domingo, 1 de março de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Danos mínimos

Postado em 17 de fevereiro de 2026
Foto: Agência AL

Fator que impacta diretamente os planos do portobelense Emerson Stein (MDB) nestas eleições, o retorno do secretário de Estado da Infraestrutura, Jerry Comper (MDB), para a Alesc tem data definida: 2 de março. O prazo foi decidido em reunião da bancada do MDB, semanas atrás, seguindo orientação da executiva do partido, que se desligou do governo de Jorginho Mello (PL).

Os danos, aliás, são quase nulos para Stein. Na programação original, março seria, de fato, o dead line para a entrega da cadeira ao titular, que já pretendia passar um período no parlamento – mesmo que os emedebistas mantivessem a aliança com o governador.

Assim que deixar o Legislativo estadual, o ex-prefeito de Porto Belo deve se dedicar integralmente ao trabalho de campo, com visitas a lideranças, articulação política e apresentação de resultados. Stein, que se dividiu entre a Assembleia e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente nestes três anos, sempre deixou claro que seu objetivo era uma das 40 vagas ao parlamento catarinense em 2026. Desta vez, sem os percalços da suplência.

Para tanto, precisa, pelo menos, manter a supremacia eleitoral na região, quando foi o mais votado na soma dos oito municípios do Vale do Rio Tijucas e da Costa Esmeralda, com 16.525 indicações. A conferir.

Caso indefinido

Postado em 29 de janeiro de 2026
Foto: Divulgação

O secretário de Estado da Infraestrutura, deputado estadual licenciado Jerry Comper (MDB), ainda não acatou a orientação do partido, de se exonerar da função que exerce no governo de Jorginho Mello (PL). “Foi uma orientação, e não uma exigência do MDB”, explica uma fonte ligada a ele.

A indefinição beneficia diretamente o portobelense Emerson Stein (MDB), que ocupa a cadeira de Comper na Assembleia Legislativa.

A permanência do secretário no cargo, no entanto, pode ter um prazo definido na próxima terça-feira (3), em reunião dos parlamentares emedebistas. O encontro foi marcado, justamente, para que se chegue a uma solução. Explica a mesma fonte que “a Secretaria de Estado da Infraestrutura foi oferecida à bancada, e, por isso, os deputados tomam a decisão”.

Mas a vontade de Comper, a propósito, não seria um definidor. De acordo com a fonte do Blog, “ele é ‘de partido’, e vai seguir o que for decidido por seus pares”.

Comparação

Postado em 28 de janeiro de 2026
Foto: Rádio Clube

Em entrevista ao programa Na Boca do Povo, da Rádio Clube de São João Batista, o vereador Teodoro Marcelo Adão (MDB) fez um paralelo interessante. Disse que o imbróglio entre PL e MDB na esfera estadual tem muitas semelhanças com a frustrada aliança de PP e PL nas eleições municipais de 2024 na Capital Catarinense do Calçado.

“O Felipe Lemos (presidente do PL batistense) estava sentado com o PP até os 45 do segundo tempo. E quando chegou no fim, o que deu?”, indagou, antes de dizer que o liberal recebeu um “pé na bunda” dos ex-aliados.

Na sequência, sobraram alfinetes com a intervenção do radialista Jonatam Cordeiro, que apresenta a atração e foi candidato a vice-prefeito em chapa com Daniel Netto Cândido (PSD) no mesmo pleito. “O Felipe tem a marca da sola do sapato do PP?”, perguntou o comunicador, para resposta imediata de Adão: “Tem!”.

Passados 15 meses das eleições municipais em São João Batista, algumas feridas, ao que parece, permanecem abertas.

De saída

Postado em 27 de janeiro de 2026
Foto: Arquivo pessoal

Se a determinação do partido for respeitada, o canelinhense Thiago Vinícius Leal (MDB) precisa deixar, imediatamente, a gerência de Projetos da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural. Foi nomeado por indicação do secretário Carlos Chiodini, presidente do MDB catarinense, que se desligou do cargo.

Engenheiro agrônomo e secretário de Agricultura na gestão de Moacir Montibeler (MDB), entre 2017 e 2020, Leal ingressou no governo estadual em março de 2025, cinco meses depois de ser vencido por Diogo Francisco Alves Maciel (PL) no pleito majoritário de Canelinha. Antes, destacou-se como vereador e liderança do MDB local.

Na atual conjuntura, aparece como único emedebista do Vale do Rio Tijucas com função direta na estrutura administrativa do Estado e remuneração bruta na casa dos R$ 14,4 mil.

