acordo com gente próxima do vice-prefeito Rudnei de Amorim (PSD), de Tijucas, a participação ativa na convenção estadual do PL, sábado (1º), seria apenas um “sarro”.

O adjunto tijuquense, inclusive, viria criticado internamente a ordem do prefeito Maickon Campos Sgrott (PL), de que todas as secretarias da estrutura municipal devam prestar apoio ao projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL).

“Rudnei votar no Jorginho? Nunca!”, garante o informante, que afirma ter frequentado as mesmas reuniões que o vice-prefeito e ouvido, seguidas vezes, o protesto.

Especula-se, conforme registrado na nota “Partidos à parte”, de segunda-feira (3) no Blog, que a presença de Amorim o evento tenha sido guiada especialmente pela estreita relação com a deputada estadual Ana Paula da Silva (PODE), de Bombinhas, candidata à Câmara Federal na base governista.

Partidos à parte

Postado em 3 de agosto de 2026
Foto: Reprodução

Entendeu-se, sábado (1º), na convenção do PL catarinense, porque o vice-prefeito de Tijucas, Rudnei de Amorim (PSD), não participou dos encontros com João Rodrigues (PSD), dias atrás, na região. O adjunto tijuquense, legendas à parte, estava inteiramente envolvido com o projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL), e apenas confirmou essa disposição no fim de semana.

Houve estranhamento, evidentemente, que Amorim houvesse declinado da agenda com o candidato a governador do PSD no Vale do Rio Tijucas e, mais ainda, que, como prefeito em exercício, rejeitasse, apesar dos pedidos de correligionários, uma recepção a Rodrigues na prefeitura. Aos solicitantes, ele teria alegado que “ficaria ruim” abrir o paço tijuquense para o ex-prefeito de Chapecó.

O posicionamento preventivo tem porquê. Como diria o saudoso ex-prefeito Nilton de Brito, “vice não berra, apenas geme”, e, obviamente, o titular da cadeira, Maickon Campos Sgrott (PL), torceria o nariz se houvesse tapete vermelho para o principal adversário de Jorginho na corrida à Casa D’Agronômica. Soma-se ao rogo político-institucional, ainda, o apoio incondicional ao plano da deputada estadual Ana Paula da Silva (PODE), de Bombinhas, candidata à Câmara Federal na aliança do atual governador.

Portanto, a pinchada do vice-prefeito, a bem da verdade, torna-se compreensível. No contexto da sobrevivência corporativa e, de outro modo, para a presumida desilusão do curador, ex-prefeito Eloi Mariano Rocha (PSD), que se colocou na linha de frente da campanha de João e que, em 2024, bateu o pé para que Rudnei estivesse ao lado de Campos Sgrott na chapa governista. Pois então…

Pleito repensado

Postado em 20 de julho de 2026
Lizandra, à direita, pode tomar o mesmo caminho de Jadna, a primeira, em apoio a Zema (C) | Foto: Divulgação

A candidatura da vereadora Lizandra Dadam (NOVO), de Tijucas, a deputada estadual nestas eleições, está em xeque. Não porque o partido questione, mas porque ela mesma teria reconsiderado a decisão.

A tijuquense fazia coro na defesa do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), que criticou publicamente o suposto envolvimento de Flávio Bolsonaro (PL) com o banqueiro Daniel Vorcaro e foi desconvidado do encontro estadual do partido, no início do mês. A regência do NOVO em Santa Catarina entendeu que a presença do líder mineiro pudesse tumultuar a aliança local com o PL. Lizandra, a propósito, não participou do evento.

O imbróglio provocou uma divisão interna no NOVO catarinense. Onze núcleos municipais da legenda, inclusive, protestaram contra o tratamento da executiva estadual a Zema e ameaçaram boicotar o encontro. Poucos, no entanto, cumpriram o aviso.

Por conta da dissidência, a advogada Jadna Matias da Silva (NOVO), de Bombinhas, que era pré-candidata a deputada federal, retirou-se da disputa. Lizandra estava inclinada a fazer o mesmo, mas, até o momento, segue como pré-candidata.

Ação e reação

Postado em 25 de junho de 2026
Foto: Arquivo pessoal

A publicação da deputada federal Ana Paula Lima (PT-SC), de que ingressaria com ação na Justiça para anular a concessão da Medalha de 100 Anos do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina a Carlos Bolsonaro (PL), provocou a ira do presidente do PL em São João Batista, empresário Felipe Lemos. Em resposta nas redes sociais, no estilo react, o batistense repudiou a iniciativa da petista.

