sábado, 6 de junho de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Pré-candidato

Postado em 21 de março de 2018

A popularidade do presidente do Poder Legislativo de Tijucas, vereador Juarez Soares (PPS), deve ser posta à prova nestas eleições. Sem grande alarde, ele vem articulando a candidatura ao parlamento catarinense na concorrência que se aproxima.

Soares pôs o nome à disposição do PPS estadual e, para que o sonho de frequentar os quadros da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) a partir de 2019 se torne mais próximo, já reuniu a classe que representa em torno do projeto eleitoral. Agente prisional lotado no Presídio Regional de Tijucas, o vereador apresentou a proposta à AAPSS/SC (Associação dos Agentes Penitenciários e de Segurança Socioeducativos do Estado de Santa Catarina) na intenção de formar a base de sustentação da campanha.

Pré-candidatura

Postado em 26 de fevereiro de 2018

Ex-secretário regional de Brusque – especialmente presente no Vale do Rio Tijucas –, o bruquense Jones Bosio (DEM) recebeu convite, sábado (24), na reunião da executiva estadual do Democratas, para concorrer à Câmara Federal nestas eleições. O autor da proposta foi o presidente do partido em Santa Catarina, suplente de senador Paulo Gouvêa.

Segundo colocado entre sete candidatos no pleito majoritário de Brusque em 2016, Bosio deve aceitar o desafio. Ser candidato a deputado federal era um dos projetos do ex-secretário regional para este ano, conforme antecipado na nota “Brasília nos planos” em abril de 2017 no Blog.

Repeteco

Postado em 1 de fevereiro de 2018

O cartaz é outro, mas o filme é o mesmo. As tramas outrora protagonizadas por Marcio Rosa e Valério Tomazi, e, quatro anos depois, pelo mesmo Tomazi e Elmis Mannrich, que culminaram em rupturas irremediáveis no MDB de Tijucas, podem ter reedição neste quadriênio. Base de sustentação do ex-prefeito e líder mor do partido, a Família Fagundes parece decidida, agora, a apostar num antigo projeto: a candidatura do herdeiro Fernando Fagundes, vereador e presidente municipal do MDB, à prefeitura da Capital do Vale em 2020. E o desconforto tornou-se flagrante para os mais próximos.

Mannrich, segundo fontes precisas do Blog, entende que deva ser, ainda, a única opção de retomada do poder. E a relação com os Fagundes, que sempre esteve em alto gabarito, vem sofrendo desgastes desde que a proposta de candidatura do vereador à chefia do Executivo passou de especulação a planejamento. Pois, então?!

Certeza absoluta

Postado em 30 de janeiro de 2018
Foto: Manoel Caetano/Divulgação

Não que alguém duvidasse, mas agora é oficial: a prefeita de Bombinhas, Ana Paula da Silva (PDT), vai, definitivamente, postular uma cadeira no parlamento catarinense nestas eleições. Ontem, os brizolistas se reuniram no Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright, na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina), para definir os rumos do partido em 2018.

A mandatária bombinense esteve na mesa protocolar ao lado do presidente estadual do PDT, Manoel Dias, que pode concorrer à Câmara Federal neste pleito. O apoio a Ciro Gomes na disputa pela presidência da República também pautou o encontro.

Volta por cima

Postado em 15 de dezembro de 2017

Não está morto quem peleia. É no que acredita o ex-prefeito Valério Tomazi (PMDB), que vem articulando um retorno triunfal à cena política de Tijucas. Garantem os mais próximos que o ex-mandatário tijuquense planeja a candidatura na concorrência majoritária de 2020.

Persona non grata no PMDB – desde a fatídica pré-convenção do partido, em abril de 2016, que culminou com demissões sumárias de soldados periquitos do serviço público municipal e, ainda, com o suposto apoio ao candidato adversário nas mais recentes eleições –, Tomazi estaria bastante inclinado à mudança de partido. As conversas com o PDT, que tem o vereador Fabiano Morfelle e o presidente Nelson Zunino Duarte como principais intermediários, estariam bastante adiantadas.

