Amante do futebol e torcedor fervoroso do Clube de Regatas do Flamengo, o deputado estadual Emerson Stein (MDB) não perdeu a oportunidade de tietar o ex-jogador multicampeão pelo clube carioca, Filipe Luís, homenageado semana passada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina.
Natural de Jaraguá do Sul, o ex-atleta rubronegro recebeu uma moção de aplausos em reconhecimento aos relevantes feitos no esporte. Stein fez questão de acompanhar os colegas de parlamento e autores da proposta, Vicente Caropreso (PSDB) e Antídio Lunelli (MDB) – ambos conterrâneos de Filipe Luís -, na entrega da placa.
O portobelense ainda posou para uma foto ao lado do ex-lateral-esquerdo da Seleção Brasileira e exibiu orgulhosamente o autógrafo recebido em uma camiseta do clube do coração, com o nome do parlamentar e o sugestivo número 15 às costas.
“Acompanhei cada lance da carreira com admiração e emoção. Ver essa merecida homenagem é gratificante. Guardarei com carinho esse autógrafo como um símbolo da jornada e do impacto no esporte”, escreveu Stein em suas redes sociais.
A experiente vereadora Neli Ferreira Trindade (MDB), de Canelinha, não aprovou as recentes mudanças de partidos dos colegas de parlamento – permitidas e justificadas pela janela de filiações, fechada no início do mês -, e aproveitou a sessão da Câmara de Vereadores para alfinetar quem optou pela troca.
Neli parabenizou os colegas de bancada, Thiago Vinícius Leal, Deivid Leal e Francisco Honorato Cardoso Filho, todos do MDB, e a ela própria, por seguirem filiados ao Manda Brasa, mesmo que houvessem sondagens para que o quarteto integrasse um novo grupo.
“Quero olhar pra vocês e dizer parabéns. Hoje se troca de partido como de roupa. É uma loucura. Mas, nós honramos e ficamos onde o povo nos elegeu. Troca-se de partido, de cor, de número e nós ficamos. Fomos bastante assediados, mas nos honramos. O MDB permanece firme e forte”, bradou a parlamentar.
ESTRANHAMENTO
Chama a atenção, entretanto, que a mais relevante mudança tenha sido a do vereador Robinson Carvalho Lima, que deixou o Progressistas e migrou para o UNIÃO BRASIL, visando a construção de um único bloco oposicionista.
O Blog, dias atrás, revelou a intenção do UNIÃO em conquistar a adesão do MDB e, consequentemente, de sua militância, ao projeto. A crítica pública de uma das mais notáveis lideranças da legenda pode significar que as conversas, ao menos até aqui, não tiveram resultado.
CONFIRMAÇÃO
A live Conexão Política – Vale do Rio Tijucas e Costa Esmeralda, da última terça-feira (16), revelou que o presidente do MDB canelinhense, o suplente de vereador Adair da Conceição Lopes Filho, havia confirmado, antes do fechamento da janela, que dificilmente algum vereador deixaria a legenda, mas que o grupo poderia aderir ao movimento oposicionista. “Podemos ir com eles, mas não os nossos sair pra ir pra eles”, resumiu, com simplicidade peculiar.
EM TEMPO:Citado pela vereadora, Francisco Honorato Cardoso Filho, o Chico, também deixou o MDB no passado. Em 2012, elegeu-se vereador pelo PSD – que integrava a base do governo Antônio da Silva -, e, em 2016, foi candidato a vice-prefeito vencido, em chapa encabeçada pelo então cola-branca Eloir João Reis. Quatro anos mais tarde, porém, Chico retornou às origens e disputou as eleições novamente pelo MDB.
Os rumores de que os grupos de oposição ao prefeito Diogo Francisco Alves Maciel (PL), em Canelinha, poderiam organizar um bloco único para o enfrentamento no pleito de outubro, ganharam força nas últimas semanas.
