domingo, 19 de maio de 2019 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Birra

Postado em 13 de maio de 2019

Acusado por grande parte dos emedebistas de “trair o partido” nas eleições de 2016 – quando, supostamente, teria apoiado Elói Mariano Rocha (PSD) contra o correligionário Elmis Mannrich (MDB) –, o ex-prefeito Valério Tomazi vem confessando a gente próxima que nem pensa em deixar o MDB e que, se voltar à cena política de Tijucas, será pelo MDB.

Tomazi é o único ex-prefeito periquito, ainda vivo, não contemplado na tradição de integrar a executiva municipal do partido. E vez ou outra volta à pauta do diretório, sempre que o tema “expulsão” vem à tona.

Tchau, querido!

Postado em 21 de novembro de 2018

canário criado no ninho periquito, enfim, voou. A regência do MDB de Tijucas se reuniu anteontem para tratar de um incômodo: a presença do vereador Cláudio Tiago Izidoro nas fileiras do partido. O assunto, que há tempos frequenta a pauta dos encontros emedebistas no município, teve um capítulo final. Por maioria absoluta de votos, o parlamentar foi expulso.

Apenas o ex-vereador Edson Souza e um dos atuais, Odirlei Resini, optaram por manter Izidoro na legenda. Todo o restante do diretório, porém, votou pela expulsão.

ERA ESPERADO

O parlamentar, que conquistou a suplência em 2016 na retaguarda de Elmis Mannrich (MDB), foi alçado à Câmara em aliança com a base governista e, desde então, vem defendendo resolutamente a gestão do prefeito Elói Mariano Rocha (PSD), na contramão da cartilha periquita.

O tolhimento de Izidoro das fileiras emedebistas, a propósito, não chega a ser um ônus ao vereador. Ele próprio, em oportunidades diversas, teria pedido ao presidente do partido no município, Fernando Fagundes, para que o diretório formalizasse a expulsão.

CIENTE E CONSCIENTE

Questionado pelo Blog, o vereador, agora sem partido, disse que “ainda não recebeu o comunicado oficial”, mas que já soube da decisão do diretório por terceiros.

Pedido de expulsão

Postado em 26 de setembro de 2018

O vereador Cláudio Tiago Izidoro (MDB), de Tijucas, vem pedindo sistematicamente, quase implorando, para que o presidente municipal do MDB, o também vereador Fernando Fagundes, o expulse das fileiras do partido. Se assim não for, deve sair, por livre e espontânea vontade, em abril de 2019, na abertura da janela de transferências da política nacional, sem o risco de perda de mandato.

Izidoro, embora em legenda de oposição, compõe, desde que assumiu a vereança, a base de sustentação do prefeito Elói Mariano Rocha (PSD) na Câmara e trabalha, de peito aberto, pela eleição de Gelson Merisio (PSD) ao governo estadual nestas eleições. Pois, então?!

Contraponto

Postado em 25 de setembro de 2018

O presidente estadual da Rede Sustentabilidade, advogado Nelson Zunino Neto, de São João Batista, faz contraponto à nota “Infidelidade“, de ontem no Blog – que informou sobre a possível, ora provável, expulsão do suplente de vereador Paulo Cesar Venera das fileiras da REDE por infidelidade partidária.

“Não é verdade. Não houve qualquer comunicado oficial. Paulinho esteve ontem no meu escritório e está firme na Rede”, garante o comandante do partido de Marina Silva em Santa Catarina.

Infidelidade

Postado em 24 de setembro de 2018

A declaração de apoio, sábado (22), do prefeito de Rio do Sul, Jose Eduardo Rothbarth Thome (ex-PSDB, agora sem partido), a candidatos da coligação “Aqui é Trabalho”, liderada por Gelson Merisio (PSD), provocou reação imediata entre os tucanos – que têm Napoleão Bernardes como candidato a vice-governador e Paulo Bauer tentando a reeleição ao Senado, no grupo de Mauro Mariani (MDB): logo na sequência, o PSDB de Santa Catarina expulsou o mandatário rio-sulense das fileiras do partido.

A propalada infidelidade partidária deve abreviar, também, a estada do suplente de vereador Paulo Cesar Venera (REDE), de São João Batista, no renque da Rede Sustentabilidade. Ele vem manifestando apoio ao deputado estadual e candidato à reeleição Serafim Venzon (PSDB) e, por isso, irritando a gerência estadual da legenda, comandada pelo também batistense Nelson Zunino Neto. Paulinho da Ambulância, a propósito, já teria recebido um comunicado oficial da REDE.

