terça-feira, 5 de maio de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

MDB pró-governo

Postado em 28 de abril de 2026
Foto: Sol Urrutia/Portal Upiara

Cinquenta e quatro prefeitos dos 70 eleitos, e 25 dos 59 vice-prefeitos do MDB, mais deputados estaduais, um federal, suplentes do partido e a senadora Ivete Appel da Silveira (MDB-SC) se reuniram com o governador Jorginho Mello (PL) em Florianópolis. A mobilização mostrou, sobretudo, o aprofundamento da divisão interna da legenda e fortaleceu a ala que defende o realinhamento ao governo.

O evento foi organizado pelo prefeito de Quilombo, Jakson Castelli (MDB), e contou com as presenças do deputado estadual Jerry Comper (MDB), que mantém ampla rede de apoio no Vale do Rio Tijucas, e do primeiro suplente do partido, Emerson Stein (MDB), de Porto Belo.

Os convidados, todos emedebistas, foram recepcionados no Hotel Magestic e, em seguida, gravaram mensagens de apoio ao projeto de reeleição de Jorginho.

CONTRAPONTO

Ciente do ocorrido, o ex-governador Eduardo Pinho Moreira, liderança capital do MDB, disse ao portal Upiara que o movimento faz parte do jogo político e que muitos correligionários compareceram ao encontro por compromissos e relações institucionais com o governo.

Moreira, que defende a aliança ao plano de João Rodrigues (PSD), alertou, ainda, que “a história do MDB precisa ser respeitada” e acrescentou um fator prático: “vai passar o prazo dos convênios, e aí o jogo vira”.

Firme e forte

Postado em 27 de abril de 2026
Foto: Arquivo pessoal

Na seara local, quase ninguém entende porque o engenheiro agrônomo Thiago Vinícius Leal, candidato do MDB a prefeito de Canelinha em 2024, continua empregado no governo estadual. Foi alçado ao cargo por intermédio do presidente estadual do partido, Carlos Chiodini – que rompeu com o governador Jorginho Mello (PL), deixou o comando da Secretaria de Estado da Agricultura em janeiro e passou a circular com João Rodrigues (PSD) –, mas, diferentemente de outros emedebistas na estrutura do Estado, permanece ativo na folha.

Leal, que cumpre expediente na gerência de Projetos da Agricultura estadual com remuneração bruta na casa dos R$ 13,9 mil, foi admitido em março de 2025, quando Chiodini ainda era secretário e o MDB apoiava a proposta de reeleição de Jorginho. Relações que, a propósito, foram desfeitas.

Nas rodas de especulação, conjetura-se que o canelinhense seja muito competente no que faz, a ponto de assumir status de indispensabilidade, ou que, nesse meio tempo, tenha construído relações no governo que o mantenham no cargo independentemente da ruptura política entre MDB e PL.

Do PL ao PSD

Postado em 20 de abril de 2026
Thiago Peixoto dos Anjos, Marlene Fengler, Júlio Garcia e Claudemir Correia, na Alesc | Foto: Divulgação

O empresário Thiago Peixoto dos Anjos, candidato a prefeito de Tijucas em 2020 e 2024, esteve com o presidente da Assembleia Legislativa e liderança exponencial do PSD em Santa Catarina, deputado estadual Júlio Garcia, semana passada, e aguçou a curiosidade da claque política local. Nas rodas de especulação, as conversas davam conta do possível ingresso do ex-PL nas fileiras pessedistas e consequente assunção do comando do partido no município, atualmente sob a batuta do ex-prefeito Eloi Mariano Rocha.

As conjeturas, no entanto, foram prontamente negadas por Peixoto dos Anjos. Ao Blog, ele declarou o voto em João Rodrigues (PSD) para a disputa do governo estadual, mas rechaçou qualquer movimento de bastidores em torno da legenda. “Como saí do PL, naturalmente tenho sido convidado por outros partidos. Mas não devo tomar nenhuma decisão nos próximos meses”, finalizou.

DESAGRADO

A apuração do Blog, a propósito, denota o descontentamento de Garcia com a postura de Mariano Rocha. O ex-prefeito e seu principal representante na gestão local, vice-prefeito Rudnei de Amorim (PSD), têm manifestado apoio ao projeto da deputada estadual Ana Paula da Silva (PODEMOS) para a Câmara Federal, o que teria provocado divergências – e cobranças – entre a cúpula pessedista no estado e a regência do partido no município.

De acordo com gente próxima do presidente da Alesc e pré-candidato a deputado federal, a linha de sucessão, entretanto, caso houvesse uma intervenção, seria respeitada e o comando do PSD tijuquense oferecido ao ex-vice-prefeito Sérgio “Coisa Querida” Cardoso.

