terça-feira, 13 de outubro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Inédito e laborioso

Postado em 5 de outubro de 2026
Foto: Divulgação

A região da Costa Esmeralda tem, a partir de 2027, pela primeira vez, uma representante legítima no Congresso Nacional. A bombinense Ana Paula da Silva (PODE) registrou mais uma importante marca na sua trajetória eleitoral e conquistou, nestas eleições, uma das 16 cadeiras catarinenses na Câmara Federal.

Paulinha somou, ao todo, 92.598 votos – 10.195 apenas em Bombinhas, Itapema e Porto Belo – e transformou um pleito que parecia ousado em dado histórico.

Desde que anunciou disposição de concorrer ao cargo, a ex-prefeita de Bombinhas vinha sendo apontada como candidata mais viável da cena regional para a vaga. As expectativas, ante ao ineditismo, foram confirmadas.

…

ESCALADA DUPLA

Paulinha sabia que não adiantaria, apenas, ser bem votada. Como presidente estadual do PODEMOS, ela teria, ainda, que impulsionar o partido para o quociente eleitoral – nas eleições de 2022, a legenda ficou aquém dessa margem e não elegeu um deputado federal.

Desta vez, os podemistas precisavam somar 266 mil votos para garantir uma cadeira na Câmara dos Deputados. Não foi o caso. Entre os votos nominais e na legenda, foram, ao todo, 218.678. A calculadora, então, foi necessária.

De acordo com as regras do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), para ter direito a uma das 16 vagas, o partido teria, inicialmente, que atingir 80% do QE: cerca de 215 mil votos. E, no caso em questão, foi no limite.

Depois, que o candidato mais votado conquistasse 20% do quociente, ou seja, algo em torno de 53 mil votos. A bombinense cumpriu, com folga, essa tarefa, e participou do sistema de sobras no cálculo partidário. Portanto, eleita e rigorosamente aprovada em todos os critérios.

Separação iminente

Postado em 28 de fevereiro de 2024
Foto: Arquivo Pessoal

Embora publicamente o discurso seja de união e engajamento, tanto o ex-prefeito Elmis Mannrich quanto o vereador Fernando Fagundes sabem que o MDB tijuquense, neste momento, tem espaço para apenas um deles.

Ainda que haja um fio de esperança no diretório e na militância por uma conciliação, as conversas entre os dois pré-candidatos do partido ao Executivo municipal têm sido cada vez mais francas e reveladoras. Fatalmente, a não ser por uma hecatombe, Fagundes deve migrar para o PL na janela de março.

Mannrich não concorda com a saída, e teria orientado o parlamentar a desistir da ideia – para que mantivesse o capital eleitoral e evitasse as cobranças da massa emedebista na sequência da carreira política.

CIRCUNSTÂNCIA
As condições são claras: ou o ex-prefeito recua, retira a pré-candidatura e, como presidente do MDB municipal, fica na coordenação de campanha, ou teria o vereador como concorrente natural pelo PL na disputa majoritária de outubro. Esta seria, neste momento, a única hipótese de acordo entre ambos.

PRECAUÇÃO
Fagundes aguarda apenas uma garantia do governador Jorginho Mello (PL) de que será o candidato a prefeito nestas eleições, independentemente dos planos da regência local do partido – que já avalizou a pré-candidatura do empresário Thiago Peixoto dos Anjos –, para confirmar a transferência.

Um primeiro contato já foi feito, com o endosso, principalmente, do deputado estadual Carlos Humberto Metzner Silva (PL) e autorização do secretário de Estado da Infraestrutura, Jerry Comper (MDB), duas das figuras a quem o vereador dedica maior consideração e compromisso.

INEDITISMO
Caso se estabeleça finalmente nas fileiras liberalistas, Fagundes provocaria, ainda, duas marcas históricas na política tijuquense: a representação inédita do PL na Câmara Municipal, com dois vereadores; e a ausência, pela primeira vez, de vereadores do MDB no Legislativo municipal.

O segundo parlamentar emedebista, Esaú Bayer, tem deixado claro, sobretudo nas reuniões do partido, que acompanharia o colega em qualquer situação, ou mesmo em outra legenda.

INTERNAMENTE
Neste cenário e diante do desajuste entre duas figuras exponenciais da atualidade no MDB, o vice-presidente municipal do partido, Davi Melo Filho, popular Galo Velho, convocou uma audiência definitiva com Mannrich para tratar especificamente das consequências dessa divisão.

Com ele, apenas para registro, uma breve lista de emedebistas que, assim como Bayer, o genro, migrariam com Fagundes para onde quer que o vereador fosse.

Cerca

Postado em 14 de março de 2023
Foto: SindiEducar/Divulgação

Reunidos na manhã de ontem, representantes do SindiEducar (Sindicato dos Professores da Rede Pública de Ensino de São João Batista) e da Câmara Municipal sugeriram que projetos relacionados às despesas da prefeitura com pessoal devam ser barrados no Legislativo até que a problemática com o magistério seja solucionada.

Em tese, e se o texto fosse aprovado, para que o prefeito Pedro Alfredo Ramos (MDB) pudesse voltar a contratar, gratificar ou rever pagamentos de servidores públicos, ele precisaria, antes, negociar com a rede municipal de ensino. Inédita na região, a medida forçaria o Poder Executivo a conceder o reajuste ao magistério batistense — pauta que vem, há meses, colocando o Poder Público e os professores em trincheiras opostas na Capital Catarinense do Calçado.

Para o vereador Nelson Zunino Neto (PP), que atua com procuração dos professores no litígio com a prefeitura, a proposta requer que “toda matéria (que envolva despesa de pessoal), antes de ir ao plenário, seja submetida à Comissão de Constituição e Justiça”. Ele reforça, ainda, que a bancada do PP na Câmara, formada por três membros, já decidiu acompanhar o pedido.

Mas, com maioria na Casa do Povo, a base governista deve rejeitar a solicitação.

Água do rio

Postado em 27 de março de 2019

A qualidade da água do Rio Tijucas passou a ser analisada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável – que contratou o Laboratório Beckhauser & Barros para avaliar os parâmetros de temperatura e nível de oxigênio, além dos indicadores químicos, como a quantidade de metais e nutrientes.

É a primeira vez que o governo estadual promove esse levantamento, muito semelhante ao teste de balneabilidade das praias, realizado em Santa Catarina há 30 anos. O contrato prevê que se sejam executados ciclos a cada 90 dias, que incluem a coleta de amostras, a análise e a posterior divulgação dos resultados.