domingo, 3 de março de 2024 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Onde há fumaça…

Postado em 1 de fevereiro de 2024
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Foto: Arquivo Pessoal

O status da relação entre PL e PP passou ao próximo nível em São João Batista. As principais lideranças dos dois partidos se reuniram ontem no Centro Administrativo do Estado para assumir o “namoro”.

Sentados à mesa, estavam o presidente do PL batistense Felipe Lemos, o ex-prefeito Aderbal Manoel dos Santos, maior expoente do PP na Capital Catarinense do Calçado, e o braço direito do governador Jorginho Mello (PL) e presidente do PL de Florianópolis, Heleno Orlandino.

O interesse na construção de um projeto conjunto, segundo apuração do Blog, tem sido mútuo e conta com o aval da cúpula liberalista estadual. Lemos acredita que uma composição com o PP, legenda tradicional e de grande apelo eleitoral no município, engrandeceria o projeto, tanto na aliança majoritária quanto na proporcional.

Prefeito de 2005 a 2012, Santos, por sua vez, entende que o jovem empreendedor, estreante na política, além de apresentar a novidade ao pleito, ajudaria na oxigenação do PP, que já não administra São João Batista há 11 anos, quando, justamente, ele deixou a prefeitura.

ABERTO AO DEBATE

Consultado pelo Blog, Felipe Lemos confirmou a aproximação com o PP e revelou que “as conversas evoluíram bastante nos últimos dias”. Entretanto, pondera que se mantém aberto ao diálogo com todas as correntes possíveis e que, em princípio, deve seguir avaliando o cenário.

“Nós do PL vemos com bons olhos uma aliança com o PP. É uma das grandes forças de São João Batista e tem o ex-prefeito Aderbal, que é meu amigo pessoal, como grande liderança. Mas, tenho dito que nossa construção nos deu credibilidade para conversar com todos os grupos. Nós não abrimos mão das nossas convicções e ideais. Vamos seguir debatendo e pensando em uma São João Batista melhor”, justifica.

Três em um

Postado em 11 de abril de 2023
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Foto: Samara Melim

A volta de férias do prefeito Diogo Francisco Alves Maciel (PL), de Canelinha, foi agitada e marcada por movimentos na estrutura do secretariado municipal. Três mudanças foram anunciadas nesta terça-feira (11), em uma reunião realizada no principal gabinete da prefeitura.

Dois dos novos gestores são velhos conhecidos do Executivo. O ex-secretário de Obras, Silvio Reis, que havia pedido exoneração em fevereiro, retorna ao governo para comandar a Coordenadoria Municipal de Trânsito (Comutran).

O vereador suplente Daniel José Pereira, que antes comandava o Comutran, assume a Secretaria de Assistência Social. O movimento, a propósito, tem impacto direto na Câmara de Vereadores, já que Vagner Simas (UB) retorna ao Legislativo.

Já a Secretaria de Transportes, Obras e Serviços Urbanos passa a ser comandada pelo empresário Victor Jacob Souza. Ao Blog, o prefeito revelou que o intuito é “oxigenar as secretarias” e “valorizar o trabalho de pessoas” que colaboraram com o projeto partidário e com a administração.

Ex-prefeitos com Covid

Postado em 1 de dezembro de 2020
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Os ex-prefeitos Nilton de Brito, de Tijucas, e Jair Sebastião “Nonga” Amorim, de São João Batista, contraíram Covid-19. Contemporâneos, com 72 e 71 anos de idade respectivamente, eles apresentam, neste momento, quadros clínicos diferentes, mas em evolução.

Brito cumpre os últimos dias de contágio, e, apesar de se sentir fraco, vem se recuperando em casa e, segundo os exames, em franco progresso. Nonga, no entanto, inspira mais preocupação; mas, embora internado no Hospital Nereu Ramos, em Florianópolis, sedado e intubado, já apresentou melhoras na oxigenação e na função renal, e deve ser mantido assim por pelo menos mais esta semana.

Anos dourados

Postado em 14 de fevereiro de 2019
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Passadas as agruras da oxigenação no governo, das exonerações e recontratações, e da despolitização do paço, o prefeito Daniel Netto Cândido (PSD), de São João Batista, vem revelando que pretende fazer de 2019 e 2020 os melhores anos, em gestão e realizações, da história político-administrativa da Capital Catarinense do Calçado. E o jovem mandatário batistense tem um motivo particular para querer ser lembrado num futuro próximo.

Cândido planeja a candidatura a deputado estadual em 2022, mas termina o mandato dois anos antes. Portanto, quer ficar na memória dos conterrâneos, e do Vale do Rio Tijucas em geral, como um dos mais aprovados gestores públicos de todos os tempos na região. E deve usar esse mote na campanha à Assembleia Legislativa assim que chegar o momento.

Dois: A ressurreição de Lázaro

Postado em 5 de outubro de 2016
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Candidato a vice-prefeito vencido nas eleições de 2004 pelo PSDB, o genuinamente cola-branca Luiz Rogério da Silva passou os três anos seguintes em Brasília, como assessor do então deputado federal Djalma Berger. À época no emergente PSB, ele recebeu um convite inusitado: disputar as eleições municipais de Tijucas como candidato a vice-prefeito do ex-adversário Elmis Mannrich (PMDB), que iria à reeleição. As indicações partiram do ex-prefeito Nilton “Gordo” Fagundes, que se alinhava fortemente à administração municipal, e da então secretária de Educação, Elizabete Mianes da Silva. As costuras começaram na Câmara, com o vereador Sérgio Murilo Cordeiro, que ainda era oposição e muito próximo de Rogerinho. Gordo e Bete sustentavam que dificilmente perderiam a eleição se os dois líderes oposicionistas fossem aliados naquela feita.

Mannrich e o PMDB tiveram a primeira chance de anular dois dos seus principais adversários. Mas preferiram oxigenar a carreira política de Silva e dar guarida a Cordeiro, que anunciava aos quatro ventos suas diferenças com o PT e com Roberto Vailati, candidato no pleito majoritário pela oposição em 2008. A dupla Elmis & Rogerinho venceu, com a maior diferença de votos da história (6.252), a eleição pela prefeitura de Tijucas; e Serginho recebeu, a partir de 2009, como prêmio pela lealdade na campanha, o comando da Secretaria Municipal de Saúde, para desgosto nefando dos peemedebistas históricos. O abrigo, com pompa e circunstância, aos ex-adversários – um na vice-prefeitura e outro numa das principais pastas do governo –, passou a ser um problema que o prefeito e a cúpula do partido se obrigaram a administrar desde então. O desconforto, de parte a parte, era nítido.

Eleita pela primeira vez à Câmara Municipal, a professora Lialda Lemos (PSDB), que se transformaria na mais severa crítica dos governos peemedebistas nos últimos tempos, escolheu sua primeira vítima naquela legislatura. Dela, o então vice-prefeito recebeu a alcunha de Lázaro, o personagem bíblico ressurgido da morte.

Rogerinho se reergueu. Serginho seguiu forte. Ambos certamente têm gratidão à assistência do PMDB numa das fases decisivas das suas carreiras públicas; e domingo (2 de outubro de 2016), de volta às suas origens, foram respectivamente responsáveis pelo marketing e pela coordenação geral da campanha do professor Elói Mariano Rocha (PSD), vitorioso na mais catastrófica participação dos periquitos nas eleições majoritárias de Tijucas.