segunda-feira, 15 de junho de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Quem promete, deve

Postado em 8 de fevereiro de 2017
Foto: Divulgação

O governador Raimundo Colombo (PSD) está ciente dos contratempos no trânsito das marginais de Tijucas, ocasionados nas recentes intervenções da Autopista Litoral Sul na cidade. Principais interessados na resolução do problema, o empresário Sizenando Andriani representante das empresas de transportes rodoviários no município – e o vice-presidente do Grupo Portobello, Cláudio Ávila, levaram a questão ao chefe do Executivo estadual.

Acompanhados do vice-prefeito Adalto Gomes (PT) e do deputado estadual Mário Marcondes (PSDB), além do arquiteto Romeu José dos Santos que participou da elaboração do Plano Diretor do município , os tijuquenses receberam do governador a promessa de apoio na causa.

Piscinão

Postado em 27 de janeiro de 2017
Foto: Jander Silva

Se o prefeito Elói Mariano Rocha (PSD) e o secretário de Obras, Transportes e Serviços públicos do município, vice-prefeito Adalto Gomes (PT), quiserem ganhar pontos com os moradores do Universitário, podem começar solucionando o problema do cruzamento entre a Avenida Hercílio Luz e a Rua Rio de Janeiro, exatamente no entorno da Capela de Santa Terezinha, que se transforma num riacho com qualquer garoa. Os lamentos da comunidade vêm de tempos.

Ontem, naquele início de noite chuvoso em Tijucas, o leitor Jander Silva registrou a situação do local. Residente no bairro, ele conta ao blog que encontrou grandes dificuldades para chegar em casa, e que teve o carro danificado naquele ponto do trajeto.

Toma lá, dá cá

Postado em 23 de janeiro de 2017

Desabafo do ex-vereador Tannay Vaz Júnior (PT), postado no Facebook e repercutido pelo blog, desapareceu. As críticas, supostamente direcionadas ao vice-prefeito Adalto Gomes e ao advogado Roberto Vailati – figuras centrais do PT em Tijucas –, foram eliminadas da página pessoal do autor horas depois de publicadas.

Passarinho transparente conta que Vaz Júnior recebeu um telefonema do presidente municipal do partido, que, furioso, citou Volnei Morastoni, Paulo Eccel e Evaldo Guerreiro, todos ex-patrões do reclamante e baluartes do PT nas esferas estadual e municipal. Um lembrete de que a sigla sempre acolheu o ex-vereador também não faltou nesse puxão de orelha.

Cama arrumada

Postado em 19 de janeiro de 2017

Nome de confiança do vice-prefeito Adalto Gomes (PT) nas veredas da Secretaria de Obras, Transportes e Serviços Públicos de Tijucas, o secretário de Movimentos Populares do PT municipal, Diogo dos Santos – que concorreu à Câmara em 2012 e somou 160 votos –, é, de acordo com fontes fidedignas, o próximo presidente do partido no município. As eleições diretas da agremiação acontecem em março, segundo o site do PT estadual.

Entre os companheiros especula-se que dessa maneira, com um dos seus no comando, Gomes siga mantendo a isonomia no diretório para uma possível – e muito provável – candidatura nas eleições majoritárias de 2020.

Pediu, levou

Postado em 19 de janeiro de 2017
Foto: Larissa Souza/PMT

Natural de São João Batista, o deputado estadual Mário Marcondes (PSDB) visitou Tijucas hoje e se reuniu com o prefeito Elói Mariano Rocha (PSD), com o vice-prefeito Adalto Gomes (PT) e com os vereadores da bancada pró-governo para se dispor aos pleitos do município.

