terça-feira, 29 de setembro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Sem alarde

Postado em 26 de agosto de 2026
Foto: Divulgação

A polêmica sobre o santinho da deputada estadual Ana Paula da Silva (PODE) – sem as recomendações de voto para presidente da República e senadores, e que provocou a ira da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) – ainda rende na região. Mas apenas para alguns.

Ontem, o assunto voltou à pauta, ligeiramente, em reunião da ACIP (Associação de Construtoras e Incorporadoras de Porto Belo) com o governador Jorginho Mello (PL) e lideranças locais.

Paulinha e a candidata a senadora Caroline De Toni (PL) conversaram sobre o tema, entre risos e afagos, e mostraram aos presentes que o caso tomou uma proporção exagerada. Carol, inclusive, segundo gente próxima, teria pedido o material da ex-prefeita de Bombinhas, candidata a deputada federal, para recomendar aos eleitores indecisos.

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HARMONIA

A propósito, o tratamento entre elas não poderia ser diferente. Nem tanto por conta da aliança partidária que une PL e Podemos no estado, mas porque, recentemente, construíram, pessoalmente, uma afinidade.

Nos ensejos do imbróglio que ameaçava a vaga de Carol na disputa do Senado pelo PL, meses atrás, Paulinha, presidente estadual do Podemos, abriu as portas do partido para que ela, se quisesse, concorresse na coalizão.

Os espaços em branco no santinho da bombinense não foram preenchidos com o número da candidata liberal ao Senado. Mas, ao que parece, nem precisava.

Troca de farpas

Postado em 24 de agosto de 2026
Foto: Reprodução/Divulgação

A deputada estadual Ana Paula da Silva (PODE) rebateu, em vídeo, uma manifestação da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) envolvendo o material de campanha da ex-prefeita de Bombinhas, candidata à Câmara Federal nestas eleições.

A discussão se deu porque Júlia questionou a ausência, no santinho de Paulinha, dos nomes de Flávio Bolsonaro (PL) para a presidência da República e de Caroline De Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL) para o Senado. Ela criticou a aliança estadual entre PL e PODEMOS, e classificou o caso como sendo de oportunismo dos podemistas.

Na resposta, a bombinense foi direta ao defender a autonomia das escolhas do PODEMOS em Santa Catarina. “Dos partidos de vocês, cuidem vocês. Do nosso, cuidamos nós!”, declarou.

De acordo com Paulinha, embora exista o interesse em fortalecer as coligações e trabalhar pela eleição dos candidatos aliados, a estratégia eleitoral não precisa necessariamente ser uma imposição. “O mais importante é mostrar resultados, apresentar trabalho e conquistar a confiança das pessoas”, acrescentou.

Troca-troca

Postado em 5 de janeiro de 2026
Foto: Arquivo

Finalmente, o PP foi prestigiado na administração municipal de São João Batista. O vice-prefeito Mateus Galliani (PP) assume o comando do Executivo municipal por 30 dias, a partir de hoje, para deleite da claque progressista local.

Embora a transmissão do cargo seja protocolar, para as férias do titular Juliano Peixer (UNIÃO), o gesto põe panos quentes na aliança que venceu o pleito de 2024 – depois de divergências, inclusive publicizadas por representantes do PP na imprensa e na Câmara, e de algum desgaste acumulado no primeiro ano da gestão batistense.
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CONTRAPARTIDA

Nem bem chega, e Galliani traz consigo o recurso do gabinete do deputado estadual Altair Silva (PP), que viabiliza a pavimentação em asfalto da Rua Vidal Serafim Machado.

O parlamentar, inclusive, tem sido um dos mais recorrentes propulsores do caixa do município, com R$ 1 milhão em emendas destinados em 2025, justamente em função da parceria com a representação progressista, e mesmo diante do conflito interno que, ao que parece, entra em fase de trégua.

Casamento em crise

Postado em 27 de maio de 2025
Ilustração de campanha

O enlace político entre o prefeito Juliano Peixer (UNIÃO) e o PP, partido do vice-prefeito Mateus Galliani, dá sinais cada vez mais evidentes de desgaste em São João Batista. Embora os ruídos não sejam exatamente uma novidade – surgiram nos primeiros dias pós-eleições, ainda em 2024 –, recentemente o desentendimento deixou os bastidores e ganhou os microfones.

Em entrevista à Rádio Super, ontem, o vereador Jardel Corrêa (PP) decidiu escancarar. “Se para governar ele não precisa de uma equipe ao redor, na campanha precisou. Ou sozinho ele chegaria a algum lugar?”, provocou.

