sexta-feira, 4 de abril de 2025 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Lico no Linha de Frente

Postado em 2 de fevereiro de 2023
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Foto: Luan Lucas/Arquivo

Um dos mais experientes membros do parlamento canelinhense, o vereador Eloir João Reis (PSD) — que em sua trajetória acumula mandatos como prefeito e vice-prefeito —, conseguiu a presidência da Câmara no segundo biênio da legislatura.

O método, porém, chamou a atenção. Lico, genuinamente “cola-branca”, reuniu vereadores emedebistas, os “colas-pretas”, para alcançar o comando da mesa diretora. E nesta quinta-feira (02), o vereador explica o movimento em entrevista ao LINHA DE FRENTE, apresentado pelo colunista na TV Razão.

A conversa deve caminhar, ainda, por outras questões importantes na política de Canelinha, como as relações do vereador com figuras do Executivo, a disposição de concorrer novamente à prefeitura e muito mais. O LINHA DE FRENTE vai ao ar a partir das 19h30, ao vivo, em todas as plataformas do Jornal Razão.

Sobre o muro

Postado em 14 de dezembro de 2022
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Os canelinhenses viveram para ver a aliança do ex-prefeito Eloir “Lico” Reis (PSD) com o MDB que tanto combateu durante a caminhada política. Agora vereador, ele foi eleito, ontem, presidente da Câmara Municipal com os colas-pretas David Leal (MDB), Francisco Honorato “Chico” Cardoso Filho (MDB) e Thiago Vinícius Leal (MDB) como companheiros.

Lico, aliás, permanece como principal incógnita do Legislativo municipal. Chegou à vereança na oposição, aproximou-se do prefeito Diogo Francisco Alves Maciel (REPUBLICANOS) em seguida, era vice-presidente da Câmara em chapa com um dos mais incisivos críticos da gestão, vereador Robinson Carvalho Lima (PP), e agora comanda uma mesa recheada de emedebistas contrários ao governo.

Para uns, o auto-alcunhado “Cabeça Branca” apenas despreza completa e recorrentemente a autenticidade ideológica em nome da beneficência; e para outros, ele mostra habilidade suficiente para transitar em qualquer terreno sem desagradar quem quer que seja. Pois, então?!

Pressão e rejeição

Postado em 9 de março de 2022
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O cargo de diretor de Trânsito no município de Canelinha não saiu do papel. Quis o destino que o projeto do Executivo fosse posto em votação justamente no momento em que a Câmara era tomada por servidores municipais da Educação que reivindicavam, em manifestação pacífica, os 33,24% de reajuste nos salários da categoria previstos na Lei. Diante da justificativa do prefeito Diogo Francisco Alves Maciel (sem partido), de que a prefeitura não teria orçamento para cobrir a pedida, parlamentar nenhum foi capaz de abonar, naquela situação, uma proposta que dilataria a folha de pagamentos.

Aliado do governo, o vereador Eloir “Lico” Reis (PSD) tentou, arguciosa e elegantemente, pedir vista ao projeto — para que fosse apreciado em sessão futura. Mas a bateria de vaias no plenário foi suficiente para que o ex-prefeito, ex-vice-prefeito e ex-secretário municipal de Saúde recuasse, repensasse e se rendesse ao clamor da numerosa plateia. O placar, por ocasião ou pressão, terminou em oito a zero pela rejeição. Apenas o presidente Robinson Carvalho Lima (PP) não votou; porque não precisou. Base, centro e oposição foram unânimes.

INEDITISMO

Foi a primeira vez, em 14 meses da atual administração, que uma proposta do Executivo recebeu a recusa do parlamento. Muito embora o governo não goze de maioria na Câmara, as solicitações do paço sempre foram acatadas na Casa do Povo.

BASTIDORES

Diz-se nos porões da política canelinhense que a função de diretor de Trânsito do município estaria prometida ao suplente de vereador Daniel José Pereira (PSL). O cargo seria um compromisso do grupo gestor da Cidade das Cerâmicas para, ainda durante a pré-campanha de 2020, atrair o policial militar de reserva, destacado ex-comandante da guarnição local e então pretenso postulante à vereança, para a sua base eleitoral.

Cabeça branca

Postado em 16 de fevereiro de 2022
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O ex-prefeito e ex-vice-prefeito Eloir João Reis (PSD), popular Lico, se deu um novo apelido. Agora vereador, ele destaca os cabelos grisalhos como marca registrada na tribuna do parlamento canelinhense. Dispensou o clichê “este vereador”, usado exaustivamente nos microfones de qualquer Câmara Municipal do país, e adotou, no lugar, “este cabeça branca” quando trata dos feitos pessoais na vereança da Cidade das Cerâmicas.

Para os apoiadores, já foi “o homem da bicicleta” — porque pedalou, literalmente, os quatro cantos de Canelinha para conquistar a prefeitura em 2004 —, e para os rivais era, pejorativamente, “Rosinha” — em alusão à dupla sertaneja e humorística “Rosa e Rosinha”, e por conta da excentricidade e despojamento.

Seguramente, o “cabeça branca” canelinhense não tem lancha e nem passa os fins de semana em alto mar com mulheres e champanhe. Mas que tem personalidade, eleitores fiéis, um currículo admirável e já entrou para a história da política do Vale do Rio Tijucas, não há dúvidas.

Muy amigos

Postado em 17 de novembro de 2021
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Efeitos de uma terceira via no poder são constatados diuturnamente em Canelinha. Jamais se imaginou, em passato remoto, que líderes do PP e do MDB pudessem se frequentar com tamanha intimidade como tem ocorrido nos últimos meses. Greis que historicamente se combateram, e que eram adversas em toda e qualquer situação, hoje comungam fraternamente em torno da mesma mesa. Não raro se vê — sobretudo em registros fotográficos, disseminados propositalmente em grupos de conversação online — figuras como Neli Ferreira, Antônio da Silva, Eduardo Furtado e Eloir “Lico” Reis entre sorrisos e afagos recíprocos.