Saiu com duas solicitações prioritárias: reforçar os apelos ao Governo Estadual por uma ambulância para o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e ecoar a voz da comunidade tijuquense contra as modificações no trânsito das marginais da rodovia BR-101 promovidas pela Autopista Litoral Sul com anuência da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

Roupa suja

Postado em 18 de janeiro de 2017

Militante do PT há 27 anos e ex-presidente do partido em Tijucas, o ex-vereador Tannay Vaz Júnior soltou os cachorros na cúpula correligionária nas redes sociais. Num desabafo no Facebook, o conselheiro tutelar publicou que enquanto um dos caciques petistas “quer puxa-sacos que façam suas vontades”, o outro “elege quem tem nas mãos”.

Vaz Júnior usou ainda, na postagem, a frase “os dois estão montados em reais”. Especula-se que o texto tenha sido direcionado ao presidente municipal do partido, vice-prefeito Adalto Gomes, e ao advogado e ex-vice-prefeito Roberto Vailati, responsável direto pelas eleições dos vereadores Paulo Sartori (ex-PT, atualmente no PR) em 2012 e Maria Edésia da Silva Vargas (PT) em 2016.

Força-tarefa

Postado em 23 de dezembro de 2016

Em números expostos hoje pela manhã, na sede da Acit (Associação Comercial e Industrial de Tijucas) e da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), a comissão especial que representa Tijucas no problema da instalação de uma penitenciária industrial na cidade formada pelo vice-prefeito eleito Adalto Gomes (PT), pelos respectivos atual e próximo procurador geral do município, advogados Sivonei Simas e Edison Flores, e pelos vereadores eleitos Fernanda Melo (PMDB) e Juarez Soares (PPS) comprovou que o município não comporta outra unidade prisional.

De acordo com o relatório técnico elaborado pela comissão, mais de 70% dos detentos do Presídio Regional de Tijucas não tem relação com a cidade; e grande parte sequer é oriunda do Vale. Além disso, a atual administração municipal não forneceu alvará ou permitiu consulta de viabilidade para a obra da penitenciária. Outro ponto que chama a atenção é a inexistência, nos últimos três anos, de repasses do Estado para a manutenção do presídio atual.

A lista

Postado em 19 de dezembro de 2016

Embora os anúncios estejam programados para amanhã, o blog, baseado em precisas fontes, projeta o primeiro escalão da gestão 2017-2020 em Tijucas. De acordo com as movimentações de bastidores, os nomes que seguem devem iniciar o próximo governo no colegiado municipal:

Helio Gama, empresário, de Tijucas É unanimidade. Pautado em quesitos técnicos e morais, está, desde o início do processo, confirmado no comando da Secretaria de Administração e Finanças do próximo governo;

Adalto Gomes, policial rodoviário federal aposentado e vice-prefeito eleito, de Tijucas – Importante no sucesso nas recentes eleições municipais, o presidente municipal do PT assume a gestão da Secretaria de Obras para, em suma, contribuir ativamente com o governo e poupar um ordenado de primeiro escalão na folha salarial do município;

Neide Maria Reis, professora, de Tijucas Era uma entre três opções para a Secretaria de Educação, e recentemente consolidou a preferência para o cargo;

Paula Rosa, professora, de Tijucas Especulada para a gestão da Educação do município, a diretora da EEF Walter Vicente Gomes preferiu o desafio de comandar a unificada Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer a partir de janeiro. Nesta jornada, conta com os préstimos do ex-secretário de Saúde de São João Batista, Osmar Adriano Filho, o Marinho, que responderá pelo esporte municipal;

Rosenildo de Amorim, ex-diretor executivo do SincaSJB (Sindicato das Indústrias de Calçados de São João Batista), de Tijucas  Fiel escudeiro de Elói Mariano Rocha desde a campanha, recebeu a incumbência de aproximar o governo dos pleitos da população na chefia de gabinete do prefeito;

Vilson José Porcíncula, vereador e técnico em Enfermagem, de Tijucas Venceu recentemente um pleito interno e deve ser anunciado, amanhã, secretário de Saúde no próximo governo. Concorria pela vaga com a fonoaudióloga Estela Maris Ribeiro, que chegou a ser chancelada na gerência da pasta, mas será, a partir da nomeação, assessora direta do secretário;

