sexta-feira, 12 de abril de 2024 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Boca de urna

Postado em 2 de abril de 2024
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Foto: Divulgação

Não é incomum, em períodos que antecedem uma eleição, que os cidadãos mais atentos ao cotidiano da política promovam, com amigos e familiares, simples e rápidas pesquisas que, embora não prevejam o resultado de um pleito, podem ajudar e muito nas tomadas de decisões.

O ex-vereador Antônio Zeferino Amorim pode ter usado ferramenta similar para confirmar sua ida ao MDB – que deve ser oficializada nos próximos momentos. Afinal, dias atrás, em uma propriedade particular, o policial militar aposentado simulou uma eleição municipal.

Os convidados do encontro eram conduzidos a um livro de registros e recebiam cédulas previamente produzidas. Nelas, cada um escolhia entre três opções: uma com inclinação governista, outra tradicionalmente oposicionista e um terceiro nome como alternativa aos movimentos históricos.

Um a um, os “eleitores” depositavam os sufrágios em uma urna. Mais tarde, o recipiente foi aberto e os 25 votos contabilizados. O Blog teve acesso ao resultado, mas, por respeito ao processo eleitoral legítimo, priva-se da divulgação do escrutínio.

Pode-se revelar, entretanto, que houve diferença mínima entre o primeiro e o segundo colocados, e uma vantagem importante de ambos para o terceiro. Pois então…

Posição firme

Postado em 17 de janeiro de 2024
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Foto: Luan Lucas

“Não existe a mínima possibilidade de recuar”, responde o ex-prefeito Elmis Mannrich (MDB), de Tijucas, quando perguntado se continua inclinado a concorrer no pleito majoritário deste ano. Ele afirma que segue monitorando o cenário eleitoral do município e que teria, segundo as pesquisas, as maiores chances de conquista da prefeitura no partido.

“O candidato deve ser quem tem mais densidade eleitoral, independentemente do nome. Não vamos jogar uma pelada de fim de semana. A coisa é séria”, alerta o ex-mandatário tijuquense sobre a propalada concorrência interna, especialmente com o vereador Fernando Fagundes (MDB), que também se coloca à disposição da legenda para a disputa da prefeitura. O ex-prefeito Valério Tomazi (MDB) ainda seria uma alternativa.

Mannrich, entretanto, considera que a caminhada seria dificultada caso a oposição se divida – em clara alusão à postura do empresário Thiago Peixoto dos Anjos (PL), segundo colocado no pleito de 2020, que, neste momento, estaria mais próximo do vice-prefeito Sérgio “Coisa Querida” Cardoso (PSD) e de um acordo com o grupo governista. “Precisamos estar juntos, porque as pesquisas mostram que nosso projeto vem crescendo e se consolidando”, diz.

Outro patamar

Postado em 3 de outubro de 2023
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Foto: Arquivo Pessoal

O ex-prefeito de São João Batista e suplente de deputado estadual Daniel Netto Cândido (PODE) conta os dias para o fim do prazo de desincompatibilizações. Não porque pretenda deixar a assessoria da bancada do PODEMOS na Assembleia Legislativa para concorrer a qualquer cargo nas eleições municipais, mas porque um dos titulares do partido no parlamento catarinense, o deputado estadual Lucas Neves (PODE), deve deixar o posto para disputar a prefeitura de Lages em 2024.

Com o afastamento, previsto para o início de abril próximo, o batistense herdaria automaticamente a vaga na Alesc por pelo menos seis meses.

PLANOS
Daniel Cândido, ao contrário do que se especula, sequer considera se candidatar novamente à prefeitura de São João Batista – onde esteve por oito anos, entre 2013 e 2020. Ele quer estadualizar cada vez mais o nome para que em 2026, nas próximas eleições gerais, tenha maior sucesso no pleito estadual.

