sábado, 3 de janeiro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Confusão e reação

Postado em 4 de dezembro de 2025
Fotos: Divulgação

A confusão entre torcidas organizadas do Santos e do Internacional, que transformou um trecho da BR-101 em Itapema em palco de guerra na manhã desta quinta (4), movimentou as altas esferas políticas de Santa Catarina. A repercussão foi imediata – do governador Jorginho Mello (PL) ao deputado Emerson Stein (MDB), todos marcaram posição.

Stein elogiou publicamente a resposta das forças de segurança. Disse que ação rápida da Polícia Militar e da Guarda Municipal garantiu que as desordens fossem contidas na BR-101 e na cidade. “É uma mensagem clara de que a região não é terra sem lei e não aceitará arruaceiros”, afirmou.

O deputado também reforçou a imagem de Santa Catarina como o estado mais seguro do Brasil – um título que, segundo ele, “deve ser defendido com rigor”. E deixou o aviso: “Quem tentar manchar essa reputação, não é bem-vindo”.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, cerca de 200 torcedores participaram do confronto. O grupo paulista, em sete ônibus, teria emboscado os gaúchos, que seguiam em apenas um veículo.

Conjunturas 

Postado em 7 de maio de 2024
Foto: Divulgação

Especula-se em Santa Catarina que a recente aproximação do governador Jorginho Mello (PL) com o senador da República, Esperidião Amim (PP), tem vistas eleitorais. Os gestos, feitos de parte a parte, podem indicar um alinhamento estratégico da dupla e, por consequência, das legendas que comandam. 

Reflexos disto, aliás, podem ser vistos no Vale. Em São João Batista, por exemplo, lideranças dos dois movimentos, como o empresário Felipe Lemos (PL) e o ex-prefeito Aderbal Manoel dos Santos (PP), já conversam há algum tempo e, ao que tudo indica, estarão juntos no pleito municipal de outubro. Resta saber, entretanto, o papel de cada um na disputa. 

Na vizinha Nova Trento, o cenário é similar. Há uma clara preferência pela candidatura do ex-secretário municipal e ex-vereador Maxiliano de Oliveira (PL). O PP, de Amin, pode indicar o candidato a vice, caso a chapa se confirme. Nomes progressistas pipocam a todo instante. Entre os favoritos está o ex-vereador Edson Hugen (PP). Há, no entanto, a participação do PSDB na chapa, que também briga por espaços. 

Se as intenções de Mello e Amin visam um fortalecimento para apenas para as eleições gerais de 2026, a união dos grupos, já em 2024, ainda nos pleitos municipais, pode facilitar ainda mais o caminho. Pois então… 

Projeto “Mudança”

Postado em 15 de abril de 2024
Foto: Luan Lucas

O ex-vereador e ex-secretário municipal de São João Batista, Juliano Peixer, mantém vivo o desejo de disputar a prefeitura batistense, nas eleições municipais de outubro. A recente desfiliação do MDB, aliás, teve o projeto de candidatura como principal motivo.

Peixer afirmou, em entrevista ao programa LINHA DE FRENTE, ontem (11), que havia se colocado à disposição do partido para a concorrência. Entretanto, percebeu que parte da cúpula emedebista tinha a intenção de acompanhar o ex-prefeito Daniel Netto Cândido (PSD) e, portanto, não lançar um candidato próprio.

“Eu dizia que queria construir um projeto de mudança e sólido, e que não estava ali pra ser vice do Daniel, que é o que eles queriam. Briguei pra ser o candidato, mas não vi evolução e saí pro União Brasil. Tenho uma aproximação grande com o deputado federal Fábio Schiochet, presidente estadual do partido”, revelou.

O agora pré-candidato pelo União Brasil avalia que sua antiga legenda se encontra “perdida”. Pontuou, ainda, que a indecisão do prefeito Pedro Alfredo Ramos, o Pedroca, com quem nutre boa relação, colabora para a dificuldade da estruturação do partido.

“A gente (o grupo) só ajudou o MDB e o MDB não nos ajudou. O MDB continua perdido em São João Batista. O Pedroca ora é pré-candidato, ora não é. O MDB ora quer dar o vice pro Daniel, não quer… Então, hoje é um partido sem gestão. Tivemos que sair, se não, não conseguiríamos criar um projeto de mudança, um projeto organizado e que possa, realmente, trazer a cidade pra frente”.

GRUPO FORTE

A “mudança” defendida por Peixer pode ganhar, no futuro, as companhias de PL, PP, Podemos e Republicanos. A proximidade com o empresário Felipe Lemos (PL), que também pretende concorrer à chefia do Executivo municipal em outubro, não atrapalharia o projeto, defende o ex-vereador.

