sábado, 13 de junho de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Aliança costurada

Postado em 6 de agosto de 2019
Foto: Divulgação

Os laços entre o prefeito Elói Mariano Rocha (PSD) e o PSL — conforme noticiado no Blog ontem, sob o título “Vai e vem” — estão cada vez mais estreitos. Hoje, a propósito, em Brasília, o chefe do Executivo tijuquense tratou do tema com o presidente estadual da legenda, deputado federal Fábio Schiochet. O secretário de Administração e Finanças, Rosenildo de Amorim, e a coordenadora de Convênios do município, Adriana “Noca” Porto Faria, testemunharam o encontro.

Mariano Rocha vem articulando o ingresso do PSL no projeto cola-branca para as eleições de 2020. Os trâmites, que estão adiantados, iniciaram na visita do governador Carlos Moisés da Silva (PSL) a Tijucas, no mês passado.

Derrota em casa

Postado em 6 de agosto de 2019

Hendecacampeão de futebol em Tijucas, o cinquentenário Esporte Clube Renascença pode, lamentavelmente, nunca mais jogar em casa. Por unanimidade, o TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) decidiu que o terreno do Estádio Manoel Franco de Camargo — onde o Verdão se apresenta desde a fundação — pertence, de fato e de direito, à Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes. A notificação da Mitra Metropolitana de Florianópolis chegou ontem, com prazo de 30 dias para que o clube desocupe o imóvel.

O presidente do Renascença, Douglas “Dólar” Porcíncula, tem reunião com o prefeito Elói Mariano Rocha (PSD) marcada para os próximos dias; assim que o chefe do Executivo tijuquense voltar de Brasília. Há um fio de esperança para que o município consiga um acordo com a Igreja e assuma a gestão do estádio, atualmente mantido com recursos do clube.

Vai e vem

Postado em 5 de agosto de 2019

A pré-disposição seria do governo estadual, com anuência — e incentivo — do governador Carlos Moisés da Silva: o PSL tem que participar da gestão de Tijucas e seguir em aliança a Elói Mariano Rocha (PSD) para a concorrência municipal de 2020. O prefeito comprou a ideia e vem bancando internamente essa conjuntura.

Houve convites, inclusive, para que Mariano Rocha concorresse à reeleição no partido do governador. Mas essa hipótese já foi descartada; e o mandatário tijuquense articula, agora, diretamente com a cúpula peesselista e apoiadores locais, o ingresso do PSL no projeto político dos colas-brancas, com vistas nas eleições de 2020.

Alvo de cobiça, intrigas e polêmicas na Capital do Vale, a legenda do presidente Jair Bolsonaro está a cargo do psicólogo e ex-bombeiro militar Gerson Henrique Marcelino até 30 de setembro, mas, vencido o prazo, pode mudar de mãos novamente. A proposta dos governistas, discutida entre si e com a regência estadual, a princípio, não contemplaria o atual comando do partido no município.

Verde amarelado

Postado em 1 de agosto de 2019
Foto: Divulgação

Os empresários Paulo Sergio “Galinha” PintoEliel Ventura, ambos de Tijucas, comemoram uma façanha. Conseguiram convencer o emedebista Carlos Alberto da Silva, o Carlinhos da Nita ou Periquito Doido — que, agora, já vem se apresentando como Canário Doido —, a entrar para o time dos colas-brancas.

O pedido de desfiliação do MDB — legenda que defende há quase quatro décadas — foi redigido anteontem e encaminhado ao presidente do partido, vereador Fernando Fagundes. Desde então, Silva vem prometendo lealdade ao prefeito Elói Mariano Rocha e, nos próximos momentos, a rubrica na ficha do PSD.

Antes e agora

Postado em 30 de julho de 2019

“Quando formamos a chapa, em 2016, a possibilidade de reeleição havia sido extinta. E, realmente, o Adalto (Gomes, vice-prefeito de Tijucas) seria a nossa opção para 2020. Mas a reeleição tornou a ser legitimada, e o grupo decidiu que o projeto deveria ser mantido no próximo pleito”, diz o prefeito Elói Mariano Rocha (PSD) sobre o imbróglio com o adjunto, que tem gerado uma série de especulações nas rodas políticas da cidade.

O vice, por sua vez, ainda acredita na inversão da dupla para 2020 e diz que “Mariano Rocha sabe que existe esse compromisso”. Pois, então?!

Números coincidentes

Postado em 29 de julho de 2019

Em abril, empresários de Tijucas encomendaram uma pesquisa para medir a aprovação do governo municipal. Os resultados não foram divulgados — mas vazados, talvez estrategicamente. De acordo com porta-vozes do grupo, a aceitação do prefeito Elói Mariano Rocha (PSD) e seus comandados chegava a impressionantes 81%. A informação foi festejada por colas-brancas e, obviamente, desacreditada por oposicionistas.

Entre os dias 8 e 9 deste mês, porém, o IBP (Instituto Brasileiro de Pesquisas) realizou um levantamento na Capital do Vale com 300 eleitores. Os dados foram publicados no site Santa Catarina News. Segundo o instituto, a aprovação da gestão municipal é de 80,33%, com margem de erro entre 4,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

Pelo sim e pelo não, política e paixões à parte, os números coincidem. Mas apenas as urnas, senhoras da verdade absoluta, poderão dizer, em 2020, o que as pesquisas dos empresários e do IBP têm de fato e de fake.

