terça-feira, 18 de junho de 2019 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

À espera

Postado em 11 de junho de 2019

Se a relação entre prefeito e vice, de fato, desandar, Elói Mariano Rocha (PSD) já teria um nome (?) para substituir Adalto Gomes (PT) no comando da Secretaria Municipal de Obras, Transportes e Serviços Públicos de Tijucas: Renato Sartori, atual chefe do Departamento de Estrada de Rodagem.

Quem goza da confiança do presidente deposto do PSL conta que ele esfrega as mãos à espera do confronto final, e vem revelando que tem a garantia de Mariano Rocha para, assim que o desacerto se consumar e Gomes deixar o governo, assumir a pasta de Obras. Pois, então?!

Exoneração

Postado em 5 de junho de 2019

O autointitulado secretário geral do PSL em Tijucas, Daniel Umbelino, deixou de constar na lista de assessores do deputado estadual Felipe Estevão (PSL) na Assembleia Legislativa. Era um dos cargos sob indicação do servidor público municipal Renato Sartori, de Tijucas, que chegou a presidir uma comissão provisória do partido no município e apoiou o parlamentar nas eleições de 2018.

Assim que Sartori perdeu o comando do partido, Umbelino perdeu o emprego.

Plano B

Postado em 24 de maio de 2019

Se o plano de comandar o partido do presidente Jair Bolsonaro (PSL) em Tijucas foi frustrado, o servidor público municipal Renato Sartori tem, agora, um novo alvo: a legenda do vice-presidente Antonio Hamilton Mourão (PRTB).

Sartori, que continua filiado ao PSL, vem orientando os correligionários a não participarem do encontro municipal do partido, terça-feira (28), sob a batuta de Gerson Henrique Marcelino, e anunciando que pretende hastear a bandeira do PRTB em Tijucas brevemente.

Desencanto

Postado em 6 de maio de 2019

Presidente nacional do Partido Trabalhista Cristão, o advogado e jornalista Daniel Tourinho esteve em Tijucas na quinta-feira (2) para articular a formação do diretório estadual do partido. Fez um convite formal, por indicação, para a presidência da legenda em Santa Catarina, ao servidor público municipal Renato Sartori, que declinou.

O chefe do Departamento de Estrada de Rodagem recusou a proposta sob a justificativa de que ainda estaria muito chateado com a perda da representação municipal do PSL para o ex-bombeiro militar Gerson Henrique Marcelino.

Pedra cantada no Blog e no quadro Política em Foco – que o colunista apresenta no Jornal TopNotícias, no Portal TopElegance às quintas-feiras – deu bingo. Já consta, desde ontem, no sistema de informações partidárias do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), a comissão provisória do PSL em Tijucas com o ex-bombeiro militar Gerson Henrique Marcelino na presidência.

O litígio entre Marcelino e o servidor público municipal Renato Sartori, que concorriam diretamente pelo comando da sigla no município, durou meses. Desde dezembro, o PSL não tinha representação na Capital do Vale. Nos bastidores do processo, porém, o jogo era intenso; e as melhores cartas sempre estiveram com o ex-bombeiro.

Aliado a figuras basais do partido na região – como o deputado estadual Onir Mocellin, militar reformado, de quem é assessor parlamentar na Assembleia Legislativa, e o próprio governador Carlos Moisés da Silva, a quem acompanhou nas incursões pelo estado durante a campanha –, não tardou para que o ex-diretor de Trânsito do município conquistasse a simpatia e a preferência da cúpula peesselista. Sartori, por sua vez, tinha apenas uma promessa do presidente estadual do PSL, Lucas Esmeraldino, e o discurso vago de que havia conquistado ampla votação para o chefe do Executivo estadual e para o presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2018 em Tijucas.

Pesaram, ainda, contra o chefe do Departamento de Estrada de Rodagem do município o histórico político no PT e uma candidatura a vereador rejeitada, em 2016, no PEN, por falta de prestação de contas com a Justiça Eleitoral, além da recorrente austeridade verborreica nas redes sociais e em encontros públicos confrontando cidadãos e parte da imprensa que não o reconheciam como presidente municipal da legenda – o que, de fato, não era, desde dezembro. Líderes do PSL estadual passaram a acompanhar atentamente o comportamento dos concorrentes ao comando do partido em Tijucas, a receber informações de ambos, e formaram a balança.

Marcelino se valeu da discrição, do lastro e do conhecimento prático sobre o trâmite político. Enquanto o concorrente se impunha no Facebook, o ex-bombeiro buscava perfis técnicos para a formação de uma comissão capaz de seduzir a cúpula peesselista e formalizava ofícios em papel timbrado, cordiais, rubricados por parlamentares afins, ao comando estadual do partido. Há 16 dias, o presidente do PSL em Santa Catarina rubricou o “visto” no pedido de homologação da legenda em Tijucas para um time que contava com ex-militares, um servidor da Justiça estadual, advogado e contador, além de jovens idealistas e empresários da cidade. O documento era sustentado, ainda, por quatro dos cinco deputados estaduais do PSL mais bem votados em 2018: Ricardo AlbaAna CampagnoloCoronel MocellinSargento Lima. Foi o xeque mate.