ALTERNATIVA
A gente próxima, o ex-prefeito revela, ainda, que poderia concorrer a uma cadeira na Câmara Federal em 2026.
Cândido projeta uma disputa ainda mais acirrada na esfera local, com lideranças destacadas na região – a exemplo, especialmente, do prefeito de Canelinha, Diogo Francisco Alves Maciel (PL) -, e, para não dividir o eleitorado, entende que, caso seja bem-sucedido na passagem pela Alesc, adquira condições para pleitear uma vaga no Congresso Nacional.

Partido de todos

Postado em 24 de julho de 2023
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Foto: Arquivo Pessoal

Embora o PL do governador Jorginho Mello pareça, neste momento, inclinado a construir uma via alternativa em Nova Trento para as eleições de 2024, a administração municipal tem mantido o diálogo com a cúpula estadual do partido e, sobretudo, com o chefe do Executivo catarinense.

Sexta-feira (21), a propósito, o prefeito Tiago Dalsasso (MDB) esteve no encontro da Granfpolis sobre o programa Santa Catarina Levada a Sério + Perto de Você, do governo estadual, e fez questão da companhia do vice-prefeito Moacir Dalla Brida, que, mesmo diante das especulações, continua filiado ao PL.

CONTRAPONTO

Em entrevista ao LINHA DE FRENTE, na VipSocial TV, quinta-feira (20), o ex-vereador e ex-secretário de Saúde de Nova Trento, Maxiliano de Oliveira (PP), vencido por Dalsasso em 2020, revelou que tem conversas adiantadas com a cúpula estadual do PL e que poderia concorrer à prefeitura nas próximas eleições pelo partido do governador.

Max pontuou, ainda, que foi levado à mesa das negociações a partir da certeza de que o PL, hoje, em Nova Trento, passou à trincheira oposicionista.

TOMA LÁ, DÁ CÁ
Nem somente as boas novas sobre o investimento milionário do Estado em Nova Trento, que o prefeito recebeu no encontro com o governador, foram comemoradas.

Ainda que não tenha tocado no assunto, Dalsasso foi orientado pelo mandatário catarinense a seguir com a aliança MDB-PL na gestão neotrentina, independentemente do que se diz e se ouve, porque, segundo Jorginho, a avaliação no seio partidário tem sido positiva. Pois então?!

Efeito mínimo

Postado em 8 de março de 2023
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Foto: Lorran Barentin/Jornal Razão

A recente federalização do União Brasil com o PP não alterou o planejamento do presidente da Câmara Municipal de Tijucas, vereador Maurício Poli (PSB), que pretende assumir o controle do partido no município. Nesta semana, ele conversou, mais uma vez, com o ex-prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (União), sobre a proposta.

Com a manobra, a maior parte das ações do União no território catarinense ficam com o deputado federal Fábio Schiochet, com quem Poli também tem relação estreita.

A federação, entretanto, pode ter outros desdobramentos. O presidente do Legislativo tijuquense, que se coloca como opção para a disputa da prefeitura em 2024, entende que a aproximação com o PP tem benefícios locais e que pode fortalecer ainda mais os laços com o vereador Maickon Campos Sgrott (PP), outra das alternativas governistas para a concorrência majoritária e com quem tem melhor alinhamento na Câmara desde o início da legislatura.

Predisposição

Postado em 14 de fevereiro de 2023
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Foto: Arquivo pessoal

A disputa no grupo governista promete ser boa na pré-eleição de 2024. Opções para a sucessão do prefeito Eloi Mariano Rocha (PSD) brotam diariamente nos jardins da prefeitura de Tijucas. “Sinal de que as coisas estão boas. Porque se estivessem ruins, ninguém queria”, brinca o chefe do Executivo municipal quando provocado sobre o assunto.

Há correntes que defendem, de tempos para cá, maior atenção ao vereador Claudemir Correia (PSD) na lista de alternativas – tanto na Câmara quanto nos mais variados setores do paço. E, embora estreante em cargos eletivos, mas servidor efetivo do departamento financeiro da prefeitura há 20 anos, o parlamentar tem, ultimamente, assumido essa predisposição. “Se a oportunidade surgir, estou pronto. De uma coisa tenho certeza: ninguém conhece melhor que eu o funcionamento da prefeitura”, garante. Pois, então?!