Edison Flores, advogado, de Canelinha Assessor jurídico da prefeitura de Canelinha há 12 anos, Tatinha chega para ocupar a Procuradoria Geral do município. Especialista em Direito Público, contou com o currículo para assegurar o cargo;

Jorge Steil, empresário, de Tijucas Esperado na presidência do Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto) desde a vitória de Elói Mariano Rocha no pleito majoritário de outubro, ele mostrava relutância para assumir esse compromisso. Teve de ser convencido pelo empresário Geremias Teles Silva para, enfim, aceitar o comando da autarquia;

Jilson José de Oliveira, empresário, de Tijucas Secretário de Indústria, Comércio e Turismo na gestão de Uilson Sgrott, entre 2001 e 2004, o presidente municipal do PSD ansiava pela gerência do Samae. Amanhã, porém, será oficializado na inédita Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável do próximo governo;

Cláudia Raitz Büchelle Furtado, diretora da Apae, de TijucasCom os requisitos técnicos necessários para a gestão da Secretaria de Ação Social, é nome praticamente certo no comando da pasta.

Dor no estômago

Postado em 12 de dezembro de 2016

Havia um desconforto antes da campanha pela prefeitura de Tijucas, e que persiste mesmo depois das eleições. Parte do grupo vitorioso no recente pleito municipal ainda não consegue conviver com o PT – não com seus representantes, mas com a sigla. Tanto que os companheiros, alguns com décadas de militância, reconhecidos pelos préstimos no período eleitoral e pretendidos pelo próximo governo, vêm sendo orientados a considerar a mudança de partido.

Presidente municipal do PT e vice-prefeito eleito, o policial rodoviário federal aposentado Adalto Gomes tem claras pretensões – e um acordo velado com o PSD – para a concorrência majoritária de 2020. Resta saber se esse incômodo pode ser superado, ou se mesmo ele, o líder, teria planos para contentar os novos amigos.

Quinze: A campanha antes do fim

Postado em 6 de dezembro de 2016

Para concluir a série “Os 15 Motivos”, o blog traz um apanhado dos possíveis, e muito prováveis, equívocos da recente campanha do PMDB, baseado em análises pontuais de quatro observadores da política de Tijucas – dois com propensão à continuidade e outros dois inclinados à alternância de poder –, consultados ocasionalmente para a construção deste artigo. Seguem, em tópicos:

  • Os desencontros dos grupos de oposição podem ter sido mais prejudiciais ao PMDB do que propriamente aos adversários. A diluição do movimento L.I.M.P.E., que surgia como esperança concreta de novos rumos na política de Tijucas, e a consequente indicação do professor Elói Mariano Rocha (PSD) – alheio ao processo eleitoral havia oito anos – como candidato a prefeito dos oposicionistas, foram fatores que contribuíram para um possível relaxamento nas bases peemedebistas. A confiança, até a campanha, passou a conviver com altas e perigosas doses de presunção.
  • A coordenação de campanha do PMDB não era a mesma. Algumas figuras cerebrais de eleições passadas foram substituídas; e não escondem pontas de mágoa por isso. Os novos coordenadores, a propósito, estavam crentes que apenas o nome do ex-prefeito Elmis Mannrich (PMDB) e seus acertos nas gestões 2005-2008 e 2009-2012 eram suficientes para vencer o pleito.
  • O arrojo, que margeava com a vaidade, era tipificado nos contatos iniciais com alguns líderes comunitários, formadores de opinião e simpatizantes do PMDB, que, desconfortáveis com as novidades apresentadas, ameaçavam não acompanhar o partido, não hastear a bandeira e, em alguns casos, não votar em Mannrich. Alguns relatam com ressentimento que, nessas situações, especialmente nas fases iniciais da campanha, eram prontamente descartados com a famigerada frase “não fazes falta”.
  • As decisões estavam restritas a poucas cabeças, e o eleitor ferrenho, que discutia publicamente e levava a voz do partido adiante, não conhecia os detalhes do processo e, conseguintemente, ficava sem argumentos para construir defesas consistentes em favor do PMDB. Em paralelo, a comunidade era convidada a debater sobre os benefícios da “mudança”, e qualquer elemento favorável à manutenção dos peemedebistas no poder era facilmente suplantado pelo slogan “mudar faz bem”.
  • As visitas e comícios foram reduzidos como nunca antes nas campanhas do PMDB em Tijucas. Os badalados arrastões se restringiram a poucos passos, e os ajuntamentos públicos se comprimiram nos encontros de bairros – onde, de acordo com participantes ativos desses eventos, poucos eram, de fato, os moradores assestados. Os analistas, contribuintes deste último capítulo, foram unânimes em atribuir esse fator à ausência de ineditismos – afinal, os eleitores já conheciam o candidato do partido –, à campanha curta e à falta de recursos econômicos, de parte a parte, para despesas dessa ordem. As pesquisas anteriores ao processo eleitoral, todas amplamente favoráveis, também teriam motivado essa desnecessidade de grande empenho.
  • A identidade da nominata de vereadores com o PMDB também é contestada. No quadro de candidaturas, muito pelos agravos da Operação Iceberg, não havia um grande número de puxadores; aqueles que, mesmo antes do pleito, eram líderes nas apostas de votações expressivas. Nos lugares de periquitos históricos, o eleitor enxergou postulantes à Câmara que meses atrás ainda participavam do exército adversário. E estes, conforme mostram os resultados da eleição, pouca diferença fizeram.
  • Até mesmo o material de campanha ficou aquém das versões anteriores. Nos santinhos e plotagens, Mannrich e Edson Souza (PMDB) não sorriam; não pareciam leves. O semblante sisudo dos candidatos peemedebistas no retrato desagradou a massa periquita mais atenta. Diferentemente, Marino Rocha, que sempre teve humor mais contido, exibia uma promissora alegria nas estampas dos colas-brancas.
  • Surpreendentemente, o PMDB copiou fielmente um dos principais erros dos adversários em eleições anteriores. Para rebater os números do respeitado Instituto Mapa, que antecipava vitória de Mariano Rocha em 11 pontos percentuais, a coordenação de campanha de Mannrich apresentou índices discrepantes assinados pelo desconhecido, ora suspeito, Incope (Instituto Catarinense de Opinião Pública e Estatística).
  • Os motes de campanha que se sustentavam na “mudança” foram avassaladores, e não houve qualquer estratégia de combate – ou, pelo menos, uma que fosse efetiva – para confrontar esse argumento.
  • Não obstante, sequer os desgastes do PT, que compôs a chapa oposicionista com o candidato a vice-prefeito Adalto Gomes, foram explorados consistentemente. Os seguidos escândalos nacionais, que culminaram com as prisões de inúmeras lideranças do partido por corrupção, difundidos incansavelmente pelos noticiários do país, praticamente varreram dos governos municipais do Brasil inteiro todo e qualquer representante da sigla; e Tijucas passou a constar na lista de exceções.

Os equívocos – e acertos – na campanha existem em ambos os lados das trincheiras. Este último episódio da série “Os 15 Motivos” traz alguns deles, conhecidos nos bastidores, produtos de pesquisas e análises, que podem ter sido preponderantes para o resultado das urnas; mas que apenas acompanharam uma tendência natural, edificada em 12 anos de situações vividas nos governos do PMDB e na política interna de Tijucas. No fim, é prudente afirmar que venceu quem errou menos; ou quem aproveitou melhor o momento e as fraquezas do adversário.

A série, calcada em informações privilegiadas e contribuições de fontes diversas, evidencia, sobretudo, que a prescrita derrota do PMDB nas últimas eleições de Tijucas tem um pano de fundo muito mais abrangente que a campanha recente. O blog espera, entretanto, que tenha servido – e que ainda venha servir adiante – de objeto para outras análises. A gratidão pela aprazível companhia dos leitores permanece, agora e sempre.