DOIS PESOS

Quem navega em mar de almirante, contudo, é o vereador Cláudio Tiago Izidoro (MDB), de Tijucas, que, mesmo sob diretriz emedebista, reza a cartilha do prefeito Elói Mariano Rocha (PSD) nas demandas do Legislativo municipal e acompanha, publicamente, Merisio e Marlene Fengler (PSD) no vigente processo eleitoral.

Izidoro, aliás, pela postura, já foi tema – assim como o ex-prefeito Valério Tomazi (MDB) – de assembleias internas do partido. Em janeiro, a propósito, decidiu-se que o vereador, mais o ex-mandatário, seriam degredados das fileiras emedebistas em breve. Em tempo: nem tão “em breve”, afinal. Pois, então?!

Cartão vermelho

Postado em 18 de janeiro de 2018

Está decidido. A pressão venceu. O ex-prefeito Valério Tomazi e o vereador Cláudio Tiago Izidoro estão com os dias contados no MDB. Ontem, em reunião interna, membros da executiva municipal em Tijucas resolveram que o ex-mandatário e o parlamentar devem ser degredados das fileiras emedebistas. O próximo passo deve ser uma visita ao diretório estadual para comunicar a resolução.

Tomazi provocou a ira dos periquitos quando destituiu em suposta represália à perda do confronto interno com Elmis Mannrich pelo direito de representar o partido na concorrência majoritária de 2016 correligionários de 11 cargos em comissão na prefeitura. Pesa, ainda, contra o ex-prefeito, o apoio velado ao então candidato adversário, Elói Mariano Rocha (PSD), no mesmo pleito.

O vereador, por sua vez, deve ser acusado de infidelidade partidária. Na suplência parlamentar do MDB, Izidoro teria firmado um acordo com a situação para defender o governo em troca da ascensão à Câmara Municipal na vaga de Jean Carlos de Sieno dos Santos (PSC), que assumiu a Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo do município na metade de 2017.

Sobrevida

Postado em 11 de dezembro de 2017

A cúpula do PMDB de Tijucas esteve reunida recentemente para decidir, de uma vez por todas, sobre um tema que vem se arrastando por meses – desde aquela fatídica pré-convenção do partido, em abril de 2016, que culminou, mais tarde, com a demissão deliberada de soldados periquitos de cargos em comissão no governo municipal e, ainda, com o apoio da máquina pública ao então candidato adversário Elói Mariano Rocha (PSD) –: a exclusão do ex-prefeito Valério Tomazi (PMDB) das fileiras peemedebistas.

Embora grande parte do diretório esteja convicta de que o ex-mandatário mereça a extrusão, o presidente, vereador Fernando Fagundes, teria preferido dar mais tempo ao tempo. De acordo com fontes ligadas ao partido, o atual comando, que acaba de assumir a agremiação, não quer, por ora, carregar esse fardo ainda no início dos trabalhos.

Cartão vermelho

Postado em 20 de julho de 2017

Com eleições internas previstas para outubro, o PMDB de Tijucas tem, por ora, um assunto particular de relativa urgência. Alguns caciques do partido cobram insistentemente que a cúpula se posicione no caso da possível exclusão ou expulsão, para melhor compreensão do ex-prefeito Valério Tomazi (PMDB) das fileiras periquitas. Os desconfortos causados pela fatídica pré-convenção de abril de 2016, a consequente exoneração em massa de servidores públicos do município que optaram por Elmis Mannrich (PMDB) naquele confronto, e as recomendações de voto em Elói Mariano Rocha (PSD) no pleito majoritário, são feridas que ainda não cicatrizaram.

Diante dos fatos, o blog ouviu um dirigente do PMDB municipal, que confirmou a pressão. “Os partidários cobram bastante. Estão magoados. Principalmente aqueles afetados diretamente. O que ele (Tomazi) fez, realmente, foi grave. Estamos com esse processo na comissão de ética do partido. Vamos ver o que é adequado fazer”, disse.

Registre-se

Postado em 13 de outubro de 2016

Personagem do quinto capítulo da série “Os 15 Motivos”, o advogado Marcio Rosa contesta parte do artigo, publicado anteontem no blog, e informa que não foi expulso do PMDB na citada reunião, em 2012, quando o diretório municipal, em assembleia, decidiu pela reforma na direção do partido em Tijucas.

