sábado, 31 de outubro de 2020 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Poeira sacudida

Postado em 9 de outubro de 2020

“Aquele menino ali (o prefeito Daniel Netto Cândido (PSL)), que tenho como irmão, me ensinou que não existe PSL, PSD ou MDB, mas um grupo, uma família. É não é por uma frustração ou um desentendimento, porque não consegui alcançar meu objetivo pessoal, que eu abandonaria a continuação do trabalho” foi parte do discurso da vereadora Rúbia Tamanini (PSL), anteontem, em reunião dos governistas, para dizer que continua alinhada ao projeto do vice-prefeito Pedro Alfredo “Pedroca” Ramos (MDB) e do vereador Almir “Déi do Gás” Peixer (PSL) para a disputa da prefeitura de São João Batista nestas eleições.

Rúbia desde sempre esteve cotada para a vice-prefeitura na chapa situacionista, mas perdeu força na concorrência interna com Peixer, que contava com a preferência do adjunto batistense. Na manifestação, voluntária e surpreendente, ela se mostrou compreensiva e conformada. “Eu entendo. Também tenho a minha preferência. Por exemplo, se eu pudesse escolher com quem formar uma chapa, escolheria o prefeito Daniel”, pontuou.

A vereadora, figura capital do governo na Câmara, esteve resiliente com o agastamento do processo interno, desistiu de concorrer à reeleição no Legislativo e chegou a ser especulada na oposição. Mas pôs uma pedra sobre o braseiro, subiu nela e decidiu falar. “Se em abril o Pedroca era bom para ser o prefeito, por que agora, em outubro, teria deixado de ser? Retidão, ética e respeito é o que vocês terão de mim. Contem comigo”, finalizou.

Abandono

Postado em 28 de setembro de 2020

Se o vice-prefeito Adalto Gomes (PL) já disputaria a eleição majoritária de Tijucas com estrutura e base de apoio enxutas, as dificuldades da campanha podem ter sido amplificadas consideravelmente no fim de semana. Vice-presidente do PL municipal, o coordenador do projeto eleitoral do adjunto tijuquense Edjalma Matos abandonou a cruzada e assinou pedido de desfiliação do partido ontem.

Com ele, saíram, ainda, dois candidatos a vereadores liberais e mais dois filiados ao Republicanos, que devem trabalhar em campanha paralela, sem suporte a Gomes e ao advogado Fernando Rodrigues (PL) no pleito majoritário. Os desentendimentos envolveram, sobretudo, a escassez de recursos do PL, prometidos pela cúpula estadual da legenda e não direcionados ao diretório da Capital do Vale.

Rastilho de pólvora

Postado em 29 de setembro de 2017
Foto: Divulgação

Se o vice-prefeito Adalto Gomes (PT) e o vereador Vilson Natálio Silvino (PP) fossem pagos em centavos nas vezes que foram citados hoje, no fim da manhã, nas rodas e redes sociais, certamente estariam podres de ricos. Os burburinhos se disseminaram com violência. À boca pequena, eles teriam protagonizado uma das maiores arruaças da história do paço, durante uma reunião no gabinete do prefeito Elói Mariano Rocha (PSD). Testemunhas também não faltaram para afirmar e confirmar que os socos e pontapés cruzaram os corredores.

Agora, porém, findada a assembleia, Gomes e Silvino estão à mesa, juntos, almoçando amistosamente. Porque, de acordo com o vereador, o vice-prefeito e secretário de Obras, Transportes e Serviços Públicos sequer merece qualquer menção nesse litígio. “O Adalto, tadinho, nem teve nada a ver. Somos amigos, gosto demais dele”, afirma o parlamentar.

De fato, e segundo versões mais específicas, houve um desentendimento durante a reunião. O dono da Pisobello e o colega Rudnei de Amorim (DEM) discordaram numa das pautas, e discutiram acaloradamente. Mas, sem agressões. “Ficamos nervosos, discutimos, mas apenas isso. Sou da paz!”, garante o presidente municipal do PP.

A cólera, entretanto, pôde ser testemunhada no semblante do vereador progressista. Servidores da prefeitura confirmam que Silvino deixou a sala da reunião bastante agitado e precisou ser acalmado pela chefe de gabinete Leila dos Anjos Costa.

Em seguida, e com os ânimos pacificados, o encontro da cúpula governista e base aliada transcorreu naturalmente. Figuras centrais das especulações, o parlamentar e o vice-prefeito, para conter a boataria, fotografaram serenos e sorridentes e foram juntos para o restaurante. Se racharam, desta vez, foi a conta.

Bala na agulha

Postado em 25 de abril de 2017

Para bastar as recorrentes desavenças entre vereadores de situação e oposição, um ex-secretário municipal, dirigente partidário em Tijucas e servidor público estadual teria acompanhado a sessão itinerante de ontem, no Timbé, com o revólver no coldre. De acordo com o passarinho transparente, ele dizia a quem quisesse ouvir, na plateia, que estava pronto a agir caso houvesse qualquer desentendimento entre os parlamentares.

Que as contendas político-partidárias, das frivolidades e do ego estão nauseando a população da Capital do Vale neste início de legislatura, ninguém discorda; mas a coação bárbara, pela imposição da temeridade, talvez não seja a melhor maneira de solucionar o problema.