domingo, 8 de novembro de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Ultrapassagem pela direita

Postado em 18 de outubro de 2022

Com o grande favoritismo do senador Jorginho Mello (PL) no segundo turno da eleição ao governo do Estado, e a possibilidade latente de que ele inicie 2023 na chefia do Executivo catarinense, inicia-se a busca desenfreada de políticos alvissareiros pela regência do PL nos municípios. Na efervescente São João Batista, o presidente da legenda, Estevan Nascimento, ao tempo que comemora, preocupa-se com a ambição da concorrência.

Uma força-tarefa vem sendo montada para limar o empresário, candidato a prefeito em 2020 com módicos 470 votos, do comando do PL e assumir o partido na Capital Catarinense do Calçado. O interesse teria partido do ex-vereador Heriberto Eurides de Souza, o Betinho, que disputou a prefeitura no pleito passado pelo CIDADANIA e somou 6.243 votos, em consonância com o atual vereador Gustavo Grimm (CIDADANIA). A manobra estaria ocorrendo diretamente na cúpula estadual da legenda.

Nascimento, por sua vez, teria descoberto as maquinações e cobrado satisfações dos conterrâneos. Notícias de bastidores dão conta de que, ao que tudo indica, as negociações tenham esfriado depois disso. Pois, então?!

Reprovação prenunciada

Postado em 2 de maio de 2022

A ex-vereadora Rúbia Alice Tamanini Duarte — que deixou o comando da Secretaria Municipal de Assistência Social de São João Batista no início de janeiro e recebeu, sexta-feira (29), chamado do governo estadual para ocupar a secretaria adjunta de Estado do Desenvolvimento Social — não deve contar com o aval da Câmara Municipal para se afastar das funções de professora na Capital Catarinense do Calçado. A apreciação do parlamento foi marcada para hoje, e, na boca de urna, conjetura-se que ela não teria os votos necessários para ganhar a causa.

Sequer a bancada situacionista, sobretudo os vereadores do MDB, devem aprovar consonantemente a cessão da batistense para o Estado. Pesa contra ela o imbróglio, ainda velado, mas com capítulos cada vez mais sintomáticos, entre o prefeito Pedro Alfredo “Pedroca” Ramos (MDB) e seu antecessor, Daniel Netto Cândido (PODE), que fez a indicação da professora para o cargo que ocupou até mês passado no governo estadual.

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ALTERNATIVA

Segundo consultoria jurídica do Blog, Rúbia não precisaria passar pelo crivo da vereança. Bastava pedir licença não remunerada ao prefeito em exercício Almir “Déi do Gás” Peixer (PSD) — com quem tem excelente relação — e aceitar a nomeação do governador Carlos Moisés da Silva (REPUBLICANOS) para a secretaria adjunta de Estado.

Mas, mesmo que a cessão seja reprovada na Câmara, ela teria, ainda, tempo para recorrer a esta opção.

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BASTIDORES

Aos seus, intimamente, a ex-vereadora viria garantindo que seja qual for o resultado da votação no Legislativo batistense, vai aceitar o convite do governo estadual. Nos bastidores, especula-se que ela esteja apenas observando atitudes e posturas de aliados e oposicionistas para compreender a cena política do município e decidir que caminho tomar no futuro.

A exemplo de 2020, quando abriu mão de uma candidatura para contemplar o grupo que integrava, Rúbia se mantém na lista de cotações para a disputa da prefeitura nas próximas eleições da Capital Catarinense do Calçado.

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DOIS PESOS

Caso semelhante passou pela Casa no ano passado, quando o Executivo pediu a cessão de outros dois servidores ao governo estadual, dentre os quais Rildo Vargas, tradicional correligionário do grupo governista. Na ocasião foram apenas três votos contrários — todos da bancada do PP — sob a justificativa de que não haveria fundamento legal para a transferência. Os demais vereadores, sem exceção, foram favoráveis.

Desta vez, a expectativa diz respeito à eventual mudança dos votos situacionistas e as motivações, alegações e satisfações a partir daí.

Águas passadas

Postado em 22 de setembro de 2021

As rusgas entre o prefeito Pedro Alfredo Ramos (MDB) e seu principal oponente no pleito de 2020, o ex-vereador Heriberto Eurides de Souza (PSC), definitivamente ficaram para trás. Tanto que o chefe do Executivo batistense teria considerado, surpreendentemente, em recente atuação de bastidores, a nomeação do rival no comando da Secretaria de Administração — uma das mais importantes pastas da estrutura municipal.

