sábado, 21 de fevereiro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Recusa ao laurel

Postado em 12 de novembro de 2021

A bancada do MDB na Câmara Municipal de Canelinha indicou o ex-vice-prefeito Édson Orsi (MDB) como benemérito da Medalha “Prefeito Arthur Adolfo Jachowicz”, entregue ontem em sessão solene no Legislativo municipal. Muito embora ele não fosse a primeira escolha. Os vereadores emedebistas queriam que o ex-prefeito Moacir Montibeler (MDB) recebesse o galardão, mas ele, novamente, não aceitou. É a segunda vez que o ex-mandatário canelinhense recusa a honraria.

No bastidor político da Cidade das Cerâmicas se diz que Montibeler refuga a medalha em razão da rivalidade histórica, especialmente no campo eleitoral, com a família Jachowicz no município; mas há, também, os que garantem que o ex-prefeito apenas não goste da exposição, dos holofotes e das frivolidades, mais ainda quando não esteja ocupando qualquer cargo. Pois, então?!

Salada mista

Postado em 10 de novembro de 2021

Como de hábito, a Câmara Municipal de Canelinha vai homenagear, amanhã, em sessão solene, personalidades do município com a Medalha Mérito “Prefeito Arthur Adolfo Jachowicz”. E o evento, pelos nomes aprovados, promete ser um dos mais ecléticos dos últimos tempos.

O pai do prefeito Diogo Francisco Alves Maciel (sem partido), contabilista Cidney Nery Maciel, é um dos que recebem a honraria. Os outros são o ex-prefeito Antônio da Silva (PP), que governou a Cidade das Cerâmicas entre 2009 e 2016, e o ex-vice-prefeito Édson Orsi (MDB), que esteve ao lado de Moacir Montibeler (MDB) no Executivo canelinhense durante a gestão passada. De fora dessa salada mista, estão, entretanto, o médico Marco Antônio Rodrigues e a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Canelinha.

Perfil semelhante

Postado em 23 de agosto de 2021

A eleição do jovem advogado Diogo Francisco Alves Maciel (PSL) para a prefeitura de Canelinha em 2020 — desbancando Moacir Montibeler (MDB) e Antônio da Silva (PP), candidatos gabaritados de grupos tradicionais na cena política local — pode ter criado uma tendência eleitoral na Cidade das Cerâmicas.

Representantes do MDB, inclusive, já assimilaram o recado das urnas e passaram, com antecedência, a trabalhar um nome com perfil semelhante ao do prefeito para as próximas eleições. A aposta, neste momento, seria o também advogado e jovem Alesson Alexandre Cardozo, ex-chefe de gabinete na gestão de Montibeler, que, para grande parte dos emedebistas canelinhenses, pode atrair o eleitorado da “nova política” no município. Pois, então?!

Sem compromisso

Postado em 26 de julho de 2021

A promessa de geração de 400 empregos diretos que a Costa Rica Malhas fez ao governo de Canelinha em 2018, diante dos incentivos do município para se instalar na cidade, não precisa ser cumprida. Pelo menos, não integralmente.

O jornal Correio Catarinense descobriu que o ex-prefeito Moacir Montibeler (MDB) decidiu, em dezembro de 2020, sem ter conseguido emplacar a reeleição, rever o contrato com a empresa e baixar um decreto que reduz o compromisso para menos de 1/4 do tratado.

De acordo com o ajuste inicial, a Costa Rica Malhas teria cinco anos, a partir de 2018, para empregar 400 canelinhenses; e desde dezembro, na escala refeita, precisa ter apenas 87 colaboradores para manter a convenção com o município. Entre as justificativas para a mudança do acordo, a gestão de Montibeler teria considerado as dificuldades que a pandemia teria gerado no cenário econômico local.

Tchau e obrigado

Postado em 4 de maio de 2021

Assessora de Comunicação na prefeitura de Nova Trento até ontem, a publicitária Adriana Carla “Drica” Soares jogou a toalha e limpou as gavetas. Em comunicado aos colegas, ela informou que pediu exoneração do cargo porque trabalhava demais e recebia de menos.

Segundo Drica — que, entre 2017 e 2020 comandou a Imprensa no governo de Moacir Montibeler (MDB), em Canelinha —, o expediente da prefeitura de Nova Trento, das 7h às 13h, não era suficiente para cumprir a demanda de trabalho na Comunicação, e, na comparação com outros municípios da região, o ordenado era menor. “Eu ficava até as 19h para dar conta. Mas sou grata pela oportunidade”, pontuou.

Reforço

Postado em 30 de março de 2021
Foto: Divulgação

O prefeito de Porto Belo, Emerson Stein (MDB), presidente da Amfri (Associação de Município da Foz do Rio Itajaí) e declarado postulante ao parlamento estadual em 2022, continua pavimentando a estrada para a Assembleia Legislativa. No fim de semana, com o pai, ex-vereador Antonio Sergio Stein, o Totonho, na retaguarda, o chefe do Executivo portobelense garantiu outra importante adesão para a projetada campanha.