Para o líder do PP na Câmara, os quatro anos de governo deveriam refletir a fraternidade do período eleitoral. “Qual a diferença entre uma equipe que trabalha 90 dias e depois, passada a eleição, é descartada como se não tivesse mais serventia? Para subir no palanque, bater de porta em porta, quem deu a cara?”, questionou Corrêa em tom de desabafo.

O caso, por enquanto, é o de estremecimento nas relações. E não seria inédito. Na Capital Catarinense do Calçado, alianças políticas costumam ser frágeis, e poucos governos terminaram com os mesmos personagens que os fizeram vitoriosos nas urnas abraçados. Pois então…

Copo transbordando

Postado em 20 de maio de 2025
Foto: Luan Lucas/Arquivo LDF

O que antes era tratado com cautela, apenas entre as partes, tem ficado cada vez mais evidente. O distanciamento entre o prefeito Juliano Peixer (UNIÃO), de São João Batista, e seu principal aliado, o PROGRESSISTAS, cresce diuturnamente.

Ontem, a propósito, o presidente municipal do PP, vereador Fábio Norberto Sturmer, usou a tribuna do Legislativo para criticar a atuação do servidor de carreira Carlos Gonzaga Silveira, que tem auxiliado Peixer no atendimento ao público. “Nem sei o motivo de ainda estar ali”, questionou o parlamentar, e justificou o descontentamento alegando que o funcionário não trata a todos igualmente.

A ausência de um chefe de gabinete legalmente constituído, aliás, tem sido uma das principais divergências entre o prefeito e os progressistas. Enquanto o mandatário batistense argumenta sobre a economia na folha, os coligados reprovam o modelo adotado e exigem a nomeação de um correligionário no cargo.

Para mediar ações políticas, que tem sido uma dificuldade latente nesse início de governo, Peixer tem recorrido informalmente aos ditames de um ex-prefeito de município vizinho. Antes que a aliança com o PP imploda de uma vez por todas, diga-se de passagem.

Cálculos e negociações

Postado em 11 de novembro de 2024
Foto: Divulgação

O domo político da futura administração municipal de Tijucas definiu, com vistas no controle das ações da Câmara, os vereadores de oposição da próxima legislatura que estariam suscetíveis a acompanhar o governo na Casa do Povo. Para ter maioria, os situacionistas precisariam conquistar três parlamentares.

Os alvos, pelo menos em primeiro momento, seriam os estreantes Flávio Henrique Souza (MDB) e Renato Laurindo (PL), e mais o revindo Fabiano Morfelle (MDB). Com os três, representantes da gestão 2025-2028 estariam afinando conversas.

POR GRAVIDADE

As negociações para que o reeleito Erivelto “Danone” Leal dos Santos (PL) assuma o comando da FME (Fundação Municipal de Esportes) continuam. Caso o acordo seja firmado, o próximo suplente do PL, Écio Helio de Melo, herdaria uma cadeira na Câmara.

Não seria surpresa se, como condição, Ecinho, originário do PP e com duas legislaturas governistas, aceitasse regressar ao ninho cola-branca. Os primeiros contatos, inclusive, teriam sido realizados.

CONVICÇÃO

Para o zimbório de situação, uma reviravolta parece garantida. Eles trabalham com a certeza de que o eleito José Vicente de Souza e Silva (PL), que teve a candidatura suspensa durante a campanha e ainda compete na Justiça para a validação dos votos, não consiga ser diplomado vereador.

Nesse caso, o quociente eleitoral do PL seria diminuído e o do UNIÃO BRASIL se sobressairia. Com a derrocada de Zezinho, a vaga ficaria com José Roberto “Betinho” Giacomossi (UNIÃO), proveniente da aliança situacionista.

Hora da partilha

Postado em 21 de outubro de 2024
Foto: Divulgação

Membros do UNIÃO BRASIL de Tijucas, partido que integra a aliança do prefeito eleito Maickon Campos Sgrott (PP), marcaram para a próxima sexta-feira (25) o início das negociações com o futuro comando do município.

A data coincide com o retorno do empresário Mário César Poli ao Brasil depois de uma incursão à China. Embora não seja oficialmente membro da executiva local da legenda, são dele as atribuições estratégicas do grupo na seara tijuquense.