Pedroca teria revelado ao vereador Gustavo Grimm (CIDADANIA) o desejo de contar com Betinho no colegiado municipal; e o parlamentar deu a informação ao jornalista Jonas Hames, durante entrevista à Rádio Super. Assim que o fato foi publicizado, porém, vereadores da base e cúpula emdebista passaram a pressionar o prefeito, que negou tudo. O candidato vencido nas eleições de 2020 também não confirma qualquer convite ou sondagem do paço. Pois, então?!

À disposição

Postado em 5 de abril de 2021

Quem imagina que o jovem empresário Bruno Bordin (PSL) tenha concorrido nas eleições de 2020 em Tijucas apenas por curiosidade, engana-se. O gerente administrativo da Manecar Veículos, candidato a vice-prefeito no recente pleito municipal, pretende se manter na política e participar ativamente das próximas disputas.

Na concorrência geral de 2022, Bordin deve trabalhar nos bastidores e abraçar campanhas de deputados estadual e federal que contribuem com Tijucas. Mas a ideia, em princípio, seria fortalecer as bases e manter o nome em evidência e à disposição do eleitorado para as eleições de 2024.

Cem dias

Postado em 31 de março de 2021

Oficialmente, a diretora do Sisam (Serviço de Infraestrutura, Saneamento e Abastecimento de Água Municipal) de São João Batista, Andréia Costa, pediu afastamento do cargo por 30 dias para tratamento de saúde. Mas, nos bastidores, especula-se que o plano do prefeito Pedro Alfredo Ramos (MDB) — de remanejamento do colegiado municipal depois de cem dias de governo — já esteja sendo posto em prática.

Na função, neste momento, está o assessor de gabinete Plácido Vargas, que, segundo rumores, pode ser efetivado. Outras pastas e departamentos que devem sofrer alterações de comando seriam Planejamento e Compras; e até a Secretaria de Administração estaria sob profunda análise.

Ajuda de custo

Postado em 4 de junho de 2019

A lamentada morte do empresário Elson Junckes, há um mês, impactou diretamente a cena política de Tijucas. O surgimento de novos rostos na disputa proporcional, principalmente, estava surpreendentemente atrelado à atuação de bastidores do ex-presidente do PSDB.

Vários são, hoje, os postulantes à Câmara Municipal que frearam a intenção de concorrer no pleito de 2020 porque tinham a “garantia” de que seriam apoiados economicamente por Junckes.

Pedra cantada no Blog e no quadro Política em Foco – que o colunista apresenta no Jornal TopNotícias, no Portal TopElegance às quintas-feiras – deu bingo. Já consta, desde ontem, no sistema de informações partidárias do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), a comissão provisória do PSL em Tijucas com o ex-bombeiro militar Gerson Henrique Marcelino na presidência.

O litígio entre Marcelino e o servidor público municipal Renato Sartori, que concorriam diretamente pelo comando da sigla no município, durou meses. Desde dezembro, o PSL não tinha representação na Capital do Vale. Nos bastidores do processo, porém, o jogo era intenso; e as melhores cartas sempre estiveram com o ex-bombeiro.

Aliado a figuras basais do partido na região – como o deputado estadual Onir Mocellin, militar reformado, de quem é assessor parlamentar na Assembleia Legislativa, e o próprio governador Carlos Moisés da Silva, a quem acompanhou nas incursões pelo estado durante a campanha –, não tardou para que o ex-diretor de Trânsito do município conquistasse a simpatia e a preferência da cúpula peesselista. Sartori, por sua vez, tinha apenas uma promessa do presidente estadual do PSL, Lucas Esmeraldino, e o discurso vago de que havia conquistado ampla votação para o chefe do Executivo estadual e para o presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2018 em Tijucas.

Pesaram, ainda, contra o chefe do Departamento de Estrada de Rodagem do município o histórico político no PT e uma candidatura a vereador rejeitada, em 2016, no PEN, por falta de prestação de contas com a Justiça Eleitoral, além da recorrente austeridade verborreica nas redes sociais e em encontros públicos confrontando cidadãos e parte da imprensa que não o reconheciam como presidente municipal da legenda – o que, de fato, não era, desde dezembro. Líderes do PSL estadual passaram a acompanhar atentamente o comportamento dos concorrentes ao comando do partido em Tijucas, a receber informações de ambos, e formaram a balança.

