A impressão que o União Brasil deixou na sua mais recente reunião de apoiadores em Tijucas tem, neste sábado (29), a prova dos nove. Se as cerca de 250 pessoas que participaram do encontro, semanas atrás, realmente estiverem imbuídas na causa, o resultado deve ser visto nas ruas.
É o que espera o vereador Maurício Poli, voz de comando no partido, que promove um adesivaço em favor das candidaturas à reeleição dos deputados federal e estadual Fabio Schiochet e Sérgio Guimarães. Ele e unionistas locais estarão na altura 54 da Rua Gaudêncio Campos, nas antigas instalações da Autoescola Marcelino, das 10h às 13h, decalcando carros de aliados e colaboradores.
Ao tempo em que o ato impulsiona as campanhas de Schiochet e Guimarães no município, serve, ainda, como evidência da assertiva de Poli ao Blog – de que “o União Brasil se consolidou como um dos grandes partidos em Tijucas e estará, em 2028, na eleição majoritária”.
O vereador Maurício Poli, principal expoente do União Brasil em Tijucas, pôs o bloco na rua. Amanhã, na sede social do Jardim Portobello, ele recebe o deputado federal Fabio Schiochet (UNIÃO-SC) e o deputado estadual Sérgio Guimarães (UNIÃO) para um encontro estratégico.
Nem se precisa dizer, a propósito, que os esforços do UNIÃO tijuquense devem se voltar para as campanhas de reeleição da dupla. No convite que Poli vem distribuindo aos apoiadores, ele descreve o evento como “defesa dos interesses de Tijucas”.
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TRATO FEITO
A participação excepcional do prefeito Maickon Campos Sgrott (PL) – que já confirmou presença na reunião – evidencia a aliança local. Embora o União Brasil encorpe a base da campanha de João Rodrigues (PSD) ao governo estadual, os unionistas tijuquenses devem caminham em sentido oposto.
Campos Sgrott e Poli têm um acordo. A prefeitura abre espaço para Schiochet e Guimarães, e a regência do UNIÃO em Tijucas acompanha a proposta de reeleição do governador Jorginho Mello (PL).
Grandes estrategistas da história como Sun Tzu, Júlio César e Nicolau Maquiavel tinham em seu repertório de artimanhas o uso do método “dividir para enfraquecer”. E esse parece ser o plano adotado pelo governador Jorginho Mello (PL) para neutralizar possíveis adversários nas eleições de 2026.
O encerramento da janela partidária, na próxima semana, dará maior clareza sobre o quanto essa proposta foi — ou não — bem-sucedida. Mas até aqui, os sinais são favoráveis ao chefe do Executivo catarinense.
O “chega pra lá” dado no MDB — que sonhava ocupar a vaga de vice-governador — rachou o partido. Parte da bancada já declara apoio a Jorginho, como Jerry Comper e Emerson Stein, ainda que oficialmente possam integrar a chapa de João Rodrigues (PSD).
O convite a Adriano Silva (NOVO) para ser vice retirou o prefeito de Joinville de uma eventual candidatura ao governo do estado e fez cessar as críticas do presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro, que teve de engolir alguns sapos para manter o NOVO unido.
O UNIÃO BRASIL, federado ao PROGRESSISTAS, também assiste parte de sua bancada migrar para a órbita de Jorginho, enquanto seu presidente, Fabio Schiochet, senta à mesa com João Rodrigues para negociar uma aliança.
O PP parece ser a sigla mais abalada pelas investidas do governador. O senador e pré-candidato Esperidião Amin chegou ao ponto de derrubar a executiva estadual e assumir pessoalmente a presidência do partido em Santa Catarina — com aval do presidente nacional Ciro Nogueira —, em resposta ao movimento de uma ala que declarou apoio à reeleição de Jorginho.
No PSD, partido de João Rodrigues — que deve disputar com Jorginho tanto o título de maior nome bolsonarista de Santa Catarina quanto o cargo de governador —, a estratégia do divide e conquista levou o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, a partir para o ataque contra a legenda que o projetou politicamente.
Diante de tantas fraturas partidárias, resta saber como os próprios membros do PL e seus satélites — REPUBLICANOS e PODEMOS — se comportarão com a chegada de uma variedade enorme de novas lideranças disputando atenção e espaço junto ao governador em ano eleitoral.
