Uma sugestiva imagem publicada pelo vereador Maickon Campos Sgrott (PP), de Tijucas, na manhã desta terça-feira (25), agitou os bastidores políticos do município. A chaminé e a fumaça branca, simbolos históricos do anúncio da escolha do novo Papa durante o Conclave, pode representar muita coisa.
E representa. O Blog apurou que o prefeito Eloi Mariano Rocha (PSD) anunciou, ontem, em reunião com todo o secretariado municipal e seus assessores, que o parlamentar deve representar o grupo governista no projeto de sucessão.
O progressista, a propósito, já era franco favorito na disputa com Rudnei de Amorim (PSD) e Maurício Poli (UNIÃO), mas somente agora recebeu a confirmação do líder máximo do movimento. A oficialização deve ser publicada a qualquer momento. A conferir.
As postagens do fim de semana nas redes sociais dos vereadores Maickon Campos Sgrott (PP), Rudnei de Amorim (PSD) e Maurício Poli (UNIÃO) foram praticamente as mesmas. O que se via no perfil de um, era reproduzido com detalhes particulares no dos outros. Todas, evidentemente, tratavam da obra de pavimentação asfáltica na localidade de Terra Nova, no interior de Tijucas.
Pudera, a propósito. O prefeito Eloi Mariano Rocha (PSD) havia anunciado que dois deles comporiam a chapa governista para a disputa da sucessão municipal, em outubro. E desde então o trio tem seguido de perto cada passo do mandatário tijuquense e, obviamente, abocanhado uma fatia das realizações da gestão.
Mariano Rocha tem, agora, a abstrusa missão de limar um dos dispostos ao dueto situacionista para o pleito majoritário sem provocar fissuras no projeto e transformar a mídia do preterido, que tem sido abundante e elogiosa, em canhão virado para si. Pois então!
O título de Cidadão Honorário de Tijucas, concedido ontem em sessão solene da Câmara Municipal ao deputado estadual Júlio Garcia (PSD) serviu, segundo justificativa da Casa, para agradecer o parlamentar por contribuir com inúmeras causas tijuquenses. Mas pode significar mais do que isso.
Garcia é um dos mais respeitados – ora temidos – estrategistas políticos de Santa Catarina e conhecido por liderar o PSD nas articulações. Portanto, o gesto de agradecimento poderia, também, servir para chamar a atenção do deputado para os movimentos políticos da Capital do Vale.
Neste momento, a legenda que indicou e elegeu Eloi Mariano Rocha em duas oportunidades teve seu espaço reduzido no grupo e pode ter, inclusive, que oferecer protagonismo ao UNIÃO BRASIL na construção governista. Assinaram a indicação, a propósito, os vereadores Rudnei de Amorim, Paulo César “Frango” Pereira, Claudemir “Bigodinho” Correa e Nadir de Amorim, todos peessedistas.
Se a visita justificada pela homenagem resultará em mudanças na conjuntura, ainda não se pode afirmar. Mas, propositalmente ou não, os olhos da principal liderança da legenda estiveram por algumas horas, bem abertos, sobre Tijucas e suas nuances eleitorais.
O prefeito Eloi Mariano Rocha (PSD) está em outra sinuca de bico. Com a indicação do vereador Maickon Campos Sgrott (PP) como representante do governo na disputa da prefeitura praticamente confirmada, o chefe do Executivo municipal precisa, agora, resolver outro impasse: o da composição da chapa. Ou ele prestigia o seu PSD, ou contenta o UNIÃO BRASIL.
Embora ainda mantenha esperanças de ser o escolhido para concorrer ao cargo máximo do município, o presidente da Câmara, Rudnei de Amorim (PSD), passou a ser fortemente especulado como opção para a vice-prefeitura no dueto com Sgrott. O problema é que o colega de parlamento Maurício Poli, nome de comando no UNIÃO BRASIL, quer a mesma coisa e teria comunicado Mariano Rocha de que, para manter a aliança, não abriria mão da vaga.
Corre por fora, ainda, outro vereador: Claudemir Correia, o Bigodinho, que estaria disposto a ser a via do PSD nessa encruzilhada. Mas as chances são pequenas. Quase nulas.
Fato é que na lista de tribulações, o deferimento de Sgrott como candidato sem provocar fissuras irremediáveis no grupo – ainda a conferir – deixou de ser a principal. Mariano Rocha voltou ao calvário e pode, mais uma vez, ter que deixar o próprio partido na gaveta.