Na semana passada, no encontro regional do partido, o então postulante à presidência do PSL tijuquense Gerson Marcelino foi chamado à mesa protocolar e sentou ao lado de Esmeraldino; enquanto Sartori esteve o evento inteiro na plateia e, quando teve a palavra, achincalhou a mídia “mentirosa” e cobrou efusivamente uma posição do comando estadual do partido. E a decisão foi, enfim, tomada.

Terceira via

Postado em 22 de março de 2019

Nem só de Renato SartoriGerson Henrique Marcelino vive o PSL de Tijucas. Passarinho incolor chega para contar que tem mais gente interessada no comando do futuro diretório municipal do partido.

De acordo com a ave sinsitra, o empresário Modestino Jacondo Crocetta Batista estaria formando uma chapa para concorrer com as outras duas já estabelecidas. Figura ativa no meio político, o administrador do Posto Modesto teria um amigo, deputado federal peesselista, que estaria orientando o trâmite e agindo nos bastidores.

Reação verborreica

Postado em 18 de março de 2019

Pseudo presidente do PSL de Tijucas – a comissão provisória do partido foi suspensa em dezembro –, o servidor público municipal Renato Sartori perdeu a compostura com um eleitor, semana passada, nas redes sociais. A publicação, no Facebook, de uma foto em que o peesselista aparecia abraçado ao candidato a governador Gelson Merisio (PSD) na pré-campanha de 2018 e segurava uma placa com os dizeres “Merisio 2018” foi o motivo da confusão.

Enraivecido – uma vez que se diz responsável direto pela vitória do governador Carlos Moisés da Silva (PSL) na Capital do Vale –, Sartori apelou para a verborragia. “Coloca essa foto no teu rabo fdp“, escreveu. Em seguida, e a partir de ameaças de processo judicial, o comentário foi excluído. Mas, lógico!, as capturas de tela passaram a circular livres e soltas nos grupos de conversação online desde então.

Desacordo

Postado em 12 de março de 2019

O copo transbordou. Os diálogos cessaram nas duas comissões interessadas no comando do PSL de Tijucas. Não houve acordo e o confronto foi restabelecido. O grupo encabeçado pelo ex-bombeiro militar Gerson Henrique Marcelino não admite o servidor público municipal Renato Sartori na presidência do partido e deve ir para o tudo ou nada.

O deputado estadual Onir Mocellin (PSL) intercedeu e pediu que houvesse concessões de parte a parte. Sartori, no entanto, não abre mão do comando do diretório. As chapas devem ser protocoladas nos próximos dias e a cúpula estadual do partido pode ter que decidir entre uma e outra.

Unificação à vista

Postado em 19 de fevereiro de 2019

Começou em guerra, mas pode terminar em namoro. As vertentes do PSL em Tijucas podem entrar em consenso e se unir. Há conversas de parte a parte, com intermediários interessados no acordo, que vêm evoluindo sistematicamente nos bastidores da legenda.

De um lado está o ex-bombeiro Gerson Henrique Marcelino, que tem uma comissão formada com 22 membros – quase todos militares reformados, entre advogados, professores e jovens idealistas – e conta com o apoio do líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado estadual Onir Mocellin (PSL); e do outro, o servidor público municipal Renato Sartori, que comandou a provisória do partido até dezembro e se esteia no deputado estadual Felipe Estevão (PSL) para retomar o posto. Entre eles, não há conversa; mas os seguidores das duas alas tratam internamente sobre a unidade. E a ideia parece agradar os caciques, que já impuseram condições para uma possível conciliação.

Ficha corrida

Postado em 31 de janeiro de 2019

Nos municípios em que não existe consenso – a exemplo de Tijucas –, a regência estadual do PSL vem sendo mais criteriosa para a formação dos diretórios locais. Uma avaliação profunda do histórico político dos interessados foi adotada como argumento. E para a Capital do Vale, a propósito, vem sendo determinante.

A direção peesselista não gostou de saber que o servidor público municipal Renato Sartori, que presidiu a comissão provisória da legenda no município até dezembro, concorreu à Câmara Municipal em 2008 pelo PT – a quem combate vorazmente –, e teve uma candidatura a vereador rejeitada, em 2016, no PEN, por falta de prestação de contas com a Justiça Eleitoral. A imagem do ex-presidente do PSL tijuquense, agora, na cúpula estadual do partido, é outra.