O Blog apurou que o tradicional PP, que já administrou o município em quatro oportunidades (uma ainda como PDS), liderou as conversas com o UNIÃO BRASIL. As duas legendas, hoje, integram um projeto conjunto com vistas no processo eleitoral.
Das conversas, saiu a decisão de que o vereador e ex-presidente do Poder Legislativo municipal Robinson Carvalho Lima deveria se filiar ao UNIÃO. O translado, inclusive, foi aprovado e apoiado pelos progressistas, mesmo que a baixa deixe o PP sem representação no parlamento municipal.
Com o movimento, o advogado estaria apto a representar o grupo nas eleições como candidato a prefeito. Mais do que isso: poderia, sem o “11” na frente, construir uma composição com o MDB e juntar, no mesmo palanque, os dois mais tradicionais partidos do município que, por décadas, rivalizaram e disputaram, voto a voto, boa parte dos pleitos em Canelinha.
11 + 15 = 44
Os principais articuladores entendem que disputar o eleitorado canelinhense, dividindo a eleição em três candidaturas, facilitaria a caminhada de Alves Maciel para a reeleição. Mas, em contrapartida, não seria fácil convencer um emedebista ferrenho a digitar o 11 na urna. O contrário também.
Entretanto, há um consenso de que tanto os colas-brancas quanto os colas-pretas poderiam assimilar melhor a ideia de votar 44, em prol de uma retomada do Executivo municipal. Pois então…
O fechamento da janela de filiações partidárias, na última sexta-feira (5), mostrou que houve grande revolução no parlamento tijuquense durante o período. O PSD, que outrora tinha absoluta maioria, agora divide as atenções com o PL.
A legenda que, aliás, administra o município há pouco mais de sete anos, elegeu cinco representantes. Entretanto, perdeu um parlamentar e conta, agora, com quatro nomes: Rudnei de Amorim, Nadir Olindina Amorim, Paulo César “Frango” Pereira e Claudemir “Bigodinho” Correa.
Já o PL, que sequer era representado na Câmara, foi alçado ao topo da lista, com as recentes filiações de Fernando Fagundes, Erivelto Leal “Danone” dos Santos, Esaú Bayer e Ecio Hélio “Ecinho” de Melo.
Outro partido que também inexistia no Legislativo tijuquense era o UNIÃO BRASIL. A dupla Maurício Poli e Cláudio de Oliveira, responsáveis pelo pontapé do projeto, recebeu, no último dia, a companhia de José Roberto “Betinho” Giacomossi, que deixou o PSD.
TRADIÇÕES ENFRAQUECIDAS
Dois dos mais tradicionais movimentos políticos brasileiros e rivais históricos em Tijucas, MDB e PP, sofreram duras baixas no quadro de vereadores. O primeiro chegou a ficar, momentaneamente, sem um parlamentar sequer. Fato mudado pela adesão de Cláudio Eduardo de Souza, também nos momentos finais.
Os Progressistas, integrantes da bancada governista, elegeram três representantes. Com duas saídas, uma para o UNIÃO e outra para o PL, restou a Maickon Campos Sgrott a missão de retratar as ideias da legenda.
ZERADOS
O PDT, em 2020, surpreendeu e desempenhou papel de protagonismo nas eleições, na condição de “terceira via”. Passados quase quatro anos, a legenda perdeu as duas representações no Legislativo. Situação semelhante a do PSB, que chegou a presidir a Casa do Povo, mas que também voltou à estaca zero.
Diz a tradição cristã que a Páscoa é tempo de celebração e união, tendo como significado a morte e ressurreição de Cristo. Os mais adeptos às práticas religiosas evitam comer carne, na Sexta-feira Santa, em memória ao dia em que Jesus foi crucificado.
Católico fervoroso, o presidente da Câmara de Vereadores de Canelinha, Eloir João “Lico” Reis (PSD), que tradicionalmente recita mensagens da bíblia ao término de cada sessão, sugeriu uma nova prática para o feriado religioso, durante a última reunião do parlamento canelinhense.