Reprovação prenunciada

Postado em 2 de maio de 2022
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A ex-vereadora Rúbia Alice Tamanini Duarte — que deixou o comando da Secretaria Municipal de Assistência Social de São João Batista no início de janeiro e recebeu, sexta-feira (29), chamado do governo estadual para ocupar a secretaria adjunta de Estado do Desenvolvimento Social — não deve contar com o aval da Câmara Municipal para se afastar das funções de professora na Capital Catarinense do Calçado. A apreciação do parlamento foi marcada para hoje, e, na boca de urna, conjetura-se que ela não teria os votos necessários para ganhar a causa.

Sequer a bancada situacionista, sobretudo os vereadores do MDB, devem aprovar consonantemente a cessão da batistense para o Estado. Pesa contra ela o imbróglio, ainda velado, mas com capítulos cada vez mais sintomáticos, entre o prefeito Pedro Alfredo “Pedroca” Ramos (MDB) e seu antecessor, Daniel Netto Cândido (PODE), que fez a indicação da professora para o cargo que ocupou até mês passado no governo estadual.

ALTERNATIVA

Segundo consultoria jurídica do Blog, Rúbia não precisaria passar pelo crivo da vereança. Bastava pedir licença não remunerada ao prefeito em exercício Almir “Déi do Gás” Peixer (PSD) — com quem tem excelente relação — e aceitar a nomeação do governador Carlos Moisés da Silva (REPUBLICANOS) para a secretaria adjunta de Estado.

Mas, mesmo que a cessão seja reprovada na Câmara, ela teria, ainda, tempo para recorrer a esta opção.

BASTIDORES

Aos seus, intimamente, a ex-vereadora viria garantindo que seja qual for o resultado da votação no Legislativo batistense, vai aceitar o convite do governo estadual. Nos bastidores, especula-se que ela esteja apenas observando atitudes e posturas de aliados e oposicionistas para compreender a cena política do município e decidir que caminho tomar no futuro.

A exemplo de 2020, quando abriu mão de uma candidatura para contemplar o grupo que integrava, Rúbia se mantém na lista de cotações para a disputa da prefeitura nas próximas eleições da Capital Catarinense do Calçado.

DOIS PESOS

Caso semelhante passou pela Casa no ano passado, quando o Executivo pediu a cessão de outros dois servidores ao governo estadual, dentre os quais Rildo Vargas, tradicional correligionário do grupo governista. Na ocasião foram apenas três votos contrários — todos da bancada do PP — sob a justificativa de que não haveria fundamento legal para a transferência. Os demais vereadores, sem exceção, foram favoráveis.

Desta vez, a expectativa diz respeito à eventual mudança dos votos situacionistas e as motivações, alegações e satisfações a partir daí.

Contraponto

Postado em 25 de abril de 2022
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Foto: Divulgação

No apagar das luzes, o PT decidiu participar da eleição suplementar de Porto Belo. Reunido em convenção no sábado (23), o diretório municipal do partido definiu a ex-vereadora e médica Rosaura de Oliveira Rodrigues e a auxiliar de escritório Jaluza Wille de Freitas como candidatas a prefeita e vice-prefeita, respectivamente, no pleito de 5 de junho. As escolhas foram unânimes entre os convencionais presentes.

 

Nas eleições de 2020, elas foram candidatas à Câmara Municipal, mas sem o sucesso esperado. Rosaura, que tentava a reeleição, somou apenas 221 votos; e Jaluza, estreante na disputa, 37.

 

A dupla petista entra como alternativa à proposta governista, que havia definido, três dias antes, o prefeito em exercício Joel Orlando Lucinda (MDB) e o vereador Ailto Neckel (PL) como representantes no pleito extraordinário. Até então, acreditava-se, com cada vez mais argumentos, que somente uma chapa seria inscrita na eleição suplementar de Porto Belo.

