Uma recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu as Guardas Municipais como forças de segurança, garantindo o chamado “poder de polícia” para os agentes, que poderão atuar como um reforço para as policiais Militar e Civil.
Em cidades da região, como Porto Belo e Itapema, a Guarda já atua há alguns anos na segurança pública. Em Tijucas, o vereador Maickon Campos Sgrott (PP) pretende encabeçar um projeto similar.
O ex-presidente do Poder Legislativo municipal propôs um debate sobre o assunto e frisou que a cidade necessita do reforço. Hoje, a Guarda em atividade no município tem apenas a organização do trânsito como atribuição.
“Estamos vendo diariamente furtos e roubos em nossa cidade. Infelizmente, a Polícia Militar e a Polícia Civil contam com baixo efetivo, que não aumenta há bastante tempo. Itapema tem, Porto Belo tem, Balneário Camboriú tem… Estamos esperando por Tijucas”, explicou o parlamentar.
O governador e presidente do PL em Santa Catarina, Jorginho Mello, não abre mão de ter um candidato a prefeito em Tijucas. A posição do comandante da legenda ficou sublinhada na reunião local dos liberalistas, quinta-feira (24), em Nova Descoberta.
Decidiu-se, ainda, que a regência municipal do PL deva anunciar o quanto antes um nome para o início efetivo dos trabalhos. Um novo encontro foi marcado para esta semana a fim de, se tudo correr como planejado, definir o escolhido.
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CARTA FORA
Entre as sugestões da cúpula estadual, estaria a empresária Filomena Mello, irmã do governador e moradora da Praça.
A esmagadora maioria dos dirigentes do PL tijuquense, no entanto, mostra resistência e, de acordo com o presidente municipal da legenda, José Vicente de Souza e Silva, esta hipótese estaria “absolutamente descartada”.
Passados mais de sete anos, o ex-vereador Antônio Zeferino Amorim, de Tijucas, ainda contesta os números de uma pesquisa, apresentada pelo grupo oposicionista da época, para indicar Eloi Mariano Rocha como candidato a prefeito em 2016.
Naquela feita, Tonho Polícia era apontado como o representante do movimento contrário ao então prefeito Valério Tomazi (MDB). Entretanto, os números do citado levantamento mudaram os planos. Para Amorim, eles não existiam.
“O professor Eloi é um camarada bom, fui vereador com ele muito tempo. Mas ele vinha de uma eleição que não fez nada de voto. E já na próxima eleição, aparece na pesquisa como mais votado. É algo que não condiz com a realidade”, explica.
O candidato a vice-prefeito de 2012 afirmou, ainda, ontem, no programa LINHA DE FRENTE, que “barões” do grupo não aceitavam sua candidatura. Teriam, inclusive, negado aportes financeiros, caso o ex-policial militar fosse o escolhido. “A pesquisa veio só para complementar”, conclui.
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Emedebista?
Tonho Polícia garantiu, ainda, que, embora tenha votado em Elmis Mannrich na eleição de 2016, não se tornou emedebista. “Eu continuo sendo PDS, mas nessa turma que está aí não voto. Meu voto foi de protesto. Se o Elmis sair de novo, eu voto. Ou o Zé Bigonha, se fosse vivo, eu também votaria”, afirma.
As lideranças municipais do União Brasil, de Tijucas, têm um encontro com os principais nomes da legenda em Santa Catarina, agendado para o início do próximo mês. O evento será realizado com portas fechadas, apenas para integrantes do grupo.
O membro de maior destaque, atualmente, é o presidente do Poder Legislativo, Maurício Poli (PSB). O vereador, embora já participe ativamente da corrente, precisa aguardar a janela de filiação partidária, aberta somente em março de 2024.
O Blog apurou que, neste momento, a presidência do União Brasil Tijuquense é exercida pelo jovem bacharel em direito Jhone Renner Poli, com quem o parlamentar ostenta boa proximidade e, inclusive, laços familiares.
Ingressos garantidos
Quatro figuras de relevância do UB catarinense estão confirmados: o deputado federal e presidente da legenda em Santa Catarina, Fábio Schiochet, e os deputados estaduais Repórter Sérgio Guimarães, Jair Miotto e Marcos da Rosa.
Se o fim do ano passado foi de fortes dores de cabeça para o secretário de Obras e Serviços Urbanos de Tijucas, Vilson Natálio Silvino (PP), o deste, pelo menos com relação às enxurradas, deve ser de mais tranquilo.