Grupo fechado

Postado em 17 de julho de 2019

Se tem uma coisa da qual o vice-prefeito Adalto Gomes pode se orgulhar, é da lealdade dos seguidores que amealhou na caminhada política. Embora o grupo de apoio do adjunto tijuquense se divida em opiniões, existe a garantia — em comunicados pessoais ao Blog — de que a última palavra, sempre, em qualquer circunstância, é a do líder.

Na migração para o PL, todos compreenderam — mesmo os petistas, companheiros de uma vida. Nas suposições de uma conjuntura oposicionista para a disputa do pleito majoritário em 2020, eles apoiaram. E nas recentes discussões sobre a manutenção da chapa com Elói Mariano Rocha (PSD), o grupo acompanhou. Ninguém arreda. O que Gomes decidir, é lei. Pois, então?!

Rejeição aconselhada

Postado em 10 de julho de 2019

Mais um capítulo da saga do ex-prefeito Valério Tomazi (MDB) contra a malha do Tribunal de Contas vem à tona. A mudança de postura de parte dos vereadores governistas — que antes absolveriam o ex-mandatário tijuquense, e agora devem votar pela rejeição das contas de 2016 — tem a ver com a presença, ora informal, do empresário e ex-prefeito Uilson Sgrott (DEM) na sede do Legislativo municipal, quinta-feira (4).

Sgrott não esteve na Câmara apenas, como se supôs, para divulgar a programação da Festa de São Cristóvão. Antes da sessão, ele se reuniu com os parlamentares pró-governo como porta-voz do Conselho, o escrete cola-branca que participou da organização da campanha de 2016 e que continua orientando politicamente a administração municipal. Foi pedir aos confrades que votem conforme a recomendação do TCE, pela rejeição.

Na sexta-feira (5) pela manhã, o empresário encabeçou nova reunião com os vereadores situacionistas. Desta vez, no gabinete do prefeito Elói Mariano Rocha (PSD) — que juntou a orientação dos conselheiros com a notícia do envolvimento do ex-prefeito Elmis Mannrich (MDB) na articulação pró-Tomazi e decidiu liberar a bancada para votar como quisesse.

BIFURCAÇÃO

Quem, neste momento, está em sinuca de bico é o presidente do Legislativo tijuquense, vereador Vilson Natálio Silvino (PP). Se mantiver a decisão, acompanhar a orientação do Conselho e votar pela rejeição, vai, certamente, desagradar a colega e tutora Elizabete Mianes da Silva (PSD) — que articula a absolvição de Tomazi entre os governistas, assim como articulou a eleição da presidência da Câmara em favor do progressista.

Mas, se decidir salvar o ex-prefeito e contentar Bete, abespinha a congregação e, sobretudo, o amigo e mentor Helio Gama, que integra o grupo de conselheiros da administração municipal. Ou seja: se ficar o bicho pega, e se correr o bicho come.

Panos quentes

Postado em 10 de julho de 2019

De malas prontas para o PL, o vice-prefeito Adalto Gomes jura que não falou, em reunião com apoiadores, sobre um “prazo de 120 dias para entregar o comando da Secretaria de Obras, Transportes e Serviços Públicos do município” — embora as precisas fontes do Blog continuem reafirmando a informação.

Gomes garante, inclusive, que continua no governo até o fim do mandato, “seja como secretário ou apenas como vice-prefeito” e que não descarta qualquer convenção política para as eleições de 2020, sobretudo a manutenção da dupla, na mesma ordem, com o prefeito Elói Mariano Rocha (PSD).

O adjunto tijuquense, no entanto, segue crente na inversão da chapa. “Temos um compromisso. Continuo acreditando que ele (Mariano Rocha) vá cumprir”, diz.

Gangorra

Postado em 9 de julho de 2019

O jogo está virando. O livramento do ex-prefeito Valério Tomazi (MDB) das censuras do Tribunal de Contas e sanções da Justiça Eleitoral, que parecia ajustado na Câmara Municipal, já não é mais tão certo. O abarcamento do também ex-prefeito Elmis Mannrich (MDB) nas articulações provocou fissuras; e o prefeito Elói Mariano Rocha (PSD), embora nutra estima e gratidão ao antecessor, lavou as mãos e liberou os vereadores governistas para decidir como quiserem.

Neste momento, Tomazi está na corda bamba. O presidente Vilson Natálio Silvino (PP), mais os colegas Ecio Helio de Melo (PP) e Rudnei de Amorim (DEM) passaram a fazer coro com Juarez Soares (CIDA) pelo “voto técnico” – que acompanha a recomendação do TCE, pela rejeição das contas de 2016 do Executivo municipal. É o limite para o ex-prefeito. Se perder outro vereador, a vaca vai para o brejo.

IMPASSE

Nas entranhas do MDB, a vereadora Fernanda Melo Bayer não esconde a insatisfação de ter que absolver Tomazi. Por si, diz aos mais próximos, ela daria o quinto – e letífero – voto pela rejeição; para ser justa com o que acredita e para contrariar a colega Elizabete Mianes da Silva (PSD), que enreda o perdão ao ex-prefeito nas coxias do Legislativo.

O partido, inclusive, estaria propondo que a vereadora pedisse afastamento temporário do cargo, para que o suplente imediato Oscar Luiz Lopes – ou o próximo, Lauri Cardoso – assumisse o posto e votasse favoravelmente ao ex-mandatário tijuquense.