 

O ex-prefeito Moacir Montibeler (MDB), de Canelinha, aceitou encorpar o time de Stein e, ainda, costurar apoios de outras lideranças da Cidade das Cerâmicas e região até as eleições gerais do próximo ano.

ELEIÇÕES 2020: Vale e Costa Esmeralda

Postado em 16 de novembro de 2020

DITO E FEITO

De ponta a ponta, na região inteira, os prognósticos se confirmaram. Dos oito municípios que compõem a Costa Esmeralda e o Vale do Rio Tijucas, apenas Canelinha e Nova Trento travaram a bolsa de apostas na pré-eleição e, até a abertura das urnas, não apontavam favoritos para o pleito. Nos outros, as eleições majoritárias foram mero cumprimento de protocolo e, no fim das contas, serviram apenas para medir a distância entre os mais cotados e os adversários.

BOMBINHAS

Na praiana Bombinhas, o prefeito Paulo Henrique Dalago Müller (DEM) nadou de braçada, confirmou as expectativas e venceu com 73,53% dos votos válidos. Ele manteve os números da parceira e antecessora, atual deputada estadual Ana Paula da Silva (PDT), que venceu em 2016 com 72,92% da preferência do eleitorado, e conquistou, ainda, mais nove indicações. Paulinha, há quatro anos, fez 7.802 votos e Paulinho, agora, 7.811.

Os adversário de Dalago Müller neste pleito foram o advogado e administrador Mário Pera (PSDB), que somou 1.575 votos (14,83%), e o subtenente de reserva dos Bombeiros, Clodomar da Silva (PL), que fez 1.237 votos (11,64%).

PORTO BELO

Nada menos surpreendente que a reeleição do prefeito Emerson Stein (MDB) na Capital Catarinense dos Transatlânticos, com 83,24% da preferência dos eleitores. Foi a maior diferença proporcional de votos — e uma das maiores da história — da região.

A bem da verdade, ninguém, nem em Porto Belo e nem na vizinhança, talvez nem no grupo opositor, acreditou que o farmacêutico Romario Luiz Tancredo (REPUBLICANOS), que somou 1.669 votos (16,76%) contra 8.288 de Stein, pudesse desbancar o atual mandatário. Era pedra cantada. E deu bingo.

ITAPEMA

A prefeita Nilza Simas (PSD) também tinha situação amplamente confortável em todas as pesquisas. Confirmou o favoritismo, conquistou 63,74% do eleitorado (18.557 votos) e garantiu a reeleição.

Os demais concorrentes na eleição majoritária na Cidade dos Ultraleves foram o engenheiro Andre de Oliveira (PODE), que fez 8.415 votos (28,9%); o coronel de reserva do Exército, Paulo Sergio Feres Alves (PL), que somou 1.400 votos (4,81%); e o advogado Moacir Cesar Matiolo (PT), que conseguiu apenas 743 votos (2,55%).

TIJUCAS

As projeções também se confirmaram na Capital do Vale. Franco favorito, o prefeito Eloi Mariano Rocha (PSD) levou a eleição a eito. Trouxe o engenheiro, ex-diretor do Sebrae/SC e empresário Sérgio Fernandes Cardoso (PSD) para a chapa, avultou as chances de sucesso no pleito, e fez valer o prenúncio das pesquisas. Professor Eloi conquistou 59,36% do eleitorado (12.151 votos), impôs diferença de 7.923 votos aos adversários, e se tornou o vencedor de uma eleição em Tijucas com a maior distância entre concorrentes da história — quebrando o recorde de Elmis Mannrich (MDB), que derrotou o advogado Roberto Carlos Vailati (então no PT) em 2008 com vantagem de 6.252 votos.

Na sequência, ficaram o empresário Thiago Peixoto dos Anjos (PDT), com 4.238 votos (20,7%); a advogada e vereadora Fernanda Melo Bayer (MDB), com 3.145 votos (15,36%); o policial rodoviário federal aposentado e vice-prefeito Adalto Gomes (PL), com 556 votos (2,72%); e o empresário Sidney Machado (PSC), com 381 votos (1,86%).

CANELINHA

Única aposta é que a concorrência ficaria polarizada entre o prefeito Moacir Montibeler (MDB) e o advogado Diogo Francisco Alves Maciel (PSL); e que o ex-prefeito Antônio da Silva (PP) não teria fôlego para brigar no topo. Mais que isso, ninguém dizia. No fim da contagem, a vitória foi do estreante — que conquistou 42,22% do eleitorado (3.132 votos) e superou em apenas 309 votos o mandatário da Cidade das Cerâmicas. Disputa acirrada até as últimas urnas.

Tonho ficou com 19.72% da preferência dos eleitores e somou 1.463 votos.

SÃO JOÃO BATISTA

Embora todos os indicadores apontassem para uma vitória acachapante do candidato governista, vice-prefeito Pedro Alfredo Ramos (MDB), não foi bem o que aconteceu. O vereador Heriberto Eurides de Souza (CIDADANIA), que entrou no pleito majoritário como azarão, fez jogo duro e se manteve com chances até o último quarto da apuração. No fim, entretanto, Pedroca confirmou o favoritismo e venceu com 48,66% da preferência do eleitorado (7.363 votos). Betinho alcançou 41,26% (6.243).

