terça-feira, 16 de julho de 2019 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Rejeição aconselhada

Postado em 10 de julho de 2019

Mais um capítulo da saga do ex-prefeito Valério Tomazi (MDB) contra a malha do Tribunal de Contas vem à tona. A mudança de postura de parte dos vereadores governistas — que antes absolveriam o ex-mandatário tijuquense, e agora devem votar pela rejeição das contas de 2016 — tem a ver com a presença, ora informal, do empresário e ex-prefeito Uilson Sgrott (DEM) na sede do Legislativo municipal, quinta-feira (4).

Sgrott não esteve na Câmara apenas, como se supôs, para divulgar a programação da Festa de São Cristóvão. Antes da sessão, ele se reuniu com os parlamentares pró-governo como porta-voz do Conselho, o escrete cola-branca que participou da organização da campanha de 2016 e que continua orientando politicamente a administração municipal. Foi pedir aos confrades que votem conforme a recomendação do TCE, pela rejeição.

Na sexta-feira (5) pela manhã, o empresário encabeçou nova reunião com os vereadores situacionistas. Desta vez, no gabinete do prefeito Elói Mariano Rocha (PSD) — que juntou a orientação dos conselheiros com a notícia do envolvimento do ex-prefeito Elmis Mannrich (MDB) na articulação pró-Tomazi e decidiu liberar a bancada para votar como quisesse.

BIFURCAÇÃO

Quem, neste momento, está em sinuca de bico é o presidente do Legislativo tijuquense, vereador Vilson Natálio Silvino (PP). Se mantiver a decisão, acompanhar a orientação do Conselho e votar pela rejeição, vai, certamente, desagradar a colega e tutora Elizabete Mianes da Silva (PSD) — que articula a absolvição de Tomazi entre os governistas, assim como articulou a eleição da presidência da Câmara em favor do progressista.

Mas, se decidir salvar o ex-prefeito e contentar Bete, abespinha a congregação e, sobretudo, o amigo e mentor Helio Gama, que integra o grupo de conselheiros da administração municipal. Ou seja: se ficar o bicho pega, e se correr o bicho come.

Ausência e defesa escrita

Postado em 1 de julho de 2019

Na berlinda do TCE (Tribunal de Contas do Estado) – que recomenda a reprovação das contas do Executivo tijuquense em 2016 –, o ex-prefeito Valério Tomazi (MDB) não atendeu ao chamado da Câmara Municipal, quinta-feira (27), para se justificar na tribuna. Em vez disso, protocolou a defesa por escrito na Casa do Povo. O ex-mandatário atribui as falhas na execução orçamentária daquele ano à recessão econômica do país e aos repasses estaduais e federais que, segundo ele, não foram honrados com o município.

Os vereadores têm, a partir de agora, 20 dias para apreciar e julgar as contas municipais de 2016. Tomazi precisa que nove parlamentares contrariem a recomendação do TCE para não sofrer as sanções da Justiça Eleitoral – que podem resultar em oito anos de inelegibilidade.

LEGENDA E RESSENTIMENTO

O ex-prefeito dispensou o uso da tribuna, mas não parou de articular nos bastidores. Fez reuniões com os vereadores do MDB – mais o pedetista Fabiano Morfelle, que compõe a bancada de oposição – e reafirmou o propósito de permanecer no partido e contribuir nos próximos pleitos.

Os votos dos oposicionistas parecem encaminhados. Mas não sem ressalvas. Presidente do MDB municipal, o vereador Fernando Fagundes teria pontuado, durante o encontro com Tomazi, que “se a votação fosse no ano passado, os emedebistas certamente seriam contrários à aprovação das contas, porque a mágoa (com a postura do ex-mandatário nas eleições de 2016, quando teria preferido Elói Mariano Rocha (PSD) ao correligionário Elmis Mannrich) ainda era muito grande”.

CABO ELEITORAL

Na bancada governista, a vereadora Elizabete Mianes da Silva (PSD) é quem vem arrebanhando votos em favor de Tomazi. Por influência da professora aposentada, os colegas Vilson Natálio Silvino (PP), Odirlei Resini (MDB) e Ecio Helio de Melo (PP) devem optar pela aprovação das contas.

Em tempo: no pleito proporcional de 2016, Bete, que chegava do MDB sob grande desconfiança e uma projetada dificuldade nas urnas, teria sido amplamente apoiada pelo ex-prefeito e garantiu a reeleição.

VOTO GARANTIDO

Secretário de Obras, Transportes e Serviços Públicos no governo de Tomazi, outro que deve votar em favor da aprovação das contas de 2016, por gratidão, é o vereador Cláudio Tiago Izidoro (sem partido).

INDECISOS E CONTRÁRIOS

Diante das projeções, o ex-prefeito deve conseguir a absolvição. Os votos contrários, neste momento, podem ser, no máximo, três.

O estreante Juarez Soares (CIDA) vem repetindo sistematicamente que pretende fazer uma opção técnica, a partir do entendimento do TCE, pela rejeição. Braço direito da administração municipal na Câmara, Rudnei de Amorim (DEM) ainda não se decidiu, e diz aos mais próximos que a ausência de Tomazi na última sessão “mudou tudo” e que ficou “muito chateado” com a postura do ex-prefeito. E a advogada Fernanda Melo Bayer (MDB) já manifestou, internamente, que, por ideologia, deve contrariar, sempre que puder, as intervenções da colega Eliazabete Mianes da Silva.