Saída na entrada

Postado em 22 de março de 2022
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O burburinho vinha ecoando nos corredores da prefeitura de Porto Belo havia semanas. O vice-prefeito Elias Cabral (PL), substituto imediato do titular Emerson Stein (MDB), que planeja se candidatar a deputado estadual nestas eleições e programou a desincompatibilização para sexta-feira (25), estaria repensando a assunção do município. Embora se confabulasse que a famigerada “intriga da oposição” pudesse ser o foco das informações, também se considerava que o governo portobelense não tem, atualmente, oposição na cidade, e que, obviamente, existia um fundo de verdade em tudo que se dizia.

Hoje, entretanto, Cabral foi às redes sociais para confirmar que desistiu de assumir o comando da Capital Catarinense dos Transatlânticos. No texto, ele diz que a decisão “é pessoal e não decorre de qualquer fato ou ato vivido ou presenciado na administração municipal” e que retorna automaticamente para o serviço público estadual como professor na Escola de Educação Básica Tiradentes. Aos mais próximos, porém, o vice-prefeito trata do assunto com brevidade: “Entrei com o Emerson e vou sair com o Emerson”, pontua, conforme relata, com exclusividade ao Blog, um vereador da base governista.

INCONSISTÊNCIA

Em meio à indecisão, Elias Cabral cumpria naturalmente a agenda de transição. Iniciou o processo com reuniões nos órgãos essenciais do governo, e tudo caminhava na mais absoluta normalidade. Depois, porém, faltou a compromissos em setores subsequentes e reacendeu a chama da desconfiança na cúpula governista. “Ele marcou conosco na Assistência Social, depois de ter ido na Secretaria de Administração, e não apareceu. Ficamos receosos, claro! Sabíamos que ele estava querendo desistir”, conta um servidor comissionado do município.

ÚLTIMO APELO

Não faltaram súplicas do prefeito Emerson Stein para que o companheiro voltasse atrás. Desde que Cabral comunicou a decisão, o clima na prefeitura é de incredulidade e preocupação. E o chefe do Executivo, que teve o vice-prefeito no planejamento da pré-candidatura a deputado estadual e a promessa de continuidade do modelo administrativo no município, não deixou de cobrar, insistir e, contam fontes do Blog, até implorar para que a programação engendrada logo após a reeleição fosse cumprida.

Consultado, Stein não quis comentar a postura do vice-prefeito, mas garantiu que o fato em nada afeta o projeto de candidatura ao parlamento catarinense, e que vai cumprir todo o cronograma previamente estabelecido.

CURSO NATURAL

Imediatamente, definiu-se que o governo não interfere politicamente e que o presidente da Câmara Municipal, vereador Joel Orlando Lucinda (MDB), assume o comando do município. De acordo com a legislação, ele deve convocar nova eleição para a chefia do Executivo em 90 dias.

Dos males, o menor. Lucinda goza de prestígio com o prefeito Emerson Stein e participa do rol de confiança do mandatário portobelense.

O presidente do Legislativo, aliás, já teria se colocado à disposição para se candidatar à prefeitura no pleito extraordinário. Outra opção seria o jovem Diogo dos Santos (MDB), que também teria a mesma intenção. Nos bastidores da Câmara, as confabulações seguem à toda. Na preferência da maioria, por enquanto, estaria Lucinda, que acumula sete mandatos consecutivos no parlamento e seria, independentemente de Elias Cabral, uma das alternativas governistas altamente cotadas para a sucessão municipal em 2024.

De malas prontas

Postado em 19 de maio de 2021
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Caso o empresário Thiago Peixoto dos Anjos realmente se candidate a deputado federal, fatalmente não será pelo PDT, por onde concorreu à prefeitura de Tijucas em 2020. Ele, neste momento, vem sendo tutorado pela deputada estadual Ana Paula da Silva (PDT) e deve, com ela, migrar para outra legenda assim que a janela de transferências for aberta.

Há opções sobre a mesa, e um partido nem tão à esquerda e muito menos à direita seria o caminho mais viável. Hoje, a alternativa mais atraente para ambos, de acordo com fontes ligadas ao grupo, seria o Podemos; mas o projeto continua sob análise.