A federação UNIÃO PROGRESSISTA, firmada nacionalmente, serviu como uma luva para a aliança entre UNIÃO BRASIL e PP em São João Batista. A única da região, inclusive, onde a junção se encaixou perfeitamente nos planos do grupo.
Convergência, sobretudo, que definiu com antecedência quem o governo municipal deve apoiar nas eleições que se aproximam. Do lado situacionista, os indicados seriam o deputado estadual Altair Silva (PP), novamente para a Assembleia Legislativa, e o federal Fabio Schiochet (UNIÃO-SC), que tentaria a reeleição.
Silva, natural de Major Gercino e criado na Capital Catarinense do Calçado, tem sido, desde 2014, por desígnio principalmente do ex-prefeito Aderbal Manoel dos Santos, principal referência do partido no município, a demanda do PP batistense nas eleições gerais. E, no contrabalanço, entraria Schiochet, por determinação do prefeito Juliano Peixer (UNIÃO).
O deputado federal unionista, no entanto, teria alguma dificuldade apenas na ala do PP que trabalha diretamente com Altair no parlamento catarinense – como o ex-vereador Mário Soares –, que deve buscar votos, obviamente, para o chefe de gabinete do majorense na Alesc, jornalista André Callai (PP), que postula uma vaga na Câmara Federal.
O calendário eleitoral ainda parece distante no papel, mas, na prática, já está correndo em ritmo acelerado. Deputados circulam, prefeitos abrem o gabinete e emendas começam a cair. Em Tijucas, o deputado federal Fábio Schiochet (UNIÃO) fez a sua parte, passou no Paço, entregou R$ 650 mil em emenda impositiva e garantiu foto com o prefeito Maickon Campos Sgrott (PP).
A comitiva incluiu o vereador Maurício Poli (UNIÃO) e outras lideranças locais. O recurso será destinado a obras de pavimentação e infraestrutura urbana, reforçando o caixa municipal para ações que impactam mobilidade e qualidade de vida.
E aqui, sem romantismo, neste estágio do jogo, cada visita é um investimento e cada obra é um cartão de visitas para 2026. Prefeitos torcem para que mais parlamentares batam à porta antes do ano travado que vem aí, quando os cofres estaduais e federais entram no modo eleição e a torneira fecha.
Pelo menos no campo jurídico, a dupla que comanda a Capital Catarinense do Calçado pode finalmente respirar aliviada. O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) decidiu, por unanimidade, absolver o prefeito Juliano Peixer (UNIÃO) e o vice-prefeito Mateus Galliani (PP) da acusação de abuso de poder econômico nas eleições municipais de 2024.
A denúncia partiu do PL batistense, que questionava a legalidade de um vídeo em que Peixer e o deputado federal Fábio Schiochet (UNIÃO-SC) apareciam anunciando a entrega de uma ambulância ao Corpo de Bombeiros Militar de São João Batista. Segundo a acusação, o conteúdo configuraria uso eleitoral indevido de um ato público.
O julgamento, realizado na tarde de terça-feira (14), terminou com placar de 7 a 0 a favor dos gestores municipais. O Ministério Público Eleitoral, representado pelo promotor Nilton Exterkoetter, havia recorrido da primeira decisão — também absolutória — proferida pelo juiz Rui Cesar Lopes Peiter. Mas o TRE-SC manteve o entendimento inicial, encerrando o processo em definitivo.
Na avaliação da corte, não houve indícios de abuso de poder econômico nem de uso da máquina pública.
O desfile em comemoração aos 67 anos de São João Batista, sábado (19), foi transformado em vitrine eleitoral. Entre fanfarras e aplausos, quem roubou a cena foram os políticos, literalmente à frente das escolas – que sempre se mantiveram como protagonistas do evento.
Prefeito, vice, vereadores e secretários deram as caras. E não estavam sozinhos: o deputado federal Fabio Schiochet (UNIÃO) e o secretário de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, Jerry Comper (MDB), também marcaram presença, e desfilaram.
No palanque ou na passarela, a política sempre arranja seu lugar no cortejo.
Ontem, enquanto Juliano Peixer (UNIÃO) era diplomado prefeito de São João Batista, seu correligionário e confrade Fábio Schiochet, deputado federal, sentava no banco dos réus do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a 1.600 quilômetros da Capital Catarinense do Calçado, em julgamento de processo movido por opositores nas eleições de 2022.