“Tem muita gente que vai pra Facebook fazer fofoca. Ao invés de na Sexta-feira Santa não comer carne, eu peço que faça jejum da lingua. Se tiver falando demais, corte-a fora para não falar bobagens. Aproveite, não coma carne, mas faça jejum da lingua também. Ferir o coração do outro é muito triste”, indicou o parlamentar.
A tiracolo do colega de parlamento e amigo pessoal Fernando Fagundes, o vereador Esaú Bayer, de Tijucas, anunciou, nesta semana, que está de saída do MDB e deverá, nos próximos dias, oficializar a sua filiação ao PL.
Bayer, inclusive, pediu a dirigentes do MDB municipal para que fosse excluído das ações institucionais do partido. O parlamentar aproveitou a oportunidade para esclarecer, de maneira breve, a saída.
“Não quero fazer anúncio. Eu vou seguir junto com o Fernando. Já era algo que eu havia dito em reuniões. Tentei fazer de tudo para que ele ficasse conosco, mas o Elmis (Mannrich, ex-prefeito e presidente municipal do MDB) impôs a condição de ser o candidato a prefeito e nosso espaço ficou pequeno”, justificou.
NA BARCA
O vereador Écio Hélio de Melo (ex-PP) também externou, ontem (11), que estará com Fernando Fagundes no PL. A declaração contou com promessas e elogios ao colega de Legislativo. “Feliz em compartilhar esse novo projeto político contigo, Fernando. Político experiente, preparado e que tem como compromisso trabalhar pelo desenvolvimento da nossa cidade e melhoria na qualidade de vida da população. Vamos juntos”, escreveu.
Pedra cantada no Blog, semana passada, a deputada estadual Ana Paula da Silva confirmou ontem (11) que assumirá a presidência estadual do Podemos. O convite foi feito durante uma reunião com a coordenação do partido, liderada pela presidente nacional e deputada federal paulista Renata Abreu.
Paulinha revelou que já havia sido sondada por membros da legenda para assumir a função, que antes era a do colega de parlamento Camilo Martins. Disse, ainda, que aceitou a convocação graças à boa relação que tem com a presidente nacional do partido.
“Uma mulher que tem atuação brilhante e que é referência na representatividade feminina, uma pauta que sempre defendi. Faremos um trabalho de construção partidária, com respeito e compromisso com Santa Catarina”, deeclarou a mais nova presidente do Podemos catarinense.
Que os 30 dias do ex-prefeito de São João Batista, Daniel Netto Cândido (PODE), na Assembleia Legislativa, sejam totalmente contrários ao que desejou o deputado estadual Ivan Naatz (PL), durante as boas-vindas ao batistense no parlamento, nesta semana.
Naatz se dirigiu à tribuna do plenário para, em poucas palavras, desejar sucesso ao mais novo colega. Entretanto, erroneamente, sugeriu que o parlamentar tivesse uma “passagem promíscua” pela casa. A palavra promiscuidade, em qualquer dicionário, apresenta a seguinte explicação:
“O que não tem ordem, o que é libertino ou indistinto. Promiscuidade é o que se destaca pela imoralidade, pela prática de maus costumes, sejam eles na vida particular ou na vida pública”.
Evidentemente, o deputado estadual percebeu a falha e, prontamente, abriu um sorriso amarelo e seguiu desejando sucesso ao recém-empossado colega de parlamento.
O ex-prefeito de São João Batista, Daniel Netto Cândido (PODE), tomou posse oficialmente, nesta quarta-feira (7), como deputado estadual interino. Cândido, que já estava na função desde o último dia 30, mas, no ato de hoje, estreou no plenário e foi recebido pelos colegas de parlamento.
