segunda-feira, 25 de maio de 2026 VALE DO RIO TIJUCAS E COSTA ESMERALDA

Disposto

Postado em 10 de junho de 2024
Foto: Luan Lucas

O descontentamento com os rumos de São João Batista, sobretudo nos últimos 12 anos, fizeram com o que o ex-vereador e empresário Fábio Norberto Sturmer (PP) colocasse o seu nome à disposição do grupo oposicionista para concorrer à prefeitura em outubro.

Fábio da Ravel – como ficou conhecido -, avaliou em entrevista ao programa LINHA DE FRENTE, na última quinta-feira (6), que a Capital Catarinense dos Calçados pouco se desenvolveu na última década, enquanto outras cidades do Vale do Rio Tijucas estariam crescendo em “ritmo acelerado”.

“Me coloquei à disposição como pré-candidato a prefeito por não concordar com as gestões dos últimos 12 anos e pelo o que a nossa cidade está vivendo. Há 20 anos, o Vale do Rio Tijucas viu São João Batista crescer de forma acelerada. Mas, nesses últimos anos, foi deixado um legado muito ruim. Nossa cidade vem sofrendo. Hoje Canelinha, Tijucas e Nova Trento estão em ritmo acelerado, enquanto São João Batista anda pra trás”, explicou.

ARTICULAÇÃO

O empresário pontuou ainda que o projeto oposicionista tem crescido diariamente com a especulada – ora provável -, aliança com PL, do empreendedor Felipe Lemos, e do UNIÃO BRASIL, liderado pelo ex-vereador Juliano Peixer, que pode contar ainda com PODEMOS e PSB, mas também pela adesão popular.

“A cada dia que passa o grupo vem aumentando, as pessoas vêm aderindo e entendendo o projeto que temos pra cidade. Não é algo forçado. As pessoas estão vendo a mudança que precisa pra cidade. Manter quem está há 12 anos é seguir como está. Acredito que já deu o tempo deles”, frisou o ex-vereador.

Fala, presidente!

Postado em 20 de maio de 2024
Foto: Luan Lucas

O presidente do Poder Legislativo de Tijucas, vereador Rudnei de Amorim (PSD), garante, em resposta à nota Upgrade – publicada mais cedo pelo Blog -, que “não haverá qualquer reajuste salarial” para os parlamentares tijuquenses.

Amorim justifica que a reforma apenas atende a reposição que, segundo os registros da Casa do Povo, não era feita desde 2012. Em determinados períodos, a propósito, sequer a inflação anual era acrescentada aos vencimentos dos vereadores.

“Não tem um real de reajuste. Apenas reposição salarial. O último projeto de aumento foi em 2012. Uma legislatura só pode aumentar pra outra, não é permitido aumentar da própria. De 2012 pra cá, nada foi aumentado. Esse projeto é apenas de reposição. São doze anos, só estamos fazendo o justo”, pontuou o presidente da Câmara.

Ao Blog, Amorim ainda pontuou que a mudança no subsídio mensal acontecerá somente no ano que vem. “Há uma clara defasagem nos vencimentos dos vereadores. É uma medida necessária e que, reforço: não será para nós, os vereadores dessa legislatura. Mas, sim, para a legislatura 2025/2028”, finalizou.

Comandante

Postado em 15 de maio de 2024
Foto: Luan Lucas

Um dos mais tradicionais grupos políticos de Tijucas está sob nova direção. O vereador e pré-candidato a prefeito, Maickon Campos Sgrott, assumiu, na última semana de abril, a presidência do Progressista local, substituindo o então comandante da legenda, ex-vereador Vilson Natálio Silvino.

Vilsinho da Pisobello, como ficou conhecido, foi o responsável pela regência do grupo nos últimos quatro anos. Entretanto, o ex-secretário de Obras e Serviços Urbanos passou o bastão a Sgrott, em movimento com vistas no pleito municipal de outubro.

O Blog apurou que a mudança permitirá que o pré-candidato a prefeito do partido consiga organizar o grupo para as eleições, com base em suas próprias convicções. O start oficial do projeto está marcado para o próximo dia 29, com uma noite de filiações.

Figurante

Postado em 24 de abril de 2024
Foto: Internet

Personagem central de quatro dos últimos cinco pleitos municipais, o PT, em Tijucas, segue longe de ser protagonista no processo pré-eleitoral. Nem mesmo a recente mudança na regência local, feita em uma articulação da cúpula estadual, promoveu resultados práticos para a legenda.