Rosa, que era o presidente municipal da agremiação, garante que apenas perdeu esse posto naquele episódio. A saída das fileiras do PMDB, segundo ele, deu-se mais adiante, por vontade própria. Registre-se, portanto, a devida correção.

Cinco: A deposição do rei

Postado em 11 de outubro de 2016

Eleitos com diferença de 1.146 votos, Valério Tomazi (PMDB) e Ailton Fernandes (PSD) não encontraram facilidade no pleito majoritário de 2012 em Tijucas. Nem nas urnas e tampouco na campanha. Contavam com o favoritismo natural, com a maior militância, com o apoio do então prefeito Elmis Mannrich (PMDB) e da máquina pública, e concorriam contra uma dupla que se formou num sobressalto, dada a fragilidade da oposição à época o próprio candidato a vice-prefeito adversário, ex-vereador Antônio Zeferino Amorim, admitia, semanas antes da votação, que a formação da chapa oposicionista não inspirava grandes expectativas no início. “Eu e o Adalto (Gomes, candidato a prefeito vencido naquele ano) era dois ovo que nem cascava. Mas nós casquemo e já tamo esgravatando sozinho“, dizia, com simplicidade peculiar.

A disputa, que parecia decidida na apresentação dos competidores, ganhou contornos dramáticos nos últimos momentos. Fatores extraordinários que nasciam e se replicavam nos bastidores da corrida eleitoral foram preponderantes para a desaceleração da campanha situacionista. Além do desembarque do PSD – por conta de negociações fracassadas com o presidente municipal do partido, Jilson José de Oliveira , havia também o desgaste com o presidente do PMDB em Tijucas, Marcio Rosa, desde a pré-convenção dos periquitos, relatada com detalhes no episódio anterior, “Quatro: O partido em duas frentes“. Na reta final, apenas Fernandes permanecia no time da situação. Gil, Sérgio “Coisa Querida” Cardoso e os demais peessedistas deram as mãos a Adalto Gomes e Tonho Polícia.

Nas estâncias do PMDB, partido que administrava a Capital do Vale e concorria novamente à sucessão municipal, as dificuldades eram ainda maiores. Nome à frente das demandas do partido, Rosa abandonou os correligionários tijuquenses e partiu para Nova Trento, onde era coordenador de campanha da ex-prefeita Sandra Regina Eccel (PMDB) no pleito majoritário. Empenhos no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) e uma série de documentos, além de cheques, que necessitavam da assinatura do líder peemedebista em Tijucas se acumulavam, sem resolução, e dificultavam ainda mais os planos dos periquitos na corrida eleitoral. Cabia, naquela época, ao atual secretário de Obras, Transportes e Serviços Públicos do município, Artur Tomazoni Filho  que era tão próximo do presidente do PMDB quanto de Mannrich e Tomazi , a coleta das assinaturas; mesmo que com alguma resistência e indolência do comandante.

Marcio Rosa recebeu, por vezes durante a campanha de 2012, porta-vozes da cúpula peemedebista em Tijucas. Os recados eram sempre os mesmos: “Afaste-se ou renuncie à presidência do partido”. E a resposta também se repetia: “Só saio se me expulsarem”.

Enfim, vencidas as eleições, Elmis Mannrich reuniu o PMDB municipal no auditório da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), semanas depois do pleito, para tratar dos rumos do partido. Marcio Rosa não recebeu convite; justamente porque não fazia parte dos planos futuros da agremiação em Tijucas. Quase todos os membros da executiva estiveram presentes e decidiram, depois de expostos os motivos, que o comando do diretório haveria de ser revisto. O presidente, além de deposto, foi expulso das fileiras peemedebistas. E o então prefeito, que coordenou a campanha de Valério & Ailton naquela feita, assumiu a chefia de uma recém-instituída comissão provisória.

Rosa voltou às boas com Mannrich e com o PMDB recentemente, mas esses quatro anos de arguições, de uma inimizade exacerbada, ganhou audiência e trouxe consequências. Se houve, por um momento, alguma esperança de comover a plateia, as urnas mostraram que a estratégia estava equivocada. A paz, sempre bem-vinda, reinou mais uma vez; graças aos deuses da fraternidade. Mas a política, que não é tão benevolente, ainda não assimilou essa súbita reaproximação.