segunda-feira, 21 de outubro de 2019 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Verde amarelado

Postado em 14 de outubro de 2019

Se a nova regência do MDB de Tijucas quis chamar a atenção para a convenção municipal do partido, agendada para sábado (19), já conseguiu. Os tons de amarelo — cor tradicional dos adversários colas-brancas — nos convites, disseminados nas redes sociais, intrigaram tanto partidários e simpatizantes quanto rivais. Próxima presidente do Manda Brasa no município, a vereadora Fernanda Melo Bayer diz que o fundo amarelado na arte tem relação, única e exclusiva, com a bandeira nacional; e completa: “ordem e progresso!”.

A ordem deliberativa da convenção, aliás, também vem causando hesitação. Será a primeira vez que os filiados terão o direito de responder, no evento, em votação secreta, com quem eventualmente desejam coligar em 2020 e quem deve ser o representante emedebista na concorrência majoritária do município.

Pesos e medidas

Postado em 27 de setembro de 2019

Uma das deliberações da futura regência do MDB de Tijucas, com a vereadora Fernanda Melo Bayer na presidência entre 2020 e 2021, diz respeito aos controversos votos duplos e triplos nas convenções do partido. A questão gerou polêmica, tanto em 2012 quanto em 2016, quando ex-prefeitos e delegados estaduais votaram duas ou três vezes — por regulamento —, pesaram em favor de Valério TomaziElmis Mannrich respectivamente, e desequilibraram a contenda.

A sugestão teria partido do advogado Marcio Rosa — que, em 2012, quando quis se candidatar a prefeito, perdeu o pleito interno do partido para Tomazi em razão das indicações duplas e triplas —, e a próxima presidente acatou. De 2020 em diante, os votos cumulativos no MDB municipal estão extintos. Se são 45 membros, serão 45 votos iguais.

Sai um, entra outro

Postado em 26 de setembro de 2019

Próxima presidente do MDB de Tijucas, a vereadora Fernanda Melo Bayer recebeu correligionários, ontem, em casa, para resolver, definitivamente, a formação do diretório e da executiva municipal. Entre os quais, o ex-prefeito Elmis Mannrich, que, inicialmente, havia rejeitado a chapa apresentada.

No ato, Mannrich não fez ponderações, não argumentou e sequer falou. Entrou mudo e saiu calado. Permaneceu, por prestígio, entre os 45 membros votantes nas convenções, mas foi relegado na executiva e perdeu o posto de delegado estadual do partido.

As vantagens que o diretor técnico da Aresc (Agência Reguladora de Serviços Públicos de Santa Catarina) ostentava na representação municipal do MDB ficaram todas com o também ex-prefeito Valério Tomazi, a quem a próxima presidente vem tratando de “braço direito”. Pois, então?!

Consenso e rusgas

Postado em 25 de setembro de 2019

Um plano de metas e a “profissionalização” da gestão do partido estão no discurso da vereadora Fernanda Melo Bayer para assumir a presidência do MDB de Tijucas. A convenção está marcada para 19 de outubro, com chapa única e aparente consenso. Mas, apesar do ajustamento, há fissuras. Líder benemérito da legenda, o ex-prefeito Elmis Mannrich deve ficar de fora do diretório.

Na semana passada, em reunião, o ex-mandatário tijuquense discordou do plano, intimou correligionários apregoados — como o ex-candidato a vice-prefeito Edson Souza e o vereador Elói Geraldo — a tomarem posição e as rédeas do partido, e pediu que o descontentamento com a chapa apresentada constasse em ata.

Desde então, a vereadora trabalha com a formação de um diretório sem Mannrich; e, ainda, com a reintegração do ex-prefeito Valério Tomazi aos postos de honra no partido. Outro encontro foi marcado para hoje, sem um convite formal ao diretor técnico da Aresc (Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina), que, mesmo assim, deve marcar presença.

Confronto direto

Postado em 9 de setembro de 2019

Os adeptos do Renascença se reuniram na sexta-feira (6) para oficializar o novo comando do clube e declarar, de uma vez por todas, o prélio contra a Mitra Metropolitana de Florianópolis no que diz respeito ao terreno do Estádio Manoel Franco de Camargo. O ex-presidente Gercy Joaquim “Pota” Felício — que deu início à ação de usucapião, em 2013 — voltou ao posto máximo do clube, apoiado na força e garantias do casal de vereadores Esaú Bayer (MDB) e Fernanda Melo Bayer (MDB).

O tema vem dividindo a comunidade desde a notificação da Igreja, no início de agosto, para que o Verdão da Praça regularize a situação, proponha um acordo ou, na pior das hipóteses, desocupe o imóvel. O pároco de Tijucas, padre Elizandro Scarsi, chegou a sugerir que o Renascença continuasse usufruindo das instalações normalmente e encerrasse a questão na esfera judicial; mas a dirigência de vanguarda do clube se refez e decidiu partir para o tudo ou nada.

Reforço no ataque

Postado em 29 de agosto de 2019

“Não existe ganho de causa para a Mitra Metropolitana. Há apenas uma perda, em primeiro grau, de uma ação de usucapião proposta pelo Renascença”, explica a vereadora e advogada Fernanda Melo Bayer (MDB) sobre o imbróglio que envolve o clube, a Igreja e o terreno do Estádio Manoel Franco de Camargo.

