sexta-feira, 12 de junho de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Pacto gravado

Postado em 10 de junho de 2026
Foto: Arquivo pessoal

Vazaram mensagens de áudio do prefeito Juliano Peixer (UNIÃO), de São João Batista, supostamente para o ex-vereador Heriberto Eurides de Souza, sugerindo “um blocão com o 44 e o PSD do Daniel (Netto Cândido, ex-prefeito e adversário direto nas eleições de 2024)” e o isolamento do PP, aliado na atual conjuntura. As gravações se espalharam rapidamente entre oposicionistas e, obviamente, nos grupos de apoiadores, os mais preocupados.

No recado, Peixer articula uma coalizão e propõe a Betinho “pegar o PL” – hoje sob o comando do empresário Felipe Lemos, também rival na eleição passada – e “deixar o MDB e o PP um de cada lado”, com a expectativa de atrair o apoio dos emedebistas.

Embora o material tenha surgido recentemente, interlocutores da base garantem que as conversas sejam antigas. Na argumentação dos situacionistas, as mensagens teriam sido trocadas ainda no período de formação das alianças, com vistas no pleito de 2024, e não refletiriam o contexto atual.

Para a oposição, independentemente das divergências temporais, o diálogo evidencia, mais uma vez, o impasse entre Peixer e o comando do PP – condição que, inclusive, tumultuou o ambiente político da prefeitura no início da gestão. A frase “do tipo que estão fazendo, é pra aleijar nós”, presente no áudio, corrobora a questão. Ouça:

Ingresso condicionado

Postado em 9 de junho de 2026
Foto: Brenno Gonçalves/Arquivo LDF

Nunca foi segredo que o destino mais provável do empresário Thiago Peixoto dos Anjos, ao deixar o PL, seria o MDB – onde tem fortes raízes familiares e um passado de militância. O que nunca ficou claro, entretanto, foram as condições dessa eventual migração.

De acordo com fontes precisas do Blog, o segundo colocado na disputa da prefeitura em 2024 reivindicava que o presidente municipal do MDB, ex-prefeito Elmis Mannrich, com quem tem relação estreita, convocasse uma plenária para o ato de filiação e anunciasse, previamente, com firma registrada, que Peixoto dos Anjos seria o candidato do partido no próximo pleito majoritário de Tijucas. A resposta, porém, não agradou.

Mannrich teria argumentado que, nem que quisesse, poderia dar, monocraticamente, qualquer garantia. E explicado ao empresário que o MDB tem um diretório constituído no município, centenas de filiados, e que qualquer decisão dependeria da vontade da maioria.

Desde então, e longe de um acordo, Peixoto dos Anjos segue sem filiação. Recentemente, passou a conversar com a cúpula do PSD – mais precisamente com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Júlio Garcia – e chegou a ser, inclusive, especulado no comando da legenda no município, a depender do desempenho do atual presidente, ex-prefeito Eloi Mariano Rocha, em favor dos candidatos pessedistas nestas eleições.

Conquista territorial

Postado em 2 de junho de 2026
Foto: Divulgação

Com a desistência do prefeito Diogo Francisco Alves Maciel, de Canelinha, da disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa nestas eleições, o PL catarinense passou a considerar que o Vale do Rio Tijucas deva ter um candidato a deputado estadual. E tem feito investidas, principalmente em São João Batista, para preencher essa lacuna.

Nos últimos dias, o empresário Felipe Lemos, presidente do partido na Capital Catarinense do Calçado, tem sido recorrentemente assediado por interlocutores do governador Jorginho Mello. A ideia do voto local tem sido uma constante na cúpula do PL estadual.

Para o convite ao batistense, a executiva do partido teria observado o desempenho de um conterrâneo de Lemos nas eleições de 2022. Os 20.110 votos de Daniel Netto Cândido (então no PODEMOS) poderiam, na conta de estrategistas liberais, ser mantidos na região e realocados no projeto de reeleição do governador e na bancada do partido na Alesc.

O empresário, entretanto, depois de seguidas reuniões com a executiva do PL em Santa Catarina na semana passada, decidiu declinar. Aos mais próximos, Lemos tem revelado que uma candidatura a deputado estadual sem o planejamento adequado poderia afetar negativamente o projeto de 2028, quando pretende concorrer novamente à prefeitura de São João Batista.

Outros nomes na região, de um ex-vereador, de uma pastora evangélica e de um ex-servidor em cargo de confiança no governo de Jair Bolsonaro, continuam sendo avaliados no PL catarinense para o preenchimento da vaga.

Falta sentida

Postado em 15 de maio de 2026
Foto: Arquivo pessoal

Não se deixou de perceber a ausência do vice-prefeito de Canelinha, Antonio Carlos Machado Junior, da lista de principais lideranças do PSD na região, na recepção ao pré-candidato a governador do partido, João Rodrigues, quarta-feira (13), em Tijucas. Embora tenha sido um dos primeiros a defender a postulação do ex-prefeito de Chapecó ao Executivo estadual, o adjunto canelinhense decidiu reconsiderar.