A badalada noite de filiações dos Progressistas de Tijucas foi, também, o pontapé para a pré-campanha eleitoral do grupo governista. Tanto que, a partir de agora, já se considera a composição PP, PSD e UNIÃO praticamente chancelada.
Diante da definição, cada partido lançou um pré-candidado à chefia do Executivo municipal. Sem surpresas, os nomes foram os dos vereadores Maickon Campos Sgrott (PP), Rudnei de Amorim (PSD) e Maurício Poli (UNIÃO).
Os três estiveram sentados na mesa de honra, que tinha, ainda, as presenças do prefeito Eloi Mariano Rocha (PSD) e do deputado estadual, Altair Silva (PP), além do ex-vereador e ex-secretário municipal, Sérgio Cordeiro (UNIÃO).
Cordeiro, a propósito, foi o responsável pela condução dos discursos. Em determinado momento, chamou a atenção para o número 110, que seria o resultado da soma dos números do três partidos: 11, 55 e 44.
Já o mandatário deixou um recado direto. Assim como havia feito, horas antes, em um convite – ora convocação -, afirmou que “a partir de agora, é tudo igual”, em alusão ao grupo construído com as três frentes.
De acordo com o prefeito Eloi Mariano Rocha (PSD), o governo de Tijucas conta atualmente com três pré-candidatos à sucessão municipal: os vereadores Maickon Campos Sgrott (PP), Rudnei de Amorim (PSD) e Maurício Poli (UNIÃO), todos da bancada governista na Câmara.
A informação foi publicizada ontem, no evento de filiações do PP, na sede do Jardim Portobello. Independentemente das alternações do chefe do Executivo municipal, chama a atenção que curiosamente a lista tenha desprezado o projeto do vice-prefeito Sérgio “Coisa Querida” Cardoso (PSD), que se colocava até então entre as opções para a disputa da prefeitura nestas eleições.
Mas o ato tem por quê.
Diante das especulações e elocubrações, o adjunto tijuquense conscientemente teria retirado a pré-candidatura. A decisão não foi direcionada pessoalmente a Mariano Rocha, mas à cúpula estadual do partido, que muito provavelmente repassou a posição ao mandatário municipal.
Coisa Querida vem programando um encontro com apoiadores para um comunicado oficial. E no texto de renúncia, diz-se, não faltariam discursivas a respeito do termo “ingratidão”. A conferir.
O presidente do Poder Legislativo de Tijucas, vereador Rudnei de Amorim (PSD), garante, em resposta à nota Upgrade – publicada mais cedo pelo Blog -, que “não haverá qualquer reajuste salarial” para os parlamentares tijuquenses.
Amorim justifica que a reforma apenas atende a reposição que, segundo os registros da Casa do Povo, não era feita desde 2012. Em determinados períodos, a propósito, sequer a inflação anual era acrescentada aos vencimentos dos vereadores.
“Não tem um real de reajuste. Apenas reposição salarial. O último projeto de aumento foi em 2012. Uma legislatura só pode aumentar pra outra, não é permitido aumentar da própria. De 2012 pra cá, nada foi aumentado. Esse projeto é apenas de reposição. São doze anos, só estamos fazendo o justo”, pontuou o presidente da Câmara.
Ao Blog, Amorim ainda pontuou que a mudança no subsídio mensal acontecerá somente no ano que vem. “Há uma clara defasagem nos vencimentos dos vereadores. É uma medida necessária e que, reforço: não será para nós, os vereadores dessa legislatura. Mas, sim, para a legislatura 2025/2028”, finalizou.
Cinco ou seis conversas em um intervalo de 30 dias foram determinantes para que o prefeito Eloi Mariano Rocha (PSD), de Tijucas, convencesse o vereador Maickon Campos Sgrott (PP) a colocar novamente o seu nome à disposição para representar o grupo governista no projeto de sucessão.
Algumas delas, aliás, contaram com a relevante participação do pai do parlamentar, o ex-prefeito Uilson Sgrott. Apesar da insistência de Mariano Rocha, a aceitação não foi tão simples. Naquele momento, a empresa TCA Transportes, administrada pelos Sgrott, demandava a atenção total dos dois gestores.