Continuidade

Postado em 6 de abril de 2026
Foto: MDB-SC/Divulgação

Ex-prefeito de Porto Belo, ex-secretário de Estado do Meio Ambiente e Economia Verde, e agora suplente de deputado estadual, Emerson Stein optou por permanecer no MDB. Estava entre a mudança para um partido da base do governador Jorginho Mello – PL, PODEMOS ou REPUBLICANOS – e se manter na legenda onde milita desde 2015, e havia estipulado o fim da janela partidária como dead line para a decisão. Na sexta-feira (3), ele comunicou nas redes sociais que seguiria nas fileiras emedebistas.

O principal entrave na relação de Stein com o MDB era a opção do partido por abdicar do projeto situacionista e acompanhar a oposição, com liderança do ex-prefeito de Chapecó e pré-candidato a governador João Rodrigues (PSD). Condição que, ocasionalmente, teria sido resolvida na reunião da bancada emedebista, no meio da semana.

No comunicado, entretanto, o portobelense não reafirma o compromisso com Jorginho e nem se coloca no grupo de apoio à proposta pessedista. Conjunção que, internamente, ainda estaria em discussão.

Amigo do inimigo

Postado em 1 de abril de 2026
Foto: Arquivo/Divulgação

A chamada Turma do Ferro Velho – como ficou conhecida uma das alas do PL de Tijucas, com liderança do vereador José Vicente “Zezinho” de Souza e Silva e seu irmão, o empresário Osnildo “Dinho” de Souza e Silva – vem administrando uma frustração. A filiação do deputado estadual Nilso Berlanda, a quem sempre defenderam, ao PSD, encorpando a campanha de João Rodrigues, foi engolida a seco no grupo.

Presidente do REPUBLICANOS e braço do PL no município, o empresário Alberto Carlos “Tito” Dolorini, voz de comando do núcleo, diz, desconcertado, com exclusividade ao Blog, que o movimento de Berlanda foi uma “infelicidade”, mas garante que o compromisso com o curitibanense segue inabalado. “Como deputado, para nós, ele foi nota mil. Muitas das emendas que conseguimos para o município vieram dele. Trabalharemos por ele”, sustenta.

As outras frentes da Turma do Ferro Velho são, obviamente, os projetos de reeleição do governador Jorginho Mello (PL) e do deputado federal Jorge Goetten (REPUBLICANOS-SC), e a chapa liberal ao Senado, com Carlos Bolsonaro e Caroline De Toni.

Chegadas e partidas

Postado em 31 de março de 2026
Foto: Arquivo

O deputado estadual Jerry Comper (MDB) deixou o comando da Secretaria de Estado da Infraestrutura ontem, e voltou a ocupar a titularidade na Assembleia Legislativa. Com isso, o portobelense Emerson Stein (MDB), que cumpria o mandato na suplência, perdeu a cadeira.

Stein, aliás, ainda faz entregas de recursos na região nesta semana. Mas, a partir de agora, dedica-se integralmente ao ensejo da pré-campanha enquanto discute a relação com o partido. Ele participa da ala emedebista que apoia a reeleição do governador Jorginho Mello (PL) e pode, a qualquer momento, assinar filiação a outra legenda. PL, PODEMOS e REPUBLICANOS são as alternativas.

Comper, por sua vez, comunicou hoje nas redes sociais sua permanência no MDB. Mas, assim como o ex-prefeito de Porto Belo, o agora ex-secretário de Estado prefere a aliança com Jorginho. Eles, juntamente com Fernando Krelling e Valdir Cobalchini, discordam da decisão do presidente Carlos Chiodini – de integrar o projeto de João Rodrigues (PSD) –, que consideram uma “manifestação isolada”, e querem que o partido faça uma consulta nas bases.

Dividir para enfraquecer

Postado em 27 de março de 2026
Foto: Divulgação

Grandes estrategistas da história como Sun Tzu, Júlio César e Nicolau Maquiavel tinham em seu repertório de artimanhas o uso do método “dividir para enfraquecer”. E esse parece ser o plano adotado pelo governador Jorginho Mello (PL) para neutralizar possíveis adversários nas eleições de 2026.

O encerramento da janela partidária, na próxima semana, dará maior clareza sobre o quanto essa proposta foi — ou não — bem-sucedida. Mas até aqui, os sinais são favoráveis ao chefe do Executivo catarinense.

O “chega pra lá” dado no MDB — que sonhava ocupar a vaga de vice-governador — rachou o partido. Parte da bancada já declara apoio a Jorginho, como Jerry Comper e Emerson Stein, ainda que oficialmente possam integrar a chapa de João Rodrigues (PSD).

O convite a Adriano Silva (NOVO) para ser vice retirou o prefeito de Joinville de uma eventual candidatura ao governo do estado e fez cessar as críticas do presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro, que teve de engolir alguns sapos para manter o NOVO unido.

O UNIÃO BRASIL, federado ao PROGRESSISTAS, também assiste parte de sua bancada migrar para a órbita de Jorginho, enquanto seu presidente, Fabio Schiochet, senta à mesa com João Rodrigues para negociar uma aliança.