O recuo, obviamente, foi estratégico. E tem fundamento no bloco político a que Machado Junior pertence no município. O vice-prefeito depende da base, com liderança do prefeito Diogo Francisco Alves Maciel (PL) – ativo estrutural do projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL) no Vale do Rio Tijucas – para ser o representante consensual do grupo no pleito municipal de 2028.

Ao Blog, questionado, Machado Junior disse que, embora nutra “enorme carinho” por Rodrigues, “a sequência do trabalho de Jorginho é fundamental”. O adjunto acrescentou, entretanto, que segue alinhado a outras pré-candidaturas do PSD, como a de Napoleão Bernardes para a Assembleia Legislativa e a de Júlio Garcia para a Câmara Federal, e que esse seria “independente de questões políticas, um reconhecimento a quem reconhece Canelinha”.

MIGRAÇÃO

Nos bastidores, ventilou-se, porém, que a falta de Machado Junior ao evento estivesse relacionada a um ajuste partidário com o PL, e que, inclusive, o vice-prefeito de Canelinha pudesse se filiar ao partido do governador Jorginho Mello no futuro próximo.

“Existem conversas, sim, e, se entendermos que o melhor para Canelinha seja essa mudança, assim faremos. Temos um grande articulador, que é o prefeito Diogo, e confio muito nele”, revelou, ao Blog, o vice-prefeito.

Firme e forte

Postado em 27 de abril de 2026
Foto: Arquivo pessoal

Na seara local, quase ninguém entende porque o engenheiro agrônomo Thiago Vinícius Leal, candidato do MDB a prefeito de Canelinha em 2024, continua empregado no governo estadual. Foi alçado ao cargo por intermédio do presidente estadual do partido, Carlos Chiodini – que rompeu com o governador Jorginho Mello (PL), deixou o comando da Secretaria de Estado da Agricultura em janeiro e passou a circular com João Rodrigues (PSD) –, mas, diferentemente de outros emedebistas na estrutura do Estado, permanece ativo na folha.

Leal, que cumpre expediente na gerência de Projetos da Agricultura estadual com remuneração bruta na casa dos R$ 13,9 mil, foi admitido em março de 2025, quando Chiodini ainda era secretário e o MDB apoiava a proposta de reeleição de Jorginho. Relações que, a propósito, foram desfeitas.

Nas rodas de especulação, conjetura-se que o canelinhense seja muito competente no que faz, a ponto de assumir status de indispensabilidade, ou que, nesse meio tempo, tenha construído relações no governo que o mantenham no cargo independentemente da ruptura política entre MDB e PL.

Do PL ao PSD

Postado em 20 de abril de 2026
Thiago Peixoto dos Anjos, Marlene Fengler, Júlio Garcia e Claudemir Correia, na Alesc | Foto: Divulgação

O empresário Thiago Peixoto dos Anjos, candidato a prefeito de Tijucas em 2020 e 2024, esteve com o presidente da Assembleia Legislativa e liderança exponencial do PSD em Santa Catarina, deputado estadual Júlio Garcia, semana passada, e aguçou a curiosidade da claque política local. Nas rodas de especulação, as conversas davam conta do possível ingresso do ex-PL nas fileiras pessedistas e consequente assunção do comando do partido no município, atualmente sob a batuta do ex-prefeito Eloi Mariano Rocha.

As conjeturas, no entanto, foram prontamente negadas por Peixoto dos Anjos. Ao Blog, ele declarou o voto em João Rodrigues (PSD) para a disputa do governo estadual, mas rechaçou qualquer movimento de bastidores em torno da legenda. “Como saí do PL, naturalmente tenho sido convidado por outros partidos. Mas não devo tomar nenhuma decisão nos próximos meses”, finalizou.

DESAGRADO

A apuração do Blog, a propósito, denota o descontentamento de Garcia com a postura de Mariano Rocha. O ex-prefeito e seu principal representante na gestão local, vice-prefeito Rudnei de Amorim (PSD), têm manifestado apoio ao projeto da deputada estadual Ana Paula da Silva (PODEMOS) para a Câmara Federal, o que teria provocado divergências – e cobranças – entre a cúpula pessedista no estado e a regência do partido no município.

De acordo com gente próxima do presidente da Alesc e pré-candidato a deputado federal, a linha de sucessão, entretanto, caso houvesse uma intervenção, seria respeitada e o comando do PSD tijuquense oferecido ao ex-vice-prefeito Sérgio “Coisa Querida” Cardoso.

O novo mapa da Alesc após a janela

Postado em 15 de abril de 2026
Foto: Agência AL/Divulgação

O cenário político de Santa Catarina, depois do fechamento da janela partidária, mostra um governo com uma rede de apoio muito ampla na Assembleia Legislativa. O governador Jorginho Mello (PL) conseguiu não apenas ampliar a base, como também organizar alianças de maneira bem pragmática, o que deve facilitar a aprovação de pautas e reduzir o espaço para oposição.

