domingo, 5 de julho de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Três: O filho adotivo

Postado em 6 de outubro de 2016

No segundo semestre de 2008, Elmis Mannrich (PMDB) estava nos braços do povo. Em apenas três anos e meio, o prefeito de Tijucas ostentava o título informal de “melhor de todos os tempos” e caminhava a passos largos para a reeleição. Na retaguarda, sempre atenta e sagaz, a chefe de gabinete Flávia Fagundes filha do ex-prefeito Nilton “Gordo” Fagundes contribuía vigorosamente para a impressionante aprovação popular da administração municipal e, consequentemente, para a excelente imagem do chefe. Era ela quem fazia o atendimento aos pleitos da sociedade, encaminhava urgências ao prefeito, regia o colegiado municipal e cuidava pessoalmente de algumas demandas que pudessem ser terceirizadas. Chegava antes e saía da prefeitura depois de todos. Tinha pulso, jogo de cintura e vontade de trabalhar; além da fidelidade irreparável ao partido e, especialmente, ao patrão, a quem servia desde os tempos do escritório de advocacia.

Na carona desse ótimo momento, Fernando Fagundes (PMDB) despontava entre os jovens candidatos à Câmara na época. Filho de um dos políticos mais populares da história de Tijucas, peemedebista de berço, irmão da chefe de gabinete e frequente de inúmeros grupos sociais da cidade, tinha tudo para estrear bem nas concorrências eleitorais. Não deu outra. Em 5 de outubro daquele ano, ele recebeu 1.381 votos 20 a menos que a primeira colocada Marilú Duarte Carvalho (PMDB), então braço direito do secretário de Saúde à época, Walter Gomes Filho e conquistou, com virtudes sobejas, uma cadeira no Legislativo.

Mannrich estava reeleito e Fernando do Gordo na Câmara em 2009. Tudo parecia em ordem, não fosse a contestação dos métodos, inclusive pelos partidários, vereadores reeleitos e históricos, que, por ciúme ou por direito, passaram às objeções veladas. Formou-se, nos meses anteriores e anos seguintes à campanha, um elemento populário de que a estrutura municipal operava em função do irmão da chefe de gabinete. Alguns comissionados da prefeitura, inclusive, admitem quem eram mais valorizados se manifestassem apoio ao vereador e trabalhassem nesse sentido; e os demais parlamentares do partido, que não tinham as mesmas vantagens, começavam a ignorar alguns interesses da administração municipal na Câmara em razão dessa situação. Edson Souza e Elizabete Mianes da Silva eram, visivelmente, dois dos mais incomodados na época.

Fernando Fagundes continuou bem-sucedido nos pleitos eleitorais seguintes, sempre com expressiva votação. Neste, de 2016, era, flagrantemente, o candidato a vereador do candidato a prefeito. A esmagadora maioria dos cabos eleitorais do partido eram, e foram, também replicadores de votos para o edil reeleito; que, desta vez, somou 1.141 indicações e liderou, pela segunda vez consecutiva, a lista proporcional de classificados. O sucesso, porém, veio pela metade. Mannrich sofreu seu mais amargo revés, para tristeza de muitos e alegria de outros  principalmente de alguns que buscavam apenas a igualdade de privilégios nos seus governos anteriores.

Mérito Acadêmico

Postado em 6 de outubro de 2016

A respeitável ACO (Academia Catarinense de Odontologia) sugeriu, e seu secretário da Comissão de Paramentos, Protocolo e Honrarias, Elí José Cesconetto, de Tijucas, avalizou. No próximo dia 18 de novembro, às 20h, na Fiesc, em Florianópolis, o dentista Roberto José Souza Zytkuewisz, que recentemente comandou a Secretaria de Saúde de Tijucas, recebe a homenagem do Mérito Acadêmico, a maior das honrarias concedidas pela entidade que, neste ano, celebra o seu jubileu de prata.

O galardão é direcionado aos odontólogos que ocupam cargos públicos. Outro tijuquense que também havia recebido o Mérito é Rubens Barreto, o Binho, ex-prefeito da Capital do Vale que morreu no domingo (2).

Representação

Postado em 6 de outubro de 2016

Corretora imobiliária de excelência, Gislaine Devitte que atua nos mercados de Tijucas e Itapema  estará na Expolages 2016, a maior feira agropecuária de Santa Catarina, entre os dias 13 e 16 próximos, no Parque Conta Dinheiro, em Lages.

