domingo, 22 de março de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Trono abdicado

Postado em 7 de janeiro de 2026
Foto: Arquivo

Ex-vereador, assistente de gabinete da Casa Civil estadual e candidato a vice-prefeito de Tijucas em 2024, Fernando Fagundes renunciou à presidência do PL municipal. O comunicado foi feito ontem, em reunião com dirigentes e vereadores do partido.

O movimento, obviamente, tem a ver com a filiação do prefeito Maickon Campos Sgrott, embora a relação entre ambos tenha sido, desde sempre, cordial e respeitosa. “Gosto do Maickon e torço por ele, mas não posso comandar um projeto que se confunde, agora, com um modelo de gestão que combati nas eleições e com o qual não me identifico”, revela Fagundes com exclusividade ao Blog.

Vice-presidente da comissão municipal, a irmã do governador Jorginho Mello, empresária Filomena Mello, que mora em Tijucas, efetiva-se automaticamente na regência do PL tijuquense. Fagundes, no entanto, segue filiado ao partido, servindo normalmente ao Estado e na orientação regional da proposta de reeleição do governador.

Perda sentida

Postado em 7 de janeiro de 2026
Foto: Larissa Martinelli

Orientador do PP na região, o deputado estadual Altair Silva, de Major Gercino, foi pego de surpresa com a filiação do prefeito Maickon Campos Sgrott no PL. Um dia antes, ele esteve reunido com o chefe do Executivo tijuquense, e o assunto, em nenhum momento da conversa, entrou na pauta.

Figura influente na regência do partido em Tijucas, o parlamentar sabia da possibilidade, e trabalhava internamente para evitar esse desfecho. Desde então, o sentimento tem sido de contrariedade, externado em mensagens pessoais a Campos Sgrott e a correligionários locais.

Silva contava, sobretudo, que a relação de amizade com a família, especialmente com o pai do prefeito, Uilson Sgrott – com quem passou parte da adolescência na Colônia Nova Itália, em São João Batista – fosse suficiente para sustentar o mandatário tijuquense na base progressista. A sensação de perda, portanto, foi além da convenção política.

O deputado, agora em corrente distinta da gestão de Tijucas, contudo, ainda conta com prestígio na prefeitura. Foi um dos mais atuantes na destinação de emendas ao município – com cerca de R$ 1,3 milhão endereçados aos cofres locais em 2025 –, e tem sido apresentado como “um dos candidatos do prefeito”, em atenção dividida com Emerson Stein (MDB), para a disputa do parlamento catarinense nestas eleições. Condição que, segundo o próprio chefe do Executivo municipal, não mudou.

Cálculo refeito

Postado em 7 de janeiro de 2026
Foto: Arquivo

O prefeito de Canelinha, Diogo Francisco Alves Maciel (PL), que planeja se candidatar a deputado estadual nestas eleições, sente a confiança fluir. A adesão do mandatário tijuquense Maickon Campos Sgrott ao PL, anunciada ontem, fez aumentar as esperanças na vizinhança. Nas contas do partido, o capital eleitoral dos liberais se expande significativamente com a prefeitura de Tijucas, a maior do Vale, no projeto.

Alves Maciel, que tinha a viabilidade como empecilho – especialmente por administrar um município pequeno e poder de barganha limitado na região –, entende que o crescimento da legenda na esfera regional pode favorecer a proposta de representatividade local na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa. Agora, o PL passa a ter participação ativa em quatro das cinco prefeituras do Vale do Rio Tijucas.

Embora o mandatário canelinhense ainda dependa do aval da cúpula do partido, os cálculos foram refeitos. Todos, a bem da verdade, no campo das possibilidades. “Não conversei com o Maickon e nem com o Jorginho (Mello, governador e presidente do PL em Santa Catarina) sobre isso, mas, obviamente, gostaria de ter esse apoio. Se uma prefeitura grande como a de Tijucas me abraça, dou um grande passo”, comenta o pré-candidato a deputado estadual com exclusividade ao Blog.