Fernanda garante, ainda, que vai provar na Justiça o mérito do Renascença na posse do estádio. “Disse para eles (direção do clube), e digo para quem quiser. Vamos vencer essa questão”, reforça a parlamentar, que deve integrar a próxima diretoria do Verdão da Praça.

Terceiro tempo

Postado em 28 de agosto de 2019

Quando tudo parecia resolvido, eis que surge uma prorrogação no confronto Renascença versus Igreja. O presidente Douglas “Dólar” Porcíncula lavou as mãos e decidiu entregar o comando do clube. Novas eleições foram marcadas para 6 de setembro, e os prováveis futuros diretores pretendem dar sequência na ação de usucapião do Estádio Manoel Franco de Camargo.

Entre os membros da regência vindoura, devem figurar o casal de vereadores Esaú Bayer (MDB) e Fernanda Melo Bayer (MDB) e o ex-presidente Gercy “Pota” Felício — que acionou a Justiça, em 2013, para requerer a posse do terreno.

A direção seguinte, que deve ser homologada caso não surjam chapas concorrentes, entende que o Renascença não pode abrir mão do patrimônio e acredita que a Justiça deva reconhecer, nas próximas ações, a posse do estádio para o clube — mesmo que haja uma decisão recente com ganho de causa para a Mitra Metropolitana de Florianópolis. Advogada, a vereadora teria garantido aos pares que consegue reverter a questão.

Articulação vitoriosa

Postado em 22 de julho de 2019

Por nove a três, o ex-prefeito Valério Tomazi (MDB) conseguiu os votos necessários na Câmara, quinta-feira (18), para escapar da malha do TCE (Tribunal de Contas do Estado) – que recomendou a rejeição das contas do município em 2016 – e das ações repressivas da Justiça Eleitoral.

Tomazi e o ex-vice-prefeito Ailton Fernandes (PSD) estiveram na platéia e acompanharam o julgamento, voto a voto. O clima de tensão, no entanto, não contrariou as previsões. A articulação venceu, e o placar arquitetado nos bastidores se confirmou.

PELA TANGENTE

Último a votar, o presidente do Legislativo, vereador Vilson Natálio Silvino (PP), encontrou um jeito de contentar gregos e troianos. Com o perdão a Tomazi já garantido pelos colegas, restou, apenas, se abster. Nem sim, nem não.

Silvino não contrariou a colega e tutora Elizabete Mianes da Silva (PSD), que pedia insistentemente clemência ao ex-prefeito; e nem o Conselho – formado por apoiadores do governo municipal –, que queria a validação do entendimento do TCE.

BANDEIRA E RAZÃO

Única emedebista a votar contra a absolvição de Tomazi, a vereadora Fernanda Melo Bayer cumpriu a promessa, neste caso, de ser justa com o que acredita, independente das convicções partidárias.

Serviu ao MDB apenas como anfitriã, quando recebeu os correligionários e o ex-prefeito para tratar do assunto, no escritório de advocacia que mantém na cidade, e na hora agá – certa ou errada, pontos de vista à parte – decidiu com a consciência.

Gangorra

Postado em 9 de julho de 2019

O jogo está virando. O livramento do ex-prefeito Valério Tomazi (MDB) das censuras do Tribunal de Contas e sanções da Justiça Eleitoral, que parecia ajustado na Câmara Municipal, já não é mais tão certo. O abarcamento do também ex-prefeito Elmis Mannrich (MDB) nas articulações provocou fissuras; e o prefeito Elói Mariano Rocha (PSD), embora nutra estima e gratidão ao antecessor, lavou as mãos e liberou os vereadores governistas para decidir como quiserem.

Neste momento, Tomazi está na corda bamba. O presidente Vilson Natálio Silvino (PP), mais os colegas Ecio Helio de Melo (PP) e Rudnei de Amorim (DEM) passaram a fazer coro com Juarez Soares (CIDA) pelo “voto técnico” – que acompanha a recomendação do TCE, pela rejeição das contas de 2016 do Executivo municipal. É o limite para o ex-prefeito. Se perder outro vereador, a vaca vai para o brejo.

IMPASSE

Nas entranhas do MDB, a vereadora Fernanda Melo Bayer não esconde a insatisfação de ter que absolver Tomazi. Por si, diz aos mais próximos, ela daria o quinto – e letífero – voto pela rejeição; para ser justa com o que acredita e para contrariar a colega Elizabete Mianes da Silva (PSD), que enreda o perdão ao ex-prefeito nas coxias do Legislativo.

O partido, inclusive, estaria propondo que a vereadora pedisse afastamento temporário do cargo, para que o suplente imediato Oscar Luiz Lopes – ou o próximo, Lauri Cardoso – assumisse o posto e votasse favoravelmente ao ex-mandatário tijuquense.

Mau exemplo

Postado em 2 de julho de 2019

Na era digital, com câmeras e celulares em todos os cantos, ser político pode ser um convite à contradição. Que o diga a vereadora Fernanda Melo Bayer (MDB), de Tijucas, que foi flagrada – e filmada – estacionando o carro em uma vaga para portadores de necessidades especiais, e fez a alegria dos adversários. O vídeo, desde então, vem sendo replicado nas redes e, certamente, vai render repreensões e insinuações nas discussões do Legislativo tijuquense.

Advogada, articulada e crítica voraz da administração municipal na Câmara, a emedebista se transformou na pedra no sapato dos governistas – que, agora, obviamente, estão se esbaldando no WhatsApp. Pois, então?