O ex-prefeito tem, inclusive, alguns amigos, dissidentes do PMDB, que estariam dispostos a acompanhá-lo nas fileiras da nova agremiação, além de atuarem no recrutamento de combatentes periquitos para o futuro exército pedetista. Um deles seria o ex-secretário de Agricultura, Pesca e Meio Ambiente do município, Raul de Souza Júnior, o Raulzinho do Timbé, que estaria incumbido de procurar descontentes nas searas peemedebistas e oferecer guarida no PDT.

Adalto: “Sou candidato!”

Postado em 24 de julho de 2017

O título de secretário de Obras, Transportes e Serviços Públicos, estampado no crachá do vice-prefeito Adalto Gomes (PT), tem prazo de validade. Se mantido o planejamento, o presidente municipal do PT inicia 2019 apenas como adjunto do município, com atenções voltadas, única e exclusivamente, para as eleições municipais do ano seguinte. “Até lá, porém, quero deixar a casa em ordem e transformar a infraestrutura de Tijucas”, revela o policial rodoviário federal aposentado ao blog, com exclusividade.

Não é segredo que Gomes pretende concorrer à chefia do Executivo municipal em 2020, e, sempre que tem oportunidade, relembra esse objetivo. “Sou candidato. Vou concorrer à prefeitura nas próximas eleições municipais”, diz.

O vice-prefeito entende, entretanto, que, politicamente, a pasta de Obras é uma das mais desgastantes da estrutura municipal; mas acredita que vá conseguir suplantar as cobranças com ações impactantes e transformar o empecilho em trampolim. “Estamos com muitas realizações por vir. Quando eu deixar a secretaria, Tijucas estará num outro patamar em termos de obras”, garante.

Concorrência

Postado em 12 de junho de 2017

Sobre a nota “Fio condutor“, de semana passada no blog, aquele ex-secretário municipal, periquito de carteirinha, participante ativo das decisões do PMDB em Tijucas, diz que “água morna não serve nem para matar a sede, e nem para fazer café”, numa clara demonstração de desagrado à indicação, por parte de alguns correligionários, do nome do vereador Odirlei Resini para o comando do partido no município.

Garante o ex-gestor, atual funcionário público estadual, que tem amplo apoio para a concorrência interna da legenda em outubro, e que deve, seja contra quem for, anunciar candidatura à presidência do PMDB municipal. Pois, então?!

Motivos escusos

Postado em 5 de junho de 2017

Há mais, muito mais, por trás da surpreendente saída do ex-prefeito de Canelinha, Antônio da Silva (PP), do comando da Secretaria de Saúde de São João Batista cargo que ocupa desde o início do segundo mandato do prefeito Daniel Netto Cândido (PSD), em janeiro.

Tonho, como é chamado popularmente, tem um convite muito sedutor da cúpula progressista no Estado para um cargo na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina), mas estaria pleiteando uma função menos burocrática, que possibilitasse o contato direto com os representantes do partido no Vale do Rio Tijucas e adjacências, além das incursões políticas que tão bem conhece. Dessas andanças, talvez surgisse a oportunidade para uma candidatura ao parlamento catarinense em 2018.

Substituição

Postado em 3 de março de 2017

Recordista de votos no pleito de 2014 para o parlamento catarinense e provável candidato a governador em 2018, o deputado estadual Gelson Merisio (PSD) deve passar o bastão para a coordenadora da Escola do Legislativo de Santa Catarina, Marlene Fengler (PSD), concorrente declarada à Alesc nas próximas eleições gerais. E os cabos eleitorais de Tijucas, a propósito, já estão a postos.

Marlene esteve na Capital do Vale hoje pela manhã, acompanhada do diretor de Administração e Finanças do Sebrae/SC, engenheiro Sérgio Fernandes Cardoso – coordenador das sucessivas campanhas de Merisio na cidade e região , e do ex-deputado federal Gervásio Silva (PP), em visita ao prefeito Elói Mariano Rocha (PSD).