A claque da barafunda aguarda ansiosamente os ensejos de 2024, quando, mais uma vez, a Cidade das Cerâmicas entra em contenda eleitoral. Os alaridos da plateia projetam um futuro nunca divagado: de que estarão todos no mesmo palanque, juntos e misturados, na contramão do prefeito Diogo Francisco Alves Maciel e seu mantra da “nova política”. Pois, então?!

Fiel da balança

Postado em 24 de novembro de 2020
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O prefeito eleito Diogo Francisco Alves Maciel (PSL), de Canelinha, já iniciou a peregrinação por governança na Câmara. Com apenas dois peesselistas na próxima legislatura — José Tarquino Melo Neto e Vagner Simas —, ele precisa de pelo menos mais três vereadores aliados para conquistar a maioria no Legislativo e a gestão sem estorvos na Casa do Povo.

Parte da solução vem do PSD, com Eloir João “Lico” ReisMoacir Elias praticamente acertados na bancada situacionista. As negociações iniciaram pouco tempo depois das eleições, e o martelo já teria sido batido.

O fiel da balança, no entanto, é o estreante Robinson Carvalho Lima (PP), que faz jogo duro. Único progressista eleito e com votos em todas as urnas da Cidade das Cerâmicas, ele vem assumindo postura de neutralidade; e, especula-se, tem ampla cotação para a presidência da Câmara — sobretudo com apoio do MDB, que inicia 2021 com quatro vereadores e a maior bancada da Casa. Tanto o prefeito eleito quanto os emedebistas já teriam procurado o advogado para tratar da aliança no Legislativo.

Sem surpresas

Postado em 25 de agosto de 2020
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Favas contadas. O advogado Diogo Francisco Alves Maciel é, agora oficialmente, o único pré-candidato a prefeito de Canelinha pelo PSL. A conjeturada indecisão no diretório municipal, que considerava o vereador Antonio Carlos Machado Junior (PSL) opção para a concorrência majoritária, foi dirimida em assembleia do partido, ontem.

Alves Maciel recebeu 32 dos 33 votos na dirigência peesselista do município e confirmou a preferência entre os correligionários. Machado Junior, porém, venceu a prévia para a composição da chapa e deve se candidatar a vice-prefeito. O farmacêutico Filipe Rodrigues (PSL) e o ex-prefeito Eloir “Lico” João Reis (PSD) também estiveram entre as alternativas cotadas — e votadas — para a disputa da vice-prefeitura.

Ascensão

Postado em 8 de abril de 2020
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De coadjuvante a protagonista absoluto. Assim se define a ascensão do PSD em Canelinha nesta janela. Os vereadores Abel Grimm (ex-PP), Antônio Carlos Flores (ex-PSDB) e Fernando de Souza (ex-PRB) passaram às fileiras peessedistas e agora formam, com Altamiro Adames (PSD), a maior bancada do Legislativo canelinhense.

O ex-prefeito e ex-vice-prefeito Eloir João “Lico” Reis (ex-PSDB) também assinou filiação no PSD. Não se tem confirmação, no entanto, que o partido anuncie candidatura majoritária nestas eleições; mas, com tantos nomes à disposição, a postulação ao Executivo deve ser natural.

Criador e criatura

Postado em 31 de janeiro de 2020
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Cria do ex-prefeito Antônio da Silva (PP) na política, o advogado Diogo Francisco Alves Maciel (PSL) é breve e incisivo quando perguntado se enfrentaria o padrinho na concorrência majoritária de Canelinha: “Ele tem a opção de não me enfrentar”, diz, sem pestanejar. Tanto o ex-mandatário quanto o jurisperito vêm assumindo pré-candidatura — cada qual nas suas bases — ao cargo máximo do município nestas eleições.

Em tempo: Alves Maciel chegou a presidir o PP na Cidade das Cerâmicas e, por intermédio do mentor, esteve próximo de ser oficializado candidato a prefeito em 2016. O lastro eleitoral do ex-vice-prefeito Eloir “Lico” Reis (PSDB), que liderava as pesquisas da época e acabou representando os então governistas naquele pleito, porém, foi determinante.

De cinco ou seis para três ou quatro

Postado em 17 de outubro de 2019
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A corrente oposicionista começa a ser definida em Canelinha. E o ex-vereador e ex-secretário municipal Zulmar Simas é quem vem pavimentando o caminho dos confrades para 2020. Ontem, ele recebeu, em casa, para tratar do assunto, cinco pré-candidatos à chefia do Executivo — com exceção do ex-prefeito Antônio “Tonho” da Silva (PP), que alegou problemas de agenda.

A reunião serviu, sobretudo, para afunilar a concorrência interna. Os pretensos postulantes no pleito majoritário, agora, pela oposição, são três: os vereadores Antônio Carlos “Toninho da Casan” Flores (PSDB) e Abel Grimm (PP), e o advogado Diogo Francisco Alves Maciel (PSL). O também vereador Fernando de Souza (PRB) declinou, e optou por compor a chapa como candidato a vice-prefeito ou disputar novamente uma cadeira na Câmara Municipal; e o ex-prefeito e ex-vice-prefeito Eloir “Lico” Reis (PSDB) anunciou que deve apenas tentar a vereança nas próximas eleições.

Antecessor de Moacir Montibeller (MDB), porém, Tonho continua tramando a candidatura majoritária na ala oposicionista; mas tem resistência no grupo, especialmente porque enfrenta batalhas judiciais que podem impactar na elegibilidade ou, ainda, dificultar a eleição.