A pastora evangélica Fernanda Adorne (PSC) somou 892 votos (5,9%) e ficou na terceira posição, enquanto os empresários Estevan Nascimento (PL) e Angelo Zunino Azambuja (PT) ficaram em quarto e quinto, com 470 (3,11%) e 163 votos (1,08%) respectivamente.

MAJOR GERCINO

No menor município do Vale, nada de surpresas. O atual prefeito Valmor Pedro Kammers (PSL), que angariou o tradicional — e ex-rival — MDB para a campanha de reeleição, fez 60,48% (1.590) dos votos válidos e garantiu mais quatro anos de mandato.

O ex-prefeito João José David (PODE), que tentava voltar ao paço, somou 1.039 votos (39,52%).

NOVA TRENTO

Esta, sim, era a disputa mais imprevisível da região. De certeza, apenas que o pastor evangélico Luiz Andre Teixeira da Costa (PSC) seria o terceiro colocado e que o confronto se resumiria, voto a voto, entre os vereadores Tiago Dalsasso (MDB) e Maxiliano de Oliveira (PP).

Dalsasso abarcou 54,42% (4.650 votos) do eleitorado e levou o MDB neotrentino de volta ao poder após de 12 anos. Max ficou com 44,07% da preferência (3.765 votos), enquanto Pastor Andre Costa fez apenas 129 votos (1,51%).

Prato cuspido

Postado em 30 de setembro de 2020

Quem imaginou que, com a ausência do prefeito e candidato à reeleição Moacir Montibeler (MDB), o debate entre postulantes à prefeitura de Canelinha, sexta-feira (25), no VipSocial, seria um jogo de compadres entre Antônio da Silva (PP) e Diogo Francisco Alves Maciel (PSL) — com ataques congregados à administração municipal —, enganou-se redondamente. Especialmente da parte do estreante na eleição, que chegou, inclusive, a elogiar a atual gestão em determinado momento, e, com frequência surpreendente, descompor o concorrente progressista.

Por estratégia ou motivos escusos, nem pareceu, durante o embate, que Alves Maciel nutria alguma estima por Silva, que ganhou lastro eleitoral no comando do PP e abraçado ao ex-prefeito, e que quase chegou a firmar aliança com os colas-brancas na véspera da convenção peesselista. Se a intenção era mostrar que o divórcio foi assinado e consumado, o advogado seguiu fielmente a cartilha. Pois, então?!

Estranho no ninho

Postado em 16 de setembro de 2020

Um fato inusitado vem provocando reações diversas entre emedebistas de Canelinha. Há algumas semanas, o prefeito e pré-candidato à reeleição Moacir Montibeler (MDB) nomeou o servidor público Édio Carlos Pereira como secretário de Administração e Finanças do município. Nada de anormal, não fosse Edinho, como é mais conhecido, apoiador declarado do ex-mandatário e pré-candidato a prefeito Antônio da Silva (PP) e figura proeminente nos governos colas-brancas.

Há, porém, uma explicação. Pereira recebia gratificações por serviços prestados a outras pastas e uma autarquia do município; e os pagamentos teriam sido questionados pelo Tribunal de Contas. Montibeler, portanto, para poder arcar com os vencimentos do servidor e cumprir a lei de responsabilidade fiscal, teria encontrado esta solução. Mas, ainda assim, um cola-branca confesso no alto escalão de um governo cola-preta continua sendo algo um tanto indigesto para os apoiadores do prefeito na Cidade das Cerâmicas. Pois, então?!

Ferida aberta

Postado em 25 de agosto de 2020

“Em Tijucas, o MDB foi uma mulher espancada, ferida, que teve a casa queimada e chegou à beira da morte; mas que conseguiu sobreviver e vem se restabelecendo, reconstruindo tudo. Agora, quem agrediu e arrasou, que fez todo o mal, quer voltar para a casa que destruiu”. Este foi um dos trechos da parábola que o ex-prefeito Valério Tomazi (MDB) ouviu ontem em reunião do partido, nas dependências do ex-vereador Edson Bayer. Pretenso postulante à vice-prefeitura, o vereador Elói Geraldo (MDB), a propósito, foi um dos que mais apontaram o dedo ao ex-mandatário — que ensaia nova candidatura ao Executivo municipal nestas eleições.

Tomazi, que se transformou no centro das atenções durante o encontro, pediu tempo para pensar. E garantiu que até sexta-feira (28) decide se continua com o plano de candidatura ou joga a toalha.

MAIORIA

A maior parte dos presentes na reunião, entretanto, definiu o nome da presidente municipal do partido e vereadora Fernanda Melo como opção de consenso para a disputa majoritária. A assembleia emedebista foi formada por figuras locais, como, além dos já citados, o ex-prefeito Elmis Mannrich e o vereador Fernando Fagundes, e de outras estâncias, a exemplo do prefeito Moacir Montibeler, de Canelinha, e do deputado federal Celso Maldaner, presidente do partido em Santa Catarina.