O PP parece ser a sigla mais abalada pelas investidas do governador. O senador e pré-candidato Esperidião Amin chegou ao ponto de derrubar a executiva estadual e assumir pessoalmente a presidência do partido em Santa Catarina — com aval do presidente nacional
Ciro Nogueira —, em resposta ao movimento de uma ala que declarou apoio à reeleição de Jorginho.

No PSD, partido de João Rodrigues — que deve disputar com Jorginho tanto o título de maior nome bolsonarista de Santa Catarina quanto o cargo de governador —, a estratégia do divide e conquista levou o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, a partir para o ataque contra a legenda que o projetou politicamente.

Diante de tantas fraturas partidárias, resta saber como os próprios membros do PL e seus satélites — REPUBLICANOS e PODEMOS — se comportarão com a chegada de uma variedade enorme de novas lideranças disputando atenção e espaço junto ao governador em ano eleitoral.

Reaproximação

Postado em 26 de março de 2026

Os deputados estaduais Ana Paula da Silva (PODE) e Emerson Stein (MDB) deixaram as rusgas do passado em segundo plano e voltaram às boas. Mais que isso, a propósito. Entre as opções do portobelense para a janela partidária, estaria o convite do PODEMOS, que a ex-prefeita de Bombinhas preside em Santa Catarina.

Stein entrou em desacordo com o MDB, que passou para a trincheira de João Rodrigues (PSD) ao tempo em que seu declarado arrimo tem sido ao projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL). A filiação ao PL, que tem o chefe do Estado como expoente supremo na seara barriga-verde, ainda vem sendo considerada.

Paulinha comanda, amanhã, no Hotel Faial, em Florianópolis, encontro da executiva estadual do PODEMOS. O destaque do evento deve ser o ingresso do mandatário da capital, Topázio Silveira Neto (ex-PSD), nas fileiras podemistas. Mas não seria surpresa se o ex-prefeito de Porto Belo aparecesse na lista de filiados e indicados para a nominata de pré-candidatos do partido ao parlamento catarinense. A conferir.

Convite formal

Postado em 20 de março de 2026
Foto: Divulgação

A deputada estadual Ana Paula da Silva, de Bombinhas, presidente do PODEMOS em Santa Catarina, não dorme em serviço. Ao confirmar a desfiliação de Topázio Silveira Neto do PSD, ontem, ela formalizou, imediatamente, convite para que o prefeito de Florianópolis ingressasse nas fileiras podemistas.

O mandatário florianopolitano deixou o partido onde foi eleito porque quer se manter no palanque do governador Jorginho Mello (PL), em detrimento do projeto do ex-correligionário João Rodrigues (PSD), nestas eleições. E, além do chamado de Paulinha, já recebeu, também, investidas de Bruno Mello e Jorge Goetten para se filiar ao PL ou ao REPUBLICANOS, respectivamente.

Com a proposta, e ciente da preferência de Topázio para a disputa do governo estadual, a ex-prefeita de Bombinhas indica, ainda, que o PODEMOS estaria de braços dados com o projeto de reeleição de Jorginho no pleito que se aproxima.

Dignidade e poder: o dilema do MDB

Postado em 12 de março de 2026
Foto: MDB-SC/Divulgação

Considerando o forte fisiologismo político impregnado no MDB catarinense, os eventos regionais indicam que o partido pode lançar candidatura própria na disputa pelo governo do estado. A emancipação torna-se uma solução adequada na medida em que restabelece parte da dignidade partidária, após os emedebistas terem sido escorraçados da chapa do governador Jorginho Mello (PL).

Ao mesmo tempo, permite que o partido valorize seu apoio em um eventual segundo turno, quando poderá optar por aquele que apresentar maiores chances de vitória e, assim, voltar a ocupar espaços no futuro governo — reforçando sua já consagrada habilidade de orbitar o poder.

Nesse momento de tantas imprecisões no MDB catarinense, a única certeza é que um projeto independente nasce sem a viabilidade necessária para a vitória. Diante deste cenário, a maior dúvida é a de quem, dentro do grupo, estaria disposto a partir para o sacrifício e servir como boi de piranha.

O partido busca uma aproximação com o ex-governador e ex-senador Raimundo Colombo, que é cortejado a migrar para as fileiras do Manda Brasa e encabeçar a disputa pelo Executivo estadual, já que dentro do MDB, ao que parece, ninguém estaria disposto ao harakiri político.

Contudo, a saída de Colombo do PSD traria prejuízo direto ao projeto de João Rodrigues (PSD) na toada em que potencializaria a reeleição de Jorginho, o que pode apontar para um eventual “jogo de compadres” entre emedebistas e liberais.

O atual governador, inclusive, já mandou recado tanto para o MDB quanto para o PP: “melhor continuar no governo do que apostar em uma aventura”.

Sem uma liderança forte e amplamente reconhecida, sentar-se à mesa de quem estiver no poder parece ser a estratégia mais racional de sobrevivência — ainda que, para isso, seja necessário engolir o que resta do orgulho partidário.