Dez: O duelo dos titãs

Postado em 1 de novembro de 2016

Não tardou para que o peso da ominosa votação que o ex-prefeito Elmis Mannrich (PMDB) recebeu nas eleições gerais de 2014 fosse dividido com a atual administração do município. As obras eram escassas, a Cosatel continuava esburacando as ruas da cidade a bel prazer, e a popularidade do partido e de qualquer um dos seus integrantes despencava na mesma frequência. A voz do descontentamento partiu de fora para dentro, e o prefeito Valério Tomazi (PMDB) já era amplamente questionado no seio do PMDB. Como primeira ação, a executiva peemedebista foi acionada; e passou  a exigir a presença do mandatário tijuquense nas reuniões mensais da sigla. Alguma coisa estava errada, e parte dos membros locais do partido era resoluta em atribuir culpa pelos reveses à gestão ora depauperada da Capital do Vale.

Desde que iniciou o governo, aliás, Tomazi afirmava publicamente, sempre que um problema era apresentado, que embora tivesse a caneta nas mãos, ela “estava sem tinta”. Até os resultados das eleições de 2014 aparecerem, declarações dessa ordem eram engolidas em seco pelos partidários; depois, não mais. As reuniões mensais entre os peemedebistas, a partir de então, tinham clima tenso. Por vezes o prefeito e seu antecessor, que debatiam calorosamente sobre qualquer assunto e davam sinais claros de que já não mantinham a sintonia de outrora , precisaram ser contidos pelos demais membros.

O chefe do Executivo municipal era cada vez mais cobrado internamente. Além dos resultados na gestão, grande parte do diretório do PMDB local exigia, também, mudanças pontuais no primeiro escalão do governo. O alvo principal era o diretor do Samae, Wilson Bernardo de Souza, braço direito de Tomazi na administração. Uma das alas do partido, mais consonante aos arbítrios de Mannrich, reivindicava a substituição do comandante da autarquia que era especificamente técnico, e apresentava balancetes positivos mês a mês por um agente com papel mais político, concentrado nos votos em vez das cifras. O prefeito sequer considerou; e o departamento de água e esgoto continua sendo um dos únicos do atual governo com mesma regência desde 1º de janeiro de 2013.

A relação entre Tomazi e Mannrich seguia de mal a pior, mas ainda era dada somente aos bastidores. Nesse meio tempo, o alcaide passou a ceder às pressões da Câmara Municipal  numa advertência organizada pelo vereador Sérgio Murilo Cordeiro (ainda no PMDB), sob pena de rejeição de qualquer proposta do Executivo pela exoneração da então chefe de gabinete Flávia Fagundes, a mais íntima defensora do antecessor na atual administração. O prefeito considerou, sugeriu a mudança de escalão; e o clima, que era ruim, ficou insustentável. Em janeiro de 2015 ela, que seguiu por mais alguns meses na corda bamba, pediu dispensa para acompanhar o ex-prefeito e amigo na gerência do Imetro/SC, cargo que ele passou a ocupar no governo estadual.

A candidatura a prefeito em 2016, a partir de então, pelo desgaste interno e pelas manifestações dos partidários, começava a ser alimentada na cabeça do presidente municipal do PMDB. Os descontentes com a atual gestão do município se multiplicavam na executiva do partido e a volta de Mannrich às disputas eleitorais seria questão de meses; embora ele recebesse advertências frequentes de amigos próximos, mais sóbrios, de que os efeitos dos recentes acontecimentos eram irreversíveis, e que a oposição fatalmente venceria o pleito vindouro.

Os avisos foram novamente ignorados, por habilidade ou petulância. Os atritos partidários juntados aos problemas de 2014, o fraco desempenho das recentes eleições à gestão conturbada de Valério Tomazi, se transformaram em avassaladores 2.982 votos de distância entre vencedores e vencidos. Os periquitos, que são inexpugnáveis juntos, estiveram divididos; e seus dois bastiões em trincheiras opostas, cada qual em razão do seu próprio projeto pessoal. Era de se esperar que a queda, se as duas pernas não estivessem firmadas no chão, seria mais dolorosa.