Alvo involuntário

Postado em 27 de janeiro de 2026
Foto: Arquivo/Agência AL

O desembarque de emedebistas do governo de Jorginho Mello (PL), decidido ontem em reunião do diretório estadual, afeta diretamente o portobelense Emerson Stein (MDB). Com o movimento, ele se despede do Legislativo catarinense assim que o titular Jerry Comper (MDB) deixar o comando da Secretaria de Estado da Infraestrutura, conforme deliberado na assembleia.

A mudança, entretanto, não viria acompanhada de urgência. De acordo com informações de bastidor, Comper deve permanecer na gestão estadual por, pelo menos, mais alguns dias, até que os projetos em andamento da pasta sejam entregues e por uma transição equilibrada.

O retorno do secretário de Infraestrutura ao parlamento, aliás, era esperado ainda que PL e MDB seguissem em aliança. O encerramento do prazo para desincompatibilizações, no fim de março, seria o dead-line. A antecipação, no entanto, era o que não estava nos planos do grupo.

Stein, que trabalha para reconquistar o posto de deputado estadual nestas eleições, vai, agora, recalcular a rota. Ex-secretário de Estado do Meio Ambiente e Economia Verde, ele precisa, inclusive, decidir se continua prestando apoio ao governador na região ou se abraça a proposta do MDB, que prenunciou, ontem, candidatura própria ao Executivo catarinense. “Vou sempre defender o melhor para Santa Catarina”, limita-se a dizer ao Blog.

Alívio

Postado em 26 de janeiro de 2026
Foto: Arquivo

O fim do casamento entre PL e MDB na esfera estadual serviu como luva para o ex-prefeito de Nova Trento, Tiago Dalsasso (MDB). Em entrevista recente, ele proclamou que nem por uma obrigação institucional dividiria o palanque com o atual chefe do Executivo municipal, Maxiliano de Oliveira (PL).

Membro titular do diretório estadual, Dalsasso participa hoje, às 19h, da reunião para deliberar sobre a permanência de emedebistas no governo de Jorginho Mello (PL). E nem se precisa dizer, afinal, de que lado da mesa o neotrentino deve se sentar.

O secretário de Estado da Agricultura, Carlos Chiodini, presidente do MDB catarinense, já anunciou que pretende deixar o cargo. Outra peça do partido na estrutura governista, e com quem Dalsasso tem relação estreita, é o secretário de Estado da Infraestrutura, Jerry Comper, que estaria entre a cruz e a espada.

A situação ficou insustentável com a escolha, dias atrás, do prefeito de Joinville, Adriano Silva (NOVO), para a chapa de reeleição do governador. O MDB era o principal interessado na vaga, e Chiodini contava com ampla cotação.

“Situações diferentes”

Postado em 23 de janeiro de 2026
Foto: Divulgação

A regência do MDB em Tijucas avalia com cautela o ingresso da suplente de vereadora Consuelo Azevedo (MDB) no governo do prefeito Maickon Campos Sgrott (PL). Distintamente dos casos de representantes emedebistas na Câmara Municipal acusados de alinhamento ao Executivo, o diretório local não considera um pedido de exclusão.

“São situações diferentes. O vereador Flávio (Henrique Souza, atual presidente do parlamento municipal) continua usando a legenda do MDB e votando em favor da administração”, justifica uma dirigente do partido, antes de revelar que Consuelo “já estava afastada do grupo desde as eleições de 2024”.

A nomeação da suplente de vereadora na Secretaria Municipal de Ação Social, aliás, foi intermediada por Souza em cooperação com o deputado estadual Emerson Stein (MDB), que contam com prestígio na gestão de Campos Sgrott. O que, para alguns membros do diretório, poderia ser um agravante. Mas as condições do ato foram, mais uma vez, relativizadas no partido.

“Ela já buscava isso, e pedia ao deputado Emerson uma colocação no serviço público. Não sabemos se pretendia permanecer no MDB ou se filiar a outra legenda, porque, em momento algum, nos comunicou”, conta a mesma dirigente ao Blog.

Por ora, o MDB tijuquense, embora contrariado, prefere a prudência.

Gestão apartidária

Postado em 21 de janeiro de 2026
Foto: Arquivo pessoal

O convite chegou, e foi aceito. A nomeação da suplente de vereadora Consuelo Azevedo (MDB) em cargo de confiança no governo de Tijucas estaria por detalhes. O destino seria a Secretaria Municipal de Ação Social, na coordenação de um núcleo de atenção aos grupos de terceira idade.

A designação, que ainda não foi oficializada, caiu como bomba no MDB tijuquense, que perde mais uma combatente para os situacionistas. Antes, o prefeito Maickon Campos Sgrott (PL) havia conquistado o préstimo do vereador Flávio Henrique Souza (MDB) na Câmara Municipal, o que já era, no diretório emedebista, tratado como calamidade.

Souza, a propósito, teria atuado fortemente – juntamente com o deputado estadual Emerson Stein (MDB) – para que Consuelo recebesse o chamado da administração municipal.