Um dos motivos, apontam os especialistas, seria o afastamento da “velha guarda” petista. O Blog apurou que parte dos filiados mais antigos decidiram deixar a legenda por não concordarem com a “interferência” do presidente estadual do PT e presidente nacional do Sebrae, Décio Lima.

Lideranças que estiveram afastadas nos últimos anos e que pretendiam retornar ao movimento, sobretudo por conta da oxigenação provocada pela eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022, decidiram permanecer distantes. Uns, aliás, aguardam pela eleição do diretório municipal, prevista para janeiro do ano que vem.

“Não aceitamos conversar com terceirizados. São pessoas que se filiaram em outubro de 2023”, confessou um destes personagens – ativo nos movimentos petistas há décadas -, em atenção ao Blog, sob condição de anonimato.

DESGASTES

Há, ainda, dificuldade do partido em compor com qualquer outro grupo político já estabelecido na Capital do Vale. A acirrada rivalidade em nível nacional, por exemplo, é um dos motivos para a rejeição dos demais movimentos.

Na prática, há um entendimento nos bastidores de que quem abraçar o PT, mesmo se aproximando do Governo Federal, teria dificuldades em explicar a aliança ao eleitorado tijuquense e, por consequência, sofreria prejuízos no processo.

Papo reto

Postado em 22 de abril de 2024
Foto: TV Câmara

A experiente vereadora Neli Ferreira Trindade (MDB), de Canelinha, não aprovou as recentes mudanças de partidos dos colegas de parlamento – permitidas e justificadas pela janela de filiações, fechada no início do mês -, e aproveitou a sessão da Câmara de Vereadores para alfinetar quem optou pela troca.

Neli parabenizou os colegas de bancada, Thiago Vinícius Leal, Deivid Leal e Francisco Honorato Cardoso Filho, todos do MDB, e a ela própria, por seguirem filiados ao Manda Brasa, mesmo que houvessem sondagens para que o quarteto integrasse um novo grupo.

“Quero olhar pra vocês e dizer parabéns. Hoje se troca de partido como de roupa. É uma loucura. Mas, nós honramos e ficamos onde o povo nos elegeu. Troca-se de partido, de cor, de número e nós ficamos. Fomos bastante assediados, mas nos honramos. O MDB permanece firme e forte”, bradou a parlamentar.

ESTRANHAMENTO

Chama a atenção, entretanto, que a mais relevante mudança tenha sido a do vereador Robinson Carvalho Lima, que deixou o Progressistas e migrou para o UNIÃO BRASIL, visando a construção de um único bloco oposicionista.

O Blog, dias atrás, revelou a intenção do UNIÃO em conquistar a adesão do MDB e, consequentemente, de sua militância, ao projeto. A crítica pública de uma das mais notáveis lideranças da legenda pode significar que as conversas, ao menos até aqui, não tiveram resultado.

CONFIRMAÇÃO

A live Conexão Política – Vale do Rio Tijucas e Costa Esmeralda, da última terça-feira (16), revelou que o presidente do MDB canelinhense, o suplente de vereador Adair da Conceição Lopes Filho, havia confirmado, antes do fechamento da janela, que dificilmente algum vereador deixaria a legenda, mas que o grupo poderia aderir ao movimento oposicionista. “Podemos ir com eles, mas não os nossos sair pra ir pra eles”, resumiu, com simplicidade peculiar.

EM TEMPO: Citado pela vereadora, Francisco Honorato Cardoso Filho, o Chico, também deixou o MDB no passado. Em 2012, elegeu-se vereador pelo PSD – que integrava a base do governo Antônio da Silva -, e, em 2016, foi candidato a vice-prefeito vencido, em chapa encabeçada pelo então cola-branca Eloir João Reis. Quatro anos mais tarde, porém, Chico retornou às origens e disputou as eleições novamente pelo MDB.

Projeto “Mudança”

Postado em 15 de abril de 2024
Foto: Luan Lucas

O ex-vereador e ex-secretário municipal de São João Batista, Juliano Peixer, mantém vivo o desejo de disputar a prefeitura batistense, nas eleições municipais de outubro. A recente desfiliação do MDB, aliás, teve o projeto de candidatura como principal motivo.

Peixer afirmou, em entrevista ao programa LINHA DE FRENTE, ontem (11), que havia se colocado à disposição do partido para a concorrência. Entretanto, percebeu que parte da cúpula emedebista tinha a intenção de acompanhar o ex-prefeito Daniel Netto Cândido (PSD) e, portanto, não lançar um candidato próprio.