Papo picante

Postado em 23 de fevereiro de 2018

Imagens enviadas ao Blog mostram um membro do colegiado municipal de Canelinha em situação bastante comprometedora. São telas capturadas de um aplicativo de encontros privativos. Na conversa, com outro homem, o gestor expõe desejos impudicos em termos maliciosos, e compartilha fotos do rosto e do corpo em trajes íntimos.

Independente da autenticidade dos registros, fica o alerta – especialmente a agentes públicos, que precisam manter postura exemplar. O ambiente virtual não é seguro e está infestado de fraudadores. Qualquer informação particular, se exposta sem os cuidados adequados, pode ser publicizada em segundos. Pois, então?!

Posição firme

Postado em 16 de outubro de 2017

Do jornalista Raul Sartori, hoje, no blog que mantém:

Santa explorada

Em 300 anos, Nossa Senhora Aparecida já foi roubada, espatifada, chutada e usada a bel-prazer de governantes dispostos a tirar uma casquinha do mais forte símbolo religioso nacional, da princesa Isabel aos generais da ditadura. Não foi o que aconteceu com Amábile Wisintainer (a Madre Paulina, e, desde 2002, Santa Paulina), a primeira santa brasileira. Desde o início do processo de canonização, nos anos 1990, a congregação fundada por ela em Nova Trento recusou todo e qualquer auxílio público. E mantém firme sua determinação até hoje.

Sartori, a propósito, é neotrentino de berço e, apesar da atuação estadual com a publicação de colunas em dezenas de periódicos catarinenses , ainda edita o jornal O Trentino na cidade natal.

Pulso firme

Postado em 24 de agosto de 2017

Coordenador regional do DEM e pré-candidato a deputado federal em 2018, o ex-secretário regional Jones Bosio que comandou, até 2015, a SDR (Secretaria de Desenvolvimento Regional) de Brusque, que compreendia, também, o Vale do Rio Tijucas tomou uma atitude, no mínimo, corajosa. Enviou mensagem aos 3.112 contatos que tem na agenda para pedir, “por gentileza”, que filiados ao PT e apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio “Lula” da Silva se autoexcluíssem das redes sociais que ele opera, e que também o bloqueassem.

Com as eleições batendo à porta, e com enorme carência de votos para o cargo que pretende, Bosio, evidentemente, limitou a própria gama eleitoral; mas, em contrapartida, manteve uma postura ideológica cada vez menos habitual nos políticos brasileiros.

Carta de adeus

Postado em 30 de março de 2017

Pós-graduada em Saúde Pública, a fonoaudióloga Estela Maris Ribeiro – que esteve próxima de ser anunciada secretária municipal de Saúde no governo do prefeito Elói Mariano Rocha (PSD) – deve iniciar abril desempregada. Assessora direta do secretário Vilson José Porcíncula, ela entrou em rota de colisão com o comando da pasta, e cultivou, inclusive, certa antipatia de parte dos servidores do departamento pela postura austera e soberana.

Hoje, pela primeira vez, a lageana radicada em Itapema não cumpriu o expediente. Deixou sob aviso que viria apenas para a reunião das 17h30, onde, na presença do secretário e demais assessores, confirmaria o pedido de exoneração.

Nova política

Postado em 5 de dezembro de 2016

A postura extremamente ortodoxa assumida pelo prefeito eleito Elói Mariano Rocha (PSD) em relação à construção do próximo governo de Tijucas tem surpreendido – positiva e negativamente – parte do grupo de sustentação da campanha vitoriosa nas recentes eleições municipais.

O futuro mandatário da Capital do Vale vem reiterando nas sucessivas reuniões entre caciques colas-brancas, conforme pregava antes do pleito, que não deve obrigações a ninguém e não tem compromissos com investidores e correligionários, e que governará segundo sua cartilha. Alguns canários históricos, que suportaram os adversários no poder pelos últimos 12 anos, começam, inclusive, a mostrar antipatia pelos métodos austeros de Mariano Rocha. As cobranças, tanto na distribuição de cargos quanto nos dividendos da campanha, são itens recorrentes nas pautas dos encontros do time. Pois, então?!

Independência ou morte

Postado em 12 de setembro de 2016

Coordenador de um extinto movimento pela reformulação da política atual em Tijucas, o auditor fiscal do TCE (Tribunal de Contas do Estado) e suplente de vereador Marcelo Henrique Pereira (PSDB) parece ter adotado uma postura pouco comum nestas eleições.

Professor Marcelo, como é mais conhecido, postula à Câmara novamente, e, embora venha cumprindo com as obrigações partidárias e participando das ações oficiais da coligação que representa, também passou a conviver com narizes torcidos depois de ser fotografado num evento para professores – classe em que se inclui – proposto pelos adversários. Resta saber, agora, se existe espaço para a bandeira da independência entre aquelas já conhecidas do eleitorado local. Pois, então?!