ANTES, CONTUDO

A aproximação da suplente de vereadora com os governistas vem de algum tempo. Na campanha de 2024, ela já havia conversado com o PP, partido que Campos Sgrott representou na concorrência majoritária.

A proposta era a de que Consuelo se transferisse para as fileiras progressistas com a promessa de que, mesmo não eleita ao parlamento, participasse da gestão. A relação familiar com o MDB, entretanto, foi o principal empecilho.

COALIZÃO

O prefeito, que conseguiu manter a aliança entre PP, PSD e UNIÃO BRASIL ativa, e aniquilou a oposição do PL no município – ao se filiar e integrar o partido à gestão –, passa agora, de caso pensado ou não, a amealhar emedebistas.

As parcerias com Emerson Stein e com o presidente estadual do MDB, Carlos Chiodini, mais a cedência da prefeitura ao vereador Cláudio Eduardo de Souza (MDB) em julho, por 16 dias, foram as primeiras mostras.

Consuelo abre um novo capítulo. Porque os precedentes ainda estavam frescos.

Palanque articulado

Postado em 5 de janeiro de 2026
Foto: CMT/Divulgação

Os louros do acesso do vereador Flávio Henrique Souza (MDB) ao comando da Câmara Municipal de Tijucas em 2026 foram divididos com o deputado estadual Emerson Stein (MDB), que busca renovar o mandato no parlamento catarinense. O fato, muito celebrado na confraria, fortalece o projeto do portobelense e expõe as fissuras em setores do MDB tijuquense, agastado com ambos.

Se parte do diretório emedebista de Tijucas quis, em algum momento, retirar apoio à reeleição de Stein por falta de reciprocidade na campanha de 2024, e tentou expulsar Souza das fileiras do partido em razão do alinhamento do vereador ao governo do prefeito Maickon Campos Sgrott (PP), o contra-ataque foi certeiro, silencioso e articulado. Um mudou de patamar, tornou-se o representante do MDB em posição de destaque no município, e o outro somou mais um palanque à disposição na Capital do Vale em ano eleitoral.

Em setembro, aliás, Stein recebeu Moção de Louvor do parlamento tijuquense por intermediação de Souza. Não seria surpreendente se, agora, com caminho aberto na Câmara, as aparições do portobelense nos atos da legislatura fossem mais frequentes. Pois então?!

SEM RESSENTIMENTO

Embora a regência municipal do MDB venha torcendo o nariz para o ex-prefeito de Porto Belo, ele não deixou, no entanto, de prestigiar os correligionários na Câmara. Foram aproximadamente R$ 4 milhões em emendas, distribuiídos aos parlamentares emedebistas de Tijucas desde que tomou posse de uma das cadeiras da Alesc. Para 2026, mais R$ 1 milhão está garantido.

O desagrado do núcleo radical do partido, porém, foi intensificado no apoio de Stein, especialmente quando esteve no comando da Secertaria de Estado do Meio Ambiente, ao projeto do Executivo tijuquense que objetiva a instalação dos molhes da Boca da Barra. O portobelense teve papel fundamental na conquista da LAP (Licença Ambiental Prévia), a primeira fase do processo.

Palanque impossível

Postado em 19 de novembro de 2025
Foto: Arquivo

A costura estadual aponta para MDB e PL dividindo o mesmo palanque em 2026, com os emedebistas ocupando a vaga de vice na chapa de Jorginho Mello. Mas, longe da capital, a matemática partidária não se replica com a mesma facilidade. Em cidades como Canelinha e Nova Trento, onde prefeitos são aliados diretos do governador, a aliança não deve alterar a geografia local.

Na Terra de Santa Paulina, por exemplo, uma declaração do ex-prefeito Tiago Dalsasso (MDB) tem dado o que falar. Em entrevista à Rádio Clube de São João Batista, o emedebista foi taxativo. Se for obrigado a dividir palanque com o prefeito Maxiliano de Oliveira (PL), prefere entregar o cargo que ocupa no gabinete do deputado licenciado e secretário de Estado, Jerry Comper, a quem serve como assessor externo.

A fala expôs a impossibilidade de eventual união MDB–PL no município. Para Dalsasso, a equação não fecha – e ele não esteve disposto a suavizar o tom. Disse que não compartilharia palco político “nem sob ameaça de exoneração”.

E foi além. Relembrou o pleito de 2022, mirando diretamente no rival. Contou que na eleição passada, Max era funcionário do governo Carlos Moisés da Silva (então no REPUBLICANOS) e não teria saído de casa para pedir um voto em favor do candidato à reeleição. “Eu pedi. Agora é a vez dele pedir”. No mesmo palanque, jamais.

Alianças estaduais são uma coisa; carregar bandeira no interior, outra completamente diferente.