“Aproveite e peça à Justiça para que seu ‘ex-condenado’ – em clara referência ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – devolva o dinheiro do mensalão, do petrolão, da Lava Jato…”, desafiou Lemos, antes de advertir a deputada: “poderias ter ficado quieta”.

Bolsonarista convicto, o presidente do PL na Capital Catarinense do Calçado tem sido, desde sempre, um dos principais combatentes do movimento de esquerda no Vale do Rio Tijucas. Recentemente, foi designado a coordenar as campanhas dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – Carlos para o Senado e Jair Renan para a Câmara Federal – na região. O que, obviamente, intensificou a defesa dos Bolsonaro em todos os níveis.

Senado à parte

Postado em 24 de junho de 2026
Foto: Fernanda Mieko/Divulgação

Embora participem de alas diferentes no MDB, a parceria entre o suplente de deputado estadual Emerson Stein e o pré-candidato do partido ao Senado, Antídio Lunelli, foi reconfigurada. O portobelense anunciou publicamente apoio ao correligionário, independentemente das dissenções sobre o governo.

Ainda que Lunelli componha a chapa de João Rodrigues (PSD) e Stein defenda a proposta de reeleição do governador Jorginho Mello (PL), o partidarismo, nesse caso, falou ais alto. O jaraguaense consolidou, recentemente, o time de postulantes na eleição majoritária em favor do pessedista, com Esperidão Amin (PP) também ao Senado e Carlos Chiodini (MDB) como pré-candidato a vice-governador.

O ex-prefeito de Porto Belo, a propósito, não foi o único da claque pró-Jorginho a fechar questão com Lunelli. O titular da cadeira ocupada por Stein na Alesc em dois anos de legislatura, Jerry Comper, fez o mesmo movimento.

Posição definida

Postado em 22 de junho de 2026
Foto: Arquivo pessoal

Ainda que tenha uma eleição para a Câmara Federal a disputar e que, estrategicamente, houvesse de se preservar, a advogada Jadna Matias da Silva (NOVO), de Bombinhas, não se calou diante do polêmico desconvite da executiva do NOVO em Santa Catarina ao ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, para o encontro estadual do partido, em 4 de julho. A bombinense saiu em defesa do pré-candidato novista à presidência da República e se transformou em principal voz de contraponto entre os correligionários diante do imbróglio.

O posicionamento não passou despercebido para a importante Revista Oeste, que repercutiu o caso e destacou, recentemente, uma das declarações de Jadna, de que “o diretório estadual não está sabendo separar as coisas”, para ilustrar o conflito. Ontem, a propósito, a advogada voltou a reafirmar, nas redes sociais, apoio ao líder novista, a quem definiu como “gestor excelente e homem honesto”.

Zema foi desconvocado do evento porque, em suma, criticou publicamente a suposta relação entre Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por fraudes financeiras. A regência estadual do NOVO entende que a manifestação do ex-governador mineiro pode prejudicar a aliança local com o PL. As objeções de Jadna, porém, ressoaram.

Na sexta-feira (19), mais de uma dezena de núcleos do NOVO em Santa Catarina emitiram comunicados em favor de Zema. Entre eles, dois da região: Tijucas e Bombinhas. Alguns, inclusive, ameaçam “não participar do encontro estadual” caso a decisão da executiva catarinense se mantenha.

Regresso estratégico

Postado em 16 de junho de 2026
Foto: Arquivo pessoal

Um pedido – em tom de intimação – do governador Jorginho Mello mudou, mais uma vez, o comando do PL de Tijucas. O ex-vereador Fernando Fagundes, que havia deixado a presidência da comissão municipal do partido, voltou a ocupar o posto.

Informações de bastidores dão conta de que Jorginho tenha considerado, para a decisão, a presença do PL na comunidade, principalmente no período eleitoral. Para o governador, que busca a reeleição, a popularidade e o bom trânsito de Fagundes seriam fundamentais para o sucesso do projeto na esfera local. Características que a irmã, Filomena Mello, que presidia a comissão tijuquense, apesar do nome, não apresentava.

Fernando do Gordo decidiu deixar o comando do partido assim que o prefeito Maickon Campos Sgrott se filiou, no início do ano. Embora a relação com o chefe do Executivo municipal seja de cordialidade, os resquícios das eleições de 2024, quando foram adversários, pesaram.

Nesta noite, o recém-restabelecido presidente do PL municipal conduz, mais uma vez, em retorno oficial, uma reunião do partido.