Migração consumada

Postado em 6 de janeiro de 2026
Foto: Divulgação

Os sinais eram claros, e só não via quem não queria. Era questão de tempo para que o prefeito Maickon Campos Sgrott confirmasse as especulações e assinasse filiação ao PL. O que estava previsto para a janela de transferências partidárias, em março, no entanto, foi antecipado.

Sempre que perguntado sobre o assunto, o chefe do Executivo tijuquense reafirmava o compromisso com o governador Jorginho Mello, presidente do partido em Santa Catarina, e dizia que essa poderia ser uma condição para “ter mais ajuda do Estado”. Na última entrevista ao LINHA DE FRENTE, na VipSocial TV, em dezembro, Campos Sgrott falou em “soma de forças” e garantiu que a aliança governista seguiria como protagonista na cena local: “PROGRESSISTAS, PSD e UNIÃO BRASIL não serão abandonados”, frisou.

De acordo com as primeiras informações, o ingresso do mandatário tijuquense no PL tem contrapartidas muito bem definidas: o contorno viário da região, que desviaria o fluxo de caminhões do perímetro urbano, e os molhes da Boca da Barra, que teria, no momento, apenas a LAP (Licença Ambiental Prévia), conquistada a duras penas no primeiro ano da gestão.

XEQUE-MATE

O movimento mexe sensivelmente no tabuleiro da política tijuquense, uma vez que o PL mantinha, ainda, parte da sua representação na Câmara Municipal no bloco oposicionista. A conferir, a partir de agora, como devem se comportar os vereadores Esaú Bayer, José Vicente “Zezinho” de Souza e Silva e Renato Laurindo Júnior, todos da bancada liberal e recorrentemente inversos às propostas do Executivo no parlamento.

Campos Sgrott, no entanto, desde que assumiu a prefeitura, jamais rivalizou com o PL e, inclusive, amealhou figuras importantes da legenda para o projeto governista. Caso do superintendente da FME (Fundação Municipal de Esportes), Erivelto “Danone” Leal dos Santos, que desencadeou o ingresso do suplente Écio Hélio de Melo (PL) ao bloco governista no Legislativo, ainda que sob protestos dos correligionários locais.

 

Progressista liberal

Postado em 16 de dezembro de 2025
Foto: VipSocial/LDF

O prefeito Maickon Campos Sgrott (PP), de Tijucas, não esconde que poderia migrar para o PL futuramente. O que antes versava no campo da especulação, aproxima-se cada vez mais da consumação.

Em entrevista ao LINHA DE FRENTE, na TV Vip, quinta-feira (11), o chefe do Executivo tijuquense respondeu sobre o tema, e confirmou que “as conversas existem”. Para o mandatário, ceder ao convite do governador Jorginho Mello (PL) poderia determinar o volume de aportes do Estado no município. “Ele tem nos ajudado muito, mas a gente vê outros municípios administrados por pares dele, do partido, serem muito mais ajudados”, comentou Campos Sgrott.

O possível ingresso nas fileiras liberais não significaria, pelo menos para o prefeito, a adesão aos projetos da oposição em Tijucas. Ele insiste em “soma de forças” e garante que o grupo que representa atualmente seguiria como protagonista na política local. “Jamais, se um dia o Maickon estiver no PL, o PROGRESSISTAS, o UNIÃO BRASIL e o PSD seriam abandonados. Não é assim que funciona”, disse.

Independentemente da migração para o PL, Campos Sgrott e o governador devem afinar o contato nos próximos meses, com vistas nas eleições de 2026 – quando o mandatário tijuquense pretende trabalhar, com a estrutura da prefeitura, pela reeleição de Jorginho.

