segunda-feira, 15 de julho de 2019 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Gangorra

Postado em 9 de julho de 2019

O jogo está virando. O livramento do ex-prefeito Valério Tomazi (MDB) das censuras do Tribunal de Contas e sanções da Justiça Eleitoral, que parecia ajustado na Câmara Municipal, já não é mais tão certo. O abarcamento do também ex-prefeito Elmis Mannrich (MDB) nas articulações provocou fissuras; e o prefeito Elói Mariano Rocha (PSD), embora nutra estima e gratidão ao antecessor, lavou as mãos e liberou os vereadores governistas para decidir como quiserem.

Neste momento, Tomazi está na corda bamba. O presidente Vilson Natálio Silvino (PP), mais os colegas Ecio Helio de Melo (PP) e Rudnei de Amorim (DEM) passaram a fazer coro com Juarez Soares (CIDA) pelo “voto técnico” – que acompanha a recomendação do TCE, pela rejeição das contas de 2016 do Executivo municipal. É o limite para o ex-prefeito. Se perder outro vereador, a vaca vai para o brejo.

IMPASSE

Nas entranhas do MDB, a vereadora Fernanda Melo Bayer não esconde a insatisfação de ter que absolver Tomazi. Por si, diz aos mais próximos, ela daria o quinto – e letífero – voto pela rejeição; para ser justa com o que acredita e para contrariar a colega Elizabete Mianes da Silva (PSD), que enreda o perdão ao ex-prefeito nas coxias do Legislativo.

O partido, inclusive, estaria propondo que a vereadora pedisse afastamento temporário do cargo, para que o suplente imediato Oscar Luiz Lopes – ou o próximo, Lauri Cardoso – assumisse o posto e votasse favoravelmente ao ex-mandatário tijuquense.

Mau exemplo

Postado em 2 de julho de 2019

Na era digital, com câmeras e celulares em todos os cantos, ser político pode ser um convite à contradição. Que o diga a vereadora Fernanda Melo Bayer (MDB), de Tijucas, que foi flagrada – e filmada – estacionando o carro em uma vaga para portadores de necessidades especiais, e fez a alegria dos adversários. O vídeo, desde então, vem sendo replicado nas redes e, certamente, vai render repreensões e insinuações nas discussões do Legislativo tijuquense.

Advogada, articulada e crítica voraz da administração municipal na Câmara, a emedebista se transformou na pedra no sapato dos governistas – que, agora, obviamente, estão se esbaldando no WhatsApp. Pois, então?

Ausência e defesa escrita

Postado em 1 de julho de 2019

Na berlinda do TCE (Tribunal de Contas do Estado) – que recomenda a reprovação das contas do Executivo tijuquense em 2016 –, o ex-prefeito Valério Tomazi (MDB) não atendeu ao chamado da Câmara Municipal, quinta-feira (27), para se justificar na tribuna. Em vez disso, protocolou a defesa por escrito na Casa do Povo. O ex-mandatário atribui as falhas na execução orçamentária daquele ano à recessão econômica do país e aos repasses estaduais e federais que, segundo ele, não foram honrados com o município.

Os vereadores têm, a partir de agora, 20 dias para apreciar e julgar as contas municipais de 2016. Tomazi precisa que nove parlamentares contrariem a recomendação do TCE para não sofrer as sanções da Justiça Eleitoral – que podem resultar em oito anos de inelegibilidade.

LEGENDA E RESSENTIMENTO

O ex-prefeito dispensou o uso da tribuna, mas não parou de articular nos bastidores. Fez reuniões com os vereadores do MDB – mais o pedetista Fabiano Morfelle, que compõe a bancada de oposição – e reafirmou o propósito de permanecer no partido e contribuir nos próximos pleitos.

Os votos dos oposicionistas parecem encaminhados. Mas não sem ressalvas. Presidente do MDB municipal, o vereador Fernando Fagundes teria pontuado, durante o encontro com Tomazi, que “se a votação fosse no ano passado, os emedebistas certamente seriam contrários à aprovação das contas, porque a mágoa (com a postura do ex-mandatário nas eleições de 2016, quando teria preferido Elói Mariano Rocha (PSD) ao correligionário Elmis Mannrich) ainda era muito grande”.

CABO ELEITORAL

Na bancada governista, a vereadora Elizabete Mianes da Silva (PSD) é quem vem arrebanhando votos em favor de Tomazi. Por influência da professora aposentada, os colegas Vilson Natálio Silvino (PP), Odirlei Resini (MDB) e Ecio Helio de Melo (PP) devem optar pela aprovação das contas.

Em tempo: no pleito proporcional de 2016, Bete, que chegava do MDB sob grande desconfiança e uma projetada dificuldade nas urnas, teria sido amplamente apoiada pelo ex-prefeito e garantiu a reeleição.

VOTO GARANTIDO

Secretário de Obras, Transportes e Serviços Públicos no governo de Tomazi, outro que deve votar em favor da aprovação das contas de 2016, por gratidão, é o vereador Cláudio Tiago Izidoro (sem partido).

INDECISOS E CONTRÁRIOS

Diante das projeções, o ex-prefeito deve conseguir a absolvição. Os votos contrários, neste momento, podem ser, no máximo, três.

O estreante Juarez Soares (CIDA) vem repetindo sistematicamente que pretende fazer uma opção técnica, a partir do entendimento do TCE, pela rejeição. Braço direito da administração municipal na Câmara, Rudnei de Amorim (DEM) ainda não se decidiu, e diz aos mais próximos que a ausência de Tomazi na última sessão “mudou tudo” e que ficou “muito chateado” com a postura do ex-prefeito. E a advogada Fernanda Melo Bayer (MDB) já manifestou, internamente, que, por ideologia, deve contrariar, sempre que puder, as intervenções da colega Eliazabete Mianes da Silva.

Visita especial

Postado em 17 de junho de 2019
Foto: Divulgação

Os vereadores Esaú Bayer, Fernanda Melo Bayer, Fernando Fagundes e Elói Pedro Geraldo, todos do MDB, com o ex-prefeito Elmis Mannrich (MDB), a deputada estadual Ada Lili Faraco De Luca (MDB) e o presidente estadual do partido, deputado federal Celso Maldaner, sexta-feira (14), no Rodeio do CTG Fazenda Eliane, em Tijucas.

Ada e Maldaner fizeram uma visita especial à tradicional Barraca do Galo Velho, comandada há mais de três décadas pelo empresário Davi Melo Filho, pai da vereadora emedebista e um dos líderes honorários do partido na Capital do Vale e adjacências.

Direito de resposta

Postado em 10 de maio de 2019

Advogada e insigne conhecedora da lei, a vereadora Fernanda Melo Bayer (MDB), de Tijucas, usou o direito de resposta, hoje, na Rádio Vale, e deu entrevista mesmo sem ser convidada. Foi reafirmar as denúncias que fez ao Ministério Público sobre a aquisição, pelo município, de purpurina e livros didáticos com valores, segundo ela, acima dos praticados no comércio.

O pedido à emissora foi motivado pela participação, ontem, da secretária municipal de Educação, Neide Maria Reis, no Jornal Rádio Vale para se defender das acusações e, evidentemente, descreditar as denúncias da parlamentar.