Pacto gravado

Postado em 10 de junho de 2026
Foto: Arquivo pessoal

Vazaram mensagens de áudio do prefeito Juliano Peixer (UNIÃO), de São João Batista, supostamente para o ex-vereador Heriberto Eurides de Souza, sugerindo “um blocão com o 44 e o PSD do Daniel (Netto Cândido, ex-prefeito e adversário direto nas eleições de 2024)” e o isolamento do PP, aliado na atual conjuntura. As gravações se espalharam rapidamente entre oposicionistas e, obviamente, nos grupos de apoiadores, os mais preocupados.

No recado, Peixer articula uma coalizão e propõe a Betinho “pegar o PL” – hoje sob o comando do empresário Felipe Lemos, também rival na eleição passada – e “deixar o MDB e o PP um de cada lado”, com a expectativa de atrair o apoio dos emedebistas.

Embora o material tenha surgido recentemente, interlocutores da base garantem que as conversas sejam antigas. Na argumentação dos situacionistas, as mensagens teriam sido trocadas ainda no período de formação das alianças, com vistas no pleito de 2024, e não refletiriam o contexto atual.

Para a oposição, independentemente das divergências temporais, o diálogo evidencia, mais uma vez, o impasse entre Peixer e o comando do PP – condição que, inclusive, tumultuou o ambiente político da prefeitura no início da gestão. A frase “do tipo que estão fazendo, é pra aleijar nós”, presente no áudio, corrobora a questão. Ouça:

Ingresso condicionado

Postado em 9 de junho de 2026
Foto: Brenno Gonçalves/Arquivo LDF

Nunca foi segredo que o destino mais provável do empresário Thiago Peixoto dos Anjos, ao deixar o PL, seria o MDB – onde tem fortes raízes familiares e um passado de militância. O que nunca ficou claro, entretanto, foram as condições dessa eventual migração.

De acordo com fontes precisas do Blog, o segundo colocado na disputa da prefeitura em 2024 reivindicava que o presidente municipal do MDB, ex-prefeito Elmis Mannrich, com quem tem relação estreita, convocasse uma plenária para o ato de filiação e anunciasse, previamente, com firma registrada, que Peixoto dos Anjos seria o candidato do partido no próximo pleito majoritário de Tijucas. A resposta, porém, não agradou.

Mannrich teria argumentado que, nem que quisesse, poderia dar, monocraticamente, qualquer garantia. E explicado ao empresário que o MDB tem um diretório constituído no município, centenas de filiados, e que qualquer decisão dependeria da vontade da maioria.

Desde então, e longe de um acordo, Peixoto dos Anjos segue sem filiação. Recentemente, passou a conversar com a cúpula do PSD – mais precisamente com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Júlio Garcia – e chegou a ser, inclusive, especulado no comando da legenda no município, a depender do desempenho do atual presidente, ex-prefeito Eloi Mariano Rocha, em favor dos candidatos pessedistas nestas eleições.

Conquista territorial

Postado em 2 de junho de 2026
Foto: Divulgação

Com a desistência do prefeito Diogo Francisco Alves Maciel, de Canelinha, da disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa nestas eleições, o PL catarinense passou a considerar que o Vale do Rio Tijucas deva ter um candidato a deputado estadual. E tem feito investidas, principalmente em São João Batista, para preencher essa lacuna.

Nos últimos dias, o empresário Felipe Lemos, presidente do partido na Capital Catarinense do Calçado, tem sido recorrentemente assediado por interlocutores do governador Jorginho Mello. A ideia do voto local tem sido uma constante na cúpula do PL estadual.

Para o convite ao batistense, a executiva do partido teria observado o desempenho de um conterrâneo de Lemos nas eleições de 2022. Os 20.110 votos de Daniel Netto Cândido (então no PODEMOS) poderiam, na conta de estrategistas liberais, ser mantidos na região e realocados no projeto de reeleição do governador e na bancada do partido na Alesc.

O empresário, entretanto, depois de seguidas reuniões com a executiva do PL em Santa Catarina na semana passada, decidiu declinar. Aos mais próximos, Lemos tem revelado que uma candidatura a deputado estadual sem o planejamento adequado poderia afetar negativamente o projeto de 2028, quando pretende concorrer novamente à prefeitura de São João Batista.

Outros nomes na região, de um ex-vereador, de uma pastora evangélica e de um ex-servidor em cargo de confiança no governo de Jair Bolsonaro, continuam sendo avaliados no PL catarinense para o preenchimento da vaga.