Assista ao programa na íntegra:

Palanque impossível

Postado em 19 de novembro de 2025
Foto: Arquivo

A costura estadual aponta para MDB e PL dividindo o mesmo palanque em 2026, com os emedebistas ocupando a vaga de vice na chapa de Jorginho Mello. Mas, longe da capital, a matemática partidária não se replica com a mesma facilidade. Em cidades como Canelinha e Nova Trento, onde prefeitos são aliados diretos do governador, a aliança não deve alterar a geografia local.

Na Terra de Santa Paulina, por exemplo, uma declaração do ex-prefeito Tiago Dalsasso (MDB) tem dado o que falar. Em entrevista à Rádio Clube de São João Batista, o emedebista foi taxativo. Se for obrigado a dividir palanque com o prefeito Maxiliano de Oliveira (PL), prefere entregar o cargo que ocupa no gabinete do deputado licenciado e secretário de Estado, Jerry Comper, a quem serve como assessor externo.

A fala expôs a impossibilidade de eventual união MDB–PL no município. Para Dalsasso, a equação não fecha – e ele não esteve disposto a suavizar o tom. Disse que não compartilharia palco político “nem sob ameaça de exoneração”.

E foi além. Relembrou o pleito de 2022, mirando diretamente no rival. Contou que na eleição passada, Max era funcionário do governo Carlos Moisés da Silva (então no REPUBLICANOS) e não teria saído de casa para pedir um voto em favor do candidato à reeleição. “Eu pedi. Agora é a vez dele pedir”. No mesmo palanque, jamais.

Alianças estaduais são uma coisa; carregar bandeira no interior, outra completamente diferente.

Casaca virada

Postado em 11 de novembro de 2025
Foto: Divulgação

Coordenador informal do PL no Vale do Rio Tijucas – por proximidade geográfica com a sua Balneário Camboriú –, o deputado estadual Carlos Humberto Metzner Silva vai deixar de cumprir essa tarefa. Pelo menos, em função do mesmo grupo.

O ex-vice-prefeito da Dubai Brasileira, que não conseguiu convencer o governador Jorginho Mello a intervir no conflito com o PL balneocamboriuense, decidiu deixar o partido. E o destino estaria traçado.

Nesta noite, Metzner Silva janta com o colega de parlamento Júlio Garcia (PSD), que comanda a mesa diretora da Assembleia Legislativa, e com o presidente do PSD catarinense, Eron Giordani, para, em suma, selar a migração.

O movimento mexe sensivelmente no tabuleiro local, que deve passar, a partir da janela de março, a ter um soldado a mais – e com relações muito estreitas na região – na retaguarda do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que pretende desafiar Jorginho nas urnas em 2026.

Sinais claros

Postado em 6 de novembro de 2025
Foto: Divulgação

Se política vive de gestos, em Tijucas as mensagens andam sendo entregues sem bilhete – e com destinatários bem definidos. A autointitulada bancada de oposição se reuniu para alinhar votos e estratégias, mas decidiu que nem todo mundo merecia cadeira à mesa. Três vereadores simplesmente não foram chamados.

O encontro tratou de 21 projetos enviados pelo Executivo, além de seis textos complementares em análise, incluindo a criação da Fundação Municipal do Meio Ambiente e a outorga onerosa, pautas que prometem debates duros no plenário. Houve alinhamento para votações futuras e, claro, demarcação territorial.

Estiveram no encontro Lizandra Dadam (NOVO), Renato Laurindo (PL), Fabiano Morfelle (MDB), José Vicente de Souza e Silva (PL) e Esaú Bayer (PL). Ausentes – e não por agenda, mas por opção do grupo –, Cláudio Eduardo de Souza (MDB), Ecio Helio de Melo (PL) e Flávio Henrique Souza (MDB).

Nos bastidores, o comentário é direto: não houve esquecimento, mas recados. Os emedebistas já enfrentam desgaste interno no partido por aproximação com o governo de Maickon Campos Sgrott (PP). Ecinho, por sua vez, vem circulando no mesmo eixo governista, e isso bastou para que o trio fosse tratado como corpo estranho no bloco oposicionista.

