sábado, 30 de maio de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Traje sob medida

Postado em 4 de fevereiro de 2019
Foto: Léo Nunes

Estratégia de marketing, recado subliminar ou mostra de personalidade? Se a ex-prefeita de Bombinhas e deputada estadual Ana Paula da Silva (PDT) queria marcar território e roubar a cena na cerimônia de posse do Legislativo catarinense, sexta-feira (1), conseguiu. Desde então, é nela – ou no figurino que escolheu para a ocasião – que os jornais e comentaristas de Facebook estão interessados.

Bastou a parlamentar se apresentar vestida de vermelho e com um generoso decote para que a censura voraz desse as caras na rede. Críticas como “parece que veio direto da boate para a posse” e “para a zona que é a política brasileira, ela está vestida a caráter” se multiplicaram na internet.

À colunista Dagmara Spautz, do NSC Total, Paulinha fez questão de esclarecer que a escolha do vestuário não foi um erro, mas uma mensagem. “O recado foi dado. Mulheres estão na política e a sociedade tem que se acostumar com elas como são”, disse. E para quem imagina que a internet é terra de ninguém, a deputada tem outro aviso: “printamos (copiamos) tudo. Vamos avaliar (ações judiciais contra os autores dos comentários nas redes sociais)”.

Na  foto, Ana Paula da Silva, já no gabinete, sem o blazer e com o questionado decote à mostra, posa com o vereador Rudnei de Amorim (DEM), de Tijucas, que encorpou a campanha da recém-empossada parlamentar catarinense na Capital do Vale

Dezessete e dezessete

Postado em 29 de outubro de 2018

Chegou-se a pensar que a região do Vale do Rio Tijucas e Costa Esmeralda – onde, dos oito municípios integrantes, três são administrados por prefeitos do PSD – fosse aquela em que a disputa do segundo turno para o governo estadual pudesse ser mais equilibrada. Não foi. A votação em favor de Carlos Moisés da Silva (PSL) superou o índice estadual em São João Batista (80,48% contra 19,52%) e Itapema (79,47% sobre 20,53%), com gestão dos respectivos peessedistas Daniel Netto CândidoNilza Simas.

Apenas em Tijucas (64,47% para 35,53%), gerida por Elói Mariano Rocha (PSD), a diferença de votos entre Comandante Moisés e Gelson Merisio (PSD) foi menor do que a registrada no Estado, de 71,09% contra 28,91%.

CARGA PESADA

Pesaram os fatores mudançadesgaste rivalidade partidária – uma vez que o MDB, principalmente, que tem ampla militância em todos os municípios da região, decidiu acompanhar o então candidato do PSL –, e, sobretudo, a “onda Bolsonaro”, que limou campanhas de políticos tradicionais e com poderio econômico Brasil afora.

RECADO DAS URNAS

A vitória do governador eleito Comandante Moisés é, entretanto, incontestável, homérica e legitimada no voto. E traz ao Estado, à política e, ainda mais, ao Vale e Costa Esmeralda todas as mostras de que a democracia é um patrimônio do povo, jamais dos políticos. O recado das urnas, mais uma vez, foi dado. E que Santa Catarina, o país e a região, a partir de 2019, desfrutem de uma nova era, de mais atenção, de muita responsabilidade com o empenho dos recursos públicos, e, principalmente, de relevância absoluta no desenvolvimento.

Dê-erre

Postado em 25 de abril de 2018

Amigos inseparáveis desde que tomaram assento na legislatura 2017-2020, os vereadores estreantes Juarez Soares (PPS) e Rudnei de Amorim (DEM) – que encamparam inúmeros pleitos conjuntamente e apresentam, lado a lado, um programa no rádio –, chegaram, enfim, à primeira DR. O período eleitoral, em que um participa como postulante e o outro como coordenador de uma campanha concorrente, vem mexendo com os ânimos dos ora inerentes confrades.

Pré-candidato a deputado estadual, Soares garante que protagoniza a batalha do tostão contra o milhão. “Sou um dos menos favorecidos economicamente do quadro”, diz o presidente da Câmara Municipal de Tijucas para ilustrar a perda de apoios, até de amigos, por conta da fragilidade econômica em comparação aos outros pretendentes.

Nas redes sociais, o parlamentar pepessista vem divagando, ultimamente, sobre o tema “amizade”. Recados indiretos ou não, frases como “não nos lembraremos das palavras dos nossos inimigos, mas do silêncio dos nossos amigos” e “a verdadeira amizade é como a saúde: o seu valor só é reconhecido quando a perdemos” vêm chamando a atenção. Pois, então?!

Letras afiadas

Postado em 1 de março de 2018

As contendas entre o jornalista Leopoldo Barentin e o secretário de Saúde do município de Tijucas, Vilson José Porcíncula (PSD), o Tem, vão muito além da nota “Essa foi de trincar os grãos“, publicada hoje, que praticamente responsabiliza o gestor municipal pelo fechamento da obstetrícia do Hospital São José.

O litígio passa pelas reuniões de governo, onde, segundo fontes próximas de ambos, o secretário repete sistematicamente que “não precisa da imprensa” e que o Jornal Razão é um “jornal de m…”. Porcíncula, aliás, raramente concede entrevistas aos veículos locais – especialmente quando assuntos polêmicos que envolvem a Saúde municipal vêm à tona –, e mantém, como mantra, relativa distância da mídia.