Cerca de 80 stands com expositores das mais variadas categorias estarão à disposição do numeroso público do evento; e a região estará representada no setor imobiliário, onde, atualmente, estão as nossas mais significativas mostras de progresso.

Dois: A ressurreição de Lázaro

Postado em 5 de outubro de 2016

Candidato a vice-prefeito vencido nas eleições de 2004 pelo PSDB, o genuinamente cola-branca Luiz Rogério da Silva passou os três anos seguintes em Brasília, como assessor do então deputado federal Djalma Berger. À época no emergente PSB, ele recebeu um convite inusitado: disputar as eleições municipais de Tijucas como candidato a vice-prefeito do ex-adversário Elmis Mannrich (PMDB), que iria à reeleição. As indicações partiram do ex-prefeito Nilton “Gordo” Fagundes, que se alinhava fortemente à administração municipal, e da então secretária de Educação, Elizabete Mianes da Silva. As costuras começaram na Câmara, com o vereador Sérgio Murilo Cordeiro, que ainda era oposição e muito próximo de Rogerinho. Gordo e Bete sustentavam que dificilmente perderiam a eleição se os dois líderes oposicionistas fossem aliados naquela feita.

Mannrich e o PMDB tiveram a primeira chance de anular dois dos seus principais adversários. Mas preferiram oxigenar a carreira política de Silva e dar guarida a Cordeiro, que anunciava aos quatro ventos suas diferenças com o PT e com Roberto Vailati, candidato no pleito majoritário pela oposição em 2008. A dupla Elmis & Rogerinho venceu, com a maior diferença de votos da história (6.252), a eleição pela prefeitura de Tijucas; e Serginho recebeu, a partir de 2009, como prêmio pela lealdade na campanha, o comando da Secretaria Municipal de Saúde, para desgosto nefando dos peemedebistas históricos. O abrigo, com pompa e circunstância, aos ex-adversários – um na vice-prefeitura e outro numa das principais pastas do governo –, passou a ser um problema que o prefeito e a cúpula do partido se obrigaram a administrar desde então. O desconforto, de parte a parte, era nítido.

Eleita pela primeira vez à Câmara Municipal, a professora Lialda Lemos (PSDB), que se transformaria na mais severa crítica dos governos peemedebistas nos últimos tempos, escolheu sua primeira vítima naquela legislatura. Dela, o então vice-prefeito recebeu a alcunha de Lázaro, o personagem bíblico ressurgido da morte.

Rogerinho se reergueu. Serginho seguiu forte. Ambos certamente têm gratidão à assistência do PMDB numa das fases decisivas das suas carreiras públicas; e domingo (2 de outubro de 2016), de volta às suas origens, foram respectivamente responsáveis pelo marketing e pela coordenação geral da campanha do professor Elói Mariano Rocha (PSD), vitorioso na mais catastrófica participação dos periquitos nas eleições majoritárias de Tijucas.

Bate e rebate

Postado em 5 de outubro de 2016

Ainda no domingo (2), enquanto Elmis Mannrich (PMDB) lamentava a derrota nas eleições de Tijucas, a engenheira florestal Valéria Tomazi, filha do prefeito Valério Tomazi (PMDB), publicava no Facebook que “Pior do que perder uma convenção, é perder uma eleição”, e finalizava a postagem com a frase “Agora, senta e chora!”.

A resposta não tardou. O perfil Antes Depois Tijucas, que impulsionava a campanha de Mannrich nas redes sociais, rebateu: “Só uma coisa a dizer sobre este comentário: o PMDB perdeu a eleição por causa do teu pai, que pediu para ser ruim e abusou. Incompetente!”. Pois, então?!

Arte solidária

Postado em 5 de outubro de 2016
Arte: Divulgação

Dois trios musicais, dois artistas fotográficos, um poeta e um clube de disc jockeys inteiram a programação do I Sarau Beneficente em prol do Lar Santa Maria da Paz, de Tijucas. No próximo dia 20, com início às 20h30, o Magnata’s Bar é palco dos shows de Música Orgânica e Tio Gui, além das exposições fotográficas de Isadora Manerich e Emerson Leal, da “poesia no varal” proposta por Thiago Furtado e da discotecagem do Clube do Vinil.

Os ingressos custam alimentos não perecíveis ou utensílios de higiene pessoal, que serão integralmente repassados aos estimados hóspedes do nosso elogiável abrigo de idosos.