Desde os recorrentes casos, sobretudo em dezembro de 2022, Vilsinho liderou importantes obras de manutenção dos sistemas de drenagem, em áreas que, outrora, sofriam constantemente com os alagamentos.
Entre elas, o loteamento Feller, na Joáia, o Coroado, no Centro, a Rua Nilo de Oliveira, no XV de Novembro, e agora, por último, a Rua Henrique Boiteux, na Praça, todas com grande histórico de problemas.
Por coincidência ou qualquer razão que fuja à compreensão humana, o substituto do vereador Edson Souza, de Tijucas, falecido na última sexta-feira (11), será um amigo pessoal do ex-parlamentar: o suplente Esaú Bayer (MDB).
A relação entre eles sempre foi de respeito, carinho e admiração mútua. Nutriam uma forte amizade e compartilhavam ideias. Curiosamente, moravam no mesmo bairro e, mais precisamente, na mesma rua.
Com exclusividade ao Blog, Bayer – que desde 2021 ocupava a diretoria geral da Assistência Social de Porto Belo –, revelou que está atônito com a morte do amigo e líder emedebista. “A ficha ainda não caiu. Homem do povo, simples e humano”, disse.
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Missão dada
O suplente ainda não foi oficialmente chamado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ou pela presidência do Poder Legislativo, possivelmente devido ao decreto de luto oficializado pela administração municipal.
O saudoso Tiradentes Esporte Clube, de Tijucas, que há 18 anos segue adormecido, mas presente na memória e no coração dos tijuquenses, conta os meses, as semanas, os dias e as horas, para, enfim, retomar as suas atividades no futebol catarinense.
As tratativas para a reorganização do Azulão vêm sendo lideradas pelo jovem advogado Vinícius Severiano – que, aliás, jogou nas categorias de base do clube. No planejamento de curto prazo, ainda não há uma estimativa de data para a volta do Tiradentes ao futebol profissional.
“No ano passado, eu previa, no mínimo, 12 meses para a parte estrutural: documento, CNPJ, utilidade pública, cadastro nos órgãos competentes, entender como funciona… Em abril deste ano, começamos a enxergar os próximos 12 meses. Não existe possibilidade, ainda, do Tiradentes voltar a ser profissional no próximo ano”, explica o presidente, em entrevista ao programa LINHA DE FRENTE.
Entretanto, o grupo pretende iniciar os trabalhos com as categorias de base, disputando torneios estaduais sub-11, 13, 15 e 17. “Para isso, eu me filiaria à uma liga de futebol não profissional, conseguindo disputar competições catarinenses de base. O Tiradentes precisa, primeiro, mostrar credibilidade para a sociedade. Mostrar que é um projeto que vai começar e não vai acabar”, justifica Severiano.
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Imagem arranhada
Os problemas financeiros das décadas passadas, para o presidente do clube, podem ser um entrave. Somente com as taxas da profissionalização, junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Federação Catarinense de Futebol (FCF), o Tiradentes precisaria desembolsar cerca de R$ 1 milhão.
“Acho que sim, a imagem está arranhada. Hoje, para chegar no comércio, na indústria do Vale, e pedir um patrocínio, as pessoas não vão vincular como uma boa publicidade. Pergunte ao empresário que lá em 2004 botou dinheiro, pra ele dizer se houve credibilidade. O futebol em geral já não tem um prestígio enorme pra publicidade. Temos um clube desativado há 18 anos, onde a diretoria não teve mais como tocar, que teve um passivo trabalhista enorme… Então, é complicado”, lamenta.
A única alternativa possível para recuperar a credibilidade no mercado seria, então, a construção de um projeto saudável e sustentável. “Se voltar a trabalhar com a categoria de base, mostrar bons exemplos, ter respaldo do patrocinador e ele ver que esse dinheiro foi bem utilizado, para os anos seguintes, a pessoa vai querer vincular a marca dela”, finaliza.
Em março de 2004, Tijucas e o Tiradentes Esporte Clube ganhavam destaque na edição mensal da Placar – uma das mais conceituadas revistas esportivas do país. Entre os personagens citados pela edição, estava o vereador tijuquense Edson José Souza, falecido nesta sexta-feira, 11 de agosto, vítima de um infarto.