O PL se consolidou como o principal partido nesse arranjo, com 14 deputados, e funciona no Legislativo como o núcleo de sustentação do governo. Além disso, partidos como REPUBLICANOS e NOVO também participam da base e ajudam a dar mais consistência política e ideológica ao projeto de reeleição de Jorginho.

Um ponto interessante é a posição do MDB, que conseguiu manter suas seis cadeiras na Alesc, e que apesar do discurso de independência, depois de ser “chutado” pelo governador, na prática tem mostrado proximidade ao governo em muitas votações. Lideranças como Antídio Lunelli, Jerry Comper e Fernando Krelling frequentemente adotam posições alinhadas ao Executivo, o que acaba ampliando a maioria governista.

Com isso, o PSD e os partidos de esquerda acabam ficando isolados na Assembleia. Mesmo mantendo suas bancadas, têm pouca capacidade de barrar projetos. Ao mesmo tempo, legendas menores, como PODEMOS e PRD, perderam espaço, o que também contribuiu para um cenário mais favorável ao governo.

No geral, Jorginho entra na fase final do mandato com um parlamento bastante alinhado ao Executivo. O principal desafio daqui para frente pode não ser lidar com a oposição, mas sim administrar uma base tão grande e diversa. Com muitos aliados disputando espaço, existe o risco de conflitos internos, especialmente na definição das candidaturas para as eleições que se aproximam.

Amigo do inimigo

Postado em 1 de abril de 2026
Foto: Arquivo/Divulgação

A chamada Turma do Ferro Velho – como ficou conhecida uma das alas do PL de Tijucas, com liderança do vereador José Vicente “Zezinho” de Souza e Silva e seu irmão, o empresário Osnildo “Dinho” de Souza e Silva – vem administrando uma frustração. A filiação do deputado estadual Nilso Berlanda, a quem sempre defenderam, ao PSD, encorpando a campanha de João Rodrigues, foi engolida a seco no grupo.

Presidente do REPUBLICANOS e braço do PL no município, o empresário Alberto Carlos “Tito” Dolorini, voz de comando do núcleo, diz, desconcertado, com exclusividade ao Blog, que o movimento de Berlanda foi uma “infelicidade”, mas garante que o compromisso com o curitibanense segue inabalado. “Como deputado, para nós, ele foi nota mil. Muitas das emendas que conseguimos para o município vieram dele. Trabalharemos por ele”, sustenta.

As outras frentes da Turma do Ferro Velho são, obviamente, os projetos de reeleição do governador Jorginho Mello (PL) e do deputado federal Jorge Goetten (REPUBLICANOS-SC), e a chapa liberal ao Senado, com Carlos Bolsonaro e Caroline De Toni.

Reaproximação

Postado em 26 de março de 2026

Os deputados estaduais Ana Paula da Silva (PODE) e Emerson Stein (MDB) deixaram as rusgas do passado em segundo plano e voltaram às boas. Mais que isso, a propósito. Entre as opções do portobelense para a janela partidária, estaria o convite do PODEMOS, que a ex-prefeita de Bombinhas preside em Santa Catarina.

Stein entrou em desacordo com o MDB, que passou para a trincheira de João Rodrigues (PSD) ao tempo em que seu declarado arrimo tem sido ao projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL). A filiação ao PL, que tem o chefe do Estado como expoente supremo na seara barriga-verde, ainda vem sendo considerada.

Paulinha comanda, amanhã, no Hotel Faial, em Florianópolis, encontro da executiva estadual do PODEMOS. O destaque do evento deve ser o ingresso do mandatário da capital, Topázio Silveira Neto (ex-PSD), nas fileiras podemistas. Mas não seria surpresa se o ex-prefeito de Porto Belo aparecesse na lista de filiados e indicados para a nominata de pré-candidatos do partido ao parlamento catarinense. A conferir.

Ficha em branco

Postado em 19 de março de 2026
Foto: Divulgação

Aberta a janela partidária, o deputado estadual Emerson Stein (MDB) recebeu uma proposta sedutora: filiar-se ao PL e representar o partido na Costa Esmeralda e no Vale do Rio Tijucas. O convite partiu do governador Jorginho Mello (PL), que gostaria de seguir contando com o portobelense no seu rol de apoiadores.

A possibilidade de mudança decorre do cenário de incertezas no MDB catarinense. A legenda defendida por Stein se divide entre manter o alinhamento ao governo – e, consequentemente, ao plano de reeleição de Jorginho – e apostar em projeto independente. Indefinição que, da parte dele, nuca foi considerada.

O ex-prefeito de Porto Belo, que comandou a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e conquistou espaço na Assembleia Legislativa porque a Infraestrutura estadual foi cedida ao MDB, vem colocando a gratidão ao governador na prateleira mais alta. Aos seus, ele garante que seria pró-Jorginho em qualquer situação nestas eleições.

Consultado pelo Blog, Stein confirmou o convite para se filiar ao PL, mas explicou que “a proposta precisa ser avaliada com cautela”. Enquanto isso, as negociações seguem à toda nos bastidores da política barriga-verde.