Um: O rompimento com o PT

Postado em 4 de outubro de 2016

Da série “Os 15 motivos”  onde o blog, num trabalho de pesquisa, memória e coleta exclusiva, pretende fundamentar os equívocos capitais do PMDB de Tijucas, desde a retomada do poder, que culminaram na acabrunhante derrota de domingo (2) , segue o primeiro capítulo:

Vereador por três legislaturas consecutivas, o advogado Elmis Mannrich (PMDB), ainda que não fosse unanimidade nas bases do partido, conquistou a prefeitura em 2004, numa virada extraordinária sobre Uilson Sgrott (PFL), que concorria à reeleição e ostentava favoritismo absoluto. Fragilizado e dividido, o PMDB passava por sérias divergências internas e sofria com a falta de crédito e apoio econômico. O candidato a vice-prefeito na chapa, advogado Roberto Vailati (PT), trouxe, além da militância petista que começava a se fortalecer em Tijucas pela popularidade incontestável do presidente da República à época, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os primeiros indícios de aporte financeiro à campanha. Outros reforços de caixa foram conquistados no decorrer da caminhada pela atuação ora temerária do advogado Marcio Rosa, que presidia o partido no município e assumiu todos os riscos. Às 17h do dia 3 de outubro daquele ano, a cidade ficou verde.

Mannrich iniciou o governo na primeira manhã de 2005 com grandes expectativas. E não decepcionou. Comparado ao antecessor, que teve gestão contestada inclusive pelos correligionários, o prefeito do PMDB não tardou a cair nas graças dos munícipes com ações animadoras e obras públicas de grande aprovação popular. Os recursos federais passaram a ser presentes e frequentes em Tijucas, e reza a lenda que Vailati, o vice-prefeito, tenha méritos significativos nesse processo.

Tudo caminhou às mil maravilhas até a metade do mandato. Com expressiva aceitação entre os tijuquenses, o prefeito e o então procurador geral do município, Marcio Rosa, decidiram e convenceram a cúpula do partido que descumpririam o compromisso firmado com o vice-prefeito dois anos antes de que Vailati seria o candidato a prefeito em 2008 com Mannrich como vice , e que caminhariam para a reeleição com ou sem o PT. Havia, inclusive, um documento assinado pelas lideranças dos dois partidos, que, no fim das contas, de nada valeu. O adjunto anunciou o rompimento com o PMDB, contou a perfídia aos jornais, e todos os petistas, um a um, foram deixando os cargos que ocupavam na administração municipal.

Desde então, Mannrich e o PMDB deram à luz um inimigo mortal. Roberto Vailati e o PT começavam, naquele momento, uma força-tarefa para arrancar os periquitos do poder. Domingo (2 de outubro de 2016), uma década depois, eles finalmente conseguiram.

Perde e volta

Postado em 4 de outubro de 2016

Passadas as eleições em Tijucas, o candidato a prefeito vencido Elmis Mannrich (PMDB) deve retornar à presidência do Imetro/SC, autarquia do Governo Estadual que comandou até o prazo de desincompatibilização, no início de junho. Na cadeira desde então, a atual presidente, Elizabete Baesso, inclusive, estaria ciente dessa negociação quando assumiu o cargo.

Assistente da presidência e organizadora da campanha de Mannrich no pleito municipal, Flávia Fagundes esteve em férias nos últimos 30 dias e também volta ao posto.

Rápido e rasteiro

Postado em 4 de outubro de 2016
Foto: Léo Nunes

O prefeito Valério Tomazi (PMDB) teve protagonismo discreto nestas eleições. Votou às 10h30 da manhã de domingo (2), no Cruz e Sousa, e, minutos depois, desapareceu.

Entre a urna e a volta para casa, o chefe do Executivo tijuquense recebeu cumprimentos e interpelações de eleitores, em sua maioria peemedebistas. As conversas foram curtas.

Lágrimas a mais

Postado em 3 de outubro de 2016

Tristes coincidências à parte, há que se registrar o falecimento, no dia em que o PMDB sofreu um dos seus maiores reveses em Tijucas, do ex-prefeito Rubens Barreto, um dos fundadores do partido no município. Binho, como era conhecido popularmente, governou a Capital do Vale entre 1989 e 1992, e, desde então, nunca mais concorreu novamente a cargos eletivos. Sua última incursão na vida pública deu-se no governo de Uilson Sgrott (DEM), entre 2001 e 2004, quando assumiu a superintendência da FME (Fundação Municipal de Esportes).

Dentista de longa carreira fui um dos seus pacientes, inclusive –, ele estava com 68 anos. Bastante debilitado, despediu-se da vida ontem, em Florianópolis, onde estava internado há algum tempo.