“Eu dizia que queria construir um projeto de mudança e sólido, e que não estava ali pra ser vice do Daniel, que é o que eles queriam. Briguei pra ser o candidato, mas não vi evolução e saí pro União Brasil. Tenho uma aproximação grande com o deputado federal Fábio Schiochet, presidente estadual do partido”, revelou.

O agora pré-candidato pelo União Brasil avalia que sua antiga legenda se encontra “perdida”. Pontuou, ainda, que a indecisão do prefeito Pedro Alfredo Ramos, o Pedroca, com quem nutre boa relação, colabora para a dificuldade da estruturação do partido.

“A gente (o grupo) só ajudou o MDB e o MDB não nos ajudou. O MDB continua perdido em São João Batista. O Pedroca ora é pré-candidato, ora não é. O MDB ora quer dar o vice pro Daniel, não quer… Então, hoje é um partido sem gestão. Tivemos que sair, se não, não conseguiríamos criar um projeto de mudança, um projeto organizado e que possa, realmente, trazer a cidade pra frente”.

GRUPO FORTE

A “mudança” defendida por Peixer pode ganhar, no futuro, as companhias de PL, PP, Podemos e Republicanos. A proximidade com o empresário Felipe Lemos (PL), que também pretende concorrer à chefia do Executivo municipal em outubro, não atrapalharia o projeto, defende o ex-vereador.

“O Felipe é um jovem, tá entrando na política agora com muita vontade e gás. Temos um alinhamento de grupo, de que querer que a nossa cidade vá pra frente. A partir do momento que ele tá trabalhando, botando seu nome na rua, ele tem que brigar pra ser cabeça de chapa. Lá na frente podemos estar juntos. Ou eu declino e apoio ele, ou ele declina e me apoia. Existe ainda o Fábio da Ravel (Fábio Norberto Sturmer) e Mateus Galliani no PP. Temos 4 ou 5 pré-candidatos, mas só cabem dois”, ponderou.

Vias variadas

Postado em 8 de abril de 2024
Foto: Divulgação

Atendendo ao prazo de desincompatibilização para quem pretende concorrer a uma cadeira no Legislativo, em outubro, o prefeito Diogo Francisco Alves Maciel (PL) assinou a exoneração de dois secretários e de outros quatro coordenadores que compõe a administração municipal.

Os substitutos, aliás, já foram anunciados. Um deles, em especial, chamou mais atenção. O vereador suplente Eduardo Furtado – que fez parte de três legislaturas no parlamento municipal -, passa a responder, a partir de agora, pela secretaria de Assistência Social, Habitação e Desenvolvimento Econômico.

Em sua primeira participação eleitoral, Furtado alcançou uma das cadeiras da Câmara, em 1982, pelo antigo PDS – hoje PP. Seis anos depois, tentou a vice-prefeitura, em chapa com João Dias (PFL), mas sem êxito. Em 2008, retornou ao cenário político e conquistou uma vaga na Câmara, novamente pelo PP. Mais tarde, presidiu o parlamento municipal.

CONTRAMÃO

Em 2016, Furtado – depois de um período na regência local do PP -, decidiu deixar a legenda e se filiou ao PSB, onde concorreu novamente à vereança, mas, desta vez, coligado ao MDB, de Moacir Montibeler, adversário de décadas. A mudança, à época, foi motivada pela não indicação do então prefeito Antônio da Silva (PP) ao projeto de sucessão, já que o candidato governista, naquele ano, foi Eloir João “Lico” Reis (então no PSDB).

Ao lado de Montibeler, Furtado venceu os ex-aliados e, como prêmio, foi alçado à diretoria do Semais (Serviço Municipal de Água, Infraestrutura e Saneamento). Para provar a fidelidade e lealdade ao mandatário, filiou-se ao MDB e concorreu, outra vez, ao Legislativo, mas atingiu apenas a suplência.

TERCEIRA VIA

Furtado chega à denominada “terceira via” com vasta experiência em processos eleitorais, com passagens, inclusive, pelos dois mais tradicionais movimentos políticos do município. O que pode, certamente, ser um trunfo a mais para o projeto de reeleição de Alves Maciel.

Sentimentos

Postado em 8 de abril de 2024
Foto: Luan Lucas

O ex-prefeito Elmis Mannrich, de Tijucas, diz ter notado pelas ruas do município um “sentimento de mudança”. Em paralelo, o presidente local do MDB avalia que o partido há muito tempo não se unia tanto em prol de um projeto político.

Em entrevista ao programa LINHA DE FRENTE, quinta-feira (4), o pré-candidato emedebista à prefeitura ponderou que o cenário atual é muito diferente de 2016, quando o resultado das eleições foi negativo para a legenda. E que hoje, inclusive, o povo tijuquense fala da sua gestão com “saudade”.