Passo medido

Postado em 6 de novembro de 2025
Fotos: Arquivo

Quem esperava ver Diogo Francisco Alves Maciel (PL) embarcar de cabeça na turbulência que sacode o PL catarinense entre Caroline De Toni e Carlos Bolsonaro na disputa pelo Senado, pode tirar o cavalinho da chuva. O prefeito de Canelinha segue pelo caminho do pragmatismo com cautela e silêncio. E há uma conta quase matemática nessa postura.

A novela interna ganhou novos capítulos nos últimos dias, com a deputada Ana Caroline Campagnolo vestindo a camisa de Carol e criticando a possível candidatura do filho do ex-presidente por Santa Catarina, questionando a importação de nomes de fora do estado. Argumento conhecido, barulho grande, ânimos à flor da pele.

Mas, longe dos holofotes e das brigas ideológicas, Maciel segue no compasso de espera. Ele, assim como outros prefeitos da região, já havia respaldado o nome de De Toni – porém agora observa o jogo com atenção redobrada. Não pretende subir o tom, nem criar desconforto com Jorginho Mello. Ao contrário: garante que, quando chegar a hora, distribuirá o “santinho” com os nomes indicados pelo governador, seja qual for a escalação.

Há, contudo, um ponto sensível no cálculo. Maciel demonstra preferência para que De Toni deixe a corrida à Câmara Federal. Não por discordância política, mas por lógica eleitoral. Sem ela na disputa, o campo de votos se abre e fortalece personagens que orbitam mais perto de sua estratégia – como Zé Trovão –, distante da sombra de uma candidata competitiva no mesmo nicho.

Paciência, leitura de cenário e passos contados. Pragmatismo não faz barulho, mas costuma ser fundamental para a sobrevivência política.

Um olho lá e outro cá

Postado em 28 de outubro de 2025
Fotos: Luan Lucas/Divulgação

O encontro estadual do MDB no último fim de semana confirmou o que já se desenhava nos bastidores. O partido será coadjuvante na eleição de 2026, indicando o vice na chapa de Jorginho Mello (PL). Mas o evento repercute além do protagonismo imediato e interessa diretamente aos emedebistas do Vale do Rio Tijucas.

No entanto, o verdadeiro impacto se projeta em 2028. O MDB regional ainda se recupera do desempenho apagado nas últimas eleições municipais, saindo sem nenhuma prefeitura e figurando como oposição nos cinco municípios do Vale. Estar na chapa de Jorginho, portanto, pode representar a chance de a legenda recuperar fôlego, consolidar bases e renovar sua relevância para o pleito municipal seguinte.

O cenário local é heterogêneo: em Tijucas, o partido conta com três vereadores e a presidência da Câmara; São João Batista também soma três parlamentares; Canelinha tem dois; Nova Trento, quatro; e Major Gercino, apenas um. Em todas as praças, candidatos emedebistas sofreram derrotas majoritárias na última eleição.

Ainda assim, lideranças experientes permanecem ativas nos corredores do poder, como Tiago Dalssasso (ex-prefeito de Nova Trento), Thiago Vinícius Leal (candidato em Canelinha) e Viviane Booz Ferreira (ex-vice-prefeita de Major Gercino), que mantém cargos no governo estadual e na Assembleia Legislativa.

MÃOS À OBRA

No fim de semana, caravanas de filiados da região foram a Balneário Camboriú, cientes de que o relógio da próxima eleição já começou a contar. O pleito de 2026 permite engajar bases, impulsionar candidatos a deputados e, ao mesmo tempo, neutralizar adversários internos que poderiam assumir protagonismo.

A equação não é simples. Nos cinco municípios do Vale, apenas Canelinha deve ter uma disputa aberta, sem prefeito incumbente na corrida. Nos demais, o MDB precisará enfrentar a força da máquina governista em plena velocidade, tarefa que exigirá estratégia, articulação e capacidade de resistência política.