Marcelino se valeu da discrição, do lastro e do conhecimento prático sobre o trâmite político. Enquanto o concorrente se impunha no Facebook, o ex-bombeiro buscava perfis técnicos para a formação de uma comissão capaz de seduzir a cúpula peesselista e formalizava ofícios em papel timbrado, cordiais, rubricados por parlamentares afins, ao comando estadual do partido. Há 16 dias, o presidente do PSL em Santa Catarina rubricou o “visto” no pedido de homologação da legenda em Tijucas para um time que contava com ex-militares, um servidor da Justiça estadual, advogado e contador, além de jovens idealistas e empresários da cidade. O documento era sustentado, ainda, por quatro dos cinco deputados estaduais do PSL mais bem votados em 2018: Ricardo Alba, Ana Campagnolo, Coronel Mocellin e Sargento Lima. Foi o xeque mate.

Na semana passada, no encontro regional do partido, o então postulante à presidência do PSL tijuquense Gerson Marcelino foi chamado à mesa protocolar e sentou ao lado de Esmeraldino; enquanto Sartori esteve o evento inteiro na plateia e, quando teve a palavra, achincalhou a mídia “mentirosa” e cobrou efusivamente uma posição do comando estadual do partido. E a decisão foi, enfim, tomada.

Terceira via

Postado em 22 de março de 2019

Nem só de Renato Sartori e Gerson Henrique Marcelino vive o PSL de Tijucas. Passarinho incolor chega para contar que tem mais gente interessada no comando do futuro diretório municipal do partido.

De acordo com a ave sinsitra, o empresário Modestino Jacondo Crocetta Batista estaria formando uma chapa para concorrer com as outras duas já estabelecidas. Figura ativa no meio político, o administrador do Posto Modesto teria um amigo, deputado federal peesselista, que estaria orientando o trâmite e agindo nos bastidores.

Presidência da Câmara

Postado em 19 de novembro de 2018

De um vereador governista, ao Blog, em off: “o vereador Vilson Natálio Silvino (PP) é o próximo presidente da Câmara Municipal de Tijucas, haja o que houver. Temos tudo sob controle”.

As cartas já estavam na mesa. Desde sempre. Assim que conseguiram ser maioria, os situacionistas definiram Juarez Soares (PPS) em 2018, Vilsinho em 2019 e Maria Edésia da Silva Vargas (PT) ou Rudnei de Amorim (DEM) em 2020. O primeiro terço da tarefa foi cumprido, mas o atual presidente quebrou o protocolo, negociou com os opositores e assumiu candidatura à reeleição.

Soares justifica que decidiu concorrer novamente à presidência da Casa porque, quando precisou, no momento em que se lançou pré-candidato a deputado estadual, não encontrou apoios na administração municipal e sequer nos colegas de bancada. Para os confrades de vereança, “é um tiro no pé”. Parlamentares de situação entendem que o rótulo de “traidor” pode abreviar a promitente carreira política do atual presidente.

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BASTIDORES

Enquanto o chefe da mesa diretora do Legislativo rema, a bancada situacionista atira a âncora. Nos bastidores da eleição, marcada para 13 de dezembro, as negociações seguem à toda. Não será surpresa – como nunca foi, e tem sido recorrente – se um, ou até dois opositores acompanharem o presidente do PP na votação. Quem viver, verá!

Caminho aberto

Postado em 18 de outubro de 2018

Nem bem terminaram as eleições para a legislatura 2019-2022 na Alesc, e as negociações para composição da mesa diretora do Legislativo fervem nos bastidores da política catarinense. E a região, há décadas em segundo – ou terceiro, ou quarto – plano, agora vem sendo altamente considerada.

Que ninguém se surpreenda caso a ex-prefeita de Bombinhas, Ana Paula da Silva (PDT), eleita em quinto lugar entre todos os postulantes ao parlamento catarinense, inicie o quadriênio no comando da Assembleia. A convenção vem sendo desenhada; ela quer, e já tem apoiadores.