A condição mudou após a contratação de um novo servidor, que conseguiu suprir as necessidades e permitiu o retorno de Maickon ao cenário. “Fomos reavaliando e pontuei pra ele que nosso retorno dependia da substituição do Maickon na empresa”, revelou o vereador, em entrevista ao programa LINHA DE FRENTE.
“Pedi duas semanas para entrar no processo de negociação e contratação. Depois do aperto de mãos com a pessoa que está me substituindo, eu fui ao gabinete, conversei com o prefeito e, se não fosse ele, eu não estaria como pré-candidato hoje. O pedido dele foi: ‘Maickon, precisamos da sua ajuda e do seu nome’. Era sim ou não. Simples assim”, completou.
RELAÇÃO SAUDÁVEL
Embora sejam adversários dentro da trincheira governista, Sgrott garante que nutre uma relação de “extrema parceria, saudável e de respeito” com os outros dois pré-candidatos do movimento à prefeitura, Sérgio “Coisa Querida” Cardoso e Rudnei de Amorim, ambos do PSD.
O parlamentar, entretanto, defende a escolha do “melhor nome”. “Tenho certeza que o grupo de situação vai escolher o melhor nome, para que se tenha maior chance de êxito. Precisamos fazer com que a situação tenha o melhor time para levarmos o grupo a administrar o município por mais quatro anos. Se não escolher bem esse nome, pode ocorrer a alternância”, opinou.
INTERVENÇÃO ESTADUAL
A especulada interferência de lideranças estaduais do PSD, como o deputado estadual Júlio Garcia e o prefeito de Chapecó, João Rodrigues – que teriam preferências óbvias para que o candidato seja do partido do prefeito Eloi Mariano Rocha -, seria, na avaliação de Sgrott, uma atitude “abrupta” e “autoritária”.
“Agir dessa maneira seria um erro. Colocar determinado nome a qualquer custo pode quebrar o vaso e não conseguir mais colar. Um partido não chega sozinho. Em 2020, o PSD fez chapa pura, mas teve o apoio do PP e do PSB. Se não for o 55, o grupo tem que olhar como um todo. Se não entendermos que a calculadora está somando, algo pode acontecer e prejudicar o resultado do pleito”, explicou.
Pré-candidatos ao cargo máximo de Tijucas, o vice-prefeito Sérgio “Coisa Querida” Cardoso (PSD) e o vereador Rudnei de Amorim (PSD) continuam agindo, e se fortalecendo politicamente, como se nenhuma decisão houvesse sido tomada no grupo governista sobre a sucessão municipal.
Eles aguardam, ainda, uma posição oficial do prefeito Eloi Mariano Rocha (PSD) sobre a conjeturada escolha, independentemente das informações de que o chefe do Executivo tijuquense tenha indicado o vereador Maickon Campos Sgrott (PP) como representante do governo na disputa majoritária.
Tanto o adjunto quanto o presidente da Câmara, embora se abasteçam dos movimentos de bastidores e conheçam as convergências, mantém o discurso e garantem que têm conversado sistematicamente com Mariano Rocha sobre o assunto, e que, segundo o prefeito, os três pretendentes seguem com as mesmas chances. Pois então?!
Quem imagina que o vice-prefeito Sérgio “Coisa Querida” Cardoso (PSD) e o vereador Rudnei de Amorim (PSD) tenham jogado a toalha, engana-se. A alastrada predileção do prefeito Eloi Mariano Rocha (PSD) pelo vereador Maickon Campos Sgrott (PP) para a sucessão municipal parece não incomodar tanto quanto antes.
Uma das mostras se deu na gravação do convite para a Festa do Trabalhador e Produtor Rural de Tijucas, que aconteceria neste fim de semana e foi adiada em decorrência das chuvas. No vídeo, Coisa Querida e Amorim comentam, juntos e bem-humorados, as particularidades do evento e chamam a população tijuquense a participar.
Os pré-candidatos peessedistas ficaram mais próximos recentemente, ao perceberem que estariam sendo preteridos por Mariano Rocha. Desde então, têm confraternizado e buscado uma construção conjunta independentemente das projeções do prefeito acerca do futuro político do grupo.
O vice-prefeito e o presidente da Câmara, aliás, contrataram, dias atrás, um instituto de pesquisas para uma avaliação mais criteriosa do cenário eleitoral tijuquense. E as aparições estratégicas, a propósito, podem ter relação direta com o resultado do levantamento.