Cândido discursou por cerca de 20 minutos. No texto, agradeceu pelos votos recebidos, pelo apoio dos amigos e familiares, relembrou histórias da infância e os primeiros passos na política, além de destacar ações dos períodos em que governador a Capital Catarinense do Calçado.
Em seguida, foi a vez dos deputados estaduais e novos colegas do batistense dedicarem alguns minutos de homenagem. Falaram, em sequência, Altair Silva (PP), Emerson Stein (MDB), Nilso Berlanda (PL), Lucas Neves (PODE), Luciane Carminatti (PT), Matheus Cadorin (NOVO), Júlio Garcia (PSD), Tiago Zilli (MDB), Carlos Humberto (PL), Ivan Naatz (PL) e Mauro de Nadal (MDB).
Ao término dos discursos, parte da plateia, praticamente toda convidada pelo ex-mandatário, aplaudiu, de pé, o novo deputado catarinense.
“É um sonho de criança. Não apenas meu, mas do meu pai, de São João Batista e de toda a região, que, há muito tempo esperava para ter um representante pra chamar de seu. Hoje, São João Batista e região tem esse deputado pra chamar de seu”, disse, com exclusividade ao Blog, minutos após a cerimônia.
Recém-empossado deputado estadual, o ex-prefeito de São João Batista, Daniel Netto Cândido (PODE), não consegue conter a felicidade de, enfim, ocupar o lugar com que sempre sonhou. Aliás, o batistense nunca escondeu, nem mesmo no período em que governou a Capital Catarinense do Calçado, que planejava estar, um dia, entre os 40 membros do parlamento catarinense.
Tanto que, por ora, ele garante que o foco está em aproveitar ao máximo a oportunidade concedida pelo colega de legenda Camilo Martins (PODE). Entretanto, mesmo que de forma comedida, não descarta uma nova candidatura à chefia do Executivo municipal nas eleições deste ano.
Em entrevista ao programa LINHA DE FRENTE, apresentado pelo colunista na TV Vip, o mais novo parlamentar catarinense afirmou, ontem, que gostaria de seguir como deputado, mas, se necessário fosse, retornaria à cidade natal para concorrer novamente à cadeira de prefeito.
“Amei ser prefeito de São João Batista. Eu quero ser deputado. Estou deputado por 30 dias, mas, se eu tiver que voltar a ser prefeito, para me dedicar e fazer melhor do que eu fiz em oito anos, com certeza não me furtaria”, disse.
CHANCE MÍNIMA
Os mais otimistas, inclusive, aguardavam ansiosamente pela chegada de abril e, com ele, a definição da eventual candidatura do deputado estadual Lucas Neves (PODE) à prefeitura de Lages. O fato poderia, na análise dos apoiadores de Cândido, abrir espaço para que o batistense assumisse novamente o cargo e, em caso de vitória do correligionário no pleito municipal, herdasse definitivamente na cadeira.
Entretanto, a expectativa não deve se confirmar. A legislação permite que um membro do Poder Legislativo concorra ao Executivo sem que precise renunciar, nem mesmo se licenciar da função.
Mas, além disso, o ex-mandatário batistense acredita que o colega dificilmente deixaria a Alesc. “Ele representa não somente Lages, mas toda a região. Certamente tem compromissos com essas cidades, se adaptou muito bem ao parlamento e não abriria mão disso”, explica.
ABERTO AO DIÁLOGO
Caso a pré-candidatura ao cargo máximo de São João Batista se confirme, Daniel Cândido consideraria uma conjuntura inédita, até mesmo com adversários de outras eleições. Durante a entrevista, o ex-prefeito e deputado estadual revelou, inclusive, que já conversou com lideranças de partidos rivais, como o presidente do PP batistense, ex-vereador Fábio Norberto Sturmer, e com antigos desafetos, a exemplo do empresário Felipe Lemos, presidente municipal do PL.
“É bom pra cidade? É um projeto pessoal ou um projeto cidade? Se for projeto cidade, sento com todos. Não tem problema nenhum”, garantiu.