“Agora, a cada dia que passa, a população está com mais saudade do Elmis, com o gabinete aberto, atendendo a população, trabalhando todo dia, chegando na prefeitura às seis horas… Eu peguei uma situação de mudança e aconteceu aquele fato. Chega uma hora que as pessoas querem mudar, às vezes, pra pior. Mas querem mudar. Com certeza querem mudar de novo, mas pra melhor. Porque conhecem o que já fizemos pelo povo de Tijucas”, disse o ex-mandatário.

Mannrich pontuou, ainda, que obras de alta aprovação popular são importantes, mas que o atendimento à comunidade não pode ficar em segundo plano. O emedebista frisou também que vê a cidade “parada”, “abandonada” e “triste”.

“É importante ouvir os reclames da sociedade e visitar as pessoas. Fizemos isso com propriedade, mas com simplicidade. Gostamos disso. Tijucas ficou sem (os desfiles de) 7 de Setembro Reveillon, Carnaval, Festival de Talentos… Por isso o nosso partido se colocou à disposição do município. Conhecemos a população e sabemos da necessidade”, disse.

MORRO ABAIXO

Embora destaque a relevância da militância histórica do MDB no processo, o ex-prefeito reconhece a importância de uma composição que fortaleça a proposta. Haveria, inclusive, em andamento, conversas com outros grupos de oposição que tenham o mesmo projeto de “mudança”.

“O ex-governador Luiz Henrique (da Silveira) sempre colocava pra nós: ‘se puder fazer uma eleição morro abaixo, não vamos fazer morro acima’. Hoje tenho convicção de que podemos ganhar a eleição mesmo que PL e UNIÃO tenham projetos próprios. Mas, temos conversado com os dois”, revelou.

Reaparecimento

Postado em 19 de março de 2024
Foto: Luan Lucas | Arquivo

Que ninguém se surpreenda caso o advogado e ex-vice-prefeito Roberto Carlos Vailati ressurja no jogo político de Tijucas nos próximos momentos. O atual presidente do PSB local, de acordo com fontes precisas do Blog, teria interesse, mais uma vez, no encaminhamento eleitoral da cunhada Maria Edésia da Silva Vargas, a Déda, mas agora em projeto amplamente audacioso.

A diretora do Procon municipal manifestou, tempos atrás, desejo de concorrer à prefeitura nestas eleições. Se por impulso ou orientação, sabe-se apenas que a ex-vereadora ganhou respaldo, inclusive, no PT tijuquense, especialmente com a mudança de comando e a chegada do irmão, Adenio da Silva, na secretaria de Formação do partido.

Vailati, que mantem o controle do PSB e teria atuado decisivamente para a tomada do PT no município, estaria projetando um bloco alternativo para a disputa do pleito de outubro. Especuladas divergências com o prefeito Eloi Mariano Rocha (PSD), de quem vem se distanciando gradativamente, corroboram com essa sugerida proposta de independência eleitoral.

ISOLAMENTO

Negociações com as demais correntes do município, entretanto, enfrentariam grandes barreiras. Pesariam contra o ex-vice-prefeito as rusgas do passado e a ideologia das bandeiras que defende.

Uma conjuntura com o MDB – que foi bem-sucedida em 2004 – esbarraria na péssima relação entre Vailati e o ex-prefeito Elmis Mannrich, presidente municipal do partido e pré-candidato emedebista à prefeitura.

Com o PL, no entanto, as chances de acerto seriam ainda menores por conta da pauta nacional e da rivalidade extremada entre movimentos de esquerda e direita.

Ex-inimigo

Postado em 11 de março de 2024
Foto: Arquivo Pessoal

O empresário, ex-secretário municipal e ex-vereador Sidney Machado (PL), popular Ney da Tijusat, mudou de alvo. Antes crítico incisivo das ações do governo municipal, sobretudo do prefeito Eloi Mariano Rocha (PSD), ele trocou os julgamentos locais pela disputa nacional entre movimentos de esquerda e direita.

A atenuação aos atos de Mariano Rocha, entretanto, pode ter como pano de fundo a aproximação com líderes do PP, um dos partidos aliados da gestão, e a expectativa de uma filiação à legenda nesta janela. As tratativas envolvem, ainda, uma possível candidatura à Câmara Municipal nestas eleições pelo grupo governista.

Como argumento basal da mudança, a propósito, Machado se apoiaria na questão ideológica, na falta de espaço no PL e no fato de que o PP foi, por muito tempo, a bandeira partidária do ídolo e ex-presidente Jair Bolsonaro.