Segundo fontes ligadas ao UNIÃO, o acordo envolve participação consistente no governo e o controle de uma parcela da estrutura administrativa na gestão de Campos Sgrott. A Secretaria de Agricultura, Pesca e Meio Ambiente, a propósito, que o PSD estaria reivindicando – e que teria o vereador Paulo César “Frango” Pereira como nome à disposição –, seria uma das que compõem o trato.

“EU E CASCA DE BALA”…
As discussões, obviamente, tendem a ser brandas e harmoniosas. A relação estreita entre o prefeito eleito e o vereador Maurício Poli, figura basal do UNIÃO e campeão de votos no pleito proporcional, facilitaria significativamente as tratativas.

Motivo, talvez, que exija a presença e o pulso do irmão do parlamentar, Mário Cesar, na mesa de negociações.

Prontos e alinhados

Postado em 31 de julho de 2024
Foto: Divulgação

Próximo de se aliar ao projeto de reeleição do prefeito Pedro Alfredo Ramos (MDB) em São João Batista, o PODEMOS agendou convenção municipal para domingo (4), às 19h30, na sede da ABV (Associação Batistense de Veteranos), no Krequer.

Embora a ordem do dia prenuncie as escolhas dos candidatos a prefeito e vice, o encontro deve oficializar a conjuntura com o MDB e a definição do empresário Leonardo da Silva Kammer, popular Léo, como companheiro de chapa de Pedroca na proposta de renovação do mandato governista nestas eleições. As candidaturas ao Legislativo, evidentemente, frequentam a pauta do evento podemista com o presidente do partido, vereador Elisandro dos Santos, no pelotão de frente.

CONSENSO

O futuro do PODEMOS nas eleições batistenses dependia inicialmente do alinhamento entre lideranças locais, que se dividiam sobre o acordo com o MDB – mas acabaram anuindo à proposta – e, por fim, da aprovação da deputada estadual Ana Paula da Silva, presidente do partido em Santa Catarina.

O descompasso foi sanado nos últimos dias, e a confirmação da aliança registrada ontem, em reunião definitiva entre Léo Kammer, Elisandro dos Santos e Paulinha (foto).

Orientações e questões

Postado em 17 de julho de 2024
Foto: Divulgação

Os governistas se reuniram ontem em torno do vereador Maickon Campos Sgrott (PP) e do prefeito Eloi Mariano Rocha (PSD), que encabeçam o projeto de sucessão, para discutir os rumos do grupo nestas eleições. A pergunta que todos se fazem – sobre quem deve ser o candidato a vice-prefeito –, no entanto, continua sem resposta.

O encontro serviu, em suma, para orientar os pré-candidatos a vereadores de PP, PSD e UNIÃO BRASIL sobre as exigências da legislação eleitoral e traçar estratégias para o pleito proporcional. Dos 42 postulantes ao Legislativo tijuquense que o grupo tem como definidos, 40 estiveram presentes.

De certo, firmou-se que Campos Sgrott permanece, decidida e imutavelmente, como representante da aliança na disputa da prefeitura e que a coligação deve, salvo por uma hecatombe, ser convencionada com os três partidos já mencionados.

As dúvidas pairam, ainda e por pouco tempo, sobre a composição da chapa majoritária, com três opções dispostas ao posto: os vereadores Rudnei de Amorim (PSD), Claudemir “Bigodinho” Correia (PSD) e Maurício Poli (UNIÃO).

Vai e vem

Postado em 26 de junho de 2024
Foto: Divulgação

Parceiro no projeto de reeleição, o MDB havia desembarcado do governo da prefeita Nilza Simas (ex-PSD, agora no PL) em Itapema. E construía uma proposta paralela, primeiro de independência na Câmara e depois com a pré-candidatura do vereador Leonardo Arlindo Cordeiro à sucessão em movimento oposicionista.

Coincidente ou estrategicamente, Nilza e os emedebistas podem, mais uma vez, frequentar o mesmo palanque nestas eleições. Bastou que a prefeita aderisse publicamente ao bolsonarismo, com filiação ao PL e abono do ex-presidente da República, mais o aceno de apoio ao pré-candidato liberalista à prefeitura, vereador Carlos Alexandre “Xepa” de Souza Ribeiro, para que as melancias se ajeitassem na carroça.

Assim como no Estado, PL e MDB comungam em Itapema. E vêm condimentando a aliança com vistas no pleito de outubro. Xepa e Cordeiro – que havia cortado os laços com Nilza – podem formar a chapa, a propósito, com a bênção da chefe do Executivo. Pois então!