O texto, escrito pelo jornalista Felipe Christi, contava a história de A. L. P. de A. O jogador de futebol, na época com 30 anos, cumpria pena no Presídio Regional de Tijucas (PRT), por envolvimento com o tráfico de drogas.
Após conseguir uma vaga para trabalhar na cozinha da unidade, o apenado entrou com um pedido de auxílio-reclusão. Edson Souza, então diretor do PRT, recebeu o currículo de Alder e constatou a profissão de jogador de futebol, inclusive com passagem por vários clubes, principalmente pelo interior de São Paulo.
Souza, então, solicitou ao juiz Vilson Fontana, da Comarca de Tijucas, a autorização para que o preso fizesse um teste no Tiradentes. O pedido foi aceito e o técnico da equipe, Joceli do Santos, aprovou o jogador. Alder, então, passou a treinar diariamente com a equipe e atuar em jogos oficiais. O caso, até hoje, é lembrado como uma das mais bem sucedidas histórias de ressocialização do presídio tijuquense.
Os tijuquenses se despedem, nesta chuvosa e cinzenta sexta-feira (11), de uma das mais importantes e destacadas figuras públicas das últimas décadas: o vereador Edson José Souza. O parlamentar, de 64 anos, faleceu em casa, vítima de um infarto.
Líder histórico do MDB, Souza ocupou uma cadeira no Legislativo tijuquense em incríveis seis oportunidades (1997-2000 | 2001-2004 | 2005-2008 | 2009-2012 | 2013-2016 e 2021-2023), totalizando praticamente 23 anos de serviços como vereador. Presidiu, ainda, a Casa do Povo três vezes: 2005, 2008 e 2010.
Tijuquense do dedo torto, possuía vasto currículo profissional. Trabalhou nas prefeituras de Tijucas e Florianópolis, na Alesc, na Cerâmica Portobello, no Conselho Tutelar, no Sebrae de Balneário Camboriú e, ainda, como professor no Cnec e no Estado.
Desde 2002, atuava como Policial Penal, no Presídio Regional de Tijucas (PRT). Foi, inclusive, diretor na unidade entre 2003 e 2005. Nesta manhã, Edson Souza não apareceu para cumprir o expediente, chamando a atenção de colegas, até que a morte foi descoberta.
Edson Souza era filho do saudoso José João Souza, o “Zé João”, do Tiradentes Esporte Clube, e de Vanda Kruscinski Souza. Era casado e pai dos empresários Rafael Lemos Souza, o “Rafa da Cacau”, e Gustavo Lemos Souza.
A novela continua. Após uma nova paralisação, ocorrida no último final de semana, a Fundação Municipal de Esportes (FME) de Tijucas decidiu, ontem (09), pelo mantimento da suspensão das finais do Campeonato Municipal de Futebol Amador de 2023.
O torneio, considerado como o mais tradicional da região e, por décadas, um dos mais disputados de Santa Catarina, vem sendo marcado por uma queda de braço administrativa. Atual campeã, a Sociedade Desportiva e Cultural Itatiaia havia sido expulsa por acionar a Justiça comum, desrespeitando uma das regras do regulamento.
Entretanto, no processo, a 2ª Vara Cível da Comarca de Tijucas, através da juíza Monike Silva Povoas Nogueira, determinou a suspensão da final – prevista para o último sábado (5) -, e a reinserção do clube do bairro Oliveira na competição.
Alegações
A diretoria do Itatiaia alega que houve erro da Comissão Disciplinar ao determinar a suspensão de dois atletas. O clube argumenta que havia um documento, assinado por autoridades de Palhoça/SC, informando que a dupla tijuquense não jogou uma partida oficial no município, motivo pela qual, justamente, houve a punição.
Sentindo-se lesado, o representante legal da equipe optou pelo recurso junto à Justiça comum. A Comarca, aliás, também determinou o retorno dos jogadores à competição.
Bastidores
Internamente, houve pressão para uma atitude do prefeito Eloi Mariano Rocha (PSD). O mandatário, inclusive, recebeu representantes do Itatiaia na prefeitura. Na reunião, afirmou que não iria interferir no campeonato, como era solicitado pelos reclamantes. De acordo com fontes do Blog, Mariano Rocha continua inclinado a manter uma postura neutra e, intimamente, avalia que a equipe do Oliveira deve continuar fora do campeonato.