As empreitadas, contudo, foram positivas para ambos. O batistense recebeu o passaporte para governar o município a partir de janeiro, e o parlamentar conservou o mandato na Câmara Federal.
Peixer e Schiochet, no entanto, continuam ligados e têm outra prova de fogo, juntos, nas próximas semanas. A ação judicial demandada pelo PL de São João Batista e seu presidente, empresário Felipe Lemos, que concorreu à prefeitura batistense na eleição recente, aguarda decisão do TRE (Tribunal Regional Eleitoral). O processo versa sobre a interferência direta do deputado no resultado das eleições municipais e o uso de recursos púbicos para influenciar o eleitor, a partir de um vídeo gravado com o então candidato a prefeito do UNIÃO durante o período de campanha.
Em primeira instância, o prefeito eleito se saiu vitorioso. O veredito do TRE deve ser dado em janeiro.
O ex-vereador e ex-secretário municipal de São João Batista, Juliano Peixer, mantém vivo o desejo de disputar a prefeitura batistense, nas eleições municipais de outubro. A recente desfiliação do MDB, aliás, teve o projeto de candidatura como principal motivo.
Peixer afirmou, em entrevista ao programa LINHA DE FRENTE, ontem (11), que havia se colocado à disposição do partido para a concorrência. Entretanto, percebeu que parte da cúpula emedebista tinha a intenção de acompanhar o ex-prefeito Daniel Netto Cândido (PSD) e, portanto, não lançar um candidato próprio.
“Eu dizia que queria construir um projeto de mudança e sólido, e que não estava ali pra ser vice do Daniel, que é o que eles queriam. Briguei pra ser o candidato, mas não vi evolução e saí pro União Brasil. Tenho uma aproximação grande com o deputado federal Fábio Schiochet, presidente estadual do partido”, revelou.
O agora pré-candidato pelo União Brasil avalia que sua antiga legenda se encontra “perdida”. Pontuou, ainda, que a indecisão do prefeito Pedro Alfredo Ramos, o Pedroca, com quem nutre boa relação, colabora para a dificuldade da estruturação do partido.
“A gente (o grupo) só ajudou o MDB e o MDB não nos ajudou. O MDB continua perdido em São João Batista. O Pedroca ora é pré-candidato, ora não é. O MDB ora quer dar o vice pro Daniel, não quer… Então, hoje é um partido sem gestão. Tivemos que sair, se não, não conseguiríamos criar um projeto de mudança, um projeto organizado e que possa, realmente, trazer a cidade pra frente”.
GRUPO FORTE
A “mudança” defendida por Peixer pode ganhar, no futuro, as companhias de PL, PP, Podemos e Republicanos. A proximidade com o empresário Felipe Lemos (PL), que também pretende concorrer à chefia do Executivo municipal em outubro, não atrapalharia o projeto, defende o ex-vereador.
“O Felipe é um jovem, tá entrando na política agora com muita vontade e gás. Temos um alinhamento de grupo, de que querer que a nossa cidade vá pra frente. A partir do momento que ele tá trabalhando, botando seu nome na rua, ele tem que brigar pra ser cabeça de chapa. Lá na frente podemos estar juntos. Ou eu declino e apoio ele, ou ele declina e me apoia. Existe ainda o Fábio da Ravel (Fábio Norberto Sturmer) e Mateus Galliani no PP. Temos 4 ou 5 pré-candidatos, mas só cabem dois”, ponderou.
Os vereadores Maurício Poli e Cláudio de Oliveira assinarão, logo mais, suas fichas de filiação ao União Brasil. A dupla, já há muito tempo, flertava com as saídas do PSB e PP, respectivamente, e participava, mesmo que nos bastidores, do grupo criado recentemente na Capital do Vale.
Um evento deve chancelar a adesão dos parlamentares tijuquenses, com a presença das duas mais expressivas lideranças do UNIÃO-SC: o presidente da legenda no Estado e deputado federal Fábio Schiochet e o ex-prefeito de Florianópolis e candidato a governador pelo partido em 2022, Gean Loureiro.
Estarão presentes, ainda, o trio que compõe a bancada do partido na Assembleia Legislativa catarinense: Jair Miotto, Sérgio Guimarães e Marcos da Rosa. O encontro está marcado para às 18h44 na Associação Jardim Porto Belo.