Flerte partidário
Foto: Reprodução/Instagram
O prefeito de São João Batista, Juliano Peixer (UNIÃO), rendeu-se ao PL. Ele esteve ontem com dirigentes estaduais do partido, em Florianópolis, para tratar de uma possível conjuntura. Como trunfo, filiaria um grupo formado por vereadores da base e aliados políticos. E, se necessário, assinaria a ficha e integraria a proposta.
A ideia inicial seria a reedição do modelo aplicado em Tijucas, com o chefe do Executivo municipal aderindo ao projeto da legenda na esfera superior ainda que no âmbito local o PL caminhasse na oposição. A oferta, no entanto, encontrou resistência.
A executiva estadual considera que o trabalho do PL em São João Batista seja satisfatório e não pretende, neste momento, modificar a rota. A proximidade do presidente municipal do partido, empresário Felipe Lemos, com a família Bolsonaro – especialmente com o senador e o deputado federal eleitos Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro, que tiveram campanhas coordenadas por ele na região –, seria o principal limitador.
O plano B, avaliado por Peixer, passa a ser o Republicanos, que atua em Santa Catarina como agregado do PL e abrigo para adeptos menos radicais do movimento de direita no estado. Personagens da ala governista na Capital Catarinense do Calçado confirmam a possibilidade de aderirem à proposta como medida paliativa. O prefeito segue na articulação.
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BASTIDORES
Semanas atrás, o ex-vereador Heriberto Eurides de Souza, amigo e conselheiro de Peixer, anunciou filiação ao PL com chancela da deputada federal reeleita Júlia Zanatta (PL-SC), a quem apoiou no primeiro turno das eleições.
O movimento gerou especulações no município sobre o interesse do grupo governista no controle do partido. A iniciativa do prefeito, agora, reforça o rumor.