Um trecho da comentada nota, em que Barentin destaca que o prefeito Elói Mariano Rocha (PSD) “não pode protelar mais um dia a substituição do secretário”, inclusive, seria o grafismo de um recado antes direcionado. De acordo com um passarinho incolor, o jornalista teria encostado o chefe do Executivo tijuquense na parede, tempos atrás, com o aviso “ou ele, ou nós”. Pois, então?!

Cuidado!

Postado em 2 de fevereiro de 2017
Foto: Leitor anônimo

Um mês como chefe do Executivo municipal e os primeiros dias chuvosos da nova gestão em Tijucas já são suficientes para que o prefeito Elói Mariano Rocha (PSD) perceba que a paciência dos moradores com o estado das ruas da cidade está no limite.

Embora o governo atual, por enquanto, esteja livre de culpa, alguns representantes da comunidade fazem questão de mandar o recado, em aviso personalizado com o famoso slogan de campanha, que não vão tolerar essa situação por muito mais tempo. A placa, registrada na foto, está na Rua Geraldo Rebelo, a popular Rua das Carreiras.

Correio quente

Postado em 1 de fevereiro de 2017

Em audiência com o secretário estadual de Planejamento, Murilo Flores, sexta-feira (27), em Florianópolis, o prefeito de Tijucas, Elói Mariano Rocha (PSD), mandou um recado ao governador e correligionário Raimundo Colombo (PSD) sobre a possível instalação de uma penitenciária industrial na Capital do Vale.

“Sou totalmente contra, e continuarei lutando para que esta obra não seja concretizada. Precisamos que o governador tenha conhecimento e entenda o nosso posicionamento”, esbravejou o prefeito, depois de pedir que o secretário levasse a mensagem ipsis litteris ao chefe do Executivo estadual.

Sete: O aviso das urnas

Postado em 18 de outubro de 2016

Após curta e tumultuada campanha, resquício de uma pré-convenção desgastante que deixou profundas cicatrizes no PMDB de Tijucas, o engenheiro Valério Tomazi (PMDB) elegeu-se prefeito em 2012. Além da valiosa continuidade, os periquitos ainda receberam outro presente das urnas: a advertência subliminar de que a ideia da “mudança” já permeava os sentidos dos tijuquenses. A magra diferença de votos entre vitoriosos e vencidos era um recado que pedia uma análise detalhada.

Talvez o próprio candidato situacionista tenha percebido que essa transformação seria necessária e salutar. Tanto que tempos antes da votação e, principalmente depois dela, lançou o compromisso público de optar por “perfis técnicos” na condução das pastas da administração municipal. A população comprou a proposta; e aplaudiu. Na prática, porém, a história foi outra. Em 28 de dezembro de 2012, ainda na transição de governo, Tomazi convocou uma coletiva de imprensa para apresentar o novo (?) colegiado. Apenas seis nomes anunciados para as 16 repartições da estrutura municipal não participavam efetivamente do primeiro e segundo escalões da gestão que terminava naquele ano. Antônio Cantalício Serpa, Cláudio Thiago Izidoro, José Teotônio “Zé Pequeno” da Silva FilhoOscar Luiz Lopes, Sivonei Simas e Wilson Bernardo de Souza foram as novidades.

Faça-se um adendo na nomeação de Zé Pequeno como secretário de Obras, Transportes e Serviços Públicos. Ele apenas assumiu oficialmente, em 1º de janeiro de 2013, mas não permaneceu no cargo por problemas de saúde. Gestora da pasta na administração anterior, Eliane Tomaz voltou a ocupar o posto. Portanto, 11 nomes do colegiado de Elmis Mannrich (PMDB) se realocavam no então novo governo.

Tomazi, que pregou “mudança” e deu esperanças àqueles que ansiavam por outros rostos e procedimentos na condução das demandas do município, deixou claras impressões de que sua autonomia era limitada. Cumulativamente, o próprio PMDB começava a zerar o saldo com o eleitorado tijuquense e trocava o recado das eleições por mais quatro anos de endosso ao seu quadro íntimo.

Em 2 de outubro deste ano, as urnas disseram novamente que gostariam de ver caras novas, condutas e horizontes diferentes no trato do patrimônio público. E foi épico. Os rumos alternativos poderiam começar em casa; se a mensagem do processo eleitoral de 2012 não fosse ufanamente desconsiderada, por imperícia ou impotência. A oposição parece ter assimilado melhor o aviso, e lançou o slogan “mudar faz bem” durante a campanha. Era tudo o que os tijuquenses queriam. Havia quatro anos.

Consequências

Postado em 15 de abril de 2016

Como quem não quer nada, o prefeito Valério Tomazi fala sistematicamente a servidores comissionados com direito a voto na convenção do PMDB de Tijucas – marcada para o próximo dia 26 – sobre a necessidade urgente de cortar gastos, especialmente com a folha salarial do município. O recado está dado. E para bom entendedor, meia palavra basta.

Caso o ex-prefeito Elmis Mannrich saia-se vitorioso do embate interno, tesouradas homéricas na estrutura municipal surgiriam como consequência primária.

Vice

Postado em 13 de abril de 2016

Que ninguém se surpreenda caso o presidente do PT de Tijucas, Adalto Gomes, que concorreu à prefeitura em 2012, deixe de ser uma opção para as oposições na concorrência majoritária deste ano e comece a aparecer ao lado de Elmis Mannrich (PMDB) nas eventuais visitas de campanha.

De fato, eles ainda não conversaram sobre essa possível composição, mas alguns recados já foram levados e trazidos.