segunda-feira, 21 de outubro de 2019 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Pesos e medidas

Postado em 27 de setembro de 2019

Uma das deliberações da futura regência do MDB de Tijucas, com a vereadora Fernanda Melo Bayer na presidência entre 2020 e 2021, diz respeito aos controversos votos duplos e triplos nas convenções do partido. A questão gerou polêmica, tanto em 2012 quanto em 2016, quando ex-prefeitos e delegados estaduais votaram duas ou três vezes — por regulamento —, pesaram em favor de Valério TomaziElmis Mannrich respectivamente, e desequilibraram a contenda.

A sugestão teria partido do advogado Marcio Rosa — que, em 2012, quando quis se candidatar a prefeito, perdeu o pleito interno do partido para Tomazi em razão das indicações duplas e triplas —, e a próxima presidente acatou. De 2020 em diante, os votos cumulativos no MDB municipal estão extintos. Se são 45 membros, serão 45 votos iguais.

Ideia frutífera

Postado em 29 de agosto de 2019

As conclusões do vereador Abel Grimm (PP) sobre o colega Arlindo de Simas (PL), que preside o Legislativo canelinhense, entraram no WhatsApp e passaram, agora, ao anedotário da Cidade das Cerâmicas. “Votei quatro vezes numa coisa dessas para prefeito. Quatro vezes! Uma, duas, três, quatro! Também me culpo. Onde eu estava com a cabeça? Ainda bem que isso nunca ganhou!”, diz o progressista por mensagem de áudio nos grupos de conversação dos smartphones.

A mais recente proposição de Simas, terça-feira (27), na tribuna da Câmara, teria motivado a manifestação revoltosa — e bem humorada — do confrade. O presidente do parlamento canelinhense sugeriu que o município investisse no cultivo do cambucá, um fruto da família das Myrtaceaes — a exemplo da jabuticaba e da pitanga —, para “incentivar a economia e o turismo” locais. Desde então, em Canelinha, não se fala e nem se ri de outra coisa.

Fala, Geremias!

Postado em 9 de julho de 2019

Cauteloso, o empresário Geremias Teles Silva vem ao Blog assegurar que, apesar do excelente trânsito na administração municipal, não se envolve na gestão do prefeito Elói Mariano Rocha (PSD) e tampouco sugere ou instiga alterações no staff da estrutura pública de Tijucas. Ele rechaça, sobretudo, a informação de que teria aconselhado a troca de comando na Secretaria de Obras, Transportes e Serviços Públicos do município, publicada sob o título “Prenúncio do fim” na semana passada. “Torço apenas para que tudo corra bem, como tem acontecido. Méritos do prefeito. Não tenho qualquer poder nessas escolhas, e nem quero ter”, reforça.

Teles Silva garante, ainda, que a comentada aposta com o ex-vereador Antônio Zeferino Amorim – sobre o prazo para a conclusão da nova Ponte Bulcão Viana – não existe, e que tudo não passa de conversa de botequim. “Nem temos nos falado, faz muito tempo. Não tem isso. As pessoas inventam, querem ver o circo pegar fogo”, conclui.

Pequena e inviável

Postado em 20 de fevereiro de 2019

Se a recomendação do TCE (Tribunal de Contas do Estado) fosse aceita, Major Gercino deixaria de ser município e se reintegraria a São João Batista. O diagnóstico considera que a menor cidade do Vale do Rio Tijucas, entre 106 com menos de 5 mil habitantes, é inviável, porque tem baixa arrecadação própria e depende, quase que integralmente, de repasses institucionais – dos governos estadual e federal – para não fechar as contas no vermelho.

A história mostra que Santa Catarina tinha, em 1950, apenas 52 municípios; e que nos anos 70 houve uma corrida pela emancipação. Na virada do milênio, o estado já apresentava 293 cidades constituídas política e administrativamente.

Para justificar a sugestão, auditores do TCE dizem que municípios maiores têm a vantagem de reduzir cargos públicos e ter maior arrecadação própria.


O jornalista Jonas Hames, da Rádio Super FM, de São João Batista, contribuiu para esta nota.

Fogueira das vaidades

Postado em 8 de dezembro de 2017

Conforme antecipado no Blog sob o título “Sucessão ajustada“, os próximos presidente e vice-presidente do Poder Legislativo tijuquense já foram definidos em assembleia interna dos governistas, que têm maioria na Câmara. Os estreantes Juarez Soares (PPS) e Rudnei de Amorim (DEM), se forem cumpridas as convenções, devem comandar a mesa diretora da Casa do Povo em 2018.

Aquele passarinho incolor, porém, garante que o PMDB planeja complicar o meio-de-campo. A ignóbil ave sinistra conta que líderes periquitos, na premissa de que “perdido está, e perdido ficará”, teriam procurado o vereador Vilson Natálio Silvino (PP), da base de governo, para propor um acordo: os votos oposicionistas num sugerido embate do presidente do PP com os pré-eleitos em troca da manutenção de alguns servidores peemedebistas no administrativo da Câmara Municipal no próximo ano. Hum…

DIZ QUE NÃO

Consultado pelo Blog, Vilsinho negou que tenha havido qualquer proposta dessa natureza, e antecipou que, inclusive, estará na reunião dos governistas, segunda-feira (11), para chancelar Soares e Amorim no comando do Legislativo municipal.

Bola na trave

Postado em 11 de agosto de 2017

Os recentes, ora compreensíveis, lapsos da FME (Fundação Municipal de Esportes) na edição 2017 das Olimpíadas Tijuquense – título do evento e ortografia à parte –, muito pela inexperiência dos atuais gestores da fundação, teriam acendido o sinal amarelo na administração municipal de Tijucas. Um passarinho incolor garante, inclusive, que o clero da prefeitura considerou medidas imediatas para controlar a situação e, consequentemente, conter as críticas; e que o nome do advogado Roberval dos Anjos, que comandou o departamento esportivo do município com relativo sucesso nas gestões do ex-prefeito Elmis Mannrich (PMDB) entre 2005 e 2012, passou a ser sugestão frequente nas visitas de conselheiros ao primeiro gabinete do paço.

Indagado pelo blog, Anjos – que é primo do prefeito Elói Mariano Rocha (PSD) e não acompanhou Mannrich nas eleições de 2016 única e exclusivamente em razão da aliança entre o peemedebista e a ex-vereadora Lialda Lemos (PSDB), autora de inúmeras denúncias contra a FME quando oposição – jura que não houve qualquer contato. “Não procede. E, se um dia eu voltasse, não aceitaria esse amembramento com outras pastas e exigiria uma equipe da minha confiança”, finaliza o ex-superintendente.