“O Felipe é um jovem, tá entrando na política agora com muita vontade e gás. Temos um alinhamento de grupo, de que querer que a nossa cidade vá pra frente. A partir do momento que ele tá trabalhando, botando seu nome na rua, ele tem que brigar pra ser cabeça de chapa. Lá na frente podemos estar juntos. Ou eu declino e apoio ele, ou ele declina e me apoia. Existe ainda o Fábio da Ravel (Fábio Norberto Sturmer) e Mateus Galliani no PP. Temos 4 ou 5 pré-candidatos, mas só cabem dois”, ponderou.

Clima quente

Postado em 18 de outubro de 2019

Os ânimos se exaltaram, ontem à noite, entre um empresário e um gabaritado político num pub de Tijucas. O primeiro, cola-branca inveterado, ativo nas campanhas canárias e conselheiro da atual gestão do município; e o segundo, ilustre e experimentado, ex-prefeito e emedebista emérito.

Da cortesia de um drink — que não foi aceito à desfeita ponderada; da afronta ao diálogo despretensioso; do limite entre as diferenças ideológicas e o ultraje à desforra moral e corpórea. O jovem sentiu na carne, literalmente, as agruras do jargão popular “política, religião e futebol não se discutem”. Pois, então?!

Agressão na Câmara

Postado em 19 de junho de 2019

O vereador Heriberto Eurides de Souza (CIDA), de São João Batista, registrou um boletim de ocorrência por agressão contra o sapateiro Carlos Fraga Feller. O parlamentar teria sido atacado, e tomado um tapa no rosto, nos corredores da Câmara, assim que terminou de discursar, durante a sessão de segunda-feira (17).

De acordo com testemunhas, a confusão iniciou no pronunciamento de Souza, no uso da tribuna. Feller, da plateia, manifestou-se diversas vezes e chegou a chamar o vereador para a briga. A sessão já havia sido interrompida por cinco minutos e a polícia acionada antes do ocorrido.

ANTECEDENTES

Carlos Fraga Feller, conhecido popularmente por Calinho da Téta, já responde a um processo por agressão ao ex-vereador e ex-prefeito Vilmar Francisco Machado (CIDA) na campanha eleitoral de 2016.

Lavanderia legislativa

Postado em 30 de janeiro de 2019

Dizer que os vereadores Neli Ferreira (MDB) e Antônio Carlos Flores (PSDB), de Canelinha, não se suportam, é chover no molhado. São inimigos políticos e pessoais; e já protagonizaram inúmeras contendas na tribuna do Legislativo canelinhense. Nenhuma, entretanto, como a de ontem.

Bastou que o tucano apresentasse os números do CFM (Conselho Federal de Medicina) – que coloca Canelinha entre os piores municípios do Estado no investimento em Saúde por habitante – para que a ex-secretária da pasta, que retornou para a Câmara recentemente, partisse para o contra-ataque; e levasse a discussão para o âmbito pessoal.

Quebrado o decoro, a emedebista defrontou o rival e deu a cara a tapa, literalmente. Não fosse a prudência do ex-servidor da Casan e a intervenção precisa do vereador Abel Grimm (PP), a delegacia da Cidade das Cerâmicas certamente lotaria de ilustres vossas excelências na noite passada. A sessão precisou ser interrompida. Lamentável. Assista:

Letras afiadas

Postado em 1 de março de 2018

As contendas entre o jornalista Leopoldo Barentin e o secretário de Saúde do município de Tijucas, Vilson José Porcíncula (PSD), o Tem, vão muito além da nota “Essa foi de trincar os grãos“, publicada hoje, que praticamente responsabiliza o gestor municipal pelo fechamento da obstetrícia do Hospital São José.

O litígio passa pelas reuniões de governo, onde, segundo fontes próximas de ambos, o secretário repete sistematicamente que “não precisa da imprensa” e que o Jornal Razão é um “jornal de m…”. Porcíncula, aliás, raramente concede entrevistas aos veículos locais – especialmente quando assuntos polêmicos que envolvem a Saúde municipal vêm à tona –, e mantém, como mantra, relativa distância da mídia.

Um trecho da comentada nota, em que Barentin destaca que o prefeito Elói Mariano Rocha (PSD) “não pode protelar mais um dia a substituição do secretário”, inclusive, seria o grafismo de um recado antes direcionado. De acordo com um passarinho incolor, o jornalista teria encostado o chefe do Executivo tijuquense na parede, tempos atrás, com o aviso “ou ele, ou nós”. Pois, então?!

Ciumeira

Postado em 5 de outubro de 2017

Expecula-se sobre os motivos do banzé de sexta-feira (29) na prefeitura de Tijucas, quando os vereadores Vilson Natálio Silvino (PP) e Rudnei de Amorim (DEM) discutiram calorosamente e polemizaram o encontro de rotina entre o prefeito Elói Mariano Rocha (PSD) e a base aliada. De acordo com um colega de bancada, os parlamentares teriam entrado em litígio por, pasme!, ciúmes!

Em mensagem de voz, o vereador Juarez Soares (PPS) – que não estava na reunião – explica a um amigo que pode ter sido a razão da contenda. “Dizem que brigaram por minha causa. Vilsinho teria dito ao prefeito que o Rudnei tem feito a minha cabeça, e por isso estamos mais próximos. A discussão começou aí”, conta.

De acordo com Soares, a vereadora Elizabete Mianes da Silva (PSD) interveio. “Ela disse ao prefeito que eu deveria ser melhor aproveitado. Estou à frente de muitas batalhas, como no caso da penitenciária, nos pedidos por uma guarnição especial em Tijucas. Por isso a ciumeira”, garante o parlamentar.

O agente prisional, vereador estreante, diz ainda que, mesmo ausente do encontro, esteve amplamente prestigiado pelos colegas. “Meu nome esteve no centro das atenções”, afirma.

Rastilho de pólvora

Postado em 29 de setembro de 2017
Foto: Divulgação

Se o vice-prefeito Adalto Gomes (PT) e o vereador Vilson Natálio Silvino (PP) fossem pagos em centavos nas vezes que foram citados hoje, no fim da manhã, nas rodas e redes sociais, certamente estariam podres de ricos. Os burburinhos se disseminaram com violência. À boca pequena, eles teriam protagonizado uma das maiores arruaças da história do paço, durante uma reunião no gabinete do prefeito Elói Mariano Rocha (PSD). Testemunhas também não faltaram para afirmar e confirmar que os socos e pontapés cruzaram os corredores.

Agora, porém, findada a assembleia, Gomes e Silvino estão à mesa, juntos, almoçando amistosamente. Porque, de acordo com o vereador, o vice-prefeito e secretário de Obras, Transportes e Serviços Públicos sequer merece qualquer menção nesse litígio. “O Adalto, tadinho, nem teve nada a ver. Somos amigos, gosto demais dele”, afirma o parlamentar.

De fato, e segundo versões mais específicas, houve um desentendimento durante a reunião. O dono da Pisobello e o colega Rudnei de Amorim (DEM) discordaram numa das pautas, e discutiram acaloradamente. Mas, sem agressões. “Ficamos nervosos, discutimos, mas apenas isso. Sou da paz!”, garante o presidente municipal do PP.

A cólera, entretanto, pôde ser testemunhada no semblante do vereador progressista. Servidores da prefeitura confirmam que Silvino deixou a sala da reunião bastante agitado e precisou ser acalmado pela chefe de gabinete Leila dos Anjos Costa.

Em seguida, e com os ânimos pacificados, o encontro da cúpula governista e base aliada transcorreu naturalmente. Figuras centrais das especulações, o parlamentar e o vice-prefeito, para conter a boataria, fotografaram serenos e sorridentes e foram juntos para o restaurante. Se racharam, desta vez, foi a conta.

Cartão vermelho

Postado em 20 de julho de 2017

Com eleições internas previstas para outubro, o PMDB de Tijucas tem, por ora, um assunto particular de relativa urgência. Alguns caciques do partido cobram insistentemente que a cúpula se posicione no caso da possível exclusão ou expulsão, para melhor compreensão do ex-prefeito Valério Tomazi (PMDB) das fileiras periquitas. Os desconfortos causados pela fatídica pré-convenção de abril de 2016, a consequente exoneração em massa de servidores públicos do município que optaram por Elmis Mannrich (PMDB) naquele confronto, e as recomendações de voto em Elói Mariano Rocha (PSD) no pleito majoritário, são feridas que ainda não cicatrizaram.

Diante dos fatos, o blog ouviu um dirigente do PMDB municipal, que confirmou a pressão. “Os partidários cobram bastante. Estão magoados. Principalmente aqueles afetados diretamente. O que ele (Tomazi) fez, realmente, foi grave. Estamos com esse processo na comissão de ética do